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  • há 8 horas

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Diversão
Transcrição
00:05Um decreto de desapropriação?
00:08Yes, Meritíssima. O prefeito Ipiranga assinou um decreto em regime de urgência urgentíssima.
00:14Ele já mandou para o Diário Oficial para ser publicado ainda hoje.
00:19Ele vai tirar a usina monguaba de Dona Helena.
00:22Mas o prefeito pode fazer isso?
00:24Bom, Helena, eu estudei o texto do decreto de cima a baixo e não encontrei nenhuma falha.
00:28Olha, o pedido de desapropriação é legal.
00:32Ainda mais depois de sair publicado no Diário Oficial.
00:34É claro, você ainda pode recorrer contra esse decreto na Justiça.
00:38Mas até que se decida alguma coisa, você não pode mexer em uma palha sequer daquela usina.
00:42E nada garante que no final você venha a ganhar.
00:45Eu não vou permitir que essa história siga adiante.
00:47Eu vou falar com o prefeito Ipiranga e nem que eu tenha que esganá-la eu vou fazer ele voltar
00:50atrás.
00:51Não perca seu tempo, mocinha.
00:56O doutor Pitágoras já deve ter falado ao prefeito sobre as pedras preciosas.
00:59Eu aposto que ele não vai nem querer lhe ouvir.
01:04E você está preocupado com isso por quê?
01:06Isso não tem nada a ver com a usina?
01:07Eu não estou ligando nem um pouco para a monguaba.
01:10Entenda isso de uma vez.
01:11Eu quero evitar uma invasão de garimpeiros em Grenville.
01:13Não seria bom para meus negócios.
01:14Portanto, poupe suas ironias.
01:17Não são os seus interesses que eu vou defender.
01:20E sim os meus.
01:23E você tem alguma ideia de como acabar com essa história?
01:27Se quiser me acompanhar para ver.
01:30O senhor está me dizendo para voltar atrás na desapropriação da usina?
01:34Recuar?
01:35Ipiranga Pitiguari não conhece o significado da palavra Compec.
01:40E por que o prefeito faria uma coisa dessas?
01:43Pelos belos olhos de Dona Helena?
01:46Nem uma coisa, nem outra.
01:47Mas porque é inteiramente falso
01:49o motivo que o levou a desapropriar a usina.
01:54Isso aqui, meus caros,
01:58não passa de uma ilusão.
02:00Ilusão?
02:02Há muitos anos atrás,
02:04mandei examinar essa pedra
02:06e tem um laudo que comprova o seu imenso valor.
02:09Eu também tenho um laudo que diz a mesma coisa.
02:12Longe de mim contestar qualquer um deles.
02:16Mas eu tenho um terceiro laudo
02:19feito por um grupo de geólogos,
02:21um grupo competente e abalizado,
02:24que diz que onde isso aqui foi encontrado
02:27não existe nenhuma jazida.
02:29E muito menos
02:30uma pedra igual a essa aqui.
02:36Na verdade, os especialistas não têm a menor ideia
02:38de como essa pedra foi parar nas terras da usina Manguaba.
02:42É verdade?
02:43É potoca!
02:44Que história é essa?
02:46O que o senhor está pensando?
02:48A cópia do laudo está aqui.
02:54É claro que vocês não precisam acreditar nele.
02:57Podem contratar outros geólogos
02:59para vasculhar de novo as terras da Manguaba.
03:01Só que vão perder tempo e dinheiro.
03:03Porque a conclusão será a mesma.
03:06Lá não existem pedras preciosas, meus caros.
03:11Tudo não passou de uma ilusão.
03:17Volta, espere.
03:24Desde quando você sabia disso?
03:26Eu mandei fazer o exame pouco depois
03:28que você saiu de nossa casa.
03:29De minha casa.
03:32Então não havia razão nenhuma
03:34para você querer a usina de volta?
03:36Nenhuma.
03:37Além de suas acusações infundadas contra mim.
03:41Eu fiquei furioso,
03:42eu perdi a cabeça,
03:43mas...
03:44Agora eu posso lhe confessar.
03:47Tudo isso acabou para mim.
04:04É um truque, meu sogro.
04:06O Energente Árabe
04:07está querendo nos passar para trás.
04:09Mas nós ainda podemos.
04:11Nós ainda podemos.
04:13Deixe de besteira.
04:14Aceite o golpe de uma vez.
04:16A cópia do Lauro,
04:18que doutorasteira é bem clara.
04:19Não existem jazidas na usina Manguaba.
04:24Trate de evitar a publicação
04:26do decreto em diário oficial,
04:27senão a prefeitura vai ficar
04:29com mais um elefante branco
04:30para administrar.
04:32Uma usina de fogo morto.
04:36Vê se esquece isso de uma vez.
04:39Esquecer?
04:40Infelizmente,
04:41minha querida,
04:43minha Adara,
04:45minha Altiva,
04:46nosso sonho acabou.
04:48Quer dizer
04:49que eu nunca mais
04:51devo sequer pensar
04:52em ser rica,
04:53bilionária,
04:54trilhardária?
04:55Não vou poder
04:56nunca mais
04:57pisar
04:58na cabeça
04:59daquela gente
05:00todinha de Greenville,
05:01como se eles fossem vermes.
05:04Não vou poder mais
05:05humilhar o forasteiro
05:07nem a moleca
05:08e nem tripudiar
05:10sobre o estupor.
05:13Infelizmente, não.
05:14Ah, minha querida,
05:18agora você vai ter
05:20que se preocupar
05:21com a sua saúde,
05:23viu?
05:24Vai ter que curar
05:25esse nervos
05:26bem que dão,
05:28esse colapso nervoso
05:30e assim que essa cabecinha
05:32que eu adoro
05:33melhorar,
05:34me tire daqui.
05:37Seu Besser,
05:39vem aqui na minha casa
05:42com urgência,
05:43viu?
05:44Estou precisando
05:46de você.
06:13tem certeza
06:13do que está falando,
06:14Robson.
06:15Absoluta,
06:15Berbela.
06:16Nunca esqueci
06:17uma cara tão sinistra
06:18assim.
06:20Foi esse sujeito
06:21que entrou
06:21com a ação
06:22que anula
06:22a doação
06:23da usina Manguaba
06:24assinada
06:24por seu teu balto
06:25lá no fórum.
06:27Foi ele, sim.
06:28Olha,
06:29eu posso até apostar.
06:31Olha,
06:31se isso é verdade,
06:32eu sei de uma pessoa
06:34que gostaria muito
06:35de saber
06:36que esse sujeito
06:36anda aqui pela cidade.
06:37bate.
06:38Mas que despaltério
06:39é esse?
06:40Diga a ele,
06:40Robson.
06:41É verdade sim,
06:42seu teu balto.
06:42Veja bem,
06:43menina,
06:43se isso for mais um
06:44dos seus truques,
06:45você vai...
06:45Seu teu balto,
06:46nós estamos perdendo
06:47tempo.
06:48O senhor tem que acreditar
06:49de uma vez por todas
06:50que eu agora mudei de lado.
06:51Eu estou disposta
06:52a lhe ajudar.
06:53O sujeito que deu entrada
06:54naquele documento
06:55lá no fórum
06:56está na casa
06:56do doutor Pitágoras.
06:58É só o senhor mandar
06:59prendê-lo
06:59e terá o fio da merda
07:00em suas mãos.
07:01É,
07:02o sujeito que esse rapaz
07:04descreveu
07:05realmente veio aqui
07:07e se trancou
07:07com Pitágoras
07:08lá no escritório.
07:12Não,
07:13logo depois
07:13eles saíram
07:14com muita pressa.
07:16Ele não está mais aqui?
07:18Não,
07:18e Pitágoras
07:19não quis me dizer
07:20para onde ir
07:21apesar da minha insistência.
07:23Portanto,
07:24eu acho que
07:24eu não vou poder
07:24ajudá-los.
07:25É,
07:27Dona Cleonice,
07:27a senhora já tinha visto
07:29esse homem antes,
07:30não tinha?
07:30Oh,
07:31yes,
07:31claro que sim.
07:32E a senhora
07:33poderia nos dizer
07:34aonde?
07:35Oh,
07:35gente,
07:36aqui mesmo,
07:38sempre cochichando
07:39com Pitágoras
07:40lá no escritório.
07:42Mas,
07:42pensando bem,
07:43fazia tempo
07:44que ele não aparecia
07:45por aqui.
07:48É,
07:50Dona Cleonice,
07:51ele não
07:52aparecia por aqui,
07:53digamos,
07:54desde a época
07:55da explosão
07:56da caldeira
07:56da usina
07:57monguaba.
07:58Bem,
07:59eu acho que
08:00eu não posso
08:00responder assim
08:01com tamanha precisão,
08:02mas,
08:04mas eu acho
08:05que é por aí,
08:06sim.
08:06E agora,
08:08seu Teobaldo?
08:10Esse é o inverno
08:12de nossa desesperança,
08:13não sabe?
08:14Nós já estávamos
08:15praticamente com as mãos
08:17em cima do suspeito,
08:18de repente...
08:19Se o meu Dom Pitágoras
08:21mandou
08:21chamar o sujeito
08:22outra vez,
08:24é porque tem mais
08:25algum servicinho sujo
08:26para ele fazer.
08:29Agora,
08:29delegado,
08:30a pergunta é
08:30o que será
08:31dessa vez?
08:34para onde será
08:35que eles foram?
08:37Que novo crime
08:38nefando
08:39eles vão executar?
08:45Música
08:46Música
09:11Pois muito bem, Silvestre, Dona Altiva já lhe conhece.
09:16Ela está sentada naquele banco logo ali.
09:20Você já sabe o que deve fazer.
09:24Vou xispar.
09:41Enganei a enfermeira direito.
09:44Nunca que eu tomei aquele sossega-leão que ela me dava todos os dias.
09:48Eu sempre estive em forma e continuo para o que deve.
09:53Está tudo tão tranquilo? Não tem ninguém me seguindo.
09:56Será que é preciso correr dessa maneira, Silvestre?
09:59É preciso não apenas correr, mas voar.
10:04Estamos voando para a lua.
10:08Flying to the moon.
10:11Para quem é essa pressa?
10:14Você me pediu que eu tirasse você do sanatório, eu tirei.
10:17Agora estou te levando para a minha fazenda.
10:20Silvestre, Silvestre, Brukutu!
10:26É igual, Silvestre, Brukutu.
10:29Você guia muito bem, escuta muito bem.
10:32Oh, Altiva, mas que diaço!
10:34Nada de fazenda, nada de descanso.
10:38O meu week-end, o meu fim de semana já durou, foi demais.
10:42Me levem direto para Greenville, de volta para lá.
10:46Eu quero me sentir dentro da caldeira do diabo.
10:51É lá que eu vou ficar.
10:55O que o senhor está me dizendo, delegado?
10:56Dona Altiva fugiu?
10:57That's it, é isso mesmo, seu Teobaldo.
10:59Acabaram de me ligar lá do sanatório para me contar, não sabe?
11:01E é claro que ela não fugiu de lá sozinha.
11:03Ela contou com a ajuda de dois homens.
11:05Pela descrição que me fizeram, um deles eu já identifiquei.
11:09E de quem se trata?
11:10O senhor não pode nem imaginar.
11:11Venha comigo que no caminho eu lhe boto.
11:13E é bom a gente chamar também a Beatriz, uma juíza doutora Minaminha.
11:18Meu marido fez isso?
11:20Pela descrição.
11:21Que o pessoal do sanatório deu, infelizmente.
11:25Parece que foi ele, sim.
11:28É, dona Cleonice.
11:30Seu marido ajudou a dona Altiva a fugir do sanatório, sim.
11:35Canalha.
11:36Ele sempre teve uma simpatia acima do normal por aquela adulta.
11:42Eu penso que eu não sei.
11:43É possível que o doutor Pitágoras tenha feito isso com a ajuda daquele sujeito que o visitou logo cedo?
11:48E como eu preciso demais botar as mãos desse cúmplice de seu marido,
11:52eu trouxe até a juíza à Mirandia para tornar o nosso ato mais legal, não sabe?
11:58Eu achei, dona Cleonice, que a senhora poderia nos dar alguma pista, não sabe?
12:03Porque é evidente que ele vai esconder a dona Altiva.
12:08A senhora não teria uma leve ideia de onde...
12:21Delegado Motinha, existe uma fazenda nos arredores de Greenville.
12:26Ela está em meu nome, aliás, como todos os nossos bens, mas Pitágoras ainda tem acesso a ela, quem sabe...
12:33Pode deixar, dona Cleonice. Eu sei onde é que fica essa fazenda.
12:37Pelo amor de Deus, criatura, estamos discutindo aqui há mais de meia hora.
12:42Estamos perdendo o tempo e a fazenda é logo ali.
12:45A pressa é inimiga da perfeição, orate?
12:47Deixa de ser teimosa, Altiva.
12:49Se você voltar para Greenville, seu marido não vai sequer pestanejar.
12:54Vai levar você de volta para o sanatório.
12:58Quem foi que lhe falou que eu vou ficar zanzando pela cidade, me diga?
13:02Mas onde é que você vai?
13:04Primeiro vou resolver um assunto muito importante e depois...
13:08Não, para isso vou me esconder lá na usina, é isso?
13:12E só de...
13:13Oh, meu Deus!
13:14Meu Deus!
13:18Caramba, bêbis, bote de bucúpa!
13:36Se os três vieram atrás de dona Altiva, vão tirando o cavalinho da chuva.
13:40Ah, dona Altiva é problema lá dos médicos do sanatório, doutor Pitágoras.
13:44Então, o senhor está querendo o quê?
13:46Nós queremos é botar as mãos naquele sujeito ali, ó.
13:50Daquele cavalheiro?
13:53Cavalheiro?
13:56Meliante.
13:57Nós já sabemos que foi ele quem entrou lá no fórum com a ação em nome do seu Teobaldo.
14:04Portanto, ele é o fio da miada.
14:06E é através dele que nós vamos chegar à dona Altiva e ao senhor.
14:11Eu já entendi.
14:12Os senhores estão naturalmente querendo prender o rapaz, o Silvestre, né?
14:16Vão acuá-lo, vão interrogá-lo, vão pressioná-lo.
14:22Talvez até coloquem o coitadinho num pau de arara pra que ele estribuixe o bico e cante a melodia toda
14:29até o fim, não é?
14:30Nós vamos arrancar a verdade dele, sim.
14:33Mas pelos meios legais, que ele não se preocupe.
14:38Eu me responsabilizo pela sua integridade física.
14:43De qualquer forma, ele vai abrir o bico, sim.
14:45Vocês não vão fazer nada disso.
14:49Doutor Pitágoras, pelo amor de Deus, não me faça uma besteira, Béssamo.
14:52Isso vai acabar complicando a sua vida, doutor Pitágoras.
14:56Será mesmo, hein?
14:59Tchau, tchau.
15:01Tchau, tchau.
15:06Tchau.
15:09Tchau, tchau.
15:37Esse não conta mais nada pra ninguém.
15:39E o senhor está esperando o quê?
15:41Homicídio do Lousa, artigo 121 do Código Penal.
15:44Prendam de uma vez.
15:45Prender a mim?
15:47Você se esquece que eu sou deputado federal, que eu tenho imunidades parlamentares.
15:52Eu só posso ser preso com autorização do Congresso.
15:55No caso de flagrante inafiançável, pode sim.
15:59Por 24 horas.
16:00Eu sei que é pouco tempo, mas já é o bastante, para que seu caso se torne exemplar.
16:06O senhor matou um homem diante de três testemunhas.
16:10E vai passar essa noite no chilindró.
16:13Oh, doutora Miranda, eu sei que a lei diz isso, mas a senhora tem certeza que ela se aplica nesse
16:17caso.
16:18Não me venha ensinar, padre nosso, obrigário, delegado.
16:21Faça o que eu estou mandando.
16:22Enquadre-o nos rigores da lei.
16:25Ninguém vai botar as mãos em cima de mim.
16:28Estou acima dessa besteira de lei.
16:31Sem essa arma vai ser mais fácil convencer o deputado.
16:36Doutor Pitágoras, o senhor está preso.
16:39É só eu dar meia dúzia de telefonema para Brasília.
16:43Acabo com a raça de todos vocês para sempre.
16:46Pode até fazer isso sim, mas amanhã, depois que sair do chilindró,
16:52hoje para mim, o senhor não passa de um preso comum.
16:56E ao gemado, com licença, vocês vão se arrepender.
17:01Pode ser, pode ser.
17:03Mas só botar um canalha de um assassino feito senhor atrás das grades
17:07já vale o arrependimento.
17:37Puxa, que diabo é isso?
17:39Não diga o nome dele, pelo amor de Deus.
17:42Doutor Pitágoras, algemado.
17:45Mas velho, old fellows, eu vou explicar tudinho o que foi que aconteceu.
17:49Mesmo porque se eu não fizer isso, vocês não vão conseguir nem imaginar.
17:53O senhor veio trazer uma notícia ruim.
17:57Infelizmente, eu fui incumbido desta missão desagradável.
18:01E não vou usar de meias palavras, não.
18:05Dona Cleonice, seu marido matou um homem,
18:08foi preso em flagrante,
18:10e a essa hora já deve estar na cadeira.
18:21E a senhora, não vai ter um piripá que não vai desmaiar também?
18:27Padre, eu já passei da idade de ser fresca.
18:31Pitágoras matou um homem e está na cadeira.
18:34E quanto àquela história que deputado não pode ser preso, me diga?
18:38Ah, juiz, a Mirandinha descobriu que pode sim.
18:41Desde que seja preso em flagrante por um crime inafiançável.
18:45E só pode ficar preso durante 24 horas.
18:49Ah, tão pouco tempo?
18:52Dez.
18:53Não, não, não, não, não.
18:54Ele tinha conta.
18:57Ah, Cleonice.
18:59Por acaso, a senhora ficou feliz com essa história?
19:07Olha, padre,
19:09este é um segredo de confissão, mas eu vou lhe dizer aqui mesmo.
19:12Uma noite na cadeia,
19:15para o tanto que Pitágoras tem que pagar, é pouco.
19:18É muito pouco.
19:22O que os senhores vão presenciar agora
19:25é um fato raríssimo.
19:29Um homem poderoso atrás das grades,
19:33pagando por um crime que cometeu.
19:36Um homem que, além do mais,
19:39exerce um cargo
19:40que lhe confere imunidades,
19:44que deram as raias do absurdo.
19:49dizem que nesse país
19:51isso jamais ocorreria.
19:54Esse homem
19:55nunca iria para trás das grades.
19:59Pode ser que nesse país não.
20:02Mas aqui em Grinville, sim.
20:06Porque isso é o certo.
20:09Cada um, poderoso ou não,
20:13deve pagar pelos crimes que cometeu.
20:21Por isso,
20:24os convidei para vir até aqui.
20:27Para que se convençam
20:29de que isso é possível.
20:33Observem bem,
20:35para que depois, um dia,
20:38possam lembrar e dizer
20:40eu vi.
20:45Delegado Motinha.
20:47Yes?
20:49Move.
20:51Guarda!
20:53Bum!
20:59Opa, vou por aqui.
21:00Aqui ele.
21:03Ah!
21:06Delegado Motinha,
21:08o Senhor realmente.
21:09Amém.
21:45Amém.
22:22Amém.
22:39Ele tá ótima, mas se arrasou.
22:41Inglesa?
22:44Eu tenho que lhe confessar uma coisa.
22:46Nunca fui ao cinema.
22:49Oxe, eu não acredito.
22:51É um avô, você não sabe que tá perdendo.
22:55Sempre fui tão sozinho, hein?
22:56Ficava enfiado na mão logo até tarde.
23:00Nunca teve companhia pra você achar coisa ali.
23:02Pois agora você já viu.
23:05Portanto, não invente uma desculpa,
23:06Tratem de se arrumar nobre
23:09Porque nós vamos auxiliar
23:58Acabou
24:01Acabou tudo
24:05Mas em todo o Pitágoras
24:06Não me resta mais nada
24:09Não me resta mais nenhuma saída
24:14Agora tenho que me concentrar
24:16No único objetivo
24:21Destruir a moleca
24:24Yes
24:27Emite de vingar
24:28Helena
24:29Sim
24:30E são como antes
24:35Trazendo o meu passado
24:39Não engenharia