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No programa Entrevista com D'Avila, Luiz Felipe d'Avila recebe Murilo Hidalgo, presidente do Instituto Paraná Pesquisas, para um diagnóstico realista e direto sobre o cenário político brasileiro visando as eleições presidenciais. O especialista faz um alerta à Direita: lançar múltiplos candidatos (como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Jr.) pode ser uma armadilha, pois eles passarão o primeiro turno se atacando, chegando enfraquecidos para enfrentar o PT no segundo turno.


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Transcrição
00:00Murilo, que cenário complicado que nós temos, né?
00:03Antigamente nós tínhamos esse negócio de populismo, alternância de poder,
00:07mas agora parece que isso contaminou, nós temos uma degeneração institucional geral.
00:12A polarização vai continuar acirrando essa degeneração
00:17ou ela é uma oportunidade como foi o plano real para discutir as coisas sérias e fazer uma mudança de
00:21rota?
00:22Olha, Davila, nesse momento, pelas pesquisas, eu acredito pela realidade de hoje, pela fotografia de hoje.
00:28Muito pouco provável alguém conseguir furar a bolha, Lula e Bolsonaro, certo?
00:32Hoje, nas pesquisas de primeiro turno, não só da Paraná Pesquisas, como de outras empresas,
00:38Lula e Bolsonaro fazem de 70% a 75% dos votos já no primeiro turno, certo?
00:43Então, o que mostra é que para quebrar essa polarização, vai ter que o Bolsonaro ou o Lula ir muito
00:48mal na campanha, né?
00:49Vai ter que precisar de fatos, né?
00:50Agora, para a direita, é melhor um cenário como o Chile, que tenhamos mais candidatos,
00:56inclusive para ter um debate maior e mostrar essa pluralidade de ideias
00:59e não apenas a polarização entre Bolsonaro e Lula.
01:03Você acha que é melhor Zema e, por exemplo, Ratinho Jr. saírem candidatos para fortalecer esse discurso da direita?
01:10Hoje, com certeza, pela realidade de hoje, sim.
01:14Mas a eleição, a gente sabe como começa, a gente não sabe como termina.
01:17Qual é a dificuldade disso?
01:18Você vai lá e diz assim, então, para a direita, vamos lançar o Flávio, o Zema, Ratinho e outros candidatos,
01:26certo?
01:27Mas quem diz que não vai chegar na última semana e vai estar 22 a 20 e eles começam a
01:33brigar que depois não tem mais volta?
01:34Já vimos muito isso na política também.
01:37Porque daí o adversário, no primeiro turno, não passa a ser o Lula, passa a ser entre eles.
01:41E aí as ofensas vêm entre eles e, no segundo turno, fica muito difícil esse candidato que foi agredido apoiar
01:48o outro, né?
01:48Então, assim, num primeiro momento, pela fotografia de hoje, a estratégia da direita é muito correta.
01:54Lançar o maior número de candidatos foi a estratégia que o Lula fez na eleição passada.
01:59Ele tinha a Tronic, ele tinha a Simone Tebbit, ele tinha Ciro Gomes, ele tinha quase todo mundo contra o
02:06Bolsonaro.
02:06Os debates eram um massacre ao Bolsonaro, certo?
02:10Essa eleição, pelo andar da carruagem e pelos nomes que estão sendo citados, tende a ser o inverso.
02:16Tendem a ser muitos candidatos contra o presidente Lula, o que é um sinal de alerta ao presidente Lula.
02:21Agora, precisa ter um objetivo comum até o fim, até o segundo turno, que é tirar o Lula e o
02:26PT do poder.
02:27Foi o que eles fizeram na eleição passada.
02:29Eles se uniram e apoiaram o Lula, certo?
02:31Precisa ter uma estratégia.
02:33Não adianta assim, não estar combinado.
02:36Por chegar no final, como é que fica?
02:38Agora, tudo vai depender também, ao meu ver, principalmente hoje, que é uma peça que a gente tem dúvida.
02:49Por exemplo, eu acredito muito na candidatura do Zema.
02:51Eu acho que o Novo, por fato de querer a cláusula de barreira também, eu acho que o Zema é
02:56um que está bem fixo.
02:58Tem o Renan Santos, do Missões, que vem também.
03:00Está muito claro que vem.
03:02A dúvida que se tem, o Lula vem, o Flávio deve vir, com certeza.
03:06A dúvida é o PSD.
03:07O que o PSD vai fazer?
03:09Ratinho Júnior vem?
03:11Veja um Ratinho Júnior dos três...
03:14Dos três governadores.
03:16Dos três que podem ser, que o Kassab dizem que pode ser, o mais ao centro.
03:20O Ratinho, para mim, é uma dúvida.
03:21Porque o Caiado, eu vejo muito mais no centro-direita.
03:24O Leite, as duas eleições do Leite, que é uma coisa que ninguém diz.
03:28Ele fez aliança com o PT para ganhar no Rio Grande do Sul.
03:31O aliado do Leite no Rio Grande do Sul não é o PL, não é o Novo.
03:36O aliado do Leite no Rio Grande do Sul é os partidos de esquerda.
03:40Então, quer dizer, se o Leite for candidato, ele já tem uma aliança histórica com o PT.
03:46Sempre os apoiaram no segundo turno.
03:49Certo?
03:49Já o Caiado, ele tem uma aliança mais à direita.
03:55O Ratinho, hoje, eu vejo como candidato de centro.
03:58Eu não tenho dúvida que se ele vier, ele vem com uma política inicial de neném.
04:03Quem acha que o Ratinho viria para uma campanha de direita, eu acho que se engana um pouco.
04:10Mas isso aí é muito ruim, né?
04:12Porque não é o que o eleitorado espera hoje, né?
04:13Mas é uma aposta, que ele vai tentar entrar no meio.
04:17Porque senão, simplesmente, ele viria reboque também.
04:19Certo?
04:20Ele teria que tentar.
04:21Tentar o que a Simone fez no primeiro turno.
04:23Por isso que a Simone foi bem no primeiro turno da eleição.
04:26Porque ela era uma espécie de neném.
04:28Ela batia muito mais no Bolsonaro, mas criticava muito o Lula.
04:32Eu vejo o Ratinho muito parecido.
04:34Batendo, talvez, mais no Lula, mas criticando o bolsonarismo também.
04:38Então, vamos ver qual vai ser a opção que o Kassab vai escolher para frente.
04:43Então, o que você está dizendo é que o PSD vai escolher um candidato.
04:47Cada um ali tem um pró ou contra, mas não é visto, talvez, como uma direita pelo eleitor de direita.
04:52O Zema é visto como esse eleitor de direita.
04:54E o Flávio Bolsonaro, né?
04:56Exatamente.
04:57E o Caiado se vier, né?
04:58E o Caiado se vier.
04:59Eu acho que o Leite já vem mais centro-esquerda.
05:01E se o Ratinho vier, ele vem...
05:04Ao meu ver, a estratégia dele deverá ser uma candidatura de centro.
05:07Não criticando muito o Lula e o Bolsonaro, mas dizendo que ele é o diferente.
05:12O Brasil precisa mudar.
05:14O Brasil não aguenta mais essa polarização.
05:16Eu vejo muito a campanha do Ratinho, se ele vier pelos discursos e pelas falas, que o Brasil cansou disso.
05:21Agora, na pesquisa e outras pesquisas mostram que o Ratinho é o mais competitivo de todos os governadores.
05:26Com certeza.
05:27Vamos fazer uma coisa justa.
05:2990% dos votos do Flávio são do pai.
05:3490% dos votos do Ratinho são do pai.
05:38Quer dizer, ele faz muito voto em cima do pai, né?
05:41Ele tem votos no Odeste, ele tem votos no Brasil inteiro.
05:43Essa é a diferença que ele tem de vantagem sobre Leite, Caiado e Zema,
05:47porque ele faz no Brasil inteiro em cima do nome do pai.
05:50Igual o Flávio nesse momento.
05:51Aí vai precisar na campanha, vai precisar mostrar que está preparado, pode surpreender,
05:55tanto positivamente quanto negativamente, né?
05:57Tanto um quanto o outro.
05:59Então, estrategicamente, é até melhor, porque ele fura exatamente no maior colégio eleitoral do Lula,
06:03que é o Nordeste.
06:04Num primeiro momento, sim, o nome do pai.
06:07Certo?
06:08Agora, precisa ver se vai surpreender positivamente ou negativamente.
06:10Isso vale para o Flávio também.
06:12Ele está fazendo os votos em cima do pai, mas em um certo momento ele passa a ser o protagonista,
06:17né?
06:17Agora, Murilo, você que é um especialista em campanhas e pesquisa,
06:22sempre tem a questão da rejeição como um peso negativo.
06:25E tanto o Lula quanto o Flávio Bolsonaro têm enorme rejeição.
06:29É possível diminuir rejeição?
06:32Olha, Davila, muito boa essa pergunta e obrigado pela oportunidade.
06:35Eu não conheço político que tenha voto e não tenha rejeição.
06:39Certo?
06:40Que nem a gente brinca.
06:41Aquele candidato tem 2%, mas ele tem 8% de rejeição.
06:44Está explicado porque ele tem 2%.
06:45Você entende para você, aquele candidato tem 40% e tem 47% de rejeição.
06:51Está explicado porque ele tem os 40%, certo?
06:53Essa é uma coisa...
06:54Quer dizer, para o candidato ter voto, ele cria rejeição.
06:57E por quê?
06:58Como está muito acirrado o Lula e o Bolsonaro,
07:01há 60 dias atrás, o Bolsonaro, o Jair e o Flávio,
07:06eles tinham em torno de 6% a 7% de rejeição a mais que o Lula.
07:09O Flávio conseguiu baixar essa rejeição.
07:11Hoje, a rejeição deles estão iguais.
07:14O que eu acho que a grande vitória do Flávio nesses 60 dias
07:17não foi o crescimento dele, porque o crescimento dele era uma coisa natural.
07:21Eu acho que a grande vitória para ele foi a diminuição da rejeição.
07:24Hoje, ele está com uma rejeição igual a do Lula, em torno de 46%, 47%.
07:28Mas é aí que eu falo, são os dois mais votados que têm mais rejeição.
07:31A turma de baixo, que tem 5%, 6%, 3%, 2%, tem rejeição.
07:35Só que, ao mesmo tempo, Davila, a hora que começar,
07:38a hora que bater a casa dos 10%, dos 15%,
07:41eu volto aqui e você vai me dizer que a rejeição aumentou.
07:43Por quê? O eleitor do Lula e do Bolsonaro vai começar a rejeitar esse eleitor.
07:47Entendi.
07:48Como um possível adversário.
07:49Porque, assim, é muito claro a rejeição.
07:51Quem vota no Bolsonaro rejeita quem?
07:53Lula.
07:54Quem vota no Lula rejeita o Bolsonaro.
07:57Rejeita o Bolsonaro, é isso.
07:58E aí, por isso.
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