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Minissérie A Muralha 3º capítulo completo
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TVTranscrição
00:00A Mãe de Tiago chegou!
00:10A Mãe de Tiago chegou!
00:21Podemos ir.
00:22Vós, Michel, está bem mesmo?
00:24Ou está a me enganar?
00:26Meu tio não vai mais precisar parar por minha causa.
00:30Vamos embora!
00:37Não posso apaixonar-me por este defasso.
00:40E como é que eu vou arrumar um marido?
00:42Amorar com vossa senhoria?
00:43Não.
00:44Se a dona está à procura de um marido,
00:47acabou de encontrar.
00:51Antônia Brits.
00:58Tiago?
00:58Venha conhecer sua noiva.
01:08Aproxime-se, Diacho.
01:09Deixe de acanhamento.
01:11Não posso, meu pai. Estou sujo.
01:24Não posso, meu pai. Estou sujo.
01:28Não posso.
01:29Não posso.
01:29Não posso.
01:30Eu ouviu o morro.
01:31Então, eu estou se acostumade.
01:32Vamos.
01:32Vamos.
01:33O que é isso?
02:03O que é isso?
02:33O que é isso, Beatriz?
02:38Precisa chorar só porque Tiago ficou com cerimônia de abraçar o vós-mecê?
02:42Vós, acredita que ele não quis me abraçar só porque estava sujo, mãe Cândida.
02:45E o vós-mecê esperava que o seu noivo voltasse limpo do sertão?
02:49É assim que os homens voltam para a gente?
02:51Sujos, barbados, parecendo feras.
02:56O sertão é pior que a guerra e a peste.
03:00E se vós-mecê esperava encontrar um janota?
03:02Não.
03:04Eu não quero um janota.
03:06Eu quero um homem que não tenha peso de me abraçar porque está sujo.
03:10Eu não abraço a Margarida, mãe Cândida.
03:12Afonso não abraçou a Basília?
03:14Mas cada homem é de um jeito.
03:16Mas o sentimento é igual.
03:19Se o Tiago me quiser, se ele teria me abraçado.
03:22Não, lá desse rosto e avisse.
03:25Dom Braz quer falar com o Vó de Moacir.
03:26Por que o Tiago não diz a Dom Braz de uma vez que não quer se casar?
03:34Dom Braz não vai me ouvir.
03:36Meu pai nunca me ouve.
03:37Moça do reino é muito bonita, Tiago.
03:39Não olhei direito.
03:40Olhou sim.
03:42Tiago pode enganar quem quiser, mas não a pingurar.
03:44Beatriz é linda.
03:46Mas isso não muda a minha decisão.
03:48Há um dia, Tiago vai ter que se casar.
03:51Se não for com uma branca, com quem será?
03:53Isabel?
03:54Isabel não é branca, embugra.
03:56Isabel não é mulher, nem homem.
03:59É uma maldição, uma praga.
04:06Que gacho?
04:08Agora posso ver a moça mais sossegada.
04:11É, um pouco miúda, mas até que não é nada feia.
04:17Não carece assustar-me com esse guacho Dom Braz.
04:22Vossa benção, Tiago.
04:24Deus abençoe você por vir de tão longe, alegrar a minha casa.
04:29Parece que até agora eu só queria embaraços.
04:32Sente-se aqui perto de mim.
04:33Como é que vai, seu irmão?
04:37Dizem que puxou o meu avô, seu bisavô, tão valente quanto o falastrão.
04:43Para mim, não tem defeito, meu tio.
04:46Desde que eu fiquei órfão, meu irmão tem sido como pai e mãe para mim.
04:48Foi por isso que ele mandou o Vosmissê vir casar tão longe?
04:51Seja inconveniente, menina.
04:53Seu irmão deve ter mandado uns papéis.
04:55Uma autorização da igreja para o Vosmissê poder casar com seu primo.
04:59Sim, os papéis estão comigo.
05:01Mas não seria muito cedo?
05:03Amanhã mesmo eu vou providenciar o casamento.
05:06Tiago.
05:07E eu nem tenho vestido para ele ao casamento.
05:09Mas tem brilho.
05:10E pare de praguejar com seu pai.
05:11Tiago.
05:14Meu pai mandou chamar.
05:15Agora que Vosmissê está limpo, cumprimento sua noiva.
05:27Vosmissê vai desculpar se Tiago não tem os modos de um rapaz do reino.
05:32Mas é a vida que nós levamos que nos deixa assim embrutecidos.
05:38Sente-se aqui conosco.
05:40Preciso ver a ceifa de trigo, meu pai.
05:41Se Tiago tem o que fazer, não carece de ficar e fazer minha companhia.
05:45Com licença.
05:49O Gustavo a dizer-lhe, Tiago é bicho do mato.
05:54Conto com Vosmissê para ensinar-lhe alguma cortesia.
06:02Tiago.
06:03O que a moça fez para Vosmissê desfeite a ela dessa maneira?
06:07Não quero casar com ela, minha mãe.
06:09O que que deu em Vosmissê?
06:12Antes de ir para o sertão, estava tão satisfeito porque o seu pai ia mandar buscar a vossa prima no reino?
06:19O que que Vosmissê viu no sertão para mudar sua ideia?
06:23Ela não serve para mim.
06:27Moça do reino, nunca plantou, ceifou, nem cuidou de bicho doente.
06:34Não serve para ser mulher de paulista.
06:38Basta olhar para as mãos dela, mãe Cândida.
06:41Tom Brahe vai matar a Vosmissê.
06:42Andar-se punindo lá, no vinho da desfeita, seu ladrão.
06:52Andar-se punindo, fala.
06:53Não está lambado em Tuil, não, dona.
06:55Fala.
06:55Tuil, muito fraco, Tuil, carne doída.
06:57O que que se passa aqui?
06:58Perdoa o Tuil, dona.
07:00Manda-me embora, não.
07:01Tuil não presta, não, dona Basília.
07:03Vindo que não presta, Dom Braz manda soltar lá no Mato Grande.
07:05Tuil fica bom de novo.
07:07Tuil não chama passarinho, não pega vinho, não derruba carga no buraco, dona.
07:11Chega, Palma Torre.
07:13Não bate forte, não, dona.
07:15Tuil tem carne molinha, carne de passarinho, não faz mal a ninguém.
07:20Toma, Doutor.
07:22Desapareça de Lagoa Serena, seu negro, desastrado e ladrão.
07:25Não manda Tuil embora, não, dona.
07:27Tuil fica bom de novo.
07:28Pera daqui, pera daqui, pera daqui, seu ladrão.
07:36E Vosmissê, Isabel, largue desta onça e venha conhecer sua prima.
07:40Quero conhecer ninguém.
07:41Genoveva, vá buscar a minha esteira no quarto de Rosália.
07:45Onde é que Vosmissê vai dormir?
07:46O Genoveva, com a minha gente.
07:49Vosmissê pensou que ia dormir com a portuguesa, cheia de dengue.
07:52Mas ele é sua prima, Isabel.
07:54E Vosmissê, pare de se fazer de bugra para desfeitear os outros.
07:57Vosmissê não é negra.
07:59É branca, de pai e mãe.
08:02A Embé é branca de pai.
08:05A Embé é irmão de Isabel.
08:06O que foi que Basília tocou Tuil hoje, Lagoa Serena?
08:18Tuil roubou vinho.
08:22Também porque Tuil deixou cair em carga da dona de Tiago.
08:26Ela disse que era quatro.
08:28Mas foi uma só que se perdeu.
08:31Dona a mente, Isabel.
08:32E meu tio já sabe disso?
08:33Não, não sabe não.
08:35Por que é que tu não contas?
08:37Não, não sabe não.
09:07Não, não sabe não.
09:37Então, minha casa não é bonita?
09:45Está apreceito para Vosmissê?
09:48A casa sim, mas o homem não.
09:51Oh, se Vosmissê pensa que a casa de Bento Coutinho é melhor do que esta,
09:59Vosmissê se engana, hein?
10:00A casa pode não ser, mas o homem é um belo rapazão.
10:05Ah, um mariola, um patife.
10:08Oh, Vosmissê vai se arrepender amargamente se me trocar por aquele trampolineiro.
10:13O que é, o que é, o que é, o que foi, quem é?
10:16Ah, é aqui que está a branca que veio do reino para se casar?
10:19É, é aqui, mas ela já achou o marido.
10:21Não, não, não, não, não, deixa o rapazinho entrar, eu não sei o que é.
10:24Sou o Gonçalo Ruiz, barbeiro, tiradentes, físico e cirurgião experimentado e examinado.
10:32Mas eu já sei quem Vosmissê é.
10:34Mas ela não sabe, ela não sabe da vida.
10:37Tem uma casa de dois lanços, oito vacas, um cavalo, um casal de perus, um rosário de prata,
10:45cinco negros da terra e desejo pedi-la em casamento.
10:52Mas se eu soubesse que eu tinha tanta precisão de mulher nesta terra,
10:55eu teria trazido minhas colegas de Ribeiro das Naus.
10:57Sou Bartolomeu Fernandes, moro numa casa coberta de telhas e tenho outra alugada por oitocentos reais.
11:07Mas isso não dá nem para comprar um penil.
11:10Mas eu tenho uma cama!
11:16Uma cama, formosa dama.
11:18A única cama que há na vila de São Paulo de Piratininga.
11:22Volto lá.
11:24Sou ouvidor.
11:25Tenho curso de letras em Coimbra.
11:27Os Lusíadas de Camões e o Morgadinho em Portugal.
11:31Pois eu tenho roupas, roupetas, rupetilhas, capas, burzeguinhos de carneira,
11:38botas de vaqueta, luvas enfeitadas e um espelho.
11:41E muito mais para o asseio e a vaidade de um homem de bem.
11:46Cristóvão Rabelo, vereador da vila de São Paulo, ao seu inteiro discurso.
11:50Não, não, não, não.
11:52Escusa de gastar o vosso latim que Dona Antônia já escolheu com quem vai se casar.
11:57E podemos saber quem é o escolhido?
12:02Pois atende, Dona Antônia.
12:05Quem vê cara, não vê coração.
12:08Apanhe a bagagem dessa distinta dama.
12:12Ai, a cadeirinha, a cadeirinha.
12:13Não se esqueça da cadeirinha.
12:14Não, não, a cadeirinha fica.
12:16Fica, fica, sim.
12:17Agora te espera.
12:19Logo, logo, você vai descobrir com quem foi que se casou.
12:22Já viram coisa mais extraordinária?
12:32Olhem as cores.
12:34A perfeição dos desenhos das asas.
12:39E pensar que tanta beleza se origina de um horrível lagarto.
12:45Se assim é a vontade de Deus, deve haver um sentido.
12:50Deve haver um propósito, Dona Antônia.
12:52Padre Miguel mais parece discípulo de São Francisco
12:56do que de Santo Inácio de Loyola.
13:00Todos os caminhos que levam a Deus são bons, Dona Antônia.
13:12Oará, aqui, por aí, olé!
13:18O que foi que ele disse?
13:20Que uma onça nos espreita.
13:22Foi isso?
13:23Sim, mas não se preocupe.
13:26Estamos a invadir seu território.
13:29É justo que ela nos espreite.
13:32Vamos.
13:33Ediwa!
13:34Parece que vamos comer o porco do mato hoje.
13:47Não.
13:47Melhor aplacar a fome da onça.
13:49Assim ela desiste de abatir.
13:53Vamos.
13:53Ai, meu Deus.
14:08Que saudade eu senti de vós.
14:10O que foi?
14:21Isabel, espiamos.
14:25Melhor irmos pra casa.
14:28Que falta faz a minha margarida?
14:30Como eu sonhei com isso quando estava no sertão.
14:36Vós-me-ser?
14:37Não se deitou com nenhuma bugra.
14:39Sabe que eu lhe sou fiel.
14:42Que eu só tenho amor e desejo por vós-me-ser.
14:45Homem não controla seu desejo, Leonel.
14:48Se controlasse, eu não tinha tanto mestiço por aí.
14:53Qual é o seu receio, margarida?
14:55Eu queria tanto o filho seu.
14:57O fruto de nós dois que fique quando vós-me-ser vai para o sertão.
15:05O que foi?
15:13Veja.
15:13O que é isto?
15:15Veja.
15:15O que é isto dessa vez?
15:17Veja.
15:18É ouro.
15:20Tiago encontrou num ribeirão.
15:23Mas ninguém pode saber desse aluvião enquanto Afonso não informar a coroa.
15:26Eu não quero ouro.
15:28Eu quero ouro.
15:30Eu quero um filho seu.
15:33Pois você não sabe a inveja que eu sinto dessas bugras que tem tanta facilidade para emprenhar.
15:38Dê-me o filho seu, Leonel.
15:49Ah, virgem santa.
16:01Por que que arruinou desse jeito?
16:03Botou bicho em cima da ferida.
16:04Ah, sim.
16:06Ah.
16:06Bom, gente, não veja, vá.
16:08Não veja, vá.
16:08Tome vinagre e pano limpo.
16:10Eu vou ter que arrancar essa cara de podre que ela...
16:12Ah, ah, ah, ah.
16:16É bom acostumar-se.
16:17Vai haver muitas feridas como esta, minha filha.
16:19Ah, ah, ah, ah, ah, ah.
16:49Vem passado, onde é que vai vender essas peças?
16:51É na fazenda do João Antunes, no Ipiranga.
16:55Quanto antes o meu pai fizer isso, melhor.
16:58Então avisa a mestre Davidão que eu tenho 50 peças entre homens e mulheres.
17:04Todos sãos.
17:05Ele sabe quem está a precisar de esses braços.
17:08Eu vou, meu pai.
17:09Não.
17:10Hoje eu só tenho uma ordem para vós, missão.
17:13Conversa com sua noiva e entenda-se com sua prometida.
17:19Onde é que pode ser a peça aqui mais?
17:35Onde já que?
17:37Deixa ele ir, meu. Deixa ele ir.
17:39Ombé pode falar com o meu senhor?
17:41Não, não pode.
17:43Ombé tem coisa importante pra dizer.
17:49Ombé pode falar com o meu senhor.
18:19Ombé pode falar com o meu senhor.
18:49Ombé pode falar com o meu senhor.
18:53Ombé pode falar com o meu senhor.
18:54Ombé pode falar com o meu senhor.
18:59Ombé pode falar com o meu senhor.
19:04Ombé pode falar com o meu senhor.
19:09Ombé pode falar com o meu senhor.
19:14Ombé pode falar com o meu senhor.
19:19Ombé pode falar com o meu senhor.
19:24Ombé pode falar com o meu senhor.
19:26Ombé pode falar com o meu senhor.
19:28Ombé pode falar com o meu senhor.
19:30Ombé pode falar com o meu senhor.
19:31Ombé pode falar com o meu senhor.
19:32Ombé pode falar com o meu senhor.
19:33Ombé pode falar com o meu senhor.
19:36Ombé pode falar com o meu senhor.
19:37Ombé pode falar com o meu senhor.
19:38Venha comigo
19:53A onça não vai fazer nada
19:55Não tenha medo
19:56Eu estou aqui para protegê-la
19:58Nossa Mercê está aqui para me confundir
20:01Isso sim
20:01Farna, fique comigo
20:04Eu prometo que tudo parei para salvar seu pai
20:07Nossa Mercê pode livrá-la do santo ofício
20:09Pode testemunhar a seu favor
20:12E dizer que ele não professa mais a religião de Moisés
20:14Não, não
20:37Arna, Arna
20:43Arna
20:45Arna
20:47Arna
20:49Arna
20:53Arna
20:55Arna
20:57Arna
20:59Arna
21:00Arna
21:01Arna
21:02Arna
21:03Arna
21:04Arna
21:10Arna
21:14Arna
21:16Arna
21:17Arna
21:19Arna
21:21Arna
21:22Amém.
21:52Amém.
22:22Amém.
22:36Vai embora.
22:38Vai embora.
22:40Ele está sozinha, por favor.
22:52Não vai embora.
22:54Ele está sozinha.
22:56Ficou.
22:58Ficou.
23:00Ficou.
23:02Ficou.
23:04Ficou.
23:06Ficou.
23:08Ficou.
23:10Ficou.
23:12Ficou.
23:14Ficou.
23:16Ficou.
23:18Você, Messer, mandou-me chamar?
23:26Mandei.
23:28Mãe Candida falou-me de seu mal-estar.
23:31Vossa, Messer, já está melhor?
23:33Sim, meu dia.
23:34Beatriz, a Imbé me disse que Tuiu só perdeu uma arca.
23:41É verdade.
23:44Por que disse que eram quatro?
23:46Tive vergonha de chegar de mãos vacias.
23:49Mas eram só duas.
23:51A arca do meu enxoval e a arca dos presentes.
23:53Isso é o que nós me cediz.
23:55Para mim não trazia nada.
23:56Não fale assim com a sua prima, Rosália.
23:58Fala sim!
23:59Rosália!
24:00O irmão é falastrão.
24:01E ela é uma mentirosa.
24:03O Tiago faz muito bem de não querer casar com ela.
24:07Perdão, meu dia.
24:10Eu tive vergonha da minha pobreza e acabei sendo punida por um meu orgulho duro.
24:15Aprocebista.
24:18É mais difícil confessar uma mentira do que falar a verdade.
24:24Mas Messer não é mentirosa, Beatriz.
24:27Se fosse me inventar uma mentira tão boba e tão fácil de ser descoberta.
24:31Meu dia, eu queria vos pedir um favor.
24:37Que emprestassem dinheiro para eu voltar para o reino.
24:40Dinheiro?
24:40Beatriz, nossa moeda é o que plantamos e o que colhemos.
24:51E em Piratiringa não se compra.
24:53Toca-se.
24:54Portanto, mesmo que eu quisesse mandá-la de volta ao reino, não teria dinheiro para lhe emprestar.
25:04Conforme-se.
25:07Aceite o seu destino.
25:09Não vê que essa é a vontade de Deus?
25:12Pode ser a vontade de Deus.
25:13Mas não é a vontade de vosso filho, não é candidato.
25:21O que é acho?
25:22O que é você?
25:52Quem sois vós?
26:15Sabe muito bem quem eu sou e eu também sei quem a moça é.
26:18A intrujona que chegou do reino.
26:19Hoje quando vi vossa pessoa eu não sabia se era homem ou mulher.
26:24Mas rude assim só pode ser a Isabel.
26:26Posso ser rude, mas não sou mentirosa como vós me ser.
26:29Aqui não é seu lugar, moça.
26:32Volte para o reino.
26:34Aqui tem onça.
26:37Tem cobra venenosa.
26:39Tem índio que come gente, moça.
26:41Vai embora que as coisas ainda vão piorar muito pra vós me ser.
26:49Tchau.
26:51Tchau.
26:53Tchau.
26:54Tchau.
26:55Tchau.
26:56Tchau.
26:57Tchau.
26:58Tchau.
26:59Tchau.
27:00Tchau.
27:01Tchau.
27:02Tchau.
27:03Tchau.
27:33Tchau.
27:34Tchau, tchau.
28:04Tchau, tchau.
28:34Tchau, tchau.
29:04Tchau, tchau.
29:34Tchau, tchau.
29:36Tchau, tchau, tchau.
29:38Moça está perdida?
29:40Eu levo a moça para a Lagoa Serena.
29:42Não, não quero voltar para a rua.
29:44E onde você pensa que vai chegar sozinha?
29:46Tchau, tchau.
29:48Tchau, tchau.
29:50Tchau, tchau.
29:52Tchau, tchau.
29:54Ali, meu pai.
30:20Tchau, tchau.
30:22Tchau, tchau.
30:24Tchau, tchau.
30:26Tchau, tchau.
30:28Tchau, tchau.
30:34Está entregue, Dom Bras.
30:36Onde é que vós me fez estar lá?
30:42Seu lugar é aqui, em Lagoa Serena, junto à sua família.
30:56Pode ser agora...
30:58É minha filha.
31:00Isso é coisa que se faça, Beatriz.
31:02Fugir dessa maneira?
31:04Onde vós me se achava que ia chegar?
31:06É minha filha.
31:08Isso é coisa que se faça, Beatriz.
31:10Fugir dessa maneira?
31:12Onde vós me se achava que ia chegar?
31:14Isso é coisa que se faça, Beatriz.
31:16Fugir dessa maneira?
31:18Onde vós me se achava que ia chegar?
31:32Uma moça sozinha nesse mato sem fim.
31:34Isso parece mais criança que Rosália.
31:38Não carece repreender sua prima, Azir.
31:40No lugar dela eu teria feito a mesma coisa.
31:52Ir embora para o reino, Beatriz, era só o que faltava.
31:57Mesmo que vós me se conseguisse partir, o que diriam os conhecidos?
32:02O que diria seu irmão?
32:04Margarida...
32:06Se eu voltasse para o reino, vai ser a pessoa que mais sentiria falta.
32:10Tenha paciência com seu destino, Beatriz.
32:15Tenha paciência com o Tiago.
32:18Vós me se e ele vão acabar se acertando.
32:24Achei que tinha encontrado a felicidade e ela...
32:30Foi-se embora com aquele aventureiro.
32:33Logo logo se passa e vós me se encontra outra mulher, mestre Davidon.
32:38E onde é que é a mulher branca nesta terra?
32:43Vós me se é que teve sorte.
32:46Mandou vir a sua prima lá do reino.
32:50Não fui eu que mandei, foi meu pai.
32:51Bom, a satisfação é a mesma.
32:56Vai se casar com uma moça que é um primor...
33:01E ainda por cima apaixonada.
33:04Falou alguma coisa de mim?
33:05Não, o caminho todo.
33:08Agarrada, aquela cruz parecia que estava agarrada.
33:11Vós me se...
33:16Vós me se entendeu bem o recado do meu pai, não?
33:18Não, diga a Dom Braz que não se preocupe.
33:22Hoje mesmo vou mandar o meu gentil avisar onde vai ser feito o negócio.
33:25Pois sim.
33:27Abba Pecó.
33:39Tupantiu.
33:41Tupantiu.
33:43Mãe de Deus.
33:45Vamos rezar.
33:47Ave Maria Poranga.
33:50Ave Maria Poranga.
33:53Tupantiu.
33:54Tupantiu.
33:55Tupantiu.
33:56Tupantiu.
33:57Tupantiu.
33:58Tupantiu.
33:59Tupantiu.
34:00Tupantiu.
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34:19Tupantiu.
34:20Tupantiu.
34:21Tupantiu.
34:22Eu queria confessar-me, Padre.
34:30Ave Maria Porangá.
34:32Ave Maria Porangá.
34:35Tu Padre é no Aguete.
34:38Graça a Deus no Ngoare.
34:42É o nome do Catu apuramu.
34:45Nossa Reverência, quer que eu diga onde meu pai vai vender os índios?
34:51Eu estou a pedir sua ajuda para impedir que seu pai cometa mais um pecado mortal.
34:56Só com a consciência dele, Padre Simão.
35:00Eu vim aqui para confessar os meus pecados, não de meu pai.
35:04Tiago, eu conheço as mercê desde pequeno.
35:09Fui eu que ensinei a ler catecismo.
35:12Sou cristão pela graça de Deus, lembra?
35:17Aceite seu bom coração e sua compaixão pelo gentil.
35:20Eu sei que Jesus Cristo não gostaria que se escravizasse os índios.
35:25Mas gostaria menos ainda que eu atraiçoasse meu pai.
35:29que se escravizassem...
35:30Ou seja, Jesus Cristo não gostaria que se escravizassem.
35:32Não, não, não, não, não, não...
35:35Amém.
36:05Amém.
36:07Eu sei que você me seguiu.
36:09Eu estou a ver mais coisas do que posso compreender, dona Ana.
36:13Melhor assim, padre Miguel.
36:15Estava na hora de vossa reverência retirar os seus empolos.
36:23Dona Ana, por que mentir?
36:25O que disse que era cristã se não lhe jurou sua fé?
36:29Vossa reverência vai ser mais de um a me acusar, a me condenar e a desejar a minha danação, padre.
36:35Dona Ana, vossa mercê devia se casar com Dom Guilherme.
36:42Casar-me com Dom Guilherme, um hedonista, quase um herégeo aos olhos da Santa Igreja.
36:51Esta jornada está pondo à prova as nossas virtudes,
36:56revelando de maneira contundente as nossas prefeitas.
37:00Mantenhamos a tolerância, a serenidade da mãe.
37:05Tolerância e serenidade.
37:10Palavras estranhas vindas da boca de um padre.
37:30Minha casa, sua casa.
37:37Sou tão feliz.
37:40Esta é a cozinha.
37:45Este é o doce que mais gosto.
38:02Pois, se é assim, quero aprender como se faz.
38:09Que tal minha marmelada?
38:24Está tão boa que de hoje em diante eu só vou querer comer a sua.
38:28Seu mandrilhão.
38:35Ei!
38:36Mãe!
38:37Estás a fazer o que com o vestido da senhora?
38:38Deixa a burba pra lá.
38:41Vem, vem.
38:43Preciso dar um jeito de levar-me logo com essa negra atrevida.
38:46O vestido é que se dane.
38:56Vou te cortar a dobra e a dona ir embora, Isabel.
38:58Não há nada que contar.
38:59Traidor, seu estúpido. Índio parvalhão.
39:01O Beno é índio.
39:02É mestiço.
39:03É filho de pai de Isabel.
39:04Ainda é sem o irmão.
39:05Eu não tenho um irmão de sua igualha.
39:07Sei de perto de mim.
39:10Não me chame mais de irmã que eu sou branca.
39:12Filha da vontade de meu pai.
39:13Mestiço é filho do acaso.
39:15Vá procurar seus iguais.
39:17Vá!
39:18O Braga ainda agora mesmo perguntou ao Silvão Messer
39:21e já conheceu sua prima.
39:22Pois diga a ele que já conheci
39:23e que não tive satisfação alguma.
39:25Primeiro vós, Messer Goiás Santos.
39:27Depois segue para Paranaguá
39:30para contratar um fundidor.
39:32Ou quem mais o provedor da fazenda real
39:35disser ser preciso para explorar o ouro do Ribeirão.
39:39Paranaguá é tão longe, meu pai.
39:41Mas tem ouro e gente que o sabe explorar.
39:44Muito me alegra essa vossa preocupação com a minha viagem.
39:51Já perdi um filho.
39:53Não quero perder marido também.
39:55Vá.
39:56Vá.
39:57Vá.
39:58Vá.
39:59Vá.
40:00Tire de vosso coração esse rancor contra mim.
40:03Deus sabe que sou eu o culpado pelo desaparecimento de nosso filho.
40:07Quando o Osmice vai?
40:10Depende de Dom Guilherme.
40:13Vosso pai não quer que eu faça essa viagem sozinho.
40:15Graças a Deus.
40:20Eu estava com o coração agoniado
40:22só de imaginar o Osmice sozinho
40:26para descer aquela serra cheia de perigos.
40:30Quem é este menino?
40:38É peça de vosso pai.
40:41Tiago pegou-se a ele.
40:44Deve estar procurando o vosso irmão.
40:47Vem cá!
40:49Ei, Tiago!
41:00Tire que gaan ocesso!
41:04Tire que dá prazer!
41:05Tire que...
41:05zoo!
41:07Tire que deciding o que a pedaço억應該 dela é paraPreter-Fino.
41:09Tchau, tchau.
41:39Tchau.
42:09Tchau.
42:39Tchau.
43:09Tchau.
43:39Tchau.
44:09Tchau, Deus.
44:39Tchau, Deus.
45:09Tchau, Deus.
45:39Tchau, Deus.
45:41Tchau, Deus.
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46:01Tchau, Deus.
46:03Tchau, Deus.
46:05Tchau, Deus.
46:07Tchau, Deus.
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46:11Tchau, Deus.
46:13Tchau, Deus.
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46:25Tchau, Deus.
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46:33Tchau, Deus.
46:35Tchau, Deus.
46:37Tchau, Deus.
46:39Tchau, Deus.
46:41Tchau, Deus.
46:43Tchau, Geronimo?
46:50Não, não, não, não.
47:03Você contou pra ele sobre as aflições do seu pai?
47:05Não, senhor.
47:07Então, por que ele fez tanta cerimônia e aceitar a pulseira?
47:11Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
47:17Onde é que está Isabel?
47:19Está de cerimônia com a prima.
47:23Está tudo resolvido com o mestre Davidão.
47:26Quem mandou vós-me ser tomar o cavalo e ir à vila sem minha autorização?
47:30Desde quando vós-me ser livre para fazer o que lhe der na cabeça sem minha ordem?
47:35Resolver ação dos seus, meu pai.
47:37Para o seu bem e para o meu, espero que tenha resolvido a contanto.
47:43Agora sente-se ao lado de sua noiva e tome seu caldo.
47:46Estou sem fome, dê-me licença, por favor.
47:48Não, não dou. E não me faça perder a paciência.
47:52Senão eu faço tanger aquele chicote no seu longo para vós-me ser aprendendo a respeitar seu pai, sua mãe, sua noiva.
47:59Há duas horas estou a cavagar, por favor, deixe-me ir para o quarto.
48:02Não! Seu lugar é ao lado de Beatriz.
48:05Boa noite, meu pai. Boa noite, meu irmão.
48:09Joel, peça perdão!
48:12Peça seu pai, ajoelhe-se.
48:14Peça perdão!
48:16Peça perdão a seu pai, a sua noiva!
48:18O sogrito não é gente, em tratar um homem...
48:19O homem não se importa como ele se importou.
48:22Peça perdão!
48:28Não, não, por favor, tenha compaixão.
48:30Não, por favor, tenha compaixão.
48:35O que é que o vós-me ser não vai embora?
48:42O que é que não foge de novo, só que dessa vez com mais proveito?
48:46Vendo esta peça por 16 mil reais.
48:50Esta por 12 e a peça mais velha por 9 mil reais.
48:55Devemos pedir a Deus que interneça o coração de Dom Brás.
48:59Vós-me ser ainda não entendeu.
49:01Isto é guerra.
49:04Não entre nessa guerra, tia.
49:05E nem tome partido deles contra nosso pai.
49:07Não é questão de guerra, é de justiça, Leonel.
49:10Tire a roupa.
49:11Dom Jerônimo mandou vós-me ser por isso ao redor da cintura.
49:14Se a minha penitência servir para libertar meu pai.
49:19Seu pai está em santas boas mãos, dona Ana.
49:24Nosso filho foi roubado pelos cajiosos.
49:26Ele não diz que foi roubado.
49:28Meu pai sustenta que Pedro foi...
49:31morto.
49:33Isso deve pagar a sua informação e a trabalheira.
49:39É muito pouco.
49:39É muito pouco perto do que eu tenho para lhe oferecer, Dom Jerônimo.
50:09A CIDADE NO BRASIL
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