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  • há 8 horas

Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:01Música
00:04Quando a noite desce com um beijo
00:12Sonhos ficam a rolar no chão
00:20Fecho os olhos pra te olhar
00:23Eu acho que você fez muito bem, minha querida.
00:27Precisa começar a se distrair.
00:29É, mas ontem me aconteceu um fato muito desagradável, Zilda.
00:33É?
00:34O Montenegro muito sutilmente insinuou que poderia se casar comigo.
00:43Não acredito.
00:45Isso me ofendeu um pouco, porque afinal de contas eu estava ali sentada com ele naquela mesa, jantando, mas de
00:53luto ainda.
00:57É estranho, né?
00:59O Montenegro sempre se mostrou um homem tão respeitador.
01:04Quer dizer, ele não me desrespeitou.
01:07Ele insinuou.
01:08Eu fiquei um pouco chocada.
01:16É...
01:16Bom, mas, Rafaela, o Montenegro não é um homem de se jogar fora, né?
01:22É, eu também acho.
01:24Eu tenho uma grande admiração por ele.
01:27Eu só acho que ele se precipitou um pouco, porque, afinal de contas, eu não me refiz ainda da morte
01:33do Herber.
01:37É...
01:39Isso a gente entende.
01:41É...
01:42Mas e aí?
01:44O que aconteceu?
01:45Bom, eu...
01:46Eu não tinha saída, eu não podia responder a uma simples insinuação, então eu me fiz de...
01:53De ingênua, não é?
01:55Passei por cima.
01:59É...
02:00Quem diria, né?
02:02O Montenegro, um homem tão dedicado ao Herber, de sua confiança, né?
02:10Agora eu estou sujeita a esse tipo de coisa, minha querida, porque qualquer homem que chegue perto de mim, eu,
02:16viúva, ele vai se achar no direito de me conquistar.
02:21Ah, mas você vai saber lidar com essas coisas.
02:24Quantas vezes você ignorou as cantadas na época que você ia às reuniões sociais com o Herber?
02:29Ui, inúmeras, inúmeras.
02:34Dançando, então, o que eles diziam no meu ouvido era...
02:39De dar medo.
02:41Eu sempre me fingia de boba, pedia licença, deixava o sujeito sozinho, mas...
02:47E o que eu levava de apertão dançando?
02:51Mas, bem, o Herber estava sempre de olho em você, né?
02:55Pelo contrário, ele nunca estava de olho em mim.
02:58O olho dele sempre estava caído em cima de alguma outra mulher mais jovem.
03:04Como era safado, Herber.
03:09Era?
03:11Você sempre disse o contrário?
03:14Não, quer dizer, não.
03:16Ele era menos safado do que a maioria dos homens, mas era safado.
03:26Ele tinha as suas quedas, não é?
03:29Ultimamente, então, nesses dois últimos anos, três, que ele estava com aquele complexo de...
03:38De velhice, não é?
03:41Ele...
03:41Coitado, coitado, coitado.
03:44Mas, sabe, Zilda, eu acho que ele não conseguiu, assim, aproveitar a vida, não, sabe?
03:51Ele não aproveitou e não me deixou aproveitar.
04:00Bom, o que eu posso te dizer, minha querida, é que, com o tempo, você vai olhar o Monte Negro
04:08com outros olhos.
04:10Não é?
04:14Talvez, depois de passar essa fase.
04:22Vovó, a senhora soube que ontem à noite a mamãe saiu para jantar com o doutor Monte Negro?
04:27É, claro que soube, né?
04:29Eu acho bom ela se divertir.
04:31Eu acho aquele tal de doutor Monte Negro um palermo empolado.
04:36Vovó, não fala assim, ele nem tem nos ajudado tanto.
04:38Ah, também não faz mais que obrigação, né?
04:40Durante muitos anos ele viveu as custas do Herba.
04:45Eu acho ele um homem bom e educado.
04:48Tá bom, pode ser que eu esteja enganada.
04:51Bom dia.
04:52Oi, mamãe.
04:53Você se serve?
04:54Claro.
04:56E aí, Tamires?
04:57Deu Maurício?
04:59É, tomou o café rapidinho e foi para o trabalho.
05:01E com humor de cão.
05:03Me conta, e outra noite?
05:05Pegou ele na mentira?
05:06Não, ele até foi muito legal.
05:09Ele me disse que ele saiu da imobiliária lá pelas quatro e meia, encontrou o Guilherme,
05:13foi mostrar os apartamentos e depois os dois foram um planos bebê.
05:17Ah, é?
05:18Depois eu disse que eu tinha ido até a imobiliária.
05:23Besteira sua, Tamires.
05:25Levou bronca, não levou?
05:29Levei.
05:30Nem de manhã ele falou comigo.
05:32E você acreditou nessa historinha que ele contou?
05:35E por que que eu não ia acreditar, vovó?
05:37Ele não sabia que eu tinha estado na imobiliária?
05:40Você tem certeza?
05:41Vovó, para de colocar minhoca na cabeça dos outros.
05:44Vive desconfiando de tudo, que coisa.
05:46Ah, meu bem, é que a vida me ensinou.
05:49E a primeira coisa que eu aprendi com a vida foi que não se deve confiar nunca nos homens.
05:54A senhora é muito drástica, vovó.
05:56Eu também acho.
05:57E vocês são muito jovens.
05:59Vocês vão aprender com o tempo.
06:02Você, meu bem, já teve a sua primeira decepção.
06:05Não será a última, não. Outras virão.
06:07Qual foi o seu problema na vida, vovó ou vovô?
06:12É.
06:13Como é que você soube?
06:15Pela sua amargura.
06:16Pelo jeito que você fala dos homens.
06:20Uma amiga, ela me telefonou ontem à noite,
06:23querendo, assim, umas informações e conselhos sobre...
06:28Dólares.
06:30Imagina, logo para mim.
06:32Aí eu não entendo nada disso.
06:33É engraçado, né?
06:34Ah, mas eu queria ajudar ela, sabe, Madeu?
06:38Mas eu nunca vi um dólar, não sei nem a cor do dinheiro americano.
06:42Eu não sei como é que é.
06:43Uma vez um amigo meu também pediu um conselho que eu não podia dar.
06:46Imagina só, ele queria saber como é que se rebaixava o motor do carro dele.
06:50Ah, é?
06:51Eu não entendo nada de motor de carro.
06:53E você...
06:55Você entende do que, hein, Madeu?
06:58Eu?
06:58Bem, Rosemary, eu sou um cara muito simples, né?
07:01Eu entendo de carga e dos meus dois caminhões.
07:05Só?
07:06E olha lá, eu estudei quase nada, né?
07:09Bom dia!
07:10Ai!
07:10Ah, bota azar.
07:12Estão passeando pela praça?
07:13É.
07:13Bucólica?
07:14Não.
07:14Quer foca?
07:15Nós estamos na floresta amazônica.
07:17Ai, quanto macaco, ó.
07:20Você não entendia macaco de pipoca, né?
07:22Entendi sim, ela é muito engraçadinha.
07:24Escuta, bota azar, você não tem um monte de carteira pra consertar?
07:27Sim, eu não ganhei a concorrência ainda.
07:29Vou deixar de ser mole educado.
07:32Eu tava aqui conversando com a Madeu, você que tá se intrometendo.
07:34Desculpa.
07:35Quer pra copa?
07:36Não.
07:37Escuta, vamos saber qual é o assunto?
07:39Uma amiga minha telefonou, ela queria, assim, um conselho, saber, assim, sobre dólares.
07:45Dólares?
07:46É.
07:47É comigo mesmo, o que ela quer saber?
07:48Você entende disso?
07:50Não, eu não entendo.
07:50Ah, eu sou o Baltazar, eu entendo de dólar, de peso, de...
07:53Ah, Baltazar não chuta, vai.
07:55Que chuta, o quê?
07:56Eu entendo mesmo, cara.
07:57Quanto é que vale, em cruzado, um dólar?
08:01Um dólar?
08:01É.
08:02Bom, um dólar é quatro vezes sete, sete, sete, sete, sete...
08:04Vai, diga, quanto vale?
08:06Tá valendo muito dólar.
08:07Não, mas em cruzado.
08:08Ah, eu...
08:09De noite eu te ligo, tá?
08:10De noite eu te ligo, te ligo.
08:12Baltazar, não faz isso por mim.
08:13Eu te ligo de noite.
08:14Ah, mas...
08:14Ah, mas que vingativo.
08:16Vingativo nada, Rosemary.
08:18Ele tá chutando, ele vai consultar o jornal.
08:21Olha, ele entende tanto de dólar quanto eu, quer dizer, nada.
08:24Ah, mas que desgraçado.
08:25Baltazar!
08:28Oh, meu neto.
08:30Tudo bem?
08:31Cadê sua mãe, meu filho?
08:32Ela saiu, mas você já voltou.
08:33Vê se ela tá no quintal tomando sol, vô.
08:35Eu estou precisando da escritura da casa.
08:39Escritura da casa?
08:40Será que ele vai torrar a casa?
08:42Não.
08:44Não está, não.
08:45Você sabe onde é que ela foi?
08:46Ah, não sei não, avô.
08:48Você não sabe como ela gosta de uma rua, né?
08:50Ah, mas que droga!
08:52Logo hoje que o gerente do banco está de bom humor,
08:55eu posso levantar uma grana com ele?
08:57Não, seu nome, é?
08:58Não, meu filho, o nome dela.
09:00Olha, é claro, a casa não está no nome dela.
09:01Ah, então espera chegar, avô.
09:02Não posso.
09:03Sei lá até quanto vai durar o bom humor desse homem.
09:06Você não sabe onde é que ela aguarda a escritura?
09:07Ah, não sei não.
09:08Estou vendo o armário dela.
09:09É lá que ela aguarda os documentos.
09:10É, eu vou lá ver.
09:21Será que ela aguardaria uma escritura aqui?
09:29Bom, mas aqui não é lugar para guardar.
09:35Quem é que iria roubar?
09:39Não está.
09:41Não tem nada aqui.
09:42Aqui, talvez aqui em cima.
09:46Não tem nada.
09:47Aqui não está.
09:50Não tem nada.
10:02Foi.
10:08Nunca vi essa cesta aqui.
10:11Foi.
10:15Meu Deus.
10:18É dinheiro.
10:21É dólar.
10:30Tem a Nossa Senhora.
10:42Vovó, vou dizer uma coisa.
10:43A senhora cozinha mil vezes melhor do que aquela empregada, sabia?
10:47É, mas eu não vou aguentar muito tempo nessa vida não, hein?
10:51A adega.
10:54Nós nos esquecemos da adega.
10:57Claro, a adega.
10:59Você deve ter muita bebida boa lá.
11:01Ih, o rapper gastava uma fortuna com essa adega.
11:04De frente e de trás
11:07Eu te amo cada vez mais
11:10De frente e de trás
11:14Pega, rapaz
11:16Me pega, rapaz
11:18De frente e de trás
11:22Eu te amo cada vez mais
11:25Mais, mais, mais
11:26Pega, rapaz
11:27Me pega, rapaz
11:31De frente e de trás
11:35Cada vez mais
11:42Uau, que legal
11:44Nós dois velados aqui
11:45Que nem me conheceram o dia que eu nasci
11:48Que nem no banho
11:49Por baixo da etiqueta
11:51É sempre tudo igual
11:52Curiosa, xereta
11:53E gostoso
11:54Sem pressura
11:55Sem disfarce
11:56Sem fantasia
11:58Que nem seu pai
12:00Sua mãe
12:00Salvou
12:01Sua tia
12:04Indecente
12:05Você tem que ficar
12:06Descrito de cultura
12:08Daí não tem jeito
12:10Quando a coisa
12:11Fica dura
12:13Sem roupa
12:14Sem saúde
12:15Sem casa
12:16Tudo é tão imoral
12:18A barriga pelada
12:20Essa vergonha nacional
12:22Vai
12:23Pelado, pelado
12:24Tu com a mão no bolso
12:28Pelado, pelado
12:29Tu com a mão no bolso
12:33Pelado, pelado
12:34Tu com a mão no bolso
12:37Tu com a mão no bolso

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