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  • há 9 horas

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:00Pessoal, vocês estão acabando de ver aqui um detetive particular.
00:04Você?
00:06Exatamente.
00:07Você tá falando sério, né?
00:08Eu tô falando sério.
00:10Eu não entendo disso, mas o que você vai fazer?
00:13Coisa muito simples, dona Lucinha.
00:15Vocês lembram daquele casamento que o noivo sumiu?
00:18Eu lembro. O que é que tem?
00:19Pois muito bem. Aquela gracinha daquela noiva abandonada acabou de me contratar.
00:25Pra fazer o quê?
00:26Justamente pra descobrir o noivo que desapareceu desde o dia do casamento.
00:30E olha só, meu pai. Ai, ai, ai. Eu vou ganhar uma grana.
01:00Só mãe, só avô, só tia.
01:04Indecente é você ter que ficar descrito de cultura.
01:08Tá aí não tem jeito quando a coisa fica dura.
01:14Sem roupa, sem saúde, sem casa, tudo é tão imoral.
01:18A barriga é pelada, é que a vergonha é nacional.
01:22Vai!
01:23Pelado, pelado, nunca amou no bolso.
01:28Pelado, pelado, nunca amou no bolso.
01:33Pelado, pelado, nunca amou no bolso.
01:37Nunca amou no bolso, nunca amou no bolso.
01:40No dia, pelado, nunca amou no bolso.
01:44Como é que você quer ter de achar esse cara?
01:47Eu não tenho a menor ideia, seu Justino.
01:49Agora eu vou me virar, morão.
01:52E foi a noiva que contratou você?
01:55Exatamente.
01:56Assim? Sem mais nem menos?
01:58Não, eu entendi o problema dela, né, maninha?
02:00Coitadinha.
02:01É abandonado na porta da igreja num dia.
02:03Dois dias depois, o pai se mata pra não enfrentar uma falência.
02:05Pô, é dose, né?
02:06Pô, mas isso não é uma coisa assim tão fácil de fazer, não.
02:09Você acha que você vai conseguir?
02:11Ah, não sei, mãe.
02:12Eu vou tentar.
02:13Agora eu já tenho uma pista.
02:15Pô, e quem deu?
02:17Ela.
02:18Ué, então por que não vai ela mesma procurar?
02:21Porque o cara não aparece no apartamento desde o dia do casamento.
02:24E ela vai querer casar com ele de novo, é?
02:26Não, não.
02:27Ela só quer recuperar umas joias que estavam com ele.
02:30Ela dava joias pra ele?
02:32Não, mãe.
02:34Ela deixou umas joias com ele guardadas.
02:36As joias são dela, não são dele.
02:37Bom, se você conhece o endereço dele, não vai ser difícil.
02:40É, tem o endereço e o número do apartamento.
02:42Agora o cara tá desaparecido, né?
02:44Mais uma hora ele vai ter que aparecer.
02:46Nem que seja pra desmontar esse apartamento.
02:48Aí, ó.
02:48Babão.
02:49E só por causa da joia?
02:51Só por causa da joia, dona Luciana.
02:53Não quer ver o cara nem pintado.
02:54E ela me deu o telefone.
02:56Então, na hora que eu quero aparecer, é só ligar pra Ana Cláudia e pronto.
02:58E se ele fugiu com as joias, hein?
03:00Ah, não acredito não.
03:01Não acredito não.
03:03Pra mim, ele deu essas joias pra outra mulher.
03:07E por quê?
03:10Porque teve uma mulher no apartamento dele, pai, pegando as roupas dele.
03:15A Ana Cláudia soube e correu lá.
03:16Mas quando ela chegou, não chegou a tempo.
03:18Você acha que essa mulher foi lá só pra pegar a roupa dele?
03:21É, ele deve estar escondido mesmo.
03:25É, agora eu vou te contar uma coisa, seu Justino.
03:26Eu não acredito que essas joias estejam com ele.
03:29E por que não?
03:30Ora, porque ele deve ter dado pra outra mulher, né?
03:32Tem uma outra mulher na parada, dona Luciana.
03:35Ou você acha que ele ia deixar de casar com a Ana Cláudia, que é o maior baú?
03:38Por causa de quê?
03:40E você tá deduzindo tudo isso baseado no quê?
03:43Porque ela me contou.
03:45Afinal de contas, a nova abandonada é quem mais sabe do assunto, né, pai?
03:48E ela só tá querendo as joias de volta.
03:52Exatamente.
03:54Pai, eu tô adorando esse servicinho.
03:57Ó.
04:01Como é que ela não se come nessa casa?
04:04Vou logo avisando, hein?
04:05Não quero que ninguém se meta nesse assunto.
04:07É meu. Só meu.
04:09Não vá fazer besteira, Ana Cláudia.
04:11O que você chama de besteira?
04:13Matar aquele cachorro?
04:14Exatamente.
04:15Para com isso, Damir.
04:17Olha se a Aninha ia ter coragem de fazer uma coisa dessas.
04:20Você duvida?
04:21Não. Não duvide, Maurício. Por favor, não ponha mais lenha na fogueira, hein?
04:25Mas, Rafaela, ela não vai fazer nada disso.
04:28Não provoque. Essa menina tem um gênio muito forte.
04:31Eu que não queria estar na pele desse cara, viu?
04:34Pode achar comigo.
04:35Eu resolvo esse meu assunto sozinha.
04:38Contratei um detetive particular.
04:40Como? Como contratou? Como contratou?
04:44Quanto você acha que custa uma coisa dessas?
04:46Mamãe tá com paranoia de dinheiro, hein?
04:48E não é prestar? Não é prestar?
04:50O que vocês pensam que nós vamos comer hoje?
04:56Arroz.
04:57Feijão.
04:59Bife pequeno.
05:01Salada de alface.
05:03E ovos fritos.
05:05Não está bom?
05:09Claro que não está bom.
05:11Mas era a única coisa que nós tínhamos hoje. Amanhã eu mando comprar mais.
05:14Mas bem que a Josefina podia ter feito umas batatinhas fritas, né, mãe?
05:17Meu filho, amanhã eu mando comprar. Faz parte das compras de amanhã.
05:21É bom que vocês iriam se acostumando.
05:24Ué, o que a senhora quer dizer com isso, vó?
05:26Porque daqui pra frente vai ser bem pior.
05:29Calma, dona Francine. Também não é assim.
05:32E você vai ter que procurar um emprego, sabia?
05:38Mas que injustiça é essa agora, hein?
05:41Eu sempre trabalhei, dona Francine.
05:43Naquele escritório, você não fazia nada.
05:46Mamãe.
05:47Vovó, a senhora não tem o direito de ofender o Maurício desse jeito.
05:51É, que eu sou a única que enxergo as coisas nesta casa.
05:54Mamãe, a senhora não vai fazer nada?
05:56Por favor, vamos parar com essa discussão.
05:58Mamãe, com certeza, não quis ofender ninguém.
06:01Então me acertou sem querer, né?
06:03Você vestiu a carapuça.
06:05Eu não vou ficar ouvindo essas coisas.
06:09Mas o que é esse drama?
06:10Ela tomou minhas dores, foi isso?
06:12Então vai lá consolar Tamires, né, ô cara?
06:20Bom, tudo bem.
06:22Depois do jantar eu acalmo lá.
06:43Que cheiro esquisito é esse aí?
06:45O que é? Comprou o Tinta Nova?
06:46Tinta Nova é a sua mãe.
06:48Isso aqui é perfume, cara. Cheiro gostoso.
06:49Pra quê? Pra jogar sinuca?
06:51Não, o perfume a gente usa pra encontrar a mulher,
06:53não pra jogar sinuca.
06:54O senhor Amadeus não ficaram de jogarem juntos hoje?
06:57Jogarem juntos?
07:08Alô?
07:09Quer falar com quem?
07:10Com a dona Rosemary.
07:11Ela mesma.
07:13Quem tá falando?
07:15Aqui é o rei do serrote, lembra-se de mim?
07:18Claro que sim, seu Baltazar.
07:20Como é que é? Passou bem o dia?
07:22Muito bem. E você?
07:24Bom, eu passei a tarde toda pensando em te convidar pra ir ao cinema.
07:27Dessa vez, sem aposta.
07:29Hoje?
07:30É, hoje.
07:32Ah, eu não sei se eu vou poder.
07:34Ah, Rosemary, por favor, confie em mim.
07:37Você sabe o que eu aprendi na vida?
07:39A não confiar em ninguém.
07:42Por quê?
07:43Já disse, a vida me ensinou.
07:46Me desculpe, mas...
07:48Você é casada?
07:50Não, viúva.
07:52Ótimo.
07:53Quer dizer, então você é uma mulher livre?
07:55Ah, não sou, não.
07:57Bom, então, nesse caso, eu peço desculpas pelo convite, né?
08:00Não, não precisa se desculpar.
08:03Ah, eu não sei se eu vou poder ir hoje, né?
08:06Mas, quem sabe, talvez, amanhã.
08:12Eu posso telefonar?
08:13Claro.
08:15Tá.
08:16Então, até logo, hein?
08:17Até logo, Rosemary.
08:20É, o perfume não adiantou dessa vez, mas eu tô sentindo que ela já tá bebendo.
08:24Grande Baltazar não falha.
08:27Tirar pro novo a sana.
08:49Você esquenta a cabeça à toa, sabia?
08:51À toa?
08:53Você não se toca?
08:56Não tô pouco ligando pra o que a sua avó acha ou deixa de achar, também.
09:04Mas, meu feinte, eu sou sua mulher, não sou?
09:11Bora, meu Deus, vai.
09:14Calma.
09:16Escuta.
09:17Tá todo mundo com os nervos da flor da pele aqui nessa casa.
09:21Eu entendo.
09:23Também foi um golpe atrás do outro.
09:28Você já jantou?
09:31Já.
09:31E comi muito bem.
09:33Você acredita que aquele arroz com feijão tava uma delícia?
09:37Eu não sei por que que eu me ofendo ainda por tua causa.
09:41Você não tá ligando a mínima.
09:45Agora sabe quem vai ficar com fome?
09:47Eu.
09:48Calma, calma.
09:49A gente dá um jeito nisso.
09:56Você me leva pra jantar?
09:59Mas eu...
10:00Eu já comi.
10:02Mas eu não.
10:06O que é que custa?
10:10Dinheiro.
10:11Você acha que vale a pena gastar uma nota pra gente jantar fora?
10:15Não é isso que vai nos deixar mais pobres, né?
10:20Quanto você tem no banco?
10:23120 mil.
10:25Então.
10:30Só você que vai jantar, né?
10:33Então faz o seguinte.
10:35Vai se arrumar um pouquinho e também guarda do teu olho que tá ficando vermelho.
10:40Tá?
10:50Maurício.
10:52Você vai ter que arrumar um emprego.
10:57Eu sei, Tamiris.
10:59Eu sei.
11:01E é isso que tá me deixando de mau humor.
11:09Vá buscar.
11:12Não tá comigo, mãe.
11:13Eu já disse.
11:14Não minta, Ana Cláudia.
11:15Eu sei que você pegou o revólver do Herbert.
11:17Vá buscar aquela arma pro seu próprio bem.
11:20Joguei fora, mãe.
11:21Você pensa que me engana?
11:23Vi que eu ia fazer uma besteira e joguei fora.
11:27Onde?
11:29Num matinho.
11:30Perto da ponte do Morumbi.
11:33Bom.
11:34Melhor assim.
11:36Ai, ai, ai.
11:37Que isso?
11:38Não quero saber de armas dentro de casa.
11:42Se eu desse um tiro naquele miserável, o mundo não ia perder nada.
11:46Ah, minha filha.
11:47Já temos tantos problemas.
11:48Se eu fosse você, eu esqueci esse João Antônio.
11:51Ele eu já esqueci.
11:53Só não esqueci o que ele me fez, mãe.
11:55Maldito.
11:59Que coisa estranha.
12:01Telefone da casa Maristela.
12:03Toca e ninguém responde.
12:05O que elas são?
12:07Nove, quinze.
12:08Bom, é cedo ainda.
12:09Lá pelas onze horas eu toco outra vez.
12:11Ela já deve ter chegado em casa.
12:14Onde é que vocês vão?
12:15O Maurício vai me levar pra jantar.
12:18Mas isso é muito caro.
12:20Ora, mamãe, o Maurício não pode me pagar um jantar?
12:23Claro que eu posso, Rafaela.
12:25A gente tem que aproveitar um pouco, enquanto tem, né?
12:29Vamos?
12:29Tchau.
12:30Tchau.
12:32Ai, Rafaela, você tem que controlar esse rapaz, hein?
12:36Eu não pretendo controlar ninguém, mamãe.
12:38Mas o fato é que ele tem que entrar na realidade.
12:40A realidade é que nós temos que economizar desde já.
12:43Ih, vai ser difícil.
12:45Ué, por quê?
12:46Todo mundo aqui nessa casa é mal acostumado.
12:50Bem, vou pro meu quarto olhar as paredes.
12:53Vamos despedir dos cantinhos que eu gosto.
12:57Ai, ai.
12:58Como é, o doutor Montenegro não ficou de vir aqui?
13:02É, ele...
13:04Deve estar chegando.
13:10João Antônio, você não vai acreditar.
13:12O que houve?
13:12O cerco tá apertando.
13:13Que cerco, Silvana?
13:14Em cima de você.
13:16A Ana Cláudia pediu ajuda pro meu irmão.
13:18Ana Cláudia?
13:19Como é que ela conheceu teu irmão?
13:21Ele era o motorista da limusine.
13:23Não, tudo bem.
13:24Mas eu não tô entendendo.
13:25Ajuda no quê?
13:26Ela tá pagando o Luiz Paulo pra encontrar você.
13:29Seu irmão?
13:31É, já deu a ele a rua do apartamento,
13:33número, telefone e tudo.
13:35E agora?
13:35A gente tem que encontrar uma saída.
13:37Eu não posso ficar aqui preso
13:38sem poder botar meu nariz na rua.
13:40Daqui a quatro dias eu volto ao trabalho.
13:42E aí, como é que fica?
13:42Eu não sei.
13:43Você tem que tomar uma atitude.
13:45Silvana, eu só tenho uma solução.
13:47Eu vou falar com a Ana Cláudia,
13:49aí tudo se esclarece.
13:50Ah, não sei se convém, não.
13:52Eu acho muito perigoso.
13:53Você mesmo disse que ela tem um gênio terrível.
13:55A gente nunca sabe como é que ela vai reagir.
13:57Mas o que ela pode me fazer?
14:01Me matar?
14:06É.
14:08Ou você acha que ela não é capaz disso?
14:11Não.
14:12Você tem razão.
14:12Ela é bem capaz disso.
14:14Pois então, se você está com vontade de morrer cedo,
14:16pode procurá-la agora.
14:19Droga.
14:20O que a gente vai fazer, Silvana?
14:23Eu não sei.
14:24Esse problema é muito mais seu do que meu.
14:25E aí, vamos lá.
14:30Não sei.
14:30Não sei.
14:34Não sei.