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  • há 21 horas
O EM Minas, programa da TV Alterosa em parceria com o jornal Estado de Minas e o Portal Uai, recebe neste sábado (21/3) a gestora cultural Eliane Parreiras, diretora executiva da Associação Cine Theatro Brasil.

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#em-entrevista #cine-theatro-brasil #eliane-parreiras

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Transcrição
00:13Olá, sejam muito bem-vindos a mais um programa em Minas.
00:19A nossa convidada de hoje, gestora cultural,
00:23ela é diretora executiva da Associação Cine Teatro Brasil.
00:28Muito bem-vinda, Eliane Parreiras, ao nosso Em Minas.
00:31Muito obrigada, obrigada por esse espaço para a gente falar de cultura,
00:35de cultura genuína, de cultura de BH.
00:38Agora eu já começo falando porque a Eliane tem mais de 30 anos de experiência
00:42na cultura aqui em Minas Gerais, não só aqui em Minas.
00:46Aí conta pra gente, você acabou de deixar a Secretaria Municipal de Cultura,
00:51deixou a Prefeitura de Belo Horizonte para aceitar esse convite do Cine Teatro,
00:56que segundo o próprio prefeito Álvaro Damião, foi aí um convite recusável.
00:59É isso mesmo? A gente quer saber? Conta pra gente.
01:02É isso, né? A minha carreira é marcada por essas experiências,
01:05tanto no poder público quanto na iniciativa privada.
01:08Eu tive algumas experiências, como no Instituto Cultural Osiminas, por sete anos.
01:13E eu acredito que esse olhar, esse olhar que vem desses dois espaços,
01:18dessas duas visões de gestão, ele é um olhar complementar.
01:22Eles são olhares complementares e que podem ser muito interessantes
01:25e que vão fazer realmente tanto da trajetória, da experiência,
01:29quanto da atuação mesmo, cada vez mais interessante.
01:33E eu estava na Secretaria Municipal de Cultura,
01:35fiquei lá por quase quatro anos,
01:38a convite do prefeito Fuad, depois o prefeito Álvaro Damião.
01:41E tenho um profundo agradecimento.
01:43Eu virei uma apaixonada pelo municipalismo.
01:46Municipalismo é algo que eu acho que realmente pode transformar o Brasil,
01:49a gestão do território, a gestão do dia a dia.
01:52Então, sou uma apaixonada realmente.
01:54Fiquei com o coração apertado,
01:56mas era realmente uma oportunidade também muito importante para mim,
02:01uma oportunidade única mesmo de retornar para a iniciativa privada.
02:05E, ao mesmo tempo, a cultura de Belo Horizonte,
02:08ela também está muito estruturada.
02:10Eu fico muito tranquila, né?
02:12Assim, de...
02:13Ano passado foi um ano de muito planejamento,
02:16onde a gente teve o plano plurianual executado,
02:18com uma participação enorme da equipe inteira,
02:21da Fundação e da Secretaria Municipal de Cultura.
02:24Tivemos uma conferência municipal de cultura que foi histórica,
02:28a maior participação social que já aconteceu,
02:31em todos os territórios,
02:33que resultou num plano municipal,
02:35que já está definido, então,
02:36estão definidas as diretrizes e os objetivos desse plano
02:40para os próximos dez anos.
02:41Então, eu saio com o coração apertado,
02:44mas, ao mesmo tempo, tranquila,
02:45que a cultura está muito bem estruturada na cidade de Belo Horizonte
02:49e que a política pública de Belo Horizonte
02:51é uma referência nacional
02:53de qualidade, de consistência e de persistência.
02:56Eu ia te perguntar exatamente sobre isso.
02:58Se você acha que ficou faltando alguma coisa nesse tempo,
03:01nesses quatro anos que você esteve ali
03:03à frente da cultura da Prefeitura de Belo Horizonte,
03:05ficou faltando alguma coisa?
03:06Sempre, né?
03:07Não tem jeito da gente falar.
03:09A gestão, ela é muito desafiante,
03:11os desafios na gestão pública são enormes.
03:14A gente fala, assim, que muitas vezes as pessoas
03:16não têm a dimensão do esforço que é
03:18para poder se realizar, né?
03:20Se realizar as ações.
03:22E a gente não está falando só de orçamento,
03:24a gente está falando dos desafios,
03:26dos processos públicos, da idoneidade,
03:30dos procedimentos todos de controladoria,
03:32dos órgãos de controle acompanhando.
03:34Então, do levantamento de outras fontes de financiamento,
03:38das parcerias que são tão importantes,
03:41do domínio daqueles processos todos de gestão.
03:44Então, sempre tem algum desejo que fica.
03:47Mas, assim, eu acho que a gente pode falar
03:49que a gente teve conquistas muito grandes
03:51e algumas vão ser, inclusive,
03:53anunciadas brevemente pelo prefeito.
03:55Por exemplo...
03:56Deixa eu te perguntar.
03:57Pera aí.
04:00Museu de Arte da Pampulha.
04:02Gente, há quanto tempo Belo Horizonte
04:04espera para uma reforma, para uma revitalização?
04:07Vem anúncio por aí.
04:09É isso.
04:09E faz parte do seu processo, da sua gestão,
04:11ali à frente da cultura de BH.
04:12Exatamente.
04:13É isso mesmo, né?
04:14Eu estou me adiantando aí,
04:16mas é porque a gente tem muito orgulho
04:18de poder falar.
04:19O Conjunto Moderno da Pampulha
04:21é um grande orgulho.
04:22Eu acho que esse é um dos...
04:24Uma das minhas paixões
04:26e uma das minhas...
04:27Das minhas metas mesmo,
04:29quando, desde que cheguei...
04:30Quando cheguei à Prefeitura,
04:32que era de fortalecer cada vez mais
04:34o Conjunto Moderno.
04:35E um dos principais ativos
04:36é o Museu de Arte da Pampulha,
04:38como você está falando,
04:39esse bem incrível,
04:40prédio de Ascarni e Maia,
04:42o Patrimônio Cultural da Humanidade.
04:44Então, a gente conseguiu...
04:46Foi um dos meus últimos atos ali.
04:48Na minha saída,
04:50a gente conseguiu fazer...
04:53Lançar o edital de licitações,
04:55de ir para a obra.
04:56São quase 30 milhões de investimentos
04:59para poder recuperar,
05:00restaurar, ampliar,
05:02ampliar a acessibilidade,
05:03que é tão importante.
05:04Aquele espaço vai ficar todinho
05:06disponível para o público.
05:07E isso se integra a um programa
05:09que é muito importante,
05:10que é o programa de expansão do museu.
05:12O museu, ele tem um outro espaço
05:14que está com reservas técnicas,
05:16com a parte do SEDOC,
05:18do Centro de Documentação.
05:19Então, isso tudo está integrado
05:21a um grande projeto
05:23de requalificação,
05:25de reorganização,
05:26de promoção mesmo
05:28do Conjunto Moderno da Pampulha,
05:30que teve o apoio muito grande
05:31do prefeito Álvaro Damião.
05:32E, como eu falei,
05:33ele vai anunciar ainda pela frente
05:35outras coisas boas também.
05:36Opa, adianta para a gente
05:37alguma coisa além do Museu de Ascarni da Pampulha?
05:40Você não quer tirar o gostinho do prefeito?
05:42É o prefeito que vai anunciar,
05:43mas são conquistas muito importantes
05:46que, a partir do olhar dele,
05:48tivemos a retomada da navegação,
05:50também foi muito importante.
05:52Então, eu acho assim,
05:53a gente está num caminho muito bom
05:55para fortalecer cada vez mais
05:57a cultura da cidade
05:59e a cultura também como um ativo,
06:00um ativo importante de Belo Horizonte.
06:02Agora, falando sobre essa sua volta,
06:05saindo da iniciativa pública,
06:07saindo da gestão pública
06:09para a iniciativa privada,
06:11quais são as diferenças
06:13ou quais são as dificuldades
06:14de você trabalhar ali
06:15com a política pública
06:16voltada para o governo
06:17e trabalhar na iniciativa privada,
06:19como é o caso da Associação do Cintiado?
06:22São desafios bem diferentes.
06:24E eu acho assim,
06:25eu tenho a sorte
06:26de todas as instituições
06:27com as quais eu trabalhei,
06:29mesmo as privadas,
06:31elas têm muito forte
06:32essa questão do interesse público,
06:34da conciliação entre interesse privado
06:36e interesse público,
06:37que isso eu acho que é um fator importante
06:40da cultura.
06:40Ao mesmo tempo,
06:41a cultura também tem uma coletividade
06:43por natureza.
06:45Então, mesmo sendo uma instituição privada,
06:48mesmo tendo ali as características
06:49da gestão privada,
06:51a gente tem essa relação
06:53com uma rede muito forte
06:55de atores, de coletivos,
06:56de outras instituições culturais,
06:58de parceiros financiadores
07:00que se juntam a nós
07:02para poder fortalecer cada vez mais.
07:04Mas, sem dúvida nenhuma,
07:06a gestão privada,
07:08ela traz desafios
07:09do ponto de vista de sustentabilidade,
07:11de monitoramento,
07:12de acompanhamento,
07:13que são muito interessantes também
07:14e que, como eu falei,
07:16fortalecem essa característica
07:18de um gestor,
07:19aquele gestor que está dedicado,
07:21no meu caso, temático,
07:23dedicado à cultura.
07:24Eu acho que enriquece muito
07:26a minha experiência,
07:27porque eu posso trazer
07:28a experiência pública
07:29que é desafiante,
07:31mas, ao mesmo tempo,
07:33aplicando também conhecimentos
07:35e questões da gestão privada.
07:36E aí a gente fala ali
07:38da gestão pública,
07:39de um planejamento,
07:40de uma aproximação com o artista,
07:43de um fomento
07:44da cultura local.
07:46Dentro da associação
07:48do Cine Teatro
07:48também vai ter essa preocupação.
07:50E o que é essa associação?
07:52Porque a gente pensa
07:53no Cine Teatro
07:54só ali,
07:55naquele equipamento público,
07:56aliás,
07:57que está no centro
07:58de Belo Horizonte,
07:59em plena Praça 7,
08:00que foi revitalizado.
08:02E o que você pode fazer
08:04para fomentar ainda mais
08:05a cultura tanto desse local,
08:07como funciona a associação,
08:08e para os mineiros
08:10que fazem parte
08:11dessa cultura,
08:12os artistas?
08:13Não, é super bacana
08:15quando você traz isso,
08:16porque, assim,
08:17eu chego à associação
08:18com essa meta
08:19de fortalecer
08:21e ampliar o trabalho
08:22que já vem sendo realizado
08:24por uma equipe
08:24muito competente
08:26que está lá
08:27no Cine Teatro Brasil,
08:28que já dialoga
08:30com alguns projetos
08:31há 13 anos.
08:33mas, eu chego
08:35com essa missão
08:36de ampliar
08:37e fortalecer,
08:38primeiro,
08:38essa rede,
08:39essa rede de parceiros.
08:40Em segundo lugar,
08:42é ampliar essa atuação
08:43para além
08:44do equipamento cultural,
08:46do Centro Cultural
08:47Cine Teatro Brasil.
08:48E aí,
08:49a gente está falando,
08:50primeiro,
08:50de uma localização
08:51que é extraordinária,
08:52que é o hipercentro
08:53de Belo Horizonte,
08:54essa região central,
08:55coração pulsante do centro,
08:57num eixo
08:58que é muito importante,
08:59que é o eixo
08:59da Avenida Afonso Pena,
09:01com uma série
09:03de outros equipamentos
09:04culturais
09:05e outros espaços
09:06e entidades
09:07que são muito interessantes
09:08também de trabalhar
09:09esse processo pulsante
09:11do centro de Belo Horizonte,
09:12mas também
09:13fortalecer
09:14a gestão
09:15de outros equipamentos
09:17culturais,
09:17fazer parcerias.
09:18Então,
09:19a ideia
09:19é ampliar realmente
09:20essa rede
09:21de parceiros
09:23e de atuação
09:24da associação
09:25que hoje
09:26tem como principal ativo
09:28o Cine Teatro Brasil.
09:29E sobre essa conexão
09:31com os artistas locais?
09:33A nossa ideia
09:34hoje,
09:35o Cine Teatro Brasil,
09:35ele já tem
09:36na sua programação
09:38uma priorização
09:39da produção
09:40artística local,
09:42dialogando
09:43com todas
09:43as linguagens artísticas,
09:45o teatro,
09:45a dança,
09:46a música,
09:46o circo.
09:47A gente tem
09:48muita atividade
09:49que oferece também
09:49na Praça 7,
09:51como, por exemplo,
09:52o Praça 7 Instrumental,
09:54que é de música,
09:55instrumental,
09:56estão os grupos todos
09:57de Belo Horizonte.
09:59Nós temos também
10:00outros projetos
10:01como o Quarteirão das Artes,
10:02que também fala
10:03de economia criativa,
10:04traz também
10:05economia circular.
10:06Então,
10:06a ideia
10:07é cada vez mais
10:09garantir espaço
10:10para essa produção
10:11artística local,
10:12fortalecer
10:13essa produção artística
10:14e pensar junto
10:15com essa produção artística
10:17projetos de ocupação
10:18da cidade
10:19cada vez melhores
10:20e maiores.
10:21Gente,
10:22o nosso bate-papo
10:23de hoje
10:23é com Eliane Parreiras.
10:24Nós vamos
10:24para um rápido intervalo,
10:26a gente volta já já
10:26para continuar falando mais
10:27sobre cultura em Belo Horizonte,
10:29cultura em Minas Gerais
10:30e sobre o Cine Teatro Brasil.
10:32Nós voltamos já já,
10:33não saia bem.
10:49Estamos de volta
10:51com o programa
10:51Em Minas,
10:52a entrevistada de hoje,
10:53diretora executiva
10:55da Associação Cine Teatro Brasil,
10:57Eliane Parreiras,
10:58gestora cultural.
11:00Queria falar um pouquinho
11:00mais sobre a sua experiência,
11:02porque são aí cerca
11:03de 30 anos
11:05na cultura,
11:05na gestão cultural,
11:06e aí você passou
11:08por Fundação Cláudio Salgado,
11:09Governo do Estado,
11:11Prefeitura.
11:12Como é que essa sua
11:13trajetória,
11:14ela foi alinhavada
11:15para você chegar hoje
11:16ao Cine Teatro
11:17e trazer essa experiência
11:18como um diferencial?
11:19Olha,
11:20eu sempre,
11:20eu sou uma pessoa sortuda,
11:22porque assim,
11:22com 14 anos de idade,
11:24eu sabia que eu queria
11:25trabalhar com cultura.
11:26Só que foi,
11:27não existia,
11:28a gestão cultural,
11:29não existia consciência,
11:31como é hoje,
11:32como a gente atua,
11:34como a gente tem.
11:35A política cultural mesmo,
11:36ela já vinha de muito,
11:37era muito recente também,
11:40entendida como uma ciência.
11:41Então,
11:41eu fui para a comunicação,
11:43depois acabei fazendo
11:44especializações,
11:45mas já sempre
11:46com essa vertente
11:47que eu queria,
11:49era a cultura
11:49e a gestão cultural.
11:50e ao longo desses 30 anos,
11:53Carol,
11:53é muito interessante
11:55que eu vi a cultura
11:56se profissionalizar.
11:58Isso é muito interessante
12:00de ser dito,
12:01porque aí a gente está falando
12:02não só de especificações técnicas,
12:05de legislações,
12:07de profissionalização
12:08tanto das instituições
12:10quanto dos artistas
12:11e gestores,
12:12mas a gente está falando também
12:14de um processo
12:15de fortalecimento
12:16e de compreensão da cultura
12:18como um fator
12:18de desenvolvimento.
12:19desenvolvimento econômico,
12:21desenvolvimento social,
12:22desenvolvimento humano,
12:24desenvolvimento na educação.
12:26Então,
12:26eu acho que a cultura,
12:27ela ganha,
12:29ela ganha muito corpo
12:30ao longo dessa
12:31minha trajetória
12:32e poder ter a experiência
12:35de estar no poder público
12:37e também experimentar
12:38a iniciativa privada
12:40e trazer as metodologias,
12:42as tecnologias sociais
12:44todas que existem
12:45também da iniciativa privada
12:47para o poder público
12:48e vice-versa,
12:49foi algo que para mim
12:50é muito importante,
12:51assim,
12:52todos os postos
12:53onde eu passei.
12:54Agora,
12:54sem dúvida nenhuma,
12:56a gestão pública,
12:57ela te dá uma amplitude
12:58de visão,
13:01de compreensão,
13:02porque você tem
13:03uma participação social
13:04muito grande,
13:05você aprende
13:06um processo de escuta
13:07que é muito,
13:08é muito importante,
13:09de construção coletiva,
13:11porque você não faz
13:12nada sozinho
13:13na gestão pública,
13:14na gestão pública
13:15se você não tiver
13:15parceiros muito fortes
13:17dentro e fora
13:20do poder público,
13:21você não constrói,
13:22então é uma rede
13:23forte de parcerias,
13:25isso eu acho
13:26que me deu um,
13:27esse espírito mesmo
13:28de uma construção
13:29mais coletiva,
13:31esse,
13:31essa paixão mesmo
13:33pela cultura
13:34e eu acho que é isso,
13:35assim,
13:35essa,
13:36a cultura para mim
13:37é uma missão de vida,
13:39esteja eu,
13:41onde estiver,
13:41é a cultura
13:42que me move,
13:44que é o meu motivo,
13:45o meu propósito,
13:46então eu acho
13:48que isso também
13:48faz essa diferença,
13:50assim,
13:50porque onde estou
13:53mergulho profundamente
13:54e estou ali
13:55por inteira
13:56me dedicando
13:57para que a gente
13:57tenha cada vez mais
13:58a cultura sendo reconhecida
14:00com essa importância
14:01que eu estava falando.
14:02Agora deixa eu te perguntar,
14:03você teve cargo
14:04tanto no governo Anastasia,
14:06por exemplo,
14:06quanto com o Zema,
14:08qual que é
14:08a diferença
14:09ou a dificuldade
14:10de ser uma gestora cultural
14:14com gestões políticas
14:15tão diferentes?
14:17É,
14:18eu tenho uma característica,
14:20é óbvio que eu não sou ingênua,
14:21que eu sei que qualquer cargo
14:24comissionado
14:24e um cargo de liderança,
14:26ele tem uma natureza política,
14:28ele tem uma dimensão política
14:29em toda a sua atuação
14:30de governabilidade,
14:33né,
14:33é óbvio que eu tenho,
14:34eu não sou ingênua
14:35a esse ponto,
14:36porém,
14:37a minha história,
14:38ela é pautada
14:39exclusivamente por uma
14:40questão técnica,
14:42em todos os cargos
14:43onde eu estive,
14:44eu estive por um reconhecimento
14:47do meu trabalho técnico,
14:48não tenho nenhuma relação
14:50política específica,
14:52nenhum,
14:52então,
14:53é,
14:54e é isso,
14:55é construído tijolo
14:56a tijolo,
14:57né,
14:57assim,
14:57passo por passo,
14:59eu não caí de paraquedas
15:01nisso,
15:02me dedico,
15:03estudo,
15:04continuo estudando
15:05e sendo desafiada.
15:07Vamos lembrar rapidamente,
15:08você fez esse reconto
15:09comigo ali,
15:10eu achei fantástico,
15:10você começou o Palácio das Artes,
15:12não,
15:12o Museu de Arte da Pampulha,
15:13o Museu de Arte da Pampulha,
15:14Priscila Freire era diretora,
15:16depois eu fui para o Palácio das Artes,
15:17eu ocupei diversos cargos lá,
15:19na área de relações institucionais,
15:22na área de programação,
15:23depois sete anos de Usiminas,
15:25Instituto Cultural Usiminas,
15:27depois,
15:28Circuito Cultural Praça da Liberdade,
15:31já no governo Anassasia,
15:34depois Palácio das Artes,
15:36primeira presidência,
15:37primeiro período de presidência,
15:38depois Secretaria Estadual de Cultura,
15:41quatro anos,
15:42governo Anastasia e governo Alberto Pinto Coelho,
15:45depois consultora,
15:47então também atuei,
15:48por meio da minha empresa,
15:50com consultoria,
15:51empreendendo na área cultural,
15:53depois gestora,
15:54gerente corporativa de cultura do Sesc,
15:57em Minas,
15:58ligada ao FICOMERCIO,
16:00depois o convite
16:02para retornar ao Palácio das Artes
16:03como presidente,
16:042019 até 2022,
16:0722,
16:08Prefeito Fuad faz o convite
16:10para eu assumir
16:11a Secretaria Municipal de Cultura,
16:13nesse período,
16:15por duas vezes,
16:16interinamente,
16:17respondi também
16:18pela Fundação Municipal de Cultura,
16:19e agora,
16:21Cine Teatro Brasil.
16:22Então, você teve umas passagens
16:23aí pelo Palácio das Artes,
16:24eu quero aproveitar e te perguntar,
16:25você acha que o Palácio das Artes hoje,
16:27ícone cultural do nosso Estado,
16:30ele está sendo aproveitado
16:32em toda a sua potência que ele tem?
16:34O Palácio das Artes é uma coisa extraordinária,
16:37são 55 anos,
16:39é um projeto que nasceu do município,
16:42não sei se JK,
16:45visionário,
16:45ele demole o teatro público que existia,
16:52na verdade,
16:52ele passa para outras finalidades de cinema,
16:55começa a construir o Palácio das Artes,
16:57não consegue finalizar,
16:58encomenda o projeto para o Niemeyer,
17:01então, o projeto original é do Niemeyer,
17:03encomenda,
17:03não consegue finalizar,
17:05sai da Prefeitura sem finalizar,
17:06é construído, então,
17:08o Teatro Francisco Nunes,
17:09que era o teatro de emergência à época,
17:11para poder cumprir esse papel
17:13e depois o governo do Estado assume.
17:15O Palácio das Artes é uma potência extraordinária,
17:18porque é um centro de exibição,
17:20ele de fruição,
17:21é um centro criador,
17:23porque tem lá orquestra,
17:24coral,
17:25companhia de danças,
17:26que são corpos artísticos extraordinários,
17:28e é um centro de formação com a escola,
17:31né?
17:32Então, a gente sempre fica na torcida
17:34para que o Palácio das Artes
17:35ocupe cada vez mais esse lugar na cidade,
17:38esse lugar de referência nacional,
17:41de referência estratégica,
17:42e a nossa expectativa é,
17:44como eu disse,
17:45nesse eixo da Avenida Afonso Pena,
17:48que a gente possa, inclusive,
17:49fazer muitas parcerias,
17:50muitas outras parcerias,
17:52o Cine Teatro Brasil já recebeu,
17:55por exemplo,
17:55a Orquestra Sinfônica com música de cinema,
17:58que foi extraordinário,
18:00então, juntando aí duas excelências,
18:02e a gente espera que tenha cada vez mais
18:06esse reconhecimento e esse compromisso mesmo,
18:09público,
18:10do investimento,
18:11da sustentabilidade,
18:13desse grande patrimônio público,
18:15que é o Palácio das Artes.
18:16A gente espera que cada,
18:18todos os governos se comprometam com isso.
18:20Agora, para a gente fechar,
18:22o nosso Em Minas,
18:24aqui na TV Alterosa,
18:25eu gostaria de te perguntar
18:26como que você imagina
18:28a cultura,
18:30tanto em Belo Horizonte,
18:31quanto no nosso Estado,
18:34daqui a 10 anos.
18:35Você acha que melhor do que está hoje?
18:38Eu tenho que acreditar que sim,
18:41estou lutando junto com todo mundo para isso.
18:43eu acho que a gente tem políticas públicas
18:47muito estruturantes,
18:50tanto municipais,
18:51quanto estaduais,
18:53quanto federais.
18:56É óbvio que o governante que está,
18:59é porque ele tem que ter esse compromisso
19:00com essas legislações,
19:01com essas políticas,
19:02porque senão se desconstrói.
19:05Mas a gente tem um arcabouço legal hoje,
19:07que ele é muito importante,
19:09ele é muito importante.
19:10A gente tem uma infraestrutura cultural
19:14muito rara de se ver em Belo Horizonte,
19:16Belo Horizonte teve esse avanço muito grande.
19:19A gente tem, ao mesmo tempo,
19:22uma potência criativa que é extraordinária.
19:26Gente, nós temos em Belo Horizonte,
19:28Grupo Corpo,
19:2950 anos,
19:31um dos maiores companhias de dança do mundo.
19:34Acabou de estrear em Los Angeles
19:36com um dos maiores maestros do mundo,
19:41hoje, o D'Amel.
19:42Então, nós temos uma potência criativa,
19:47nós temos substância,
19:48nós temos conteúdo,
19:50e o que eu acho é que,
19:51cada vez mais,
19:53tem que dar as mãos,
19:54poder público,
19:55iniciativa privada,
19:56e sociedade,
19:58para que a gente consiga criar esse ambiente,
20:00para que ela floresça e cresça cada vez mais.
20:02Então, daqui a 10 anos,
20:03uma cultura ainda melhor em BH e em Minas.
20:06Sem dúvida nenhuma,
20:07com mais acesso,
20:08e todo mundo entendendo
20:09que todo mundo deve e pode participar da vida cultural.
20:12Muito obrigada, gente.
20:14O Em Minas de hoje fica por aqui,
20:15mas eu te faço um convite,
20:16a gente vai seguir esse bate-papo
20:17um pouquinho mais exclusivo
20:19no YouTube do Portal Uai.
20:21Vem com a gente.
20:22Nosso programa aqui na TV fica por aqui.
20:23Lembrando, a íntegra desta entrevista,
20:25vocês acompanham no Jornal Estado de Minas,
20:28na próxima segunda-feira.
20:29Eliane, muito obrigada pela entrevista.
20:31Eu que te agradeço por esse espaço,
20:33por vocês fomentarem tanto a cultura,
20:36que a gente precisa disso.
20:37Obrigada, pessoal.
20:38Até o próximo em Minas.
20:39Tchau.
20:59Agora o programa Em Minas
21:01segue com esse bloco exclusivo
21:03para o YouTube do Portal Uai.
21:06Obrigada pela companhia de vocês.
21:07A convidada de hoje, Eliane Parreiras,
21:09gestora cultural,
21:10está aí à frente da direção executiva
21:13da Associação do Cine Teatro Brasil.
21:15E aí, para a gente começar esse bloco
21:17de uma forma mais leve, Eliane,
21:19eu quero falar sobre uma coisa
21:20que eu achei super delicada,
21:21que eu fui olhar ali nas suas redes sociais.
21:23Quem te conhece, sabe que o batom vermelho é uma marca registrada sua.
21:31Mas vem cá, isso é uma escolha pessoal ou tem um propósito,
21:36um fundamento?
21:37Conta para a gente.
21:39Acabou tendo, porque virou uma marca mesmo.
21:42Eu brinco que hoje eu sou refém desse batom.
21:48E assim, eu usei muito intuitivamente,
21:51não era nenhuma, não tinha nenhuma intencionalidade.
21:55Era intuitivo, né?
21:57De colocar, porque eu acho que demarca, assim, né?
22:00Você sempre gostou, para começar.
22:01É isso, sempre gostei.
22:03Eu acho que é uma coisa que é forte,
22:05tem a ver com a minha personalidade.
22:07Eu sou uma pessoa que sou muito empolgada,
22:09sou muito...
22:10Tenho uma energia, assim, relacionada.
22:13Então, acho que combina comigo,
22:15da mesma forma que o vermelho,
22:17uso muito em outras, né?
22:19Desde sapato, as unhas vermelhas.
22:23Mas ele realmente virou uma marca.
22:25E eu, ao longo do tempo,
22:28eu fui ficando muito sensibilizada
22:31como ele inspira outras mulheres.
22:34Várias mulheres, várias mulheres
22:36chegaram ao longo dessa minha...
22:38Que tem pelo menos uns 20 anos
22:40que eu uso direto.
22:42E direto mesmo.
22:43Sempre.
22:44Não tem outra cor de batom.
22:46Se olhar na sua bolsa e na sua casa,
22:48só tem esse.
22:50Pelo menos, assim,
22:51a quantidade de mulheres que chegaram para falar
22:54olha, você me inspirou,
22:55eu não tinha coragem,
22:56agora eu passo a usar.
22:57E eu não me sentia segura.
23:00Que é uma coisa que a gente...
23:01É quase inconcebível da gente pensar,
23:04mas até hoje as mulheres,
23:05muitas vezes, têm esse tipo.
23:07E, ao mesmo tempo,
23:08esse símbolo de força,
23:11do feminino,
23:12de mulher em liderança,
23:14ele acabou inspirando.
23:16Então, assim, é muito interessante.
23:17Várias mulheres falam
23:18ah, eu passo batom vermelho,
23:19eu lembro de você.
23:20Eu uso batom vermelho por sua causa.
23:22e o povo para para perguntar
23:24qual é a cor,
23:26de que marca que é,
23:27para meu marido,
23:28para minha filha.
23:30Então, é um...
23:31Virou uma marca registrada.
23:32Mas eu fico feliz
23:33que tenha virado um símbolo
23:35dessa questão das mulheres
23:37e da força das mulheres, né?
23:38E essa mulher forte
23:40que traz esse batom vermelho,
23:41qual vai ser o principal desafio
23:43agora à frente do cine teatro?
23:45Eu acho que é
23:47fortalecer
23:48essa rede de parceiros, né?
23:50Então, assim, a gente tem esse desafio.
23:52Ao mesmo tempo,
23:54a relação com o hipercentro
23:55e com essas instituições
23:57que estão todas ali em volta
23:59e com esses parceiros
24:00e com os movimentos culturais,
24:02o centro é uma loucura
24:04dos movimentos culturais.
24:06A gente está falando
24:07de Feira Ripe
24:08ao Soul.
24:10A gente está falando
24:11do skate
24:12à Galeria do Rock,
24:13do grupo de surdos
24:15que se reúne na praça
24:17para se encontrar
24:18e poder trocar
24:20e para ter uma relação
24:22de convivência.
24:22Então, o centro,
24:23ele tem uma riqueza
24:24muito grande,
24:25muito grande.
24:26E a ideia
24:27é que a gente possa também
24:28dialogar com esses movimentos todos
24:30e construir
24:32junto,
24:32e aí a gente espera fazer isso
24:34inclusive junto
24:35com outras instituições culturais,
24:37caminhos para a sustentabilidade
24:38das instituições culturais.
24:40As instituições,
24:41hoje,
24:42vivem muitos desafios
24:43do ponto de vista
24:44da sustentabilidade.
24:45Eu estou falando
24:46de sustentabilidade financeira,
24:48dos modelos de financiamento,
24:50das formas de se planejar,
24:54de não ter que ficar
24:55naquela luta todo ano,
24:58não conseguir fazer
24:59um planejamento
24:59de médio prazo,
25:00como a gente vê
25:01em várias organizações internacionais.
25:04Então,
25:04a nossa ideia
25:05é também pensar
25:06e a gente já começou
25:08a conversar
25:08com algumas outras instituições,
25:10criar um grupo forte
25:11para poder pensar isso.
25:12qual é o futuro
25:14também
25:14dessas instituições culturais
25:16no sentido
25:17de sustentabilidade,
25:19de conseguir ter planejamento,
25:21de conseguir se organizar,
25:23de conseguir ter recursos
25:24que possam garantir
25:25uma sustentabilidade
25:27a médio prazo.
25:29Então,
25:29acho que esse
25:29é um enorme desafio,
25:32é algo
25:32muito da gestão pública,
25:34hoje já se discute
25:35em vários outros modelos
25:37de financiamento,
25:38para além
25:39dos investimentos próprios,
25:41das leis de incentivo
25:42e isso sem dúvida nenhuma
25:44vai ser também
25:45uma linha de atuação
25:46que a gente vai
25:47abrir e dialogar
25:49porque todas as instituições
25:51vivem esse mesmo desafio,
25:53sejam as públicas,
25:54sejam as privadas,
25:55que é
25:56como sustentar
25:58essas instituições
25:59ao longo do tempo
25:59e garantir
26:00essa capacidade
26:01de planejamento.
26:02Então,
26:02são muitos desafios,
26:04mas animadíssima
26:06para a gente poder
26:08enfrentar.
26:08Agora,
26:09me conta uma coisa,
26:10dentre os projetos,
26:11dos projetos
26:12extramuros
26:13do Cine Teatro,
26:16tem algo voltado
26:18para as escolas,
26:19para as instituições
26:20de ensino?
26:21Tem,
26:21tem dois projetos
26:22que são muito importantes
26:24e agradeço
26:25de você ter falado disso.
26:27Um é o educativo
26:28do próprio Cine Brasil
26:29que é realizado
26:30no Cine Brasil
26:31e em algumas ações fora.
26:33Esse educativo,
26:34ele trabalha,
26:35que é uma ação
26:36de mediação
26:36e de educação
26:37pelo patrimônio.
26:39Então,
26:39essa,
26:41porque eu considero
26:43que a gente é,
26:44antes de qualquer coisa,
26:45um mediador.
26:46A gente oferece
26:48uma produção artística,
26:49mas a gente trabalha
26:50essa questão
26:51da mediação,
26:52de dar mais informações,
26:55de fornecer,
26:57propiciar
26:58que essa experiência
26:59cultural seja maior.
27:00E, por outro lado,
27:01a gente está
27:02num bem
27:02que é patrimônio cultural
27:04de Belo Horizonte,
27:05o Cine Brasil
27:07é um prédio,
27:08ele está num prédio
27:09que é quase centenário.
27:11De 1932.
27:13Exatamente.
27:14Que foi todo recuperado.
27:15E criado
27:16e construído
27:17e pensado
27:18para aquele lugar.
27:19Isso é muito precioso.
27:21Pensa nisso
27:21na década de 30,
27:23ele está
27:23num terreno
27:25que é em leque,
27:26ele está,
27:27é uma construção
27:28que então aproveita,
27:29ele tem esse formato
27:30que aproveita
27:31para o maior aproveitamento
27:34do quarteirão,
27:34do espaço
27:35do quarteirão,
27:36ele já nasce
27:37como um centro cultural
27:38porque ele já nasce
27:39com três entradas,
27:40né,
27:41pela Carijós,
27:43pela Amazonas
27:44e pela própria
27:44Praça Sete,
27:45pela Afonso Pena.
27:46Ele nasce
27:48já com
27:49a ideia
27:50de lojas,
27:50de ter centro comercial
27:51junto.
27:52Na década de 50,
27:54eu não sei se você sabe,
27:54Juscelino Kubitschek
27:56inaugurou um restaurante popular,
27:58um dos primeiros
27:58restaurantes populares
27:59de Belo Horizonte.
28:02Então,
28:03aquele bem,
28:04ele tem,
28:05não só do ponto de vista
28:06arquitetônico,
28:07um dos primeiros prédios
28:08de concreto armado
28:10daquela altura,
28:11foi durante muito tempo
28:12o prédio mais alto
28:13de Belo Horizonte.
28:14Então,
28:15ele tem,
28:15não só do ponto de vista
28:16da arquitetura,
28:17mas do ponto de vista
28:19do valor simbólico
28:20do que ele representa
28:21para a cidade,
28:22como um cinema
28:24que foi um dos maiores
28:25da América Latina
28:26e maior do Brasil
28:27durante muito tempo,
28:29formou quantas
28:30e quantas gerações
28:31que assistiram ali,
28:33que foram ali,
28:34que ali era um espaço
28:35de convivência,
28:36depois do cinema,
28:37o footing,
28:38e se encontravam.
28:39Então,
28:40é um espaço
28:41muito importante
28:42e o educativo,
28:44ele trabalha isso,
28:45ele trabalha
28:45tanto a vertente
28:46arquitetônica
28:47do bem em si
28:48quanto esse valor simbólico.
28:50E a história,
28:51eu estou aqui em mãos,
28:52gente,
28:52um material
28:53que a Eliane trouxe
28:54para a gente
28:55que mostra justamente isso,
28:57a nostalgia,
28:58que é o Memória,
28:59Lembranças e Saudosismo,
29:00e tem um guia educativo
29:01que é para uma brincadeira,
29:03para um estudo
29:04também voltado para crianças.
29:05Exatamente.
29:05Eu vou mostrar aqui para vocês
29:07e aqui tem algumas fotos
29:08aqui dentro
29:09que acabam mostrando
29:10um pouco disso que você falou,
29:11da construção,
29:12da abertura,
29:14da história
29:15do que é o Cine Brasil
29:17e o que ele representa
29:18para a nossa cidade.
29:19E esse programa,
29:20ele acontece,
29:21então,
29:22para as escolas,
29:23então,
29:23grupos também
29:24que tenham interesse
29:25em agendar,
29:26a gente já faz esse convite,
29:28aí tem a visita mediada
29:29também ao Cine Teatro
29:31que é incrível
29:32e tem esse programa educativo
29:34que acontece,
29:35tanto lá,
29:36com grupos específicos,
29:38oficinas,
29:39essa mediação,
29:40mas também dentro
29:40dos nossos projetos
29:41extramuros,
29:43que nós temos
29:43o Criança Arte
29:44que acontece em praças
29:46e temos também
29:47o Quarteirão das Artes
29:48que também tem atividades.
29:50Agora,
29:50esse material aqui
29:51foi pensado nas crianças,
29:52não foi?
29:52Exatamente,
29:53ele é pensado
29:54para atrair...
29:54Esse aqui,
29:55guia educativo
29:56para crianças,
29:57olha só, gente.
29:57É isso,
29:58é isso.
29:58E aí,
29:59as crianças se apropriam
30:00e a sensação
30:01de pertencimento.
30:03Existe algo,
30:04Carol,
30:04que é uma frase
30:05que eu acho
30:05que é muito simbólica
30:07para o patrimônio
30:08que fala assim,
30:09são seus olhos
30:09que me protegem.
30:12Se existe
30:13a sensação
30:14de pertencimento,
30:15se existe
30:16a compreensão
30:17da importância
30:18daquele bem,
30:19todo mundo cuida,
30:20todo mundo preserva,
30:22todo mundo valoriza.
30:23Então,
30:24esse é o esforço
30:25que a gente faz
30:26e ressaltando
30:28não só a importância
30:29do Cine Brasil,
30:29mas como eu disse,
30:30a importância do centro,
30:32a importância
30:33desse cuidado
30:33com a cidade,
30:35com o urbanismo.
30:36Agora,
30:36há uma preocupação,
30:37eu não sei,
30:38em se fomentar
30:41e valorizar
30:42ali aquele hipercentro,
30:44aquela região,
30:45sem fazer com que ele
30:47perca a característica popular?
30:49Existe essa preocupação?
30:51Sem dúvida nenhuma,
30:52a gente não pode trazer
30:54como se fosse
30:55um disco voador
30:56que pousa ali
30:57com uma programação
30:58e vai embora,
30:58não é isso.
31:00Todos os nossos projetos,
31:01eles trabalham
31:02todo esse universo
31:05de artistas
31:06que estão ali,
31:06inclusive artistas de rua.
31:09Nossos projetos,
31:09até os artistas de rua,
31:11a gente faz cadastramento
31:12para que eles possam participar.
31:14A própria Feira Ripe,
31:15que também tem um papel
31:16importante ali
31:18aos domingos.
31:18Então,
31:21dialogar
31:21com esses movimentos
31:24que estão ali
31:24é super importante,
31:26mas o teatro,
31:27ele é um teatro
31:28preparado para receber
31:29qualquer tipo de produção,
31:31inclusive produções
31:32que vão ter,
31:33às vezes,
31:34um ticket um pouco mais caro,
31:36que vão,
31:37por terem uma complexidade,
31:39uma complexidade
31:40na sua produção,
31:41um custo mais elevado
31:42de produção.
31:43Então,
31:44hoje,
31:44tanto a programação própria
31:46quanto essa programação
31:47que a gente recebe,
31:48porque a gente também
31:50tem um trabalho
31:50de prospecção,
31:51de programação,
31:52que a gente vai iniciar
31:53pesado agora,
31:54de trazer essas programações
31:56também para ali,
31:57a gente busca equilibrar
31:59esses dois universos,
32:01né?
32:01Claro,
32:02mantendo a acessibilidade,
32:04mantendo essa característica
32:05do diálogo
32:06com o que está ali,
32:08mas também recebendo
32:09produções nacionais
32:10e internacionais
32:10de grande porte.
32:11Para a gente fechar
32:12a nossa entrevista,
32:14então,
32:14você sai tranquila
32:15da Prefeitura de Belo Horizonte,
32:17certa do que foi feito ali
32:19e que muito virá
32:21em decorrência do trabalho
32:22que foi feito por você
32:23e pela sua equipe,
32:24certo?
32:25Sim,
32:25e com um destaque
32:27de algo que eu não falei,
32:28que é da importância
32:29do Conselho Municipal
32:30de Política Cultural
32:31e do Conselho Municipal
32:32de Patrimônio Cultural.
32:34São dois conselhos
32:35extremamente ativos
32:36e é onde a sociedade civil,
32:38ela atua para poder acompanhar
32:41junto com o poder público
32:43para que nenhuma política
32:44se desvirtue,
32:46para que tudo seja feito
32:47e planejado e executado
32:51da maneira que foi pactuada
32:53com a sociedade.
32:54Então,
32:55eu saio realmente muito tranquila
32:56porque eu acho que Belo Horizonte
32:57se destaca
32:58como uma política cultural
32:59de muita consistência
33:01no patrimônio,
33:03em todas as linguagens artísticas,
33:04na política para as artes,
33:06na cultura popular,
33:07no patrimônio material,
33:08eu acho que BH se destaca
33:10de uma maneira muito importante.
33:11Então,
33:11você deixa BH bem
33:12e parte agora
33:13para o novo projeto,
33:14o novo desafio
33:15à frente do Cine Teatro.
33:16Que te aloga com a cidade
33:18do mesmo jeito,
33:19que está lá com o público
33:21da cultura do mesmo jeito,
33:24mas é isso,
33:24em novas frentes
33:25e abrindo novas pontes
33:27e novas portas.
33:29É isso,
33:30Eliane Parreira,
33:31muito obrigada pela entrevista,
33:32espero que vocês aí de casa
33:33também tenham curtido,
33:34vocês que ficaram com a gente
33:35nesse bloco aqui exclusivo
33:37para o YouTube,
33:38lembrando a entrevista,
33:39a íntegra desse bate-papo,
33:40sai na segunda-feira
33:42no Jornal Estado de Minas,
33:42obrigada pela companhia de vocês,
33:44obrigada Eliane
33:44pela entrevista.
33:45Obrigada a você,
33:46mais uma vez,
33:46por esse espaço,
33:48pelo carinho,
33:49com que vocês tratam a cultura
33:51e a cidade de BH.
33:52Obrigada Eliane,
33:53pessoal,
33:53até o próximo Emílios.
33:54Tchau.
33:56Tchau.
34:09Legenda Adriana Zanotto
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