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Fábio Ferreira, CEO da Verde Campo, é o convidado do Show Business. Ele analisa o comportamento do consumidor brasileiro e responde se o público está disposto a pagar mais por produtos saudáveis. Fábio também detalha a parceria estratégica com a Coca-Cola e como a cultura corporativa de uma gigante global impulsionou o crescimento da marca.

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Transcrição
00:00Antes de qualquer coisa, vocês são uma empresa familiar que ao mesmo tempo passou por duas gigantes,
00:07que eu acabei de citar, Coca-Cola e o Grupo M da Suíça.
00:12Como manter a cultura de uma empresa com mudanças tão significativas?
00:19Legal, Bruno. Primeiro, um prazerzaço, prazer enorme estar aqui com você.
00:23Eu que sou um admirador seu e que já sou fanzaço do show business há muito tempo.
00:29Tenho uma história especial com o programa e é uma satisfação enorme, uma realização pessoal estar aqui.
00:36Pra falar de Verde Campo e dessas idas e vindas dos acionistas da marca, sobre essa questão de cultura,
00:44a cultura organizacional na nossa companhia é algo muito forte, né?
00:48Porque uma empresa que nasce com o propósito de diferenciação em lácteos focados em saudabilidade,
00:56você precisa primeiro pulsar essa cultura de saudabilidade dentro de casa, no dia a dia da organização,
01:03desde a captação de leite até o processo de manufatura, processo de desenvolvimento dos produtos,
01:10essa cultura corporativa de viver saúde.
01:13Eu brinco que ela precisa pulsar muito dentro de casa.
01:16Ela precisa, a partir de mim, junto com os nossos mais de 600 colaboradores,
01:21ela precisa ser de verdade.
01:22Então, hoje na companhia a gente tem um movimento interno que chama Viver Verde Campo,
01:27que é justamente isso.
01:28A gente fomenta a saúde mental dos colaboradores, o relacionamento entre áreas,
01:34a alimentação equilibrada, não restritiva, mas com equilíbrio.
01:38Então, a gente dentro da nossa unidade oferece uma alimentação de extrema qualidade
01:42e a atividade física no dia a dia para o nosso colaborador, com vários incentivos na rotina dele
01:50para que ele encaixe a atividade física.
01:52Então, essa prática de saúde, ela torna a companhia verdadeira.
01:58E aí, tudo que é verdadeiro, a gente tem uma crença muito grande que isso pulsa
02:03de uma maneira muito mais natural para os consumidores.
02:06Então, apesar de toda essa mudança na estrutura societária da companhia,
02:10sempre teve muito enraizado esse viés de diferenciação e saudabilidade,
02:14porque ele pulsa de verdade na nossa cultura corporativa.
02:18E deixa eu trazer uma informação aqui para a nossa audiência.
02:21Eu falei de Coca-Cola, que comprou em 2016 a companhia.
02:26Depois, hoje, a atual situação da companhia é que o grupo suíço tem 70% da verde campo
02:34e os outros 30% estão nas mãos dos fundadores originais,
02:40que hoje estão no conselho de administração da companhia.
02:45E você foi contratado para ser o CEO, o comandante dessa companhia.
02:54Qual que é a missão que eles te deram?
02:56Quando eles contrataram você, o que eles falaram?
02:59A missão, Bruno, é uma ambição muito positiva de crescer saudabilidade no Brasil.
03:06Quando a gente olha a nossa lista de ingredientes,
03:11quando a gente olha, porque a gente é uma indústria de laticínios
03:14que só trabalha com leite fresco, ingredientes 100% naturais,
03:19isso tem uma potência de crescimento e de desenvolvimento,
03:23de penetrar com a verde campo, cada vez em mais lares no Brasil.
03:27Como eu te falei, a companhia pulsa essa cultura de saudabilidade.
03:32E quem é que não quer se alimentar bem?
03:34Eu acho que todos os brasileiros têm na sua lista de intenções,
03:38aqueles planos de início de ano, sempre se alimentar bem.
03:42Mas isso não é uma realidade atual?
03:44Eu faço essa pergunta porque há 10 anos as pessoas pensavam assim?
03:50Obviamente, talvez era em menor escala, em menor proporção.
03:53Mas, por exemplo, a Verde Campo já produz iogurte sem lactose há mais de 10 anos,
04:00que é a nossa marca Lac-Free.
04:02Todo esse boom, todo esse consumo de proteína que hoje reverbera no Brasil ou no mundo,
04:07a nossa marca Natural Way já tem registro muito anterior, há mais de 10 anos.
04:12Então, isso já estava no dia a dia da companhia.
04:15O que a gente observa hoje é, de fato, um caminho, um solo mais fértil
04:20para que a gente possa crescer com a companhia.
04:24Então, eu fui contratado realmente para poder, através dessa cultura genuína,
04:31incrementar vendas, incrementar distribuição
04:34e, de certa forma, com um propósito de ser a escolha mais saudável em lácteos no Brasil.
04:39O brasileiro paga mais caro por um produto mais saudável?
04:45Paga. Paga mais caro porque, de fato, quando você tem uma cabeça de inovação,
04:52uma cabeça de diferenciação e, principalmente, trabalhar com ingredientes 100% naturais,
04:59naturalmente, na sua matriz de custos, você tem insumos de melhor qualidade.
05:04Você trabalhar dentro de um laticínio que só trabalha com leite fresco,
05:08você precisa ter uma cadeia de supply muito just in time.
05:11Eu brinco com o nosso time no dia a dia que você não consegue negociar com a vaca
05:16para ela parar de botar leite.
05:17Um laticínio, uma fazenda leiteira, é de domingo a domingo, 365 dias do ano.
05:23Então, a partir do nosso laticínio em Lavras, num raio de 80 quilômetros,
05:29a gente tem mais de 100 produtores homologados pela companhia
05:34para que a gente possa cuidar da qualidade desse leite,
05:38tanto a qualidade nutricional quanto a qualidade sanitária.
05:43E essa cadeia é uma cadeia mais custosa, ela é uma cadeia mais onerosa,
05:49ainda mais para você poder distribuir esses produtos pelo Brasil inteiro.
05:54Como é que é a operação de vocês?
05:56Porque a sede fica, foi fundada a companhia, em Lavras,
06:00uma cidade de quantos habitantes?
06:02120 mil habitantes.
06:04120 mil? Até estrava menos.
06:06120 mil é no sul de Minas Gerais.
06:08No sul de Minas Gerais.
06:09Tá.
06:09A sede administrativa fica nessa cidade, em Lavras,
06:13vocês têm fábrica lá.
06:15Exato.
06:16Só que toda a operação é o quê?
06:18Uma cooperação entre esses produtores?
06:23Funciona, a gente tem as nossas transportadoras que estão no campo,
06:28nas fazendas, nas propriedades, buscando esse leite fresco,
06:33trazendo para a nossa fábrica, para a nossa unidade em Lavras,
06:37para que a gente possa receber, fazer todo o processo de segregação,
06:42tratamento desse leite, para que ele possa entrar no processo de pasteurização,
06:47fermentação e a gente separar ele nas diversas linhas de produção.
06:52Então, é uma máquina ligada de domingo a domingo.
06:55Tem que gostar realmente do que faz quem trabalha com laticínio.
07:00A partir daí, o produto entra no processo de manufatura,
07:06o time de vendas está na rua vendendo, os pedidos vão chegando diariamente
07:11e a gente distribui a partir de Lavras para o Brasil inteiro.
07:15Então, hoje a companhia é uma companhia nacional,
07:17com distribuição de Manaus ao Rio Grande do Sul,
07:20e a gente tem essa máquina de operações para poder administrar no dia a dia.
07:27Trabalhar com lácteos frescos, com um shelf life,
07:31com uma data de validade muito reduzida,
07:34você tem que ter uma engrenagem muito eficiente.
07:36A gente brinca que laticínio não aceita desaforo,
07:40senão você tem muitas perdas ao longo do processo.
07:43Então, ao mesmo tempo que a gente fomenta, Bruno,
07:45a saudabilidade, esse viés muito branding do lifestyle da marca,
07:50a Verde Campo é uma love brand para os brasileiros de produto saudável,
07:54uma marca aspiracional,
07:55mas ao apagar das luzes, no dia a dia, de uma maneira muito simples e direta,
07:59a gente é uma máquina de operação.
08:01O laticínio é uma máquina de operação.
08:03Então, a gente precisa ser um líder muito ambidestro.
08:06Ao mesmo tempo que você tem essa habilidade de cuidar da operação,
08:10custos e despesas, algo muito enxuto, muito justo,
08:13porque não permite desaforo, você não pode ter perdas ao longo do processo,
08:17a gente precisa cuidar da marca, a gente precisa fomentar consumo,
08:20a gente precisa desenvolver a nossa comunidade de nutricionistas,
08:23que hoje a companhia tem uma plataforma chamada Espaço Nutri,
08:26que tem mais de 27 mil nutricionistas cadastrados.
08:29Então, é uma máquina de operações aliada a essa agenda de saudabilidade.
08:34Hoje, distribuição é o seu maior desafio?
08:38Sem dúvida nenhuma.
08:39O Brasil tem dimensões continentais,
08:42eu acho que para qualquer empresa de alimentos,
08:46a veia de distribuição tem que aflorar muito.
08:49Então, eu te digo que no meu planejamento estratégico,
08:52a disponibilidade física, que é essa distribuição,
08:55em todo o território nacional, é o principal desafio.
08:59Para isso, não são modelos iguais,
09:01você não consegue ter o mesmo modelo,
09:03o mesmo modelo que funciona em Pernambuco,
09:05não é o mesmo modelo que funciona em São Paulo,
09:06que não é o mesmo modelo que funciona no Rio Grande do Sul.
09:08Então, a gente tem alguns canais de distribuição,
09:12venda física e venda digital também,
09:14com alguns parceiros, os produtos UHT,
09:17a gente consegue ter até uma venda digital.
09:21E nesse desafio, você precisa ter bons parceiros de distribuição,
09:26seja boas transportadoras, bons distribuidores,
09:29bons representantes,
09:30além do nosso timaço de vendas,
09:32que pulsa também a cultura da companhia.
09:37A gente trabalha na Verde Campo
09:38e acredita que a gente sai de casa todo dia de manhã
09:41para realizar um propósito.
09:43A gente enxerga a alimentação saudável
09:45como algo, como viver um propósito.
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