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  • há 13 horas
Segundo episódio da minissérie A Muralha

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Transcrição
00:00É ouro, Leonel!
00:10É ouro!
00:13Você não sabe a pena que eu sinto da moça que está firme de Lisboa para casar com você.
00:19Ora, meu pai, que mulher branca vai deixar o coração do reino para dar os costados nesse fim de mundo.
00:24E pelos meus cálculos, já está a caminho.
00:30Que muralha é aquela?
00:37Não é muralha não, dona Beatriz. É a serra.
00:40É por ela que se chega à vila de São Paulo de Piratini.
00:44Por que razão uma moça tão bela atravessa o oceano para casar-se com um homem que não conhece, dona Ana?
00:55Era essa negra que vós me sequeriam para te servir de mulher.
00:58Vós me sei, prefere a tua prima, Isabel.
01:02Pedido!
01:04Não!
01:05Deixa eu ajudar! Fica aí! Falando com o passarinho, não é?
01:09Não se atreva batendo em Tuiú!
01:11Índio teimoso! Índio à toa, vagabundo!
01:12Me deixe, seu estúpido!
01:17Me deixe, seu estúpido!
01:19Mudou a calça, Tuiú, deixa eu ganhar com os presentes!
01:25Dona! A dona caiu, Inverta!
01:30Dona! Dona!
01:32Dona!
01:34A dona morreu, Inverta!
01:35Eu, Inverta!
01:43Maldito!
01:44Tuiú culpado!
01:45Agora eu vou jogar Tuiú lá em baixo!
01:46Tuiú vai buscar o que estou procurando da dona!
01:48Não! Não, Tuiú tem medo!
01:49Como é que eu cheguei uma boa serena sem corpo, tá, dona?
01:51Tuiú culpado!
01:52Eu vou colocar tudo para Tom Brás!
01:53Tuiú vai morrer!
01:54Ascunda-me!
01:55Ascunda-me!
01:56Ascunda-me!
01:57Ascunda-me!
01:58Ascunda-me!
01:59Onde é que é?
02:00Vai, a mão, a mão, a porta!
02:01Ascunda-me!
02:02Ascunda-me!
02:03Ascunda-me!
02:04Ascunda-me!
02:05Ascunda-me!
02:20Dona!
02:21Agora está descendo-me!
02:23Caraca o sol!
02:35Força Tuiú!
02:39Tuiú!
02:40Tuiú me ajuda a dona!
02:41Sobe dona!
02:42Sobe!
02:43Sobe!
02:53O que é isso?
03:22Dona morreu.
03:25Então é, Toninho.
03:29Toninho contente.
03:30Dona não morreu, Ember.
03:31Dona não morreu.
03:33Ajuda pra levantar.
03:35Dona pode andar?
03:38Ai, ai, não sei.
03:40Não sei se não puder.
03:42Toninho e Ember levam Dona na rede.
03:43Onde dói, Dona?
03:45Tudo dói.
03:47Pelo menos eu tô viva.
03:48Mas não é a menina Beatriz?
03:54É a menina Beatriz, Davi, então...
03:56Ovado seja.
03:59Ovado seja a Deus que deu-me a graça de ver novamente a fazenda.
04:10Coitadinha.
04:11Quase morre por causa da imagem de Santana.
04:15Estás a ver o que é a devoção?
04:17Não era a devoção, Dona autora.
04:19Era vergonha de chegar de mãos vazias.
04:21Ah, mas não seja por isso.
04:23Não faça cerimônia.
04:24Ainda não agradeci a menina ter-me salvo das garras daquele soldado.
04:30Escolha o que quiser.
04:32Que tal...
04:35Este?
04:39Eu agradeço, Dona Antônia.
04:41Mas eu prefiro chegar ao Lago Serena e contar o que se passou.
04:43Mas o que é que uma moça bonita como vós, Missy, vai fazer naquele convento de mulheres?
04:49Não diga isto.
04:50Não desanima a menina.
04:52O noivo vai estar lá à espera dela.
04:55E chegou até aqui, Dona Antônia.
04:58Não desanima tão fácil.
04:59Mas o que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que é que
05:29A CIDADE NO BRASIL
05:59A CIDADE NO BRASIL
06:29A CIDADE NO BRASIL
06:31A CIDADE NO BRASIL
06:33Eu bem sabia que ela estava doente
06:35Ah, Diagem
06:37Eu não estou doente, foi o calor
06:39Mas não estou boa
06:41Vamos embora que eu não sou de emperrar a vida alheia
06:44E meu tio não vai se atrasar por minha causa
06:46Porque Cosmicê não me diz que estava passando mal
06:49Não sou digno de partilhar suas aflições
06:52Já me senti indisposta
06:54Antes, Cosmicê nunca soube
06:56Toma, bebe um pouco
06:58Não sou com sede de água
07:03Preciso beber alguma coisa mais forte
07:06A Pingora
07:06Traz Cauim para a Isabel
07:08Se queria beber isso, não queria se inventar desculpa
07:11Primo Leonel sempre pensa mal de mim
07:13Mas o que me consola é que eu sou muito pior do que o que Cosmicê pensa
07:16Podemos ir
07:21Cosmicê está bem mesmo?
07:23Ou está a me enganar?
07:25Meu tio não vai mais precisar parar por minha causa
07:27Vamos embora!
07:57Cosmicê está bem mesmo
08:27São Paulo de Piratadinha é isso?
08:51Nada mais?
08:52É isso só, dona
08:54Só isto?
08:55Isso só, dona?
08:56Tanto esforço, tanta luta para chegar no topo do mundo.
09:06Para chegar a isto.
09:08Gratininga é animada em dia santo, dona.
09:10Tem profissão, tem teatro.
09:13Uma coisa linda.
09:26Não tem ninguém aqui.
09:31A gente bagou a serena, vem para a casa da vila, só adiantando sua, dona.
09:34Não sinto fadiga alguma.
09:36Eu quero imediatamente para a bagou a serena.
09:37Não adianta correria não, dona.
09:38Tiago está lá não, já está no sertão.
09:40Então leva, minha sertão.
09:43Dona nem aguenta cobrinha de nada, quer que leve no sertão?
09:56Dona nem aguenta cobrinha de nada, quer que leve no sertão?
10:26Dona nem aguenta cobrinha de nada, quer que leve no sertão?
10:56Achei que fosse abandonar-me, dona.
11:06Eu pensei que partíssemos hoje para a vila de São Paulo, Dom Guilherme.
11:12Não posso.
11:14Estou a esperar uma carga importante de Buenos Aires.
11:16Mas tomei a liberdade de convidar o Padre Miguel para viajar conosco.
11:30Imaginei que a agradaria.
11:32Muito.
11:34Que ventura adivinhar pelo menos um dos seus desejos, dona Ana.
11:37Eu que vou.
11:41Eu emberi.
11:45O que é isto?
11:47Manta.
11:48Uma carne muito apreciada pelo gentil da terra.
11:50Não quero, agradecida.
11:52Era só.
11:53Desculpe a minha intromissão, dona Ana.
11:55Vós-me-ser, a judia.
11:58Sou cristã nova, Dom Guilherme.
12:00Com licença.
12:01Pois é.
12:02Nesta casa, vós-me-ser, pode ser o que quiser, dona Ana.
12:09Não.
12:11Não fuja.
12:13Deixe-me ajudá-la.
12:14Ninguém pode ajudar-me, Dom Guilherme.
12:33Dona Ana.
12:37Dona Ana, por favor, abra a porta.
12:40Dona Ana.
12:42Anima-me.
12:44Anima-me.
12:48Anima-me.
12:53Acordam os inquisidores, ordinário e deputados da Santa Inquisição,
12:58que a prova da justiça autora resulta contra Samuel Cardoso,
13:03cristão novo, réu preso,
13:05nele conteúdo de não ter feito inteira a verdadeira confissão de suas culpas
13:09e como sendo por muitas vezes nesta mesa as quisesse acabar de confessar,
13:14ele, réu, usando de mau conselho, não o quis fazer.
13:19O réu ainda tem uma última chance para confessar suas culpas.
13:22Eu não tenho mais culpas para confessar.
13:25Mandam ainda que o réu seja despojado dos vestidos,
13:29que possam servir de embaraço ao dito tormento
13:31e que ele seja imediatamente lançado a polé.
13:35O réu seja despojado dos vestidos,
13:37que possam servir de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos,
13:40que possam servir de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos.
13:43O réu seja despojado dos vestidos,
13:48que possam servir de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos,
13:51que possam servir de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos.
13:56O réu seja despojado dos vestidos e despojado dos vestidos de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos.
14:08O réu seja despojado dos vestidos.
14:38O réu seja despojado dos vestidos e despojado dos vestidos de embaraço ao dito tormento e despojado dos vestidos.
15:08O réu seja despojado dos vestidos e despojado dos vestidos.
15:11O réu seja despojado dos vestidos.
15:13Seja bem-vinda, minha filha.
15:37Pobre menina, veio-me tão longe para conhecer o novo. Ele não está aqui para esperá-la.
15:50Quem sabe não é melhor que Tiago não esteja.
15:52Assim, vós-missê vai logo saber como é nossa vida quando os homens estão no sertão.
15:58Eu sou Basília.
16:03E eu sou Rosália.
16:05E vós-missê vai ter me comigo.
16:07Para perfumar o caminho de vós-missê.
16:13A garida, mulher do seu primo Leonel.
16:16Ela vai ensiná-la a gostar de Lagoa Serena.
16:21Se não ver, ela está de boca aberta. O que é? Nunca viu branca?
16:24Linda assim não, mãe.
16:26O que é que vós-missê trouxe para nós?
16:32Vós-missê só trouxe um baú?
16:43Ela vai ensiná-la a gostar de Lagoa Serena.
16:44Ela vai ensiná-la a gostar de Lagoa Serena.
16:46Ela vai ensiná-la a gostar de Lagoa Serena.
16:46Ela vai te dar um novo dia.
16:51Amém.
17:21É que os outros caíram no desfiladeiro.
17:46Quantos baújos você trazia?
17:48Quatro.
17:52Ainda, guarda isso lá. Coloca no quarto de Rosário e Isabel.
17:56Eu sinto sobre vossos presentes.
17:58Não queria chegar assim sem dote nem sainete.
18:00Não se rale com isso, Beatriz.
18:02Não se rale.
18:04Vem se refrescar. Vem.
18:12Chegar assim de mãos vazias?
18:15Com esta eu não contava.
18:17Paciência.
18:18Ao menos é branca.
18:20Deus queira que Tiago se agrade dela.
18:22Ai, que lindo.
18:25Venha se refrescar, Beatriz.
18:27A moda no reino é esfregar a pele com guentos perfumados.
18:31Mas aqui os bugres nos ensinaram a tomar banho de água fresca.
18:40Amanhã levo o vós-me-ser para tomar um banho de verdade.
18:43Eu sinto sobre os presentes.
18:48Ai.
18:49E eu sinto muito mais.
18:51O que é que vós-me-ser trazia para mim?
18:53Trazia um vestido.
18:54Um vestido lindo, Rosália.
18:56O melhor presente para nós é vós-me-ser.
18:59Pode ser para vós-me-ser.
19:01Mas para mim, o melhor presente seria um vestido.
19:06Vós-me-ser, desculpe a franqueza de Rosália e Beatriz.
19:09Mas para nós que só nos vestimos com algodão grosseiro, qualquer roupa vinda do reino é bem recebida.
19:14Para a vida que levamos, algodão serve-nos muito bem.
19:19Santa Cruz, Sara.
19:21Pungal.
19:22Vós-me-ser.
19:23Reza e vós-me-ser também.
19:25Beatriz ainda não sabe.
19:27Vamos rezar na língua dela.
19:29Pelo sinal da Santa Cruz.
19:31E vai no Deus nosso Senhor, pelos nossos inimigos.
19:34E vai no Espírito Santo.
19:44Com essa surpresa, o vós-me-ser não terminou de comer nem amanhã.
20:10amanhã a lagoa serena não carece luxo nem vaidade aqui é outra vida eu vou acostumar a terra com seu uso
20:19a roca com seu fuso não compara a gente daqui com a gente do reino e olhe para frente e quem olha
20:26para trás vira estátua de sal
20:40o que é que aflige a tentação a visão do paraíso o coração faminto eu tenho muito medo de fraquejar padre
20:58a prova do bom católico é ser tentado entretanto resistido não sou uma boa católica padre miguel
21:04mas você contou me na embarcação que tinha se convertido a pouco que importa isso mas você
21:11converteu-se para não morrer padre por isso que eu jurei para não morrer não importa porque vias
21:18chega-se a cristo o que importa é que chega-se e cristo do nada é amor é compaixão e porque a santa
21:30madre igreja está a matar a minha gente porque o santo ofício mantém cativo meu pai
21:35não sabia não sabia não sabia em que mundo vai saber se habita para miguel me diga ainda não sentiu o
21:45cheiro de carne queimada que exala das fogueiras do santo ofício não diga que não sabe o que a santa
21:51madre igreja está a fazer com os judeus porque acha que estou aqui quem acha que vou casar me com
21:59hoje eu não sei
22:03eu vou casar-me com ele porque ele é o irmão do inquisidor mora
22:06eu vou casar-me com ele para salvar a vida do meu pai
22:10como podem dizer que são pobres com tanta fartura de mantimentos?
22:23mas isto é para o nosso sustento e para trocarmos pelas coisas que nos faltam porque
22:28dinheiro dinheiro mesmo não há Beatriz e também se houvesse o que haveríamos de
22:33comprar? e eu em nada ajudei ao chegar só com a minha arca no choval
22:36nossa casa é tão linda Margarida tão alegre tão diferente de tudo que eu vi
22:41não dizia quantas rosas não eu nunca iria imaginar que nesta terra eu iria encontrar rosas
22:47mas você pensa que espinho não dá flor não é prima?
22:50sonhava em meu sonhar meu marido meu amor tão longe do meu temor tão perto do
23:00meu penar esses versos são vossos? quando os homens estão fora as mulheres de
23:07lagoa serena entregam seu trabalho mas como eu sou preguiçosa escrevo versos para
23:14ficar mais perto de Leonel quem imaginar que neste fim de mundo encontraram uma
23:20mulher que faz versos vamos ver o que vós me ser vai inventar para manter-se
23:25ocupada quando o Thiago estiver no sertão será que ele vai querer-me Margarida?
23:31será que tudo vai ser do jeito que eu sonhei? bom eu sonho demais
23:38mas vós viveis não sonha olhai para esta casa é tão cheia de cor tão cheia de alegria
23:43ninguém precisa dizer-me quando sou feliz com Leonel o amor já habita esta casa
23:47acho que sim
23:48vem cá
23:49está vendo esta concha? lembra minha infância em São Vicente ouve ouve aqui
23:56está ouvindo? é linda
24:02vem cá
24:04vem cá
24:05esta concha esta concha Leonel comprou em Santos tinha um pirata
24:11Margarida! Margarida!
24:15o que se passa? tem mais alguém na casa?
24:17vem cá
24:18vem cá
24:26uma ave que fala
24:28será que não esconde alguma alma encantada Margarida?
24:30será que não é alguém vítima de um feitiço de um sortilégio?
24:33não, não Beatriz de onde vem o louro há muitos outros iguais a ele
24:39coce-lhe a cabeça que ele gosta
24:50contam tantas coisas sobre esta terra
24:53contaram-me muitas histórias sobre seus feitiços e perigos
24:56as histórias verdadeiras são muito mais aterradoras
24:59falai-me de Isabel
25:04é muito selvagem
25:06muito rude
25:07nem parece mulher
25:09mas tudo culpa de Dom Braz
25:11que criou como se fosse um homem
25:13e ela sente-se superior a nós
25:15porque vai para o sertão com os homens
25:17faz a infusão e bebe de noite
25:21eu vou ser uma pedra no caminho deles a penhorar
25:27senhora
25:36era vós me sei que o vosso pai deveria mandar santo
25:38com o mapa do ribeirão para informar a coroa
25:41não eu que sou sangue emprestado
25:46que posso fazer a fonte se meu pai não confia em mim?
25:48chegue-se a ele
25:49pare de defender esses bugres
25:51prove a vosso pai que vós me sei um dos nossos
25:54eu sou homem de vós
25:56mas penso a minha afeição
25:57e não vou mudar meu modo de pensar para cair nas graças de meu pai
26:01não é de estranhar que ainda não tenhamos cruzado com a trompa de Bento?
26:06é...
26:08é de se estranhar essa pressa de Bento Coutinho
26:12levou um jovem de família morgado e bem apessoado
26:15vai escolher o duro caminho da castidade, padre
26:20Santo Inácio também era nobre
26:23e foi um jovem mundano antes de ter a revelação
26:26isso pode acontecer a qualquer um
26:28até a vós me ser
26:32eu receio que o meu gosto pelas coisas do mundo
26:35seja maior do que a minha vocação sacerdotal
26:38licença
26:47acostume-se, padre
26:50as índias que vós me sei vai catequizar
26:53andam nuas
26:55reze pelos pecadores, padre
26:58reze por mim
27:01boa noite
27:03espere
27:05fica mais um pouco
27:09por favor
27:22não
27:24não
27:25não
27:27o
27:31é só
27:32se
27:34alguém
27:35se
27:36acontece
27:38ela
27:41não
27:43ela
27:44não
27:45Quem vai no ma se?
27:50A semanou tzedak afagese.
27:59A semanou tzedak afagese.
28:04Ver o cheiro.
28:15A semanou tzedak afagese.
28:45A semanou tzedak afagese.
29:15A semanou tzedak afagese.
29:45A semanou tzedak afagese.
30:15A semanou tzedak afagese.
30:17A semanou tzedak afagese.
30:19A semanou tzedak afagese.
30:21A semanou tzedak afagese.
30:23A semanou tzedak afagese.
30:25A semanou tzedak afagese.
30:27A semanou tzedak afagese.
30:29A semanou tzedak afagese.
30:31A semanou tzedak afagese.
30:33A semanou tzedak afagese.
30:35A semanou tzedak afagese.
30:37A semanou tzedak afagese.
30:39A semanou tzedak afagese.
30:41A semanou tzedak afagese.
30:43A semanou tzedak afagese.
30:45A semanou tzedak afagese.
30:47A semanou tzedak afagese.
30:49A semanou tzedak afagese.
30:51Que vontade.
31:06A tropa de Bento Cantinho já chegou?
31:08Não, meu senhor.
31:09Já não devia ter chegado?
31:12Os passes de Bento Cantinho são como ele.
31:15Incertos e duvidosos.
31:17Solta esse curumim no mato que eu não aguento mais essa choradeira
31:21Vem
31:21Não tenha medo, vem
31:24Afinal, o que a prima tem?
31:30Mas você não viu, primo?
31:32Era falta de bebida
31:33Pode não parecer, prima, mas eu me preocupo
31:38Eu gosto de vosmecer
31:39Mas você só gosta de sua mulher
31:41A única pessoa que tem afeição por mim é meu tio Dom Brás
31:45Parece que a Pingorá também gosta muito de vosmecer
31:48Pingorá índio, índio não conta
31:50É bom que não conte
31:51Meu pai não ia gostar nada de saber que vósmecer anda por aí de agarro com esse índio
31:56Agarro-me aquele que é bem
32:01Vósmecer cuide de sua vida que eu cuido da minha
32:15E pensar que tudo isto é obra de Deus Pai Todo-Poderoso
32:39Posso saber por que Dona Ana não me dirige a palavra desde ontem à noite?
32:46O que foi que fiz para virar minha cara?
32:48Eu não acredito que um homem possa ser ao mesmo tempo tão dissoluto
32:51E tão cínico
32:52Senhora
32:55Eu tenho inúmeros defeitos
32:58Mas o cinismo não está entre eles
33:01Aquela ali não é a sua estrela rabudinha, irmão?
33:22Apontou cedo no céu
33:23Será que isso não é um sinal de que a sua prometida já chegou?
33:26Não sei por quem o pai se esmou em trazer essa moça de Portugal
33:31E com quem mais vósmecer ia casar?
33:35Não quero casar-me
33:36Minha vontade me enfiava por esse sertão adentro
33:38E só eu voltava quando tivesse encontrado a Serra de Sabarabuçu
33:42Se Beatriz for do seu agrado
33:43Vósmecer tira isso da cabeça
33:46Porque homem sem mulher é meio homem
33:49Fica faltando um pedaço
33:51Eu estou morto de saudade da minha mulher
33:55Dizem que as mulheres do reino têm duas caras
33:58E que a verdadeira só o diabo conhece
34:00E quem é vósmecer para falar do diabo, prima?
34:03Se é a própria encarnação do demônio
34:05Vósmecer também tem seu demônio, Leonel
34:07E também, Tiago
34:09Quando vósmecer olhar para o céu
34:12Não se esqueça que pertence à terra
34:15Ao chão
34:16É o que todos chamam de mal
34:19Vósmecer pode defender os índios
34:22Mas não é homem melhor do que os outros
34:25Levante-se devagar
34:35Levante-se, dona Ana
34:39Não se engane
34:51O sentimento que me abraça
34:53É o mesmo que lhe abraça
34:55Como pode um homem declarar amor a uma mulher
34:57E deitar-se com outras?
35:00Pode, pode sim
35:01Por sou homem
35:02E o desejo faz parte da minha humana natureza
35:04Mas ele é nu e cru
35:05Ele é só desejo
35:07E vósmecer tem um bem mais precioso
35:10O meu coração
35:13O meu coração
35:43Oi, meu santo Antônio, aonde eu fui jogar a minha âncora sagrada?
35:50A vila é pobrezinha, mas tem a vantagem de estar longe dos braços do rei.
35:54E ele é louco de importar-se com uma porcaria desta.
35:57Eita, embaguiguinho.
36:02Onde fica a hospedaria?
36:05Aqui não tem hospedaria, não, meu líder do campo.
36:08Mas a minha casa é limpinha, está à espera de você.
36:11E como é que eu vou arrumar um marido a morar com vossa senhoria?
36:14Não, se a dona está à procura de um marido, acabou de encontrar.
36:22Antônia Brits, encantada.
36:25Chega de um marido.
36:40Chega de um marido.
36:42Vazília!
37:06Pai, pai, pai!
37:08Ai, pai, quanta saudade!
37:09Oh, minha cabritinha!
37:13Eu também senti muita saudade.
37:20Algum sinal do Pedro?
37:22Nada.
37:24Nenhum sinal do nosso filho.
37:30Ora, ora, ora, se não é a prometida de meu filho.
37:35Vejo que posso me ser está a usar a cruz que lhe enviei
37:39para firmar o noivado.
37:40Não há tiro desde que recebi em Lisboa, meu tio.
38:00Tiago, venha conhecer sua noiva.
38:09Aproxime-se, Josh.
38:11Deixe de acanhamento.
38:26Não posso, meu pai.
38:27Estou sujo.
38:28Diga-me, Vaz, a reverência.
38:46Eu estou a entrar no paraíso?
38:49Um paraíso constantemente ameaçado.
38:52Mas felizmente, mas você chegou
38:53para engrossar as feridas de Deus.
38:55Vai lá.
38:58Fique comigo.
38:59Eu prometo que tudo farei para salvar seu pai.
39:01Antes de ir para o sertão,
39:03estava tão satisfeito
39:04porque o seu pai ia mandar buscar a vossa prima no reino?
39:08O que que Vaz Messer viu no sertão
39:10para mudar sua ideia?
39:12Ela disse que era quatro,
39:15mas foi uma só que se perdeu.
39:17Dona mente, Isabela.
39:18E meu tio já sabe disso?
39:19Não.
39:20Sabe não.
39:21O que é que tu não contas?
39:23Cristóvão Rabelo,
39:25vereador da Vila de São Paulo
39:26ao seu inteiro dispor.
39:28Não, não, não.
39:29Escusa de gastar o vosso latim
39:30que Dona Antônia
39:31já escolheu com quem vai se casar.
39:34E podemos saber
39:35quem é o escolhido?
39:37Vaz Messer
39:40não se deitou com nenhuma ruga.
39:43Sabe que eu lhe sou fiel
39:44que eu só tenho amor e desejo por Vaz Messer.
39:48Homem não controla seu desejo, Leonel.
39:51Se controlasse,
39:52não tinha tanto mestiço por ele.
39:54Quer que eu diga onde
39:55meu pai vai vender os índios?
39:58Estou a pedir sua ajuda
39:59para impedir que seu pai cometa mais um pecado mortal.
40:02Avisa, mestre Davidão,
40:03que eu tenho cinquenta peças
40:04entre homens e mulheres.
40:06todos os santos.
40:08Ele sabe quem está a precisar de esses braços.
40:16Por que eu carrego essa cancha?
40:19Ela jamais será de minhas mãos.
40:21Mas o que contei?
40:23Um tesouro?
40:27A vida de meu pai.
40:36Vai se casar
40:51com uma moça que é um primor
40:54e ainda é por cima apaixonada.
40:57Falou alguma coisa de mim?
40:58O caminho todo.
41:00Agarrada.
41:02Aquela cruz parecia que estava agarrada
41:04a Vaz Messer.
41:06O irmão é falastrão
41:07e ela é uma mentirosa.
41:09Tiago faz muito bem
41:10de não querer casar com ela.
41:14Quem faz voz?
41:15Sabe muito bem quem eu sou
41:16e eu também sei quem a moça é.
41:18A intrujona que chegou do reino.
41:20Vai embora
41:20que as coisas ainda vão piorar muito
41:21para a Vaz Messer.
41:22A Vaz Messer
41:52Não, não, não, não.
42:22Não, não, não, não.
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