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A arrecadação do governo federal encerrou 2025 com a marca histórica de R$ 2,9 trilhões, o maior valor em 31 anos, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta quinta-feira (22).

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/UKG0PvGRzjQ

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Transcrição
00:00A gente segue falando sobre economia aqui nesta quinta-feira no quase sexto, mas tem muita notícia porque a arrecadação federal avançou em 2025 e atingiu o maior valor dos últimos anos.
00:14A Denise Campos de Toledo é quem chega ao vivo em tempo real aqui e vai nos contar então qual foi esse recorde e há quantos anos então que não alcançávamos esse número, hein?
00:25Ótima tarde a você.
00:26Boa tarde Bruno, Márcia, boa tarde a você que nos acompanha.
00:29Pois é, não é o primeiro ano de recorde não, já teve 2024, maior arrecadação em duas décadas e agora repetiu a dose.
00:372025 fechou com 2 trilhões 887 bilhões de reais arrecadados em contribuições federais e impostos, alta de 3,75% sobre 2024, já descontada a inflação.
00:51Portanto, aumento real mesmo. Foi a maior arrecadação anual da série histórica iniciada em 2020.
00:56Então, como você e o Bruno falavam, esse recorde de arrecadação.
01:01E vale lembrar que o governo modificou uma série de alíquotas, começou a tributação de alguns setores, impostos sobre a folha,
01:08mas teve o crescimento da economia, por exemplo, receita previdenciária e imposto de renda de empregadores cresceu junto com massa salarial.
01:17Dezembro repetiu a dose, novo aumento de arrecadação.
01:21O problema é que essa arrecadação não convence muito na medida em que o governo continuou com muitas dificuldades para fechar as contas e cumprir a meta fiscal.
01:29E não tem gerado superávit suficientes para conseguir reduzir a dívida pública.
01:35Dívida que, claro, também é pressionada pelos juros elevados, mas de qualquer modo o governo precisava conseguir garantir superávit e não trabalhar com a meta apenas na margem de tolerância.
01:46Neste ano devemos ter mais aumentos de tributos, a tributação escalonada aumentando para as fintechs, para as bets.
01:54É uma forma de compensar até a isenção maior do imposto de renda.
01:57Então vamos ver o que acontece agora em 2026 com relação à tributação por conta dessa tributação menor,
02:04para uma boa fatia dos assalariados, que recebe até 5 mil reais, mas a mudança e a redução da carga tributária vai até os que atingem 7 mil.
02:13E esse número não mexeu muito com o mercado, eu quero registrar aqui que o dólar recua 0,59%, a cotação em 5,288.
02:23Bolsa de Valores batendo um novo recorde, sobe 2,64% agora e o índice Ibovespa passa dos 176 mil pontos.
02:33Então o novo recorde tem a ver com todas essas extravagâncias de Trump, eu acho que a gente pode até caracterizar dessa forma.
02:40Há uma instabilidade externa que continua trazendo recursos aqui para o Brasil.
02:44E exatamente por isso o mercado também não focou muito em relação ao PIB dos Estados Unidos,
02:50que teve uma revisão divulgada hoje, 4,4% de crescimento no terceiro trimestre, isso a taxa anualizada.
02:57Acima das previsões, consumo segue firme nos Estados Unidos, exportações cresceram, investimentos, investimentos do governo.
03:05Agora o grande foco do mercado que preocupa mesmo é em relação ao mercado de trabalho lá,
03:11que vem oscilando e a inflação que continua rodando bem acima da meta de 2%.
03:17Isso é que pode mexer com as decisões do FED em relação aos juros.
03:20Isso se não houver mais à frente interferência de Trump também, não é?
03:23Obrigada, viu Denise Campos de Toledo pela sua análise.
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