00:00Agora vamos falar da arrecadação que bateu um novo recorde histórico em janeiro, 325 bilhões de reais, maior valor em
00:0932 anos.
00:11Denise Campos de Toledo vai chegar com a gente agora ao vivo para analisar esses números.
00:16Oi Denise, boa tarde, bem-vinda.
00:19Um recorde histórico, mas as contas públicas nunca ficam no verdinho, né? A gente não consegue entender.
00:26Exatamente, mas esses números de hoje, Marcia, até animaram um pouco o mercado financeiro,
00:30porque vê por aí a perspectiva de um governo pelo menos cumprir a meta fiscal, mesmo com exclusão de várias
00:36despesas.
00:36Pelo menos do lado da arrecadação veio esse dado positivo. Boa tarde a você e a todos.
00:41Foram quase 326 bilhões de reais em janeiro, 325,8 bilhões de arrecadação.
00:48O aumento real, descontado a inflação, de 3,56% sob janeiro de 2025, que tinha sido 314,54 bilhões.
00:58Lembrando que no ano passado, quase inteiro, o governo foi bater um recorde atrás do outro.
01:02Ele foi buscar nichos onde não havia tributação, isso reforçou.
01:06Ele aumentou vários tributos, como é o caso do IOF.
01:09E aí quando você pega na composição, tem o imposto de renda retido na fonte, entra juros sobre capital próprio,
01:14sem a elevação que ainda vai ser aplicada neste ano, mas teve uma alta de 32,5% sobre o
01:20ano anterior.
01:21IOF cresceu 49%, mesmo com toda aquela polêmica que nós tivemos, exclusão de uma parte da aplicação do aumento do
01:29IOF,
01:29até pelo STF, mas de qualquer forma, teve essa expansão forte, chegou a 8 bilhões de arrecadação.
01:35Apostas online e Betis também renderam 1,5 bilhão, sem considerar o aumento das alíquotas que ainda será aplicado.
01:43Tem uma noventena para aplicação dessa correção.
01:46A arrecadação previdenciária, 63,45 bilhões.
01:50Agora é importante observar que além dessa estratégia toda do governo,
01:53para aumentar a arrecadação, fazendo cobranças onde não havia taxação, elevando as alíquotas,
02:00teve o crescimento da economia além do esperado.
02:02Então a arrecadação, por exemplo, previdenciária, tem a ver com massa salarial,
02:06tem aumento da arrecadação do Simples Nacional,
02:09e tem também compensações tributárias que cresceram.
02:12Aí tem PIS, PASEP e COFINS, que tem relação com o aumento das vendas do comércio,
02:16e também com atividades do setor de serviços.
02:19E aí tem a taxação de fundos exclusivos, offshores, mudanças de incentivos dos estados,
02:25retomada de tributação sobre os combustíveis,
02:27o fim do PERSIC, aquele estímulo para a área de eventos.
02:32Então tudo isso garantiu um resultado excepcional agora no mês de janeiro,
02:36foi o melhor resultado da série histórica para qualquer mês,
02:39não é só comparativo de janeiro não, o maior resultado é em 32 anos.
02:43Então isso abre espaço para o governo continuar,
02:46até porque a gente já tem mais aumentos de arrecadação previstos ao longo deste ano,
02:50mudanças de alíquota.
02:52Então o governo por aí pode cumprir a meta fiscal.
02:55Então fica aquele retrato bonito que a gente fala,
02:58sem uma mudança estrutural maior na composição das contas públicas,
03:02com gastos ainda elevados,
03:03e uma parte desses gastos excluídos até pelo acordo com o Congresso,
03:08Congresso que também tem a fatia dele lá dos gastos,
03:10via emendas parlamentares, não é?
03:13Obrigada, Denise Campos de Toledo, pela análise.
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