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O Irã e os Estados Unidos iniciam uma segunda rodada de negociações nucleares e de segurança na Suíça. A discussão busca reduzir o risco de uma intervenção militar americana. O presidente Donald Trump participa indiretamente, enquanto Washington exige limites para mísseis balísticos e apoio a grupos armados regionais.

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Transcrição
00:00E o Irã e os Estados Unidos iniciam hoje, na Suíça, uma segunda rodada de negociações nucleares
00:04e de segurança para dissipar o risco de uma intervenção militar de Washington.
00:09Essas imagens que a gente vê ao vivo mostram o local do encontro,
00:13que acontece no Sultanato de Oman, que mantém uma missão permanente no Consulado-Geral em Genebra, na Suíça.
00:19O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, lidera a delegação iraniana
00:25e ele se reúne com os enviados especiais Steve Whitcoff, como sempre ele, né, Mari?
00:30E Jared Kushner, dos Estados Unidos, que é o genro do presidente Donald Trump.
00:33O Irã quer discutir apenas o seu programa nuclear, mas Washington exige também limites para o seu programa de mísseis
00:39balísticos
00:40e que o Irã deixa de apoiar grupos armados regionais como o Hamas e o Hezbollah.
00:45O presidente americano, Donald Trump, voltou a pressionar até o Irã na noite de ontem
00:49ao assegurar que participará indiretamente das negociações.
00:52Os dois países haviam retornado ao diálogo em 6 de fevereiro em Mascate, na capital de Oman,
00:57após uma escalada de ameaças de ambas as partes.
01:01Mari, bom, como sempre, Steve Whitcoff, que acabou virando o principal negociador do presidente americano,
01:06lembrando que ele vem do setor imobiliário, não tem muito a ver com a diplomacia, né,
01:09aquele diplomata de carreira, não é.
01:11E Jared Kushner, que é sogro do presidente Donald Trump, que tem muitos interesses em Israel e no Oriente Médio,
01:18de uma maneira geral.
01:19Engraçado, duas pessoas ligadas ao mercado imobiliário sendo os principais negociadores com o Irã,
01:26que é um país, enfim, milenário e tem toda uma questão muito mais profunda por trás de tudo isso.
01:33Queria saber a sua opinião.
01:33O que você acha dessa discussão?
01:35O Irã e os Estados Unidos voltaram à mesa de negociações.
01:37O Irã está com medo de bombardeio, né, porta-aviões ali dos Estados Unidos, ali na região do Oriente Médio.
01:42Está um conflito iminente, porém, com essa discussão, talvez isso acabe atrasando um pouco ou nem aconteça, né?
01:49É, um pouco, pegando primeiro pelo contexto, né, é isso, é uma negociação que acontece sob pressão,
01:54ou seja, tem aí a movimentação dos porta-aviões, tem toda essa pressão do poderio militar mesmo,
02:01que os Estados Unidos...
02:01Às vezes já bombardeou o Irã no final do ano passado.
02:03Exatamente, está colocado, não há uma negociação que vem a partir de dois lados que estão sentando ali
02:08com a igual disponibilidade e abertura para alcançar um diálogo.
02:14Os Estados Unidos têm colocado a sua força e, por outro lado, o Irã está muito fragilizado, né,
02:17do ponto de vista de força política interna.
02:20Então, o governo que senta ali à mesa também não é um governo que está com a sua casa muito
02:25bem resolvida, né?
02:26Ele está bastante fragilizado desde o processo do ataque anterior dos Estados Unidos,
02:30onde teve, de fato, a morte de alguns dos líderes ali iranianos, tem uma estrutura de poder frágil colocada ali.
02:38Dito isso, volto ao seu comentário original, que é...
02:41Quem é que está negociando?
02:43E aí é muito Donald Trump mesmo, né?
02:45Esse lugar de que a negociação, ela é em si uma certa competência que pode...
02:52Vai além de qualquer conhecimento específico.
02:54É um talento, é isso.
02:55Ele coloca...
02:56E quase inato, né?
02:57Quando ele fala, ele fala dos homens bons, homens em geral, homens bons, que são capazes de negociar.
03:04E eu acho que é isso que ele...
03:05Quando ele monta a equipe, quando ele vai valorizar a equipe, é isso.
03:08Que tem também, nesse caso, muito a ver com confiança.
03:10Mas fato é que provavelmente não é um vasto conhecimento sobre a tradição iraniana,
03:17quais são os assuntos que poderiam alcançar aí um resultado saudável de desenvolvimento.
03:24Não se trata disso, né?
03:25Se trata de mostrar quem é forte, quem está em condições de negociar
03:28e como que vão ser as bases de confiança em qualquer acordo, né, Filipe?
03:32Porque, no fundo, é sobre isso, né?
03:33Isso não é um acordo que chega em definitivo.
03:36Esse debate é um debate que avança muito lentamente
03:39e um fio da... sempre num certo equilíbrio de fio da navalha,
03:43que, neste momento, favorece os Estados Unidos pela estrutura mesmo militar e capacidade de fazer pressão.
03:49Com certeza.
03:50O Irã, na verdade, o Irã tenta manter algum tipo de enriquecimento de urânio,
03:53que ele diz que é para tecnologia, enfim, para abastecer seu setor energético.
03:58E o presidente Donald Trump quer o zero, né?
04:00Enriquecimento de urânio, zero.
04:01Isso é uma coisa muito difícil porque o Irã diz que todos os outros países têm direito a ter o
04:05enriquecimento de urânio para energia.
04:06Então, o Irã também poderia, teoricamente, ter.
04:08A questão dos mísseis balísticos é outra questão.
04:11Quer dizer, se o Irã ceder com os mísseis balísticos,
04:13como é que ele vai se defender, inclusive, de Israel,
04:14que é um possível inimigo ali próximo,
04:18que pressiona muito o presidente Donald Trump também?
04:20Mas, na verdade, o Benjamin Netanyahu Israel,
04:21e, de uma maneira geral, ele não quer essa paz, né?
04:24Quer dizer, ele não quer esse acordo.
04:25Ele quer manter sempre o Irã numa pressão.
04:27Ele quer, claro, reduzir o enriquecimento de urânio.
04:30Mas ele quer manter o Irã sob pressão para poder, enfim,
04:34para exercer, para ter um tipo de segurança
04:36que ele nunca conseguiu alcançar de maneira totalmente real.
04:39Agora, uma coisa que eu lembro do último bombardeio,
04:41a gente cobriu bastante aqui no Times Brasil,
04:43licenciado, inclusive, o CNBC.
04:45Na época do bombardeio, o Irã era uma potência regional
04:48que todo mundo tinha um pouco de...
04:49um pouco não, muito medo de lidar, de atacar,
04:53porque poderia ser realmente...
04:54teria uma força muito maior do que seus outros vizinhos.
04:57Mas, na verdade, ele acabou se transformando um pouco
05:00numa espécie de tigre de papel,
05:02aquela coisa quando você teme muito o inimigo
05:05e, na verdade, a reação dele foi muito menor do que esperado.
05:07Então, os Estados Unidos acabou ganhando uma força
05:09para negociar isso e chegou e falou assim,
05:11não, agora realmente nós vamos querer tudo
05:13que a gente pode obter desse acordo,
05:15porque, realmente, o Irã não se mostrou
05:17aquele país tão poderoso quanto parecia que era.
05:21É, é aquele risco.
05:22A gente tem, em vários momentos da história,
05:24esse tipo de situação onde,
05:25quando um determinado país que é muito forte em tese
05:30ou que tem uma história de um posicionamento militar muito forte
05:33começa a ser explicitada uma certa fragilidade,
05:37aí quem está disputando ali com ele...
05:42É uma oportunidade até, né?
05:43É uma oportunidade que vem e dá aquela esmagada adicional,
05:45que é o que você está dizendo, né?
05:46Daí, agora, nas negociações, a demanda dos Estados Unidos é total, né?
05:49E aí, o que sobra para o Irã?
05:51Isso, em geral, a história cobra depois, né?
05:53Porque vai sem mediação, sem passagem,
05:56sem reestruturação de equilíbrio aí de forças.
05:58E aí, o novo, quem um dia foi muito grande
06:01e, num momento de maior fragilidade,
06:04passa por essa situação de buscar quase uma certa humilhação, né?
06:08O que virá fazer depois, né?
06:10Porque a história não acaba, isso que é uma questão.
06:11A gente viu isso com a Ayatollahs em 1979, né, Mari?
06:14Tá.
06:15Legal.
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