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O Fast News repercute a crescente preocupação com a alta no preço dos combustíveis no Brasil em conversa com o economista Márcio Sette Fortes, ex-diretor do BID. Ele analisa o impacto direto da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo. Segundo Márcio, essa alta global refletiria diretamente no Brasil, encarecendo a gasolina e, principalmente, o diesel.


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Transcrição
00:00Junto até uma e meia nessa primeira edição do Fast News.
00:03Eu, Beatriz Manfredini, sigo aqui com vocês.
00:05Prometi, vou cumprir.
00:06A gente disse que continuaria falando da alta, né?
00:09Ou possível alta do preço dos combustíveis,
00:12que tá preocupando muita gente.
00:13Teve ameaça de greve de caminhoneiros durante essa semana.
00:17Bom, sobre tudo isso, já quero retomar aqui o nosso papo no Fast News
00:22pra conversar também com o economista e ex-diretor do BID,
00:26de Márcio Sete Fortes, que gentilmente nos atende.
00:30Então, sobre esse assunto, já aparece aqui no telão.
00:33Márcio, boa tarde, bem-vindo.
00:35Muito obrigada por participar aqui com a gente dessa edição do Fast News.
00:40Queria entender um pouco os cenários de probabilidade,
00:43justamente já pensando nessa preocupação do nosso ouvinte,
00:46do nosso telespectador, que eu comentava agora há pouco.
00:49A gente pode mesmo ter uma alta desenfreada.
00:52Os Estados Unidos agora deram uma recuada, né?
00:54Pensando nisso.
00:55O que é que dá pra gente falar pra quem nos assiste?
01:00Muito obrigado. Boa tarde a todos.
01:03Bem, nós temos aí um cenário completamente incerto.
01:07A grande verdade é essa.
01:09O segredo está na provável duração mais curta da guerra,
01:15se essa for uma realidade.
01:17Nós temos que esperar que essa guerra não se prolongue no tempo.
01:20Os problemas são advindos exatamente da duração do tempo
01:24dessa ação militar no Oriente Médio.
01:27Quanto mais dias se passarem e mais houver ataques a campos de produção,
01:35mais ataques a refinarias e unidades produtivas,
01:40mais os preços tendem a subir no mercado internacional.
01:44Já há possibilidades e previsões catastróficas de petróleo chegando a 130, 140, 150 e por aí vai.
01:54Evidentemente, são previsões calcadas no tempo, na duração da ação.
02:00Mas nós temos que contar também que os Estados Unidos que realizam essa ação
02:06são responsáveis também por diminuírem essa ação no tempo,
02:13uma vez que sofrem também com o peso do combustível importado.
02:19Nos Estados Unidos, nós temos que levar em consideração
02:21que esse peso do combustível importado vem incomodando bastante a população
02:27e esse repasse, tanto de combustível quanto de preço de gás,
02:33como nós temos aqui no Brasil,
02:35o receio do aumento dessa cotação internacional,
02:39é algo que pesa no bolso das famílias dos Estados Unidos.
02:43E aqui, com a matriz rodoviária muito forte,
02:46pesa no bolso do transporte rodoviário
02:51e o frete tenderia a se tornar mais caro.
02:54Então, o sindicato dos caminhoneiros aí já colocou as suas posições
02:58no sentido de evitar o frete maior
03:02e também outras posições que o sindicato
03:04vem exigindo no próprio momento de negociação com o governo federal.
03:13Márcio, vou chamar para a nossa conversa também
03:16o Renato Dorgan, nosso analista político e comentarista dessa edição,
03:19para te fazer uma pergunta.
03:21Márcio, bom dia aí, boa tarde.
03:24O que a gente percebe ali é que os efeitos são mundiais ali
03:28e a gente pode entrar num colapso em várias áreas
03:31se essa guerra se alastrar demais.
03:34Uma pergunta, no Brasil, você colocou aí,
03:37esclareceu muito bem a questão do diesel.
03:40O diesel, estão falando que pode aumentar,
03:42que pode até faltar a demanda para o Brasil.
03:46Outra questão, o preço do avião,
03:50da passagem doméstica aqui, nacional.
03:53Que a gasolina de avião também parece que sofreu
03:56aumentos impactantes ali.
03:58Qual é o tempo ali que se suporta
04:02sem a gente ter uma falta de diesel,
04:04um aumento desse diesel,
04:06ou talvez um repasse dos preços nas passagens aéreas
04:10que já são caras do Brasil, né?
04:12Com esse suposto aumento da gasolina de avião.
04:16Pois é, o problema está ligado à nossa incapacidade
04:21de refinar combustível aqui no Brasil.
04:23Nossa capacidade de refino está aquém das nossas necessidades,
04:29e apesar de sermos autossuficientes na produção do petróleo,
04:33nós não somos no refino desse produto.
04:36Então, nós somos altamente dependentes, por exemplo,
04:39do diesel importado,
04:41cerca de 30% do que utilizamos no país importado.
04:45Essa dependência do mercado internacional
04:49é o que nos coloca aí
04:52num grau de exposição ao risco bastante elevado.
04:55Temos que considerar que esses repasses de preço
04:59começam de duas formas.
05:02Uma é o repasse real e outra
05:04é postos de combustíveis que já andaram subindo o preço.
05:09E aí o problema,
05:11uma questão associada ao direito econômico,
05:14é postos que se anteciparam em subir o preço
05:16sem que estivesse faltando o produto
05:18ou sem que o real impacto houvesse sido repassado.
05:22Mas a grande verdade é que esse problema
05:25é um problema a ser considerado
05:28por conta do tempo de duração da guerra
05:30e dos estoques do produto aqui no Brasil.
05:32Na medida em que também começarmos
05:34a ter que importar o produto mais caro,
05:37a questão se torna mais perigosa.
05:40E esse é um grande problema,
05:42porque não é só o frete do caminhoneiro,
05:44são as máquinas agrícolas, por exemplo,
05:47é o frete do caminhoneiro que escoa,
05:49mas são as máquinas agrícolas
05:50da produção do agronegócio.
05:52A questão está ligada a fertilizantes também,
05:56gerando repasses de preços significativos
06:00a fertilizantes para o segundo semestre,
06:02para uma safra mais adiante,
06:04se essa guerra se prolongar.
06:06E na questão da aviação,
06:07o grande problema é exatamente esse,
06:09o combustível de aviação.
06:11Já se fala em racionamento de combustível de aviação,
06:15isso não é só no Brasil,
06:16mas no mundo afora,
06:18por conta da elevação,
06:20porque o repasse realmente para as passagens
06:22é algo que torna, em alguns casos,
06:25inviável sair do chão com o avião
06:29e com assentos vazios,
06:32um número de assentos mais vazios.
06:34Também causaria, evidentemente,
06:36um caos por conta da necessidade
06:39e hoje da importância do transporte aéreo
06:42na vida das pessoas.
06:44Estamos conversando com o economista
06:46e ex-diretor do BID,
06:47Márcio Sete Fortes.
06:49Márcio, para a gente encerrar,
06:51o presidente Lula chegou a dizer ontem
06:53que é necessário fazer um estoque de petróleo
06:54para que o país não fique,
06:55ele usou essa expressão,
06:57chupando o dedo,
06:58ou que não seja vítima de guerras.
07:00Isso é uma lógica que faz sentido?
07:02Uma reserva, um estoque,
07:04também não produz algum impacto econômico no país?
07:09Bom, essa é uma estratégia
07:11que alguns países vêm utilizando.
07:13Por exemplo, a China aumentou substancialmente
07:17as suas importações de combustível.
07:19A China é o maior importador de petróleo do mundo,
07:21ela fez isso nos últimos tempos
07:24e ela hoje tem uma reserva garantida
07:27para que fique, pelo menos por algum tempo,
07:30por alguns poucos meses,
07:31distante dos choques exógenos
07:34do preço do petróleo internacional.
07:37Essa seria uma estratégia,
07:38mas qualquer estratégia,
07:39nesse momento,
07:41não é funcional para esse momento.
07:44Essa é uma estratégia
07:45para momentos futuros.
07:47Nós temos que lembrar
07:48que para haver questão de estoque,
07:50é preciso haver investimento prévio
07:52para haver a capacidade de estocagem.
07:56Nós não temos a capacidade suficiente
07:58de estocagem para grandes estoques,
08:00como o presidente Lula gostaria no momento.
08:04Então, os investimentos são necessários.
08:06Essa é uma estratégia,
08:08mas não para o momento futuro.
08:11Nós conversamos, então,
08:12com o Márcio Setefortes,
08:14ex-diretor do BID, economista.
08:16Márcio, muito obrigada pelo tempo
08:18para conversar com a gente aqui na Jovem Pan.
08:20Volte sempre!

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