- há 18 horas
- #jovempan
- #showbusiness
Pedro Zannoni comenta sobre os principais desafios em liderar uma das marcas mais representativas no mundo da moda e esporte, a Lacoste. Além disso, Zannoni também trata de temas como falsificação e impacto da China no mercado de vestuário. Já Fábio Ferreira, CEO da Verde Campo, aborda temas diversos, como a dificuldade na distribuição de seu produto, a forma como o brasileiro consome produtos lácteos e, principalmente, como é liderar uma empresa que tem, em sua criação, a identidade de ser familiar.
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#jovempan #ShowBusiness
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#jovempan #ShowBusiness
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Olá, boa noite! Está no ar o Show Business, o mais tradicional talk show de negócios da TV brasileira.
00:07E no programa de hoje vamos receber Fábio Ferreira, CEO da Verde Campo, famosa pelos produtos lácteos.
00:16Vamos conversar também com Pedro Zanoni, CEO da francesa Lacoste.
00:22Eu sou Bruno Meyer e seja muito bem-vindo ao Show Business que começa em instantes.
00:39Ele comanda uma marca francesa de moda fundada em 1933 em Paris.
00:46No Brasil são 90 lojas.
00:50Nós vamos conversar neste bloco do Show Business com Pedro Zanoni, CEO da Lacoste na América Latina.
00:58Pedro, obrigado pela presença aqui em nosso estúdio.
01:00Pedro, você comanda essa marca, como eu apresentei, na América Latina.
01:06E são cinco CEOs espalhados pelo mundo que respondem a Paris na França.
01:16Tem muita diferença quando a gente fala da moda em todos esses países?
01:22E também, se a gente comparar o Brasil com esses países que você comanda na América Latina?
01:29Primeiro, obrigado por estar aqui, Bruno.
01:31É um prazer.
01:32Acompanho o programa há muitos anos, desde a época do João.
01:35E sabe que um momento eu pensei, será que um dia eu vou estar lá sentado?
01:39Chegou o seu dia.
01:41Muito legal estar aqui.
01:42Obrigado.
01:43É um prazer estar aqui com você.
01:45E são cinco regiões espalhadas pelo mundo.
01:49Tem algumas diferenças de tendências, sazonalidade diferente, o clima diferente.
01:56Então, dependendo da época do ano, a gente tem que adaptar as coleções.
02:00Então, a gente não consegue, ao mesmo tempo, lançar tudo o que está sendo feito lá fora aqui,
02:05pelas diferenças de clima que a gente tem.
02:08Mas o consumidor está muito parecido hoje em dia.
02:13É tudo muito conectado, todo mundo sabe o que está acontecendo.
02:17Então, a gente vê...
02:19Tem muita similaridade.
02:20Eu acompanhei bastante em toda a minha carreira.
02:25Muito executivo, pessoas ligadas a produtos, sempre procurando...
02:29A gente é muito diferente.
02:31Tem sempre alguma coisa diferente de outro mercado?
02:33Tem.
02:34Tem algumas diferenças que a gente tem que respeitar.
02:36Tem diferenças econômicas, tem diferenças de gosto, cores.
02:40Mas tem muita similaridade também, Bruno.
02:42Como é que é a operação?
02:43Vamos falar de Brasil.
02:46Vocês têm uma fábrica aqui?
02:48Vocês produzem aqui?
02:50Não, a gente não tem fábrica aqui.
02:52Primeiro que o Brasil é a sede da América Latina.
02:54Daqui do Brasil, a gente comanda toda a América Latina.
02:57Tem algumas subsidiárias e temos distribuidores em outros países da região.
03:01A gente tem produtos que são feitos aqui, mas não feitos por nós diretamente.
03:05Então, tem fábricas que fazem os nossos produtos.
03:07Então, a gente importa produto.
03:09Tem produtos que vêm da França, tem produtos que vêm da Ásia, produtos que vêm da Colômbia,
03:14vêm do Peru e alguns que são feitos aqui.
03:16Então, vêm produtos de todo mundo.
03:18De todos os lugares.
03:19O que mais vende?
03:19A camiseta Apolo?
03:20Apolo.
03:21Apolo?
03:22Ainda bem, né?
03:23É o ícone da marca, né?
03:24Muito belo.
03:24Sempre foi?
03:25Sempre foi.
03:27Desde 1933?
03:28Começou porque o René Lacoste, ex-jogador de tênis, fundador da marca e um inventor, ele inventou a camisa Apolo.
03:36A camisa Apolo não existia.
03:37E além dele inventar a camisa Apolo, ele foi o primeiro a colocar um logo numa peça de roupa.
03:44Que é o crocodilo tão icônico.
03:46Ah, ele que fez tudo.
03:48Tudo isso.
03:48Mas é bom a gente chamar a atenção porque hoje a família Lacoste, né?
03:54É uma empresa familiar, né?
03:55De 1933.
03:57Não tá mais no comando.
03:58Não tá mais no comando.
03:59Quem é o dono da Lacoste hoje?
04:00É um grupo suíço, MF Brands, que tem outras marcas e a Lacoste é a principal delas.
04:08Para os poucos empresários, a gente tem que receber mais, inclusive, empresários aí da moda,
04:13porque é um setor que mexe, né? Um setor poderoso da economia produtiva global.
04:19Mas para os poucos empresários de moda que passam por essa cadeira,
04:24a gente sempre comenta que, tal como outros setores, a moda tem enfrentado uma concorrência com os asiáticos.
04:35Quando eu falo asiático, é chinês.
04:39Vocês têm sido impactados pelos chineses?
04:41Olha, a Lacoste sempre teve uma posição, um posicionamento privilegiado no mercado, Bruno, né?
04:48Então, por toda a história, todo o legado, a forma que ela se posicionou, que ela se comunica até hoje.
04:53É uma marca super diversa, que atende vários públicos.
04:56Então, não é uma coisa que tá no nosso radar de discussão e que tem impactado a gente.
05:01A gente olha muito para o que a gente tem que fazer para ser melhor,
05:05para se conectar com mais consumidores, com mais tribos diferentes, né?
05:08Então, não é uma preocupação nossa.
05:10Se conectar, você falou, né?
05:12Você usou a palavra se conectar aos públicos, né?
05:16Quando você assumiu essa posição de CEO atual que você está, isso faz seis anos.
05:24Agora, em maio, vai fazer seis anos.
05:25Isso aí.
05:26Agora vai fazer seis anos.
05:29Eu lembro bem que tinha uma missão clara de você atingir os jovens.
05:33Não sei quem falou isso para você, se foi a liderança da França, que é atingir o jovem.
05:38Você já conseguiu isso?
05:41Bastante.
05:41Temos muito a fazer, mas hoje a gente já pode falar que a marca é desejada e consumida por jovens
05:46também.
05:46E era um objetivo, não só meu, da América Latina, mas era um objetivo global.
05:51A marca estava se movimentando e continua se movimentando.
05:54Porque estava perdendo a conexão com o jovem?
05:56Eu acho que a marca chegou a algum momento lá atrás.
05:58Ela talvez envelheceu junto com o público dela, né?
06:00E já faz uns anos que isso tem se reciclado, né?
06:03Porque o consumidor jovem de hoje é o consumidor...
06:07Eu, né?
06:08Que já fui...
06:10Olhava a marca com desejo lá atrás.
06:11Você é jovem ainda também.
06:12Não, mas eu olhava o pessoal da idade do meu pai na época usando o Lacoste e por um tempo
06:17talvez se perdeu essa conexão, né?
06:21Então, talvez alguma faixa etária aí não perdeu essa conexão de ver a marca como isso aqui era o que
06:27o meu pai usava, né?
06:28Então, você precisa atingir o público jovem para a marca continuar no tempo, né?
06:32É.
06:32Porque o consumidor jovem de hoje é o consumidor adulto de amanhã, né?
06:35Evidentemente, mas assim, a gente está falando do público jovem, mas ela permanece como uma marca tradicional.
06:43Exato.
06:43E aí que vem a minha pergunta.
06:46Como é que é essa tarefa de produzir, né?
06:50De fazer moda, camisetas, tênis, calças, para atingir tanto o público jovem quanto o público conservador?
07:01Além do produto, Bruno, eu acho que o que mais está importante é o que tem por trás, né?
07:07Porque hoje o público, o consumidor, olha, o que essa marca quer dizer para mim?
07:11Qual que é a alma dessa marca, né?
07:13O consumidor não olha só, vou comprar um Apolo.
07:16Tem que ter uma conexão, tem que ter alguma conexão emocional até do porquê que eu vou desejar essa marca.
07:22Então, para você se conectar com diferentes públicos e nesse caso específico da sua pergunta,
07:27é o público jovem, é influenciadores que falam com esse público, diferentes formas de você fazer marketing com eventos,
07:37com ativações, música, o público urbano, arte, o esporte mesmo, que a Lacoste sempre nasceu do esporte, nasceu com o
07:47René,
07:48as campanhas, o ponto de venda, né?
07:50Tem que ser um ponto de venda convidativo para todos os públicos.
07:53Então, é tudo que está em volta. E o produto também, as coleções, tem que atender esse público.
07:57Não adianta você conectar com esse público, chamar ele para o ponto de venda e não ter o produto adequado
08:01para ele, né?
08:02Então, você tem os produtos icônicos que sempre existem, como a 1212 que eu estou usando aqui,
08:09que foi a primeira Apolo da Lacoste, mas você tem polos com outros tecidos, polos tecnológicos.
08:14A gente lançou o ano passado a Apolo L1212 Light.
08:17É a primeira vez que a Apolo 1212 teve um tipo de fabricação, tecido mais leve.
08:21Então, você tem várias formas de você se conectar com esse público, chamar esse público e depois ter o produto
08:27correto que ele está procurando.
08:29Você tem usado muito uma palavra que, para mim, é certeira, que é desejo, que as pessoas desejam.
08:37E o que hoje as pessoas, você pode até falar, o brasileiro deseja na hora de comprar uma roupa?
08:46Não só a roupa. É o que tem por trás dessa roupa. Um pouco do que eu falei aqui rapidamente,
08:51né?
08:52O que essa marca representa para mim? Qual é a história dessa marca? O que essa marca defende?
08:56É uma marca inclusiva? É uma marca diversa?
08:59E aí, não só em equidade de gênero, nada, mas ela atende todos os públicos, né?
09:04Enfim, tem várias coisas. As campanhas que ela faz, né?
09:10Quem são os influenciadores? Quem fala? Quem são os porta-vozes da marca?
09:14Como é que ela atua socialmente, né? Ela apoia? Tem campanhas de inclusão?
09:20Tem uma série de coisas que a marca tem por trás que acabam gerando esse desejo, né?
09:25Ô Pedro, como é que vocês lidam com as constantes falsificações dos produtos de vocês?
09:33De camisetas aos tênis?
09:37Isso acontece no mundo inteiro e normalmente acontece quando a marca é desejada, né?
09:41Isso não é um fenômeno brasileiro?
09:43Não, não. Tem alguns outros mercados que isso acontece.
09:47Toda marca que é desejada é copiada, né? Infelizmente, mas é a realidade que a gente tem que viver.
09:51Tem um departamento e pessoas responsáveis na nossa matriz, na França, que são responsáveis de cuidar disso.
10:00E cada uma das regiões também tem pessoas que estão diretamente ligadas a esse pessoal lá de fora
10:05e trabalham com os órgãos locais para tentar coibir e fazer apreensões e tudo isso.
10:10Mas o que eu acho que é mais importante, Bruno, e o que eu tenho falado bastante para o time,
10:14quando é perguntado ou quando vivencia alguma situação, é tentar ir pelo lado de conscientização
10:20e mostrar o que tem por trás da falsificação, né?
10:24Falsificação não paga imposto, falsificação você não sabe como é que esses produtos são fabricados,
10:29se tem trabalho infantil, se tem trabalho escravo, quer dizer, não tem coisa boa por trás da falsificação, normalmente, né?
10:37Então acho que a conscientização é o mais importante.
10:39E se você olha produtos de performance, por exemplo, o nosso tênis joga-tênis que o Medvedev usa.
10:45Se você vai comprar um tênis e jogar tênis para você fazer um esporte, você tem o risco até de
10:50ter uma contusão,
10:51de se machucar, quer dizer, então, com uma pola, uma camiseta, não.
10:55Mas aí por isso vai ao lado da conscientização junto com a parte do uso, né?
10:58Aqui no Brasil você sabe o que tem por trás da falsificação?
11:03Não, Bruno, não.
11:05É porque você falou de várias coisas, mas eu imagino que é uma questão de...
11:08É uma questão de conscientização que pode acontecer em qualquer lugar.
11:11Que pode acontecer em qualquer lugar.
11:12É difícil afirmar, pode e deve até existir.
11:15É, mas isso é um problema para vocês, né?
11:18Não é uma... é um desafio, mas sobretudo é um problema a falsificação, né?
11:23Que eu imagino que não é só... não é... eu imagino não, não é só vocês que vivem isso no
11:28setor.
11:29Outras marcas, principalmente marca premium, né?
11:32Se a gente for para o setor de luxo, então, você vê uma série de falsificação.
11:36Mas é um problema para vocês.
11:38É um problema, definitivamente é um problema, porque a marca está sendo mal usada, né?
11:45É, ao mesmo tempo, que gera um impacto em toda a economia, no comércio, enfim.
11:51Mas o consumidor...
11:56Como é que... não é o consumidor médio, mas o consumidor que procura uma marca,
12:01que está acostumado a...
12:05vivenciou o que a Lacoste vem construindo durante o tempo, ou o que outras marcas vêm construindo durante o tempo,
12:10não vai usar isso, né?
12:11E não procura isso.
12:12Mas é um problema, Bruno.
12:13Vocês são muito conhecidos por atingirem o público masculino.
12:19É muita... eu e eu imagino, não sei se você pode abrir os números,
12:23que o público masculino é muito forte.
12:26Forte.
12:27É.
12:28Qual é o motivo?
12:29Acho que a Lacoste nasceu com um produto masculino, que é a Polo, né?
12:35E é um produto icônico e até hoje o produto mais vendido que a gente tem hoje são as Polos.
12:38É a Polo, são as Polos, né?
12:39São as Polos, é.
12:40Qual que é a cor? Qual é a cor mais vendida de vocês?
12:41As cores tradicionais, o preto, o azul, o branco, o cinza.
12:47Mas quando tem... e agora a gente... acho que agora no mês de maio, se não me engano,
12:52a gente vai ter uma celebração especial da Polo.
12:54Aí vão ter várias cores, enfim, vai ter uma coisa bem interessante de Polos,
12:59que aí eu posso voltar aqui pra contar mais.
13:01Tá convidadíssimo.
13:02Porque vai ser muito legal.
13:04Mas tem várias cores de Polo.
13:06Tem várias cores de Polo, né?
13:07Quer dizer, no mês de maio vocês têm mais.
13:09É, no mês de maio vai ter uma celebração especial.
13:12Mas a gente sempre, a cada temporada, a cada estação, traz Polos de diferentes cores.
13:19Mas as mais vendidas são as cores mais tradicionais.
13:24Quando eu apresentei você, ao nosso espectador, ao nosso ouvinte aqui do Show Business,
13:28eu apresentei um número, né?
13:30São 90 lojas no Brasil.
13:33Mas se a gente pegar o universo de multimarcas, é um número muito maior, né?
13:41Você tem esse número?
13:42São mais de 1.200 multimarcas.
13:45Mais de 1.200 multimarcas.
13:47No Brasil.
13:47Só no Brasil.
13:48Na América Latina são...
13:49Multimarcas é quando você tem no mesmo ambiente...
13:53Você tem uma loja de moda e você vende Lacoste e as outras marcas do mercado.
14:00Eu estou falando tudo isso porque eu gostaria de saber, de você, que trabalha com loja,
14:05que trabalha com moda, com uma marca conhecida, o que é fundamental para fazer sucesso numa loja de rua?
14:14Loja de rua?
14:15Sem shopping?
14:17Boa pergunta, hein, Bruno?
14:18É...
14:19Eu acho que algumas coisas...
14:20Primeiro, você precisa estar numa rua que tenha fluxo, né?
14:25Entender o seu consumidor.
14:26Eu tenho fluxo?
14:27Tenho, tenho fluxo.
14:28Quem é esse fluxo?
14:29É pessoas que vão de passagem ou é pessoas que realmente estão nessa rua procurando fazer algum tipo de compra?
14:36Ou senão você vai depender só daquela venda espontânea, o que não é muito bom.
14:39É bom você ser destino também, né?
14:42E a gente não está em rua, né?
14:45A gente não tem nenhuma loja de rua no Brasil.
14:48Infelizmente, né?
14:50Está tudo em shopping?
14:51Está tudo em shopping.
14:52Então, vamos inverter a pergunta também.
14:53As nossas lojas próprias, as nossas franquias...
14:55Mas isso vale, então, para shopping também?
14:57O que é fundamental para fazer sucesso em uma loja?
15:01Uma loja.
15:01Vamos lá.
15:02Primeiro, a localização.
15:04Localização é fundamental, né?
15:06Você tem que estar numa área quente do shopping.
15:08E você tem como fazer isso junto com os seus parceiros que são donos do shopping.
15:13Você sabe onde está o fluxo.
15:14Você sabe onde está a área de alimentação, a área de cinema.
15:18Como é que é o fluxo de pessoas, perto de escada rolante ou não.
15:22E tem marcas ou segmentos que precisam de mais ou menos fluxo.
15:25Tem marca que é destino, que você não precisa estar vendo ela.
15:28Você vai até o shopping que você vai e vai comprar ela.
15:31E tem marca que precisa, que tem já esse destino.
15:34E tem marca que tem o fluxo, né?
15:36Que precisa desse fluxo para gerar a venda espontânea por desejo.
15:39A gente precisa dos dois.
15:41Então, a gente procura pontos onde tenha...
15:45A gente já sabe que é uma marca icônica conhecida.
15:47A gente tem um ponto, por exemplo, em um dos shoppings mais icônicos de São Paulo.
15:51Já está há mais de 15 anos lá.
15:53Então, sempre que vem a dúvida, vamos mudar de lá ou não, tem o risco.
15:57Porque tem o público mais tradicional que gosta ir naquele ponto, né?
16:02E dependendo do público que você tem naquele ponto,
16:05é você adaptar o seu produto para atender aquele consumidor.
16:08Então, a gente sempre tem que olhar para o consumidor, Bruno.
16:10Então, essa é a resposta.
16:13Para atender a expectativa de quem está passando ainda.
16:15Mas a boa venda para você, o que é?
16:18O que é a boa venda?
16:20É experiência.
16:23Tem venda que é muito fácil.
16:24Tem a venda que é transacional.
16:26Você entra na loja.
16:27Você me confessou aqui que você é cliente.
16:29Você gosta da Polo Azul.
16:30Vou lá comprar a Polo Azul.
16:32E acabou.
16:33Mas o que a gente quer é que você, Bruno, quando entra na loja,
16:36você tenha uma experiência também dentro da loja, né?
16:38Que você veja outros produtos.
16:40Que você se sinta em um ambiente diferente.
16:42As lojas hoje...
16:42E vai mudar o conceito daqui a pouco, que vai ser muito interessante.
16:46Mas as lojas hoje são inspiradas nos vestiários de jogar tênis.
16:50Então, é um ambiente que você se sente acolhido.
16:53Está ligado com a história da marca.
16:55Você entra na loja, você vê a história da marca.
16:58O vendedor vai te contar o que tem por trás da Polo.
17:02Por que essa é a Polo icônica.
17:04Então, essa é uma boa venda para mim.
17:06É que você entra lá procurando um produto,
17:08mas que você saia também com uma experiência, com vontade de voltar lá,
17:11quando eu lance a próxima Polo.
17:13Olha só, você falou de tênis.
17:15Não foi a primeira vez que você falou de tênis,
17:18mas eu preciso apresentar para a nossa audiência do Show Business,
17:21que a sua infância, a sua adolescência, foram mergulhadas aí no esporte.
17:27E quando eu falo esporte, é tênis.
17:29Tênis.
17:30Seu sonho era ser um tenista.
17:31É.
17:32Na verdade, você...
17:33Fui tenista.
17:34Não, mas o seu sonho era a vida inteira jogar tênis.
17:37Era viver do tênis.
17:38O Pedro, nosso convidado desse bloco aqui do Show Business,
17:43você foi um...
17:44Não era só lazer mesmo.
17:47Você jogou profissional em torneios mundiais, né?
17:50É.
17:51Eu joguei num nível bem decente.
17:54Quais?
17:54Roland Garros?
17:55É, joguei Roland Garros, joguei o Wimbledon juvenil,
17:57fui campeão mundial juvenil em 93,
18:00junto com o Guga e com outro catarinense que chama Márcio Carlson.
18:02A gente era equipe de Copa Davis juvenil,
18:04era eu, o Guga e o Márcio Carlson, a gente ganhou em 93.
18:06No mesmo ano, a gente ganhou o Campeonato Sul-Americano de 93
18:10e ganhou o Mundial em 93, que foi em Delray Beach, na Flórida.
18:13E como é que foi essa virada?
18:15Primeiro, por que você largou o tênis?
18:17Tá.
18:17E como é que você chegou ao mundo corporativo?
18:21É, eu já...
18:24Com 16 anos eu fiz, 16 pra 17 anos, fiz meu primeiro ponto na ATP,
18:28que é quando você começa a jogar torneios profissionais.
18:31Como eu ainda era juvenil, eu tinha um calendário híbrido
18:33entre torneios profissionais pequenos e meu calendário juvenil.
18:38No primeiro ano, depois, até 18 anos vai a categoria juvenil,
18:42a partir daí você decide jogar profissional ou vai fazer faculdade, outra coisa.
18:48Eu decidi continuar, mas logo no primeiro ano,
18:51por problemas familiares que se deram,
18:54econômicos familiares que se deram pela separação dos meus pais,
18:58parei de jogar.
18:59Não parei imediato.
19:00Na minha época o treinador era o Cássio Mota,
19:03ex-tenista, um dos melhores tênis que o Brasil já teve.
19:05E ele falou, Pedro, não para de jogar.
19:07Começa a dar aula de tênis pra ajudar em casa
19:11e você faz isso meio período,
19:13outro meio período você continua vindo treinar aqui comigo,
19:15porque eu treinava com ele na época,
19:16porque você tá jogando bem.
19:19Mas foram seis meses muito complicados na minha vida,
19:22porque eu não conseguia...
19:24Eu conseguia treinar, mas não conseguia competir,
19:25porque pra competir você precisa viajar.
19:27Por que eu não conseguia viajar?
19:29Eu não tinha dinheiro pra viajar
19:30e eu precisava dar aula de tênis pra botar o dinheiro em casa.
19:33Minha irmã também passou por isso.
19:36E o primeiro emprego que eu consegui,
19:39além da gente ter que mudar do apartamento que a gente tava
19:41por promessa financeira, a gente se afastou muito,
19:43foi em Alphaville e eu não tinha carro.
19:46Não era tão fácil ir pra Alphaville naquela época,
19:48isso foi em 94.
19:50Então eu tinha que pegar dois ônibus,
19:52metrô, o Inter Estadual, o Inter Municipal até Alphaville,
19:56pra estar às sete horas da manhã na quadra de tênis.
19:58Então eu me acabei físico e mentalmente.
19:59Depois de seis meses eu falei, não dá mais.
20:02E aí comecei a dar aula de tênis.
20:04Dei aula de tênis por seis anos,
20:06até que em 2001,
20:08a Wilson, material esportivo,
20:10tava procurando alguém pra área de marketing.
20:12E aí tive a felicidade de algumas pessoas
20:16que me ajudaram a me indicar.
20:17Mesmo eu não tendo estudado marketing.
20:19Eu fiz um ano de engenharia,
20:21que eu acabei desistindo,
20:23por ser incompetente em cálculo em algumas coisas.
20:26É incompetente?
20:27É, eu era, né?
20:28É muito incompetente.
20:29Agora não pode ser mais.
20:30Não, não, não.
20:31Agora não pode ser mais.
20:33Não, não, não.
20:33Não sou mais.
20:34Mas pra fazer engenharia era...
20:36Porque no Brasil não é muito fácil
20:38você jogar tênis e estudar ao mesmo tempo.
20:40Então meus estudos foram prejudicados.
20:42Eu faltava muito, viajava.
20:44Não tinha essa facilidade de estudar online.
20:46Então, enfim, comecei a faculdade,
20:48não fui bem,
20:48mas acabei fazendo direito.
20:49Então me formei em direito.
20:50Enquanto eu fazia direito,
20:52eu dava aula de tênis
20:54pra pagar a minha faculdade e tudo isso.
20:56Mas em 2001,
20:58o Nelson Aertes,
21:00que é um ex-tenista,
21:01o Fernando Meligene,
21:02que além de ser meu padrinho de casamento,
21:04me ajudou nessa...
21:05Porque ele tem uma história parecida comigo, né?
21:07Ele é argentino também,
21:08cresceu, jogou no Brasil.
21:10É outra informação, né?
21:11Você é argentino,
21:12mas você chegou aqui...
21:13Ah, com cinco anos, né?
21:14Com cinco anos.
21:15Era pequenininho.
21:16Brasileira.
21:16Brasileira de coração,
21:17mulher brasileira,
21:18filhos brasileiros.
21:20E comecei a trabalhar na URSS em 2001.
21:22E aí, deslanchou?
21:24É, comecei em marketing.
21:25Eles estavam procurando alguém
21:27que entendesse um pouco do ecossistema do tênis.
21:29O que é o ecossistema?
21:30Professores, jogadores,
21:32clubes pra patrocinar
21:33e que entendesse de produto, né?
21:35E aí comecei a minha jornada corporativa.
21:37Logicamente, eu estudei,
21:39fiz pós em administração,
21:41fiz cursos de marketing,
21:42sempre procuro me atualizar,
21:44fiz um curso em Wharton
21:45de management,
21:47enfim,
21:48tive que me preparar
21:49pra atender as expectativas
21:50do mundo corporativo.
21:51Agora, o tênis,
21:53que é a sua paixão,
21:55dá pra ver, né?
21:56Primeiro que você sempre sonhou
21:57em ser o tenista até hoje, né?
22:00Por circunstâncias da vida,
22:02os caminhos foram se alterando,
22:04mas o tênis segue sendo
22:07a sua paixão,
22:08o seu amor.
22:10O que ele te ensina
22:11no dia a dia do trabalho?
22:13Me ensinou muito
22:16o tênis e o esporte.
22:17O esporte traz disciplina,
22:20traz a importância
22:21de você ter um calendário
22:22bem balanceado.
22:23E aí, o calendário no tênis,
22:24o que é você ter?
22:25O momento de fazer
22:26a pré-temporada de preparação,
22:27o momento de descansar,
22:28de se alimentar.
22:32E a mesma coisa acontece
22:33no mundo corporativo, né?
22:35Se você não tem
22:36uma agenda clara,
22:37se você tem as suas prioridades,
22:38os momentos de reuniões individuais
22:40do seu time,
22:40o momento de atuar em grupo,
22:42as interações que você tem
22:44com a matriz,
22:45as interações que você tem com as...
22:46eu tenho com as diferentes
22:47subsidiárias daqui,
22:48se você não tem uma disciplina
22:49muito clara,
22:50você acaba se perdendo, né?
22:52Definir prioridades.
22:53Mas acho que o mais importante
22:54que o tênis traz
22:55e o esporte traz
22:56é a capacidade que te ensina
23:00de lidar com derrota.
23:01O tênis é um esporte de perdedor, né?
23:04Você não ganha toda semana.
23:06Sim.
23:06Se você olha a quantidade de jogos
23:08ou de pontos que o Federer...
23:10E ele foi,
23:10e ele ganhava muito,
23:12o Nadal ganhava muito,
23:13mas eles não ganham toda semana.
23:15Então você imagina,
23:16tem 128 pessoas jogando
23:18um Grand Slam naquela semana.
23:20Sem contar o qualifying,
23:22que é a área...
23:23127 perdem naquela semana.
23:25Um ganha.
23:26Então você tem que saber
23:28que você...
23:29A chance de você perder
23:30é muito maior do que ganhar,
23:31que você vai em algum momento perder,
23:33mas o que você aprendeu
23:35dessa derrota
23:36que você não pode repetir no próximo
23:38e sempre olhar pra frente.
23:39E é o que você precisa fazer
23:40no mundo dos negócios,
23:41em regiões difíceis
23:43como a América Latina,
23:44como o Brasil,
23:45que tem volatilidade,
23:46tem mudanças constantes
23:47do que acontece na economia,
23:49dólar,
23:49tem muitas variáveis, né?
23:51Você tem que olhar pra frente.
23:52Aprender com o que não deu certo
23:54e olhar pra frente.
23:56Ô Pedro,
23:57você é argentino,
23:59chegou ao Brasil
24:00aos 4, 5 anos de idade
24:02e você tem...
24:04A sua empresa,
24:05a empresa que você comanda,
24:06tem uma fábrica
24:07na Argentina.
24:08O que você percebeu
24:11de mudanças
24:12no seu país
24:14de origem
24:14nos últimos tempos
24:16sob a liderança
24:18do Milley?
24:20Era um país
24:21muito mais fechado.
24:24A fábrica
24:25estratégica
24:27pra gente
24:27lá na Argentina,
24:28porque
24:28até o início
24:30do governo
24:31de Milley,
24:32do Milley
24:32tinha muita dificuldade
24:33de importação.
24:34Pra você importar,
24:35eles cuidavam
24:36da balança comercial
24:37porque o país
24:37tinha pouco dólar.
24:38Então a gente
24:39precisava da fábrica
24:40pra produzir localmente,
24:41pra exportar
24:42e isso gerava
24:44créditos,
24:45vamos dizer assim,
24:46pra você ter as licenças
24:47de importação.
24:49Agora já são
24:50dois anos de Milley,
24:51dois ou por aí,
24:53já não tem tanta barreira
24:54pra importação.
24:55Então é uma mudança
24:57grande
24:57no que tá acontecendo
24:59no país.
25:00Já tem muito mais
25:01produto importado
25:02entrando no país
25:03e com isso
25:03mais marcas
25:04indo pro país também.
25:06Tá mais aberto.
25:07o país tá muito
25:07mais aberto.
25:08Você consegue mandar
25:09mais dinheiro pra fora,
25:10antes você não conseguia
25:11mandar dinheiro pra fora.
25:12Era tudo mais controlado
25:13pela falta de dólar
25:14da balança comercial
25:15que tinha lá.
25:16São quantos países
25:17da Alacoste
25:18no mundo?
25:19Ai, não sei te falar,
25:21mas tá presente
25:22no mundo inteiro.
25:24E onde não tá presente
25:25diretamente
25:26tem parceiros,
25:27tem distribuidores.
25:28Eu fiz essa introdução
25:29pra entender,
25:30pra nossa audiência
25:31entender,
25:32o que o Brasil
25:33representa
25:34para os negócios
25:35globais.
25:35Brasil representa
25:37muito.
25:38Vou te dar algumas
25:40informações
25:41pra mostrar a importância
25:42do Brasil
25:43pra Alacoste.
25:44É o segundo
25:45país do mundo
25:45numa pesquisa
25:46que a gente faz
25:47todo ano
25:47que mede o brand
25:48equity da marca.
25:49É o que mede
25:50o desejo da marca.
25:52Segundo?
25:53Segundo.
25:53Muito relevante.
25:54Primeiro lugar
25:54é a França.
25:56É a França.
25:56Depois é o Brasil.
25:57E a gente tá
25:58constantemente...
25:58Na frente dos americanos.
25:59Na frente dos americanos
26:01e do resto dos países
26:02da Europa.
26:03Então a gente...
26:04No Brasil,
26:06a gente é a terceira
26:07marca mais lembrada,
26:08mais desejada,
26:09depois de outras duas
26:10esportivas.
26:11Mas quando você olha
26:12a pesquisa global,
26:14o Brasil é o segundo
26:15país do mundo
26:15depois da França.
26:17O único país do mundo
26:18que tem um Instagram.
26:19Fora a França.
26:21Então isso mostra
26:22a importância
26:23da mídia social
26:23no Brasil
26:24e da importância...
26:25Porque os outros países
26:26não tem.
26:26Não tem.
26:27Tem só um Instagram global
26:29que é o Arroba Lacoste.
26:30O Arroba Lacoste Brasil
26:32é uma exclusividade nossa.
26:36Você como um bom marqueteiro
26:38você já incluiu ali
26:39a rede social do Brasil, né?
26:40Ou veio antes de você?
26:41Não, não, não.
26:42Veio comigo.
26:43Ah, veio.
26:43Mas lógico que eu imaginei.
26:45Você como um bom marqueteiro
26:47já tinha que colocar
26:48ali na rede social.
26:48Não fiz isso sozinho.
26:50Mas o que facilitou muito
26:51a nossa autorização
26:53e a discussão com eles
26:54é a importância do Brasil
26:56e o desejo que a marca
26:57tem aqui, né?
26:58Está entre as principais
26:59subsidiárias do mundo.
27:00A região da América Latina
27:01foi por quatro anos seguidos
27:02a subsidiária
27:03que mais cresce no mundo.
27:05Então isso mostra
27:06a importância
27:07do mercado latino-americano
27:09que tem subsidiárias
27:10no Brasil,
27:10na Argentina,
27:12no Chile,
27:13Peru
27:14e a gente depois
27:15Colômbia,
27:16América Central,
27:16Caribe e os outros países.
27:18Uruguai também
27:18a gente tem uma operação
27:19pequena lá.
27:20É gerenciada
27:21por parceiros distribuidores
27:22da marca.
27:23Então a marca está presente
27:24na América Latina inteira.
27:25Pois é.
27:25E o Brasil é 60%
27:27do mercado da América Latina.
27:29Tá.
27:29O Brasil, então,
27:30tem toda essa importância
27:31para os negócios globais.
27:34Mas o que atrapalha
27:36os negócios da moda
27:37no Brasil, Pedro?
27:38Eu não diria
27:39que é só os negócios
27:40da moda no Brasil.
27:41O Brasil não é um país
27:42fácil de operar, né?
27:44Tem volatilidade,
27:45tem o dólar,
27:48a taxa de juros
27:49que acaba coibindo
27:50um pouco o consumo.
27:53o custo de operar
27:54no Brasil não é barato.
27:56Então,
27:57acho que não é só a moda, Bruno.
27:58É um pouco
27:59do contexto geral
28:01do que quer ser
28:02empresário
28:03ou executivo
28:03no Brasil.
28:05Não tem nada específico
28:06da moda
28:06que atrapalha.
28:07Acho que a gente está
28:07inserido num contexto
28:08maior do que esse.
28:09E você está animado
28:10para 2026?
28:11Animado para 2026.
28:13A marca está
28:14num momento muito legal,
28:15não só na região,
28:16mas globalmente.
28:19a Lacoste
28:20tem investido
28:20muito em experiência
28:21além do ponto de venda
28:22que é outra coisa
28:23que também
28:25conecta com esse
28:26consumidor mais jovem.
28:27Então, já tem cafés
28:29pela Lacoste,
28:29alguns espalhados
28:30pelo mundo.
28:31A gente fez um café,
28:32um pop-up
28:33no ano passado,
28:35mas em breve
28:35a gente deve ter um...
28:36Ah, é verdade.
28:36Vocês têm café agora.
28:37Tem os cafés Lacoste,
28:40tem algumas parcerias
28:41com hotéis,
28:42grandes eventos.
28:44Tem três flagships
28:45do mundo
28:45que há quatro anos
28:47não existiam.
28:47Tem uma flagship
28:48na Champs-Elysées,
28:49depois foi aberta
28:50a da Regent Street
28:51em Londres
28:52e agora mais recentemente,
28:53acho que há uns seis meses
28:54ou oito meses
28:55da 5ª Avenida
28:57de Nova York.
28:58Então, tudo isso
28:59gera um efeito
29:00colateral positivo
29:01porque o brasileiro
29:01adora viajar,
29:02está sempre nessas
29:03grandes capitais.
29:04Isso gera mais ainda
29:05desejo para a marca,
29:06o que ajuda muito
29:07aqui no mercado
29:09da América Latina.
29:10Em breve tem Miami Open,
29:11que é Lacoste,
29:12tem Roland Garros,
29:12que é Lacoste,
29:13tem um fashion show
29:14agora no começo do ano,
29:15tem a celebração
29:16da Polo.
29:16Então, tem vários motivos
29:18para a gente...
29:19Celebrar.
29:20Celebrar.
29:20Celebrar.
29:21É isso aí.
29:22E estar otimista,
29:23que é importante.
29:24Pedro Zanoni,
29:26pergunta clássica
29:27aqui no Show Business.
29:28Você falou no começo
29:30deste bloco
29:31que você,
29:32há muito tempo,
29:32já queria vir aqui
29:33no programa.
29:35Isso.
29:35Você pensava,
29:37quando chegou?
29:38E chegou o dia
29:39e chegou o momento
29:40da pergunta clássica
29:41que eu faço
29:41para todos os nossos
29:42convidados
29:43aqui do Show Business.
29:45Quem são
29:46as suas referências,
29:48tanto no mundo
29:49dos negócios
29:50quanto na vida?
29:53Na vida,
29:54tem duas grandes referências,
29:55são duas mulheres.
29:56Uma é minha mãe,
29:57de tudo que ela fez
29:58pela gente
29:59no momento da separação,
30:01situação difícil.
30:02Ela saiu para vender
30:03plano de assistência médica
30:04de porta em porta,
30:05depois ela foi
30:06dar aula de decoração
30:08na extinta
30:09Escola Pan-Americana de Arte,
30:11e depois ela seguiu,
30:12acabou entrando
30:13no mundo
30:13de automóveis.
30:15Ela até hoje
30:16trabalha,
30:17vai fazer 80 anos
30:18em março,
30:18viaja e trabalha
30:20e cuida
30:21de engenharia
30:22e de expansão
30:23de um grupo
30:25automobilístico
30:26que ela já saiu
30:27e agora está
30:27em outro grupo
30:28que não é necessariamente...
30:30Eles têm carros
30:31para aplicativos.
30:34E a minha mulher.
30:35Minha mulher,
30:35a gente estava falando
30:36aqui um pouquinho antes,
30:37falando de signos,
30:38tudo,
30:38mas da forma
30:40que ela lida
30:40com as coisas,
30:41da energia
30:42que ela tem
30:42e da forma
30:43que ela me apoiou
30:43em todos os momentos
30:45da minha vida
30:45e nas grandes decisões.
30:47Eu ia tomar
30:48algumas erradas
30:48se não fosse ela.
30:50Então,
30:51ter uma parceira,
30:53um parceiro
30:55forte por trás
30:56com certeza
30:56deixa a gente
30:57ainda melhor.
31:00Depois do mundo
31:01dos negócios,
31:01Bruno,
31:02é difícil
31:02eu te falar
31:03uma pessoa só.
31:04Eu acho que
31:05eu fui me moldando,
31:06olhando para os
31:08diferentes líderes
31:08que eu vi
31:09ou vendo líderes
31:10que eu gosto
31:11de algumas outras
31:11marcas,
31:12de outros segmentos,
31:13pegando alguma coisa
31:14de cada um deles.
31:15Mas em vez de falar
31:16de nome de pessoa,
31:17eu vou falar
31:17o que eu admiro
31:18no líder.
31:19Eu gosto
31:19de transparência,
31:21de pessoas
31:22que têm
31:22a linguagem fácil,
31:25que têm a capacidade
31:26de escutar
31:27e de conectar
31:28com as pessoas
31:29independente
31:30do nível hierárquico.
31:31Eu,
31:31numa entrevista
31:32recente,
31:32me perguntaram,
31:33ou fiz um post,
31:34eu não lembro,
31:35no LinkedIn,
31:36de um líder
31:37que eu não reportava
31:39para ele diretamente.
31:40As poucas vezes
31:40que eu convivi
31:41com ele,
31:42na linha hierárquica,
31:43a gente estava
31:43duas ou três
31:43a mais do que eu,
31:45mas ele me prestava
31:46uma atenção
31:46quando estava
31:47comigo na sala
31:48e as poucas vezes
31:50que ele falava
31:53ou comentava
31:54alguma coisa
31:54era numa sabedoria
31:56incrível.
31:56Então,
31:56acho que ele escolhia,
31:58eu gosto de falar
31:59muito que você tem
32:00que escolher as batalhas,
32:01né?
32:01A gente falou um pouco
32:02de jogo de tênis,
32:03de saber lidar
32:04com derrota.
32:05Eu fiz um post
32:06recentemente também
32:07que teve um jogo
32:08feminino
32:09que a menina
32:11que ganhou o jogo
32:12ela fez menos pontos
32:13do que a que perdeu.
32:15Então,
32:17mas ela jogou bem
32:18no momento certo.
32:19Então,
32:19de repente,
32:20ela se concentrou melhor
32:21naquele momento,
32:22ela dedicou energia
32:24para aquele momento,
32:25né?
32:25Então,
32:26isso que me mostrava
32:27ele nesses momentos,
32:28ele escolhe bem
32:29o momento que ele vai
32:30intervir
32:30e como ele vai intervir,
32:32né?
32:32Então,
32:32são coisas que eu olho
32:33e também o trato
32:35com pessoas,
32:35né?
32:36Porque eu acho que
32:36sem as pessoas
32:37você não faz nada.
32:37Me perguntam sempre
32:38o que é responsável
32:40pela sua trajetória,
32:41momentos de sucesso.
32:42São os times que eu trabalhei
32:43e que eu trabalho até hoje, né?
32:45Muito bem.
32:46Nós conversamos
32:47neste bloco
32:48do Show Business
32:49com Pedro Zanoni,
32:52presidente,
32:52CEO da La Coste
32:54na América Latina.
32:56Pedro,
32:56obrigado pela presença.
32:58Obrigado pelo convite.
32:59Adorei o bate-papo.
33:00Também.
33:00Obrigado.
33:01Obrigado.
33:01Mais uma vez.
33:02O Show Business
33:03faz uma breve pausa
33:04e volta em instantes.
33:12Ele comanda uma empresa
33:14famosa pelos produtos lácteos saudáveis.
33:19A companhia foi fundada
33:20em 1999
33:22na cidade mineira de Lavras.
33:24Foi vendida depois
33:26para a Coca-Cola
33:27em 2016,
33:28que posteriormente
33:30vendeu para o grupo
33:32suíço M,
33:33um dos maiores,
33:35um dos líderes globais
33:37em laticínios premium.
33:38Nós vamos conversar
33:39neste bloco
33:40do Show Business
33:41com Fábio Ferreira,
33:43CEO da Verde Campo.
33:45Fábio,
33:45obrigado pela presença
33:46em nosso estúdio.
33:48Antes de qualquer coisa,
33:50vocês são
33:51uma empresa familiar
33:53que ao mesmo tempo
33:54passou por duas gigantes,
33:56que eu acabei de citar,
33:57Coca-Cola
33:58e o Grupo M
34:00da Suíça.
34:02Como manter
34:03a cultura
34:04de uma empresa
34:05com mudanças
34:06tão significativas?
34:08Legal, Bruno.
34:09Primeiro,
34:09um prazerzaço,
34:10prazer enorme
34:11estar aqui com você.
34:12Eu que sou um admirador seu
34:14e que já sou
34:15fanzaço
34:16do Show Business
34:17há muito tempo.
34:18Tenho uma história
34:18especial
34:19com o programa
34:21e é uma satisfação enorme,
34:22uma realização pessoal
34:23estar aqui.
34:24pra falar de Verde Campo
34:26e dessas idas e vindas
34:28dos acionistas da marca
34:31sobre essa questão
34:32de cultura.
34:33A cultura organizacional
34:35na nossa companhia
34:35é algo muito forte,
34:37porque uma empresa
34:38que nasce
34:39com o propósito
34:40de diferenciação
34:42em lácteos
34:42focados em saudabilidade,
34:45você precisa primeiro
34:46pulsar
34:47essa cultura
34:48de saudabilidade
34:49dentro de casa,
34:51no dia a dia
34:51da organização,
34:52desde a captação
34:53de leite,
34:54até o processo
34:55de manufatura,
34:57processo de desenvolvimento
34:58dos produtos,
34:59essa cultura corporativa
35:01de viver saúde,
35:02eu brinco que ela precisa
35:03pulsar muito
35:05dentro de casa,
35:05ela precisa,
35:06a partir de mim,
35:07junto com os nossos
35:08mais de 600 colaboradores,
35:10ela precisa ser de verdade.
35:11Então, hoje na companhia
35:12a gente tem um movimento
35:14interno
35:15que chama
35:15Viver Verde Campo,
35:16que é justamente isso,
35:17a gente fomenta
35:18a saúde mental
35:19dos colaboradores,
35:21o relacionamento
35:22entre áreas,
35:23a alimentação equilibrada,
35:25não restritiva,
35:26mas com equilíbrio,
35:27então a gente
35:28dentro da nossa unidade
35:29oferece uma alimentação
35:30de extrema qualidade,
35:32e a atividade física
35:33no dia a dia
35:34para o nosso colaborador,
35:35com vários incentivos
35:38na rotina dele,
35:39para que ele encaixe
35:40a atividade física.
35:41Então,
35:42essa prática
35:42de saúde,
35:44ela torna
35:45a companhia verdadeira.
35:47e aí tudo que é verdadeiro,
35:48a gente tem uma crença
35:50muito grande
35:50que isso pulsa,
35:51né,
35:52de uma maneira
35:53muito mais natural
35:54para os consumidores.
35:55Então,
35:56apesar de toda essa mudança
35:57na estrutura societária
35:58da companhia,
35:59sempre teve muito
36:00enraizado
36:01esse viés
36:02de diferenciação
36:03e saudabilidade,
36:04porque ele pulsa
36:04de verdade
36:05na nossa cultura corporativa.
36:07E deixa eu trazer
36:07uma informação aqui
36:08para a nossa audiência,
36:10falei de Coca-Cola,
36:11né,
36:11que comprou em 2016
36:13a companhia.
36:15Depois,
36:16hoje,
36:17a atual situação
36:18da companhia
36:18é que o grupo suíço
36:19tem 70%
36:22da verde campo
36:23e os outros 30%
36:26estão nas mãos
36:27dos fundadores originais
36:29que hoje estão
36:31no conselho
36:32de administração
36:33da companhia.
36:34E você foi contratado,
36:36né,
36:36para ser o CEO,
36:39o comandante
36:40dessa companhia.
36:43Qual que é a missão
36:44que eles te deram?
36:45Quando eles contrataram você,
36:47o que que eles falaram?
36:48A missão, Bruno,
36:50é uma ambição
36:51muito positiva
36:52de crescer
36:53saudabilidade
36:54no Brasil,
36:56né,
36:56quando a gente olha
36:58a nossa lista
36:59de ingredientes,
37:00quando a gente olha,
37:01porque a gente é uma
37:02indústria de laticínios
37:03que só trabalha
37:04com leite fresco,
37:06ingredientes
37:07100% naturais,
37:09isso tem uma potência
37:10de crescimento
37:11e de desenvolvimento,
37:12de penetrar
37:13com a Verde Campo
37:14cada vez em mais lares
37:16no Brasil.
37:17Como eu te falei,
37:18a companhia pulsa
37:19essa cultura
37:20de saudabilidade
37:21e quem é que não quer
37:22se alimentar bem?
37:23Eu acho que todos
37:24os brasileiros
37:24têm na sua lista
37:27de intenções,
37:28aqueles planos
37:28de início de ano,
37:29sempre se alimentar bem.
37:31Mas isso não é
37:32uma realidade atual?
37:33Eu faço essa pergunta
37:34porque há 10 anos
37:36as pessoas pensavam assim?
37:38Obviamente,
37:39talvez era
37:40em menor escala,
37:41em menor proporção,
37:43mas por exemplo,
37:44a Verde Campo
37:44já produz
37:46iogurte sem lactose
37:47há mais de 10 anos,
37:49que é a nossa marca
37:50Lactfree.
37:51Todo esse boom,
37:52todo esse consumo
37:53de proteína
37:54que hoje reverbera
37:55no Brasil
37:56ou no mundo,
37:57a nossa marca
37:57Naturalway
37:58já tem registro
37:59muito anterior
38:00há mais de 10 anos.
38:01Então,
38:02isso já estava
38:03no dia a dia
38:04da companhia.
38:04O que a gente observa
38:05hoje é, de fato,
38:07um caminho mais,
38:08um solo mais fértil
38:10para que a gente possa
38:12crescer com a companhia.
38:13Então,
38:14eu fui contratado
38:16realmente para poder,
38:17através dessa cultura
38:19genuína,
38:20incrementar vendas,
38:21incrementar distribuição
38:23e, de certa forma,
38:25com um propósito
38:26de ser a escolha
38:27mais saudável
38:27em lácteos no Brasil.
38:29O brasileiro
38:30paga mais caro
38:32por um produto
38:33mais saudável?
38:34Paga.
38:35Paga mais caro
38:36porque, de fato,
38:38quando você tem
38:39uma cabeça de inovação,
38:41uma cabeça de diferenciação
38:42e, principalmente,
38:44trabalhar com ingredientes
38:47100% naturais,
38:48naturalmente,
38:49na sua matriz de custos,
38:50você tem insumos
38:52de melhor qualidade.
38:53Você trabalhar
38:54dentro de um laticínio
38:55que só trabalha
38:56com leite fresco,
38:57você precisa ter
38:58uma cadeia de supply
38:59muito just in time.
39:00Eu brinco
39:01com o nosso time
39:03no dia a dia
39:03que você não consegue
39:04negociar com a vaca
39:05para ela parar
39:06de botar leite.
39:06Um laticínio,
39:07uma fazenda leiteira,
39:09é de domingo a domingo,
39:11365 dias do ano.
39:12Então,
39:13a partir do nosso
39:15laticínio em Lavras,
39:16num raio de 80 quilômetros,
39:18a gente tem
39:18mais de 100 produtores
39:20homologados
39:21pela companhia
39:23para que a gente
39:23possa cuidar
39:25da qualidade
39:26desse leite.
39:27tanto a qualidade
39:28nutricional
39:29quanto a qualidade
39:31sanitária.
39:32E essa cadeia,
39:33ela é uma cadeia
39:35mais custosa,
39:36ela é uma cadeia
39:37mais onerosa.
39:39Ainda mais
39:39para você poder
39:40distribuir
39:40esses produtos
39:41pelo Brasil inteiro.
39:43Como é que é a operação
39:44de vocês?
39:45Porque a sede
39:46fica,
39:47foi fundada a companhia
39:48em Lavras,
39:49uma cidade
39:50de quantos habitantes?
39:51120 mil habitantes.
39:53120 mil
39:53até estrava menos.
39:55120 mil
39:56é no sul
39:56de Minas Gerais.
39:57No sul de Minas Gerais.
39:58Tá.
39:59A sede administrativa
40:00fica nessa cidade,
40:01em Lavras.
40:02Vocês têm
40:03fábrica lá.
40:04Exato.
40:05Só que toda
40:06a operação
40:07é o quê?
40:07Uma cooperação
40:08entre esses
40:11produtores?
40:12É, funciona.
40:13A gente tem
40:14as nossas
40:15transportadoras
40:16que estão
40:16no campo,
40:17nas fazendas,
40:18nas propriedades,
40:19buscando esse
40:20leite fresco,
40:22trazendo
40:22para a nossa
40:24fábrica,
40:24para a nossa
40:24unidade em Lavras,
40:26para que a gente
40:27possa receber,
40:29fazer todo o processo
40:30de segregação,
40:32tratamento desse leite,
40:33para que ele possa
40:33entrar no processo
40:35de pasteurização,
40:36fermentação,
40:37e a gente separar ele
40:38nas diversas linhas
40:40de produção.
40:41Então,
40:41é uma máquina ligada
40:43de domingo a domingo.
40:44Tem que gostar
40:45realmente do que faz
40:46quem trabalha
40:47com laticínio.
40:49A partir daí,
40:50a gente,
40:51o produto
40:52entra no processo
40:53de manufatura,
40:55o time de vendas
40:56está na rua
40:56vendendo,
40:57os pedidos
40:57vão chegando
41:00diariamente
41:00e a gente
41:01distribui
41:02a partir de Lavras
41:03para o Brasil
41:03inteiro.
41:04Então,
41:04hoje a companhia
41:05é uma companhia
41:06nacional
41:06com distribuição
41:07de Manaus
41:08ao Rio Grande do Sul
41:09e a gente
41:10tem essa
41:12máquina
41:13de operações
41:13para poder
41:14administrar
41:15no dia a dia.
41:17Trabalhar
41:17com lácteos
41:18frescos
41:18com um
41:20shelf life,
41:20com uma data
41:21de validade
41:21muito reduzida,
41:23você tem que ter
41:23uma engrenagem
41:24muito eficiente.
41:25A gente brinca
41:26que laticínio
41:27não aceita
41:28desaforo,
41:29senão você tem
41:30muitas perdas
41:30ao longo
41:31do processo.
41:32Então,
41:32ao mesmo tempo
41:33que a gente
41:33fomenta,
41:34Bruno,
41:34a saudabilidade,
41:36esse viés
41:36muito branding
41:37do lifestyle
41:38da marca.
41:39A Vez de Campo
41:40é uma love brand
41:41para os brasileiros
41:42de produto saudável,
41:43uma marca aspiracional,
41:45mas ao apagar
41:45das luzes
41:46no dia a dia
41:47de uma maneira
41:47muito simples
41:48e direta,
41:49a gente é uma
41:49máquina de operação.
41:50O laticínio
41:51é uma máquina
41:52de operação.
41:52Então,
41:52a gente precisa
41:53ser um líder
41:54muito ambidestro.
41:55Ao mesmo tempo
41:56que você tem
41:56essa habilidade
41:57de cuidar
41:58da operação,
41:59custos e despesas,
42:00algo muito enxuto,
42:01muito justo,
42:02porque não permite
42:03desaforo,
42:04você não pode ter
42:04perdas ao longo
42:05do processo,
42:06a gente precisa
42:07cuidar da marca,
42:08a gente precisa
42:08fomentar consumo,
42:09a gente precisa
42:10desenvolver a nossa
42:10comunidade de nutricionistas,
42:12que hoje a companhia
42:13tem uma plataforma
42:13chamada Espaço Nutri,
42:15que tem mais de 27 mil
42:17nutricionistas cadastrados.
42:18Então,
42:18é uma máquina
42:19de operações
42:21aliada
42:21a essa agenda
42:22de saudabilidade.
42:24Hoje,
42:25distribuição
42:26é o seu maior desafio?
42:27Sem dúvida nenhuma.
42:28O Brasil
42:29tem dimensões
42:31continentais,
42:31eu acho que
42:32para qualquer empresa
42:33de alimentos,
42:35a veia de distribuição
42:36tem que aflorar muito.
42:38Então,
42:38eu te digo
42:39que no meu
42:40planejamento estratégico,
42:41a disponibilidade física,
42:43que é essa distribuição,
42:44em todo o território
42:45nacional,
42:46é o principal desafio.
42:48Para isso,
42:49não são modelos iguais,
42:50você não consegue
42:51ter o mesmo modelo,
42:52o mesmo modelo
42:53que funciona em Pernambuco,
42:54não é o mesmo modelo
42:54que funciona em São Paulo,
42:55que não é o mesmo modelo
42:56que funciona no Rio Grande do Sul.
42:58Então,
42:58a gente tem
42:59alguns canais
43:00de distribuição,
43:01venda física
43:01e venda digital também,
43:03com alguns parceiros,
43:04os produtos UHT,
43:06a gente consegue ter
43:06até uma venda
43:08digital.
43:09e nesse desafio,
43:11você precisa
43:13ter bons parceiros
43:15de distribuição,
43:15seja boas transportadoras,
43:17bons distribuidores,
43:18bons representantes,
43:20além do nosso timaço
43:21de vendas,
43:22que assim,
43:23pulsa também
43:24a cultura da companhia.
43:26A gente trabalha
43:27na Verde Campo
43:27e acredita que a gente
43:28sai de casa
43:29todo dia de manhã
43:30para realizar um propósito.
43:32A gente enxerga
43:33a alimentação saudável
43:34como algo,
43:35como viver um propósito.
43:38mas vocês chegam
43:39a distribuir,
43:40por exemplo,
43:40eu tenho companhias
43:41aqui que me falam
43:42que distribui
43:44de cavalo,
43:45de barco,
43:46chega ali.
43:46Não, a gente não chega
43:47tanto, né,
43:48porque o produto
43:49refrigerado,
43:49ele exige
43:50toda uma questão
43:52sanitária.
43:53Agora,
43:54a gente está falando
43:55de distribuição,
43:56que está no cerne
43:57aí do seu,
43:58de uma das suas funções
44:00aí como CEO
44:01da companhia,
44:02mas falando
44:03em termos
44:04de gosto,
44:05dos vários
44:06brasis que tem
44:08dentro de um mesmo
44:09país, né?
44:10Tem diferença
44:10no desejo
44:12das pessoas?
44:14Na demanda,
44:15eu imagino que deve ter,
44:16por exemplo,
44:16a demanda
44:17de determinadas regiões.
44:19Você sente
44:20essa diferença?
44:21Aliás,
44:21vocês têm produtos
44:22diferentes em algumas regiões,
44:24como outras marcas têm?
44:26Não,
44:26por enquanto não,
44:27a gente tem um portfólio
44:29padrão,
44:30esse portfólio
44:30ele só varia
44:31por ambiente de varejo,
44:33então lojas grandes
44:33têm um determinado
44:35portfólio,
44:36lojas menores
44:36têm um portfólio
44:37mais simples,
44:38a gente sempre privilegia
44:40ter a nossa linha
44:41de iogurtes,
44:42as nossas marcas
44:43Natural Whey e Lack Free
44:44e a nossa linha
44:46de queijos também,
44:48além de shakes
44:49UHT.
44:50Agora,
44:51o que a gente observa
44:52no Brasil,
44:54Bruno,
44:54é um consumo
44:55mais maduro
44:56de lácteos
44:57na região sul,
44:58fundamentalmente
44:59na região sul do Brasil
45:00e na região sudeste,
45:01mas com muito potencial
45:03de penetração
45:04da Verde Campo
45:05e da própria categoria
45:06no Nordeste,
45:08no Centro-Oeste.
45:09Eu sou um carioca brasileiro,
45:11já morei em várias regiões
45:12do Brasil,
45:13apaixonado pelo Brasil,
45:15sei sim que dentro do Brasil
45:16você tem vários Brasis,
45:18mas eu penso que
45:20quando você traz
45:21essa agenda de saudabilidade,
45:23todo mundo quer ser saudável.
45:25Então,
45:26é claro que algumas regiões
45:27mais,
45:27outras menos,
45:28mas hoje eu percebo
45:29famílias do Nordeste,
45:31se preocupando
45:32com alimentação saudável,
45:33famílias do Sul.
45:35Então,
45:35a categoria
45:37de lácteos saudáveis,
45:38ela tem
45:38um potencial
45:40de penetração
45:41e é isso
45:42que vai fazer
45:42a Verde Campo
45:43cada vez mais escalar
45:44dentro dessa
45:45nossa ambição estratégica.
45:46Você, de fato,
45:48tem muitas passagens
45:49pelo Brasil,
45:51a sua trajetória
45:52foi feita
45:52por passagens
45:53em várias empresas.
45:56Teve a Bimbo,
45:58a Nestlé,
45:59antes de assumir
46:00a Verde Campo,
46:01você era diretor
46:02de unidade ali
46:03de negócios
46:04do Nordeste,
46:05da Marilã
46:07Alimentos
46:08e sempre
46:09no setor
46:10de alimentos.
46:11Sempre.
46:11Nem sempre
46:12no setor saudável
46:14de alimentos,
46:14mas sempre
46:15no setor
46:16de alimentos.
46:17O que caracteriza,
46:18afinal,
46:19o setor
46:20de alimentos
46:20no Brasil?
46:21Para mim,
46:22eu penso que
46:23é a minha vocação,
46:25é essa missão
46:25diária
46:26de acordar
46:27e alimentar
46:29um país.
46:30Eu acho que
46:31na pirâmide
46:32das necessidades básicas,
46:34a alimentação
46:35é um pilar
46:35muito forte.
46:37E eu,
46:39desde que comecei
46:40a minha carreira,
46:41muito na base
46:41das organizações,
46:43vim traçando
46:44uma trajetória,
46:46uma carreira
46:46de muito crescimento,
46:48de muito desenvolvimento,
46:49passo a passo,
46:50vivendo gradativamente
46:52cada desafio,
46:53cada posição,
46:54cada função,
46:55e sempre vi
46:56no alimento
46:57uma possibilidade
46:58de levar
46:59algo melhor
47:00para os lares
47:01no Brasil.
47:02É porque você,
47:03a sua formação
47:04é a administração
47:04de empresas.
47:05Exato, exato.
47:06E aí você cai
47:07no setor
47:07de alimentos,
47:08foi premeditado
47:11isso
47:11ou as circunstâncias
47:13da vida
47:14levaram você
47:15a esse setor?
47:17Não,
47:17foram total,
47:18total circunstâncias.
47:19Assim,
47:20eu fui pai
47:21muito cedo,
47:21eu fui pai
47:22com 17 anos
47:23e precisei
47:24começar a vida
47:25de uma maneira
47:26prematura,
47:27talvez,
47:28não era o plano.
47:28Por necessidade.
47:30Por necessidade.
47:30Então,
47:31fui estudar
47:31administração
47:32por dica
47:33do meu pai,
47:34por observar
47:34talvez uma habilidade
47:35minha em focar
47:36em muitos temas.
47:38Tem até um jargão
47:39que eu não gosto
47:40para nós,
47:40administradores,
47:41que o administrador
47:42é bom em tudo
47:42e não é bom em nada.
47:44Eu acho que o administrador
47:45é um...
47:45É, não é bom para vocês.
47:46É, eu acho que o administrador
47:48é um multitarefas
47:49que ele consegue
47:50ter uma percepção ampla
47:51do negócio inteiro.
47:53E eu sou apaixonado
47:54por empresa,
47:55sou apaixonado
47:55por negócio,
47:57falo muito
47:58no dia a dia
47:59que qualquer líder
48:00executivo tem que ter
48:00uma visão sistêmica
48:02muito grande, né?
48:03Então,
48:04quem é um profissional,
48:05um executivo
48:05de indústria de alimentos
48:06tem que dominar
48:07a cadeia do campo
48:08à mesa do consumidor, né?
48:09Eu tenho um time
48:10hoje de executivo
48:11muito melhor que eu,
48:12dispensa comentário,
48:14mas eu acho que
48:14como administrador
48:16não especialista
48:17e técnico em alimentos,
48:18porque eu não sou
48:18engenheiro de alimentos,
48:19eu vivo a cultura
48:21da marca,
48:22eu sei, né,
48:22de fato o que cabe
48:24ou não para a nossa
48:24companhia e eu penso
48:26que liderar, Bruno,
48:27é sobre fazer as
48:28perguntas certas,
48:29é sobre levar as
48:31pessoas ao próximo
48:33nível.
48:34Então,
48:34apesar de não ter
48:35uma formação técnica
48:37em alimentos,
48:38eu me realizo muito
48:39na indústria de alimentos.
48:41Eu acredito que
48:42trabalhar com alimentos
48:43é uma vocação.
48:44e nessa trajetória recente
48:47ao assumir a Verde Campo,
48:49quase agora há dois anos,
48:50minha esposa Flávia
48:51é nutricionista,
48:52então a gente já vive
48:53a alimentação saudável,
48:54já tem a preocupação
48:56com qualidade da alimentação
48:58há algum tempo em casa.
48:59Então,
48:59você cuidar de uma marca
49:01que vive isso,
49:02para mim,
49:02é um parque de diversões.
49:03A liderança,
49:05ela começa quando?
49:06Ela não começa
49:08no seu cargo de CEO.
49:10Eu imagino que
49:11por você,
49:12inclusive,
49:12ter destacado
49:13a liderança
49:14nessa primeira,
49:15nessa última pergunta
49:16que eu acabei de fazer,
49:18ela começa quando?
49:19Ela começa,
49:21por exemplo,
49:21quando você era
49:22menor aprendiz?
49:23Talvez não,
49:23mas quando você era
49:24um supervisor,
49:26um coordenador,
49:27você já se considerava
49:28um líder?
49:29É,
49:29eu penso que assim,
49:30na minha trajetória,
49:32eu acredito muito que,
49:34primeiro que qualquer
49:35competência técnica,
49:36você consegue aprender,
49:38você consegue desenvolver
49:40ao longo da carreira.
49:41Tanto uma softestina,
49:43skill,
49:44que é o lado mais
49:44comportamental,
49:45quanto a hard skill,
49:46que é o lado mais técnico.
49:48No meu caso,
49:49eu observo que,
49:51por exemplo,
49:52desde muito pequeno,
49:53eu não era o melhor
49:54cara jogador de futebol,
49:56mas era o cara que
49:56organizava o torneio
49:57de futebol.
49:58Então,
49:58talvez ali,
49:59eu já era um bom
50:00administrador,
50:00já era um bom líder.
50:02Eu acho que,
50:02ao entrar no mercado
50:03de trabalho muito cedo,
50:05eu sempre tive
50:05uma ambição positiva
50:07de crescimento
50:08para a posição de liderança,
50:10mas sempre respeitando
50:11muito os colegas
50:13de trabalho
50:14e a beleza
50:15do passo a passo.
50:16Eu nunca quis,
50:16Bruno,
50:17um crescimento
50:18por crescimento
50:19de uma maneira
50:20assim desordenada.
50:21Muito pelo contrário,
50:21às vezes eu já rejeitei
50:23até convites
50:24ou até promoções
50:25por não me sentir
50:27preparado,
50:27sabe?
50:28Mas eu sempre observei
50:30em mim
50:30uma habilidade,
50:32um equilíbrio emocional
50:33para poder lidar
50:34com as pessoas.
50:35Porque,
50:35no final das contas,
50:36liderar
50:37é resolver problema.
50:39Trabalhar dá muito trabalho
50:40em qualquer profissão,
50:41em qualquer graduação
50:42que você escolha.
50:44Mas esse equilíbrio emocional
50:45de você poder
50:47conduzir um grupo
50:48a alta performance
50:50é algo que me inspira
50:51assim diariamente.
50:52Você falou
50:53sobre o seu time de vendas
50:55e eu sei que você faz
50:57convenções de vendas
50:59na sua companhia.
51:01Para você,
51:02o que é o bom vendedor?
51:04E o que ele precisa
51:06fazer para ser
51:07o bom vendedor?
51:08Primeiro,
51:09para mim,
51:09é alguém que precisa
51:12viver muito
51:13o posicionamento,
51:14o produto,
51:15da marca
51:15e dos produtos
51:17que ele vende.
51:18Eu não acredito
51:19no bom vendedor
51:21de vinhos,
51:21por exemplo,
51:22que não aprecia
51:23um bom rótulo.
51:24Então,
51:24no caso da Verde Campo,
51:26se os nossos vendedores,
51:27aliás,
51:27o time inteiro,
51:28mas falando especificamente
51:29do vendedor...
51:29A gente tem a questão da cultura
51:30que a gente abriu
51:31esse bloco.
51:32É,
51:32exatamente.
51:32Então,
51:33se o colaborador,
51:34se o vendedor
51:35não entender
51:36de fato
51:37o que está
51:37por trás
51:38daquele rótulo
51:39que ele está vendendo,
51:40vai ser muito difícil
51:41ele transmitir
51:41essa verdade
51:42adiante.
51:44Então,
51:44primeiro é acreditar
51:45naquilo que ele está fazendo.
51:47Segundo,
51:48Bruno,
51:48precisa gostar
51:49de rotina,
51:50porque vendas
51:51é sobre ter
51:53pequenas vitórias
51:55ao longo do dia,
51:57ao longo da semana,
51:58é entender
51:59e aprender
51:59que nem todo dia
52:00você vai vencer
52:01e que isso é importante,
52:03isso faz parte
52:04do processo.
52:05Reconhecer
52:05quando você
52:06não vai bem
52:07é uma grande
52:08parte do processo
52:09de um bom vendedor
52:10para quando você
52:11estiver entregando
52:13seu resultado,
52:13quando você estiver
52:14na alta performance,
52:15você poder lembrar
52:16que através
52:17de um erro
52:18você executou,
52:19na realidade,
52:19foi uma grande
52:20forma de aprendizado.
52:22Então,
52:22eu vejo que bons
52:23vendedores
52:23são pessoas
52:25que conhecem
52:25dos seus produtos,
52:26que têm
52:27uma rotina
52:28muito forte,
52:29muito pulsante.
52:31Eu acho que
52:31a minha rotina
52:32hoje de vida,
52:34como eu organizo
52:35meus horários,
52:36vem muito
52:36dessa minha época
52:37onde eu era
52:38vendedor,
52:38lá no início
52:39dos anos 2000,
52:40o fato de acordar cedo,
52:41de olhar a agenda,
52:42de entender
52:42para onde a gente vai,
52:43o que a gente vai fazer
52:44e é assim que eu organizo
52:46o meu dia hoje
52:48dentro da vida...
52:49Acorda cedo
52:49que eu sei, né?
52:50Você acorda que horas?
52:51Todo dia,
52:51cinco horas da manhã.
52:52Cinco da manhã?
52:53Todo dia,
52:53todo dia.
52:54E aí você faz o que
52:55às cinco da manhã?
52:56Levanta,
52:56a turma, o seu...
52:57Eu dou uma meditada,
52:58reviso a agenda,
52:59um pensamento positivo
53:01de olhos fechados
53:02mentalizando a agenda
53:03do dia,
53:04durante 15 minutos,
53:05depois eu dou uma lida
53:06em algum livro
53:07durante 30 minutos
53:09ou estudo inglês,
53:10alguma coisa assim
53:10e parto para a academia.
53:12Eu tenho uma rotina
53:1315, 30, 60,
53:1515 minutos
53:16de mentalizar
53:17coisas positivas
53:18sobre a vida,
53:19sobre uma reunião difícil
53:21que a gente vai ter
53:22durante o dia,
53:2430 minutos de leitura
53:25para cuidar
53:25do desenvolvimento intelectual
53:27e depois 60 minutos
53:28de atividade física,
53:30isso de segunda
53:31a sexta-feira
53:32e sábado e domingo
53:33basicamente eu mantenho
53:34aí já numa agenda
53:35um pouco mais flexível
53:36basicamente a leitura
53:38e a atividade física, né?
53:41Mas é um estilo de vida,
53:42é o meu mantra,
53:43eu brinco que não tem certo,
53:45não tem errado na rotina,
53:46tem o que funciona
53:46para mim.
53:47Pergunta clássica
53:48aqui para todos
53:49os convidados
53:50que passam por essa
53:52cadeira
53:52do show business.
53:54Quem são as suas
53:56referências
53:57tanto na vida
53:58quanto no mundo
53:58dos negócios?
54:00Perfeito.
54:01Para mim, assim,
54:01do ponto de vista
54:02familiar,
54:03meu pai e minha mãe,
54:04assim,
54:04eu fui, Bruno,
54:05um cara muito privilegiado
54:07do lar que eu
54:08nasci,
54:09eu tenho uma eterna
54:10gratidão ao meu pai
54:11e à minha mãe.
54:12depois eu aprendi
54:14ao longo dessa
54:15trajetória de vida
54:17a tirar o melhor
54:19das pessoas
54:20que passam
54:20na nossa trajetória.
54:22Eu acho que é muito valioso
54:23a gente aprender
54:24com o próximo.
54:25Então, seja com gestores,
54:27com líderes
54:27que me lideraram,
54:28eu sempre tentei
54:29observar neles
54:30algum ponto
54:31de conhecimento,
54:32algum ponto de conexão
54:33para sugar um pouco
54:34de aprendizado.
54:36Mas eu te falo, assim,
54:37como grandes referências
54:38globais,
54:40Barack Obama
54:41é um cara
54:41que me inspira muito
54:42por esse lado
54:44diplomático,
54:45Steve Jobs
54:46pelo lado
54:47da inovação,
54:49o próprio Abílio Diniz,
54:50um grande varejista
54:51brasileiro,
54:52por esse lado
54:52da ambição,
54:53essa força
54:54que o Abílio
54:55sempre transmitiu,
54:57e o Mandela
54:58pela questão humana,
55:01pela questão social,
55:02que é algo
55:02que me inspira também.
55:04No final das contas,
55:05a gente está cuidando
55:06de empresas
55:06que são feitas
55:07por pessoas.
55:08Então,
55:08eu brinco
55:09que esses quatro caras
55:10são referências
55:11que eu leio,
55:12estudo sobre o comportamento
55:14deles,
55:14sobre a fala deles,
55:15porque junto com
55:16esses meus valores
55:17familiares,
55:18eles me trazem
55:19essa potência
55:20da liderança.
55:22E você falou
55:23em meditação,
55:24você falou
55:25sobre a importância
55:26de ter e manter
55:27pensamentos positivos.
55:28Não preciso nem
55:29perguntar para você
55:30qual a sua perspectiva
55:34de vida,
55:34eu imagino qual é,
55:36mas sobretudo
55:37de negócios
55:38em 2026.
55:40Animado, né?
55:41Não,
55:42animadíssimo.
55:42Eu imaginava.
55:44Um ano diferente
55:45que se desenha
55:46pela frente,
55:47um ano de eleições,
55:49um ano de uma agenda
55:50de reforma tributária
55:51muito forte,
55:53algumas dúvidas
55:54no ar,
55:54um ano de Copa do Mundo
55:55que os hábitos
55:56de consumo
55:57ficam sempre
55:59movimentados,
56:00mas eu brinco,
56:01Bruno,
56:01que para quem acorda
56:02cedo e trabalha
56:04sério,
56:04como a gente faz
56:05lá no dia a dia
56:05da Verde Campo,
56:06a gente sofre
56:07naturalmente
56:08todos esses impactos
56:09econômicos,
56:10sociais,
56:10mas quando a gente
56:11decide crescer
56:12e fazer diferente
56:13com essa mentalidade
56:15de crescimento,
56:17com esse pensamento
56:17positivo,
56:18é muito difícil
56:19das coisas
56:20não darem certo,
56:21muito,
56:21muito,
56:22muito,
56:22muito difícil.
56:23E como já dizia o poeta,
56:24se não deu certo
56:25é porque ainda
56:25não chegou ao final,
56:26né?
56:27Dorme,
56:27no dia seguinte
56:28acorda de novo
56:28e vai buscar
56:29porque com certeza
56:30vai dar certo.
56:31Muito bem,
56:31nós recebemos
56:32neste bloco
56:33do Show Business,
56:34Fábio Ferreira,
56:36CEO da Verde Campo.
56:38Fábio,
56:39mais uma vez
56:39quero te agradecer
56:41a presença
56:42diretamente de Lavras
56:43em Minas Gerais,
56:45sul de Minas Gerais,
56:46a sua presença
56:47aqui no estúdio
56:48do Show Business.
56:49Prazer é meu,
56:50muito,
56:50muito,
56:51muito obrigado
56:51pelo convite.
56:53E olha,
56:53muito obrigado
56:54a você sempre
56:55pela sua audiência,
56:56pela sua confiança,
56:59pela sua companhia
57:00e até semana que vem.
57:01Tchau.
57:13A opinião
57:15dos nossos comentaristas
57:16não reflete
57:17necessariamente
57:18a opinião
57:19do Grupo Jovem Pan
57:20de Comunicação.
57:25Realização
57:26Jovem Pan
57:27Jovem Pan
57:28Jovem Pan
57:29Jovem Pan
Comentários