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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, desembarcou na China para sua primeira visita oficial ao principal parceiro comercial e rival tecnológico de Berlim. A viagem ocorre em um momento de desafios para a maior economia da Europa e em meio a preocupações globais geradas pelas medidas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fernando Capez comentou.

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Transcrição
00:00Porque o chanceler alemão Friedrich Merz desembarcou na China para a primeira visita a um dos principais parceiros comerciais.
00:07Luca Bassani está de volta conosco, diretamente da Alemanha, para trazer mais detalhes dessa visita.
00:12Luca, bom dia mais uma vez.
00:15Exatamente, Cássio. Bom dia novamente a você e a todos que nos acompanham.
00:18O chanceler aqui da Alemanha, Friedrich Merz, acabou de chegar em Pequim, na China, para se encontrar com Xi Jinping,
00:25a China, que é um dos grandes parceiros comerciais da Alemanha, também um rival tecnológico no setor automotivo, no setor
00:32de medicamentos,
00:34e que busca também levar vários empresários alemães para conversar com os políticos e empresários chineses também.
00:43Na comitiva alemã, muitos desses empresários presentes, esta que é a terceira visita de uma liderança europeia importante neste começo
00:51de 2026.
00:52Afinal, o Emmanuel Macron da França já esteve também com Xi Jinping ao longo deste ano,
00:57Keir Starmer do Reino Unido também, e agora mais uma liderança.
01:00Nesse momento em que há fortes fragmentações entre Estados Unidos e Europa,
01:06os europeus buscando ampliar os seus laços econômicos com a China,
01:10já que sabem que o tarifaço, esse caos causado pelo protecionismo norte-americano,
01:15pode fazer falta em um continente que vive com a recessão econômica muito frequentemente desde a guerra com a Ucrânia.
01:24Vale também a gente dizer que essa viagem, ela tem sido vista pelos alemães com bons olhos no momento que
01:31há essa desconfiança com os Estados Unidos.
01:33Para concluir, os norte-americanos também serão representados em uma visita oficial à China,
01:39já que o presidente Donald Trump pretende estar com o Xi Jinping no próximo dia 31 de março,
01:44ou seja, logo depois de receber o presidente Lula, ele também viajará para a China
01:49para se encontrar com o principal rival dos Estados Unidos.
01:52Neste novo momento em que o mundo é dividido em duas esferas de influências, com duas superpotências,
01:57ficaremos sempre acompanhando tudo para atualizar a nossa audiência.
02:00Valeu, Luca. Obrigado pelas informações.
02:03Fernando Capês está aqui ao meu lado para comentar esse assunto.
02:06E Capês, chama a atenção o timing, o momento em que essa visita do chanceler faz a China,
02:11justamente no momento de pressão por parte do governo dos Estados Unidos.
02:14Claro, Cassius, a Europa está caindo na real.
02:18A Alemanha, sobretudo a Inglaterra e França, atravessa uma grande recessão,
02:23uma crise energética provocada pelo conflito da Ucrânia com a Rússia,
02:29priorizaram os interesses geopolíticos em detrimento dos interesses econômicos
02:33e com a assunção do Trump com o presidente dos Estados Unidos,
02:37os interesses dos Estados Unidos se voltaram completamente para o território da América,
02:42América para os americanos, ou seja, América do Sul, América Central e América do Norte para os Estados Unidos.
02:46Essa é a linha do Donald Trump.
02:48Quer também a Groenlândia, está rompendo praticamente uma aliança histórica
02:52que vem desde 1949 com os países da OTAN,
02:54que integra esse bloco do Tratado do Atlântico Norte.
02:57E é claro, a Alemanha agora, assim como a França e a Inglaterra,
03:00vão procurar alternativas econômicas.
03:02Essas alternativas estão na China e, a meu ver,
03:05quanto mais se agravar a questão da guerra na Ucrânia,
03:08mais se agrava a questão da crise energética,
03:10fornecimento de óleo e gás natural para esse país.
03:13Então, é uma questão de sobrevivência nesse momento para a Alemanha.
03:16Capilhas, quando a gente fala também na questão de tarifácio,
03:19muitos países buscaram alternativas, buscaram outros mercados.
03:22O Brasil fez isso, tanto que o presidente Lua voltou,
03:24aguardou uma viagem para a Índia e na Coreia do Sul,
03:27buscou avançar no acordo do Mercosul,
03:29que foi ratificado também aí no Congresso Nacional.
03:32E a Europa também não pode ficar para trás.
03:35Por isso, começa essa movimentação em busca de mercados mais abertos
03:39devido a essas restrições?
03:40É claro, o dinheiro não tem bandeira, não tem país, não tem nacionalidade.
03:44É claro que os negócios têm que ser feitos de acordo com os interesses
03:47estratégicos e econômicos de cada país.
03:49Na medida que os Estados Unidos começam a adotar uma política anti-expansionista,
03:54ou seja, voltada para si próprio,
03:56claro que ele vai levar esses países a procurarem a China e outras alternativas.
04:00E o Xi Jinping, que não é bobo nem nada, a China está aproveitando.
04:02A China quer fazer negócio para a China.
04:05Quanto mais negócio, ele não tem ideologia,
04:07não interfere na política interna de outros países.
04:09O que ela quer realmente é interagir economicamente.
04:12O Xi Jinping está aproveitando essa brecha
04:14que o Trump está deixando, infelizmente, em aberto.
04:17Perfeito, Capilhas. Obrigado por seu comentário.
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