Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, reafirmou que magistrados não podem julgar ações com parentes. Toffoli defendeu juízes fazendeiros e empresários.

#STF #Justiça #PoliticaBrasileira #NoticiasBrasil #supremotribunal

Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.

Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.

🕕 Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h.

Não perca nenhum episódio! Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber as notificações.

#PapoAntagonista

Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista:

https://bit.ly/papoantagonista

Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp.

Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.

https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344

Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00O que eu vejo, como quem já trabalhou na comunicação desse tribunal,
00:04eles estão falando em deixar o magistrado na bolha,
00:06eu acho que eles se perderam tanto na própria bolha,
00:10que eles não têm noção do quanto estão numa bolha,
00:14porque esse tipo de conversa em público
00:17é muito pior para a imagem do STF
00:22do que qualquer ataque que qualquer pessoa no Brasil possa fazer para o STF.
00:27Eles perderam completamente a noção.
00:30Esse tipo de comentário em público.
00:33Agora, verdade seja dita,
00:35quem circula no meio jurídico sabe,
00:38essa conversa que eles estão falando aqui,
00:40que se você não é do meio jurídico, você não sabe,
00:43é uma conversa que os juízes têm sempre.
00:46Eles acham que eles ganham pouco,
00:48eles acham que eles trabalham demais,
00:50eles acham que exigem muitas coisas deles,
00:53porque eles não podem ter outros negócios,
00:56porque a única coisa que pode é dar aula.
00:58mas é algo que fica complicado deles falarem,
01:03e também não é bem visto pelas outras carreiras jurídicas.
01:06Não, eu estou quase chorando aqui,
01:09porque eu fiquei sensibilizado, fiquei com pena.
01:12Você vai mandar uma cesta básica.
01:13Quase falando assim, quer trocar?
01:15Fala assim, vem para o meu escritório,
01:17eu vou para aí, vamos trocar de cadeiras,
01:19vem para a minha cadeira.
01:20Mas aí que está, é quase uma maldição,
01:22segundo o que eles falam, é quase uma maldição a magistratura.
01:25Fui amaldiçoado, não posso fazer nada.
01:30Então, veja, a pessoa para ir para um cargo desse,
01:35sobretudo de ministro do Supremo Tribunal Federal,
01:39tem que manifestar desejos.
01:41Se a pessoa é indicada e tudo e não quer,
01:42ela fala, não me indica, eu não quero, não é para mim.
01:46E para a minha magistratura tem que prestar um concurso público.
01:48Se o concurso não está legal, vai para a iniciativa privada.
01:51Agora, é a bolha que você falou,
01:54porque a imensa maioria da população não ganha um décimo e outra.
01:59Tem penduricalho para caramba.
02:02Tem um monte de penduricalho.
02:04Agora, inclusive, o ministro Flávio Dino suspendeu o penduricalho,
02:08até o Denis estava falando dessa votação da Câmara dos Deputados,
02:11talvez tenha sido boa pelo seguinte,
02:13na hora que eles aprovaram os penduricalhos da Câmara,
02:16mais um monte de penduricalho para funcionários da Câmara,
02:17o ministro Flávio Dino já bloqueou dos três poderes.
02:21Talvez há males que venham para bem,
02:23mas eu acho até que deve desbloquear.
02:25Então, é a bolha que eles estão.
02:28Ninguém é obrigado a ser magistrado.
02:30Quem não quiser ser magistrado,
02:31tem um monte de magistrado que deixa de ser magistrado.
02:33Ele mesmo, o ministro Alexandre de Moraes,
02:35ele era membro do Ministério Público
02:37e ele pediu exoneração para ocupar cargos públicos
02:40e depois entrou no Supremo Tribunal Federal.
02:43Agora, uma coisa que ele não conta,
02:45essa questão das palestras.
02:46Dar aula realmente é uma devoção.
02:48Quando você dá aula em uma universidade,
02:49você ganha muito mal.
02:53Mas o problema é o seguinte,
02:54são essas palestras.
02:55Aí tem um instituto que promove palestra.
02:59Aí tem, por exemplo,
03:00está tendo um monte de casos lá
03:02de um determinado problema
03:03em algum tribunal superior.
03:05Vai lá um instituto,
03:06uma entidade dessas empresas,
03:11uma entidade ligada às empresas,
03:13vai até um instituto e fala assim,
03:14eu queria fazer um seminário assim,
03:15queria os ministros,
03:16eu ponho o dinheiro.
03:17Aí depois das palestras tem aqueles jantares,
03:21tem aqueles almoços que fica todo mundo conversando.
03:24Então esse que é o problema.
03:26Dar palestra não é o problema.
03:27Dar palestra em faculdade,
03:29dar aula em faculdade não é o problema.
03:31O problema é que quando pessoas,
03:33empresas que têm processos para serem julgados,
03:37promovem eventos com palestras de ministros
03:39para ter acesso privilegiado aos ministros.
03:41Isso para mim é uma imoralidade.
03:43E assim, olha, Arthur,
03:45eu lembro de como era,
03:46vou até falar para o Denis comentar,
03:48porque eu trabalhei lá faz 15 anos.
03:51Na época a discussão era a seguinte,
03:53se poderia comparecer
03:56a evento que tivesse banner de patrocínio
04:00de alguma empresa
04:02com causa no tribunal daquele ministro
04:05ou daquele juiz.
04:06Percebe?
04:07Então vamos dizer,
04:09eles iam num evento de uma faculdade X
04:12que só tinha o povo da faculdade.
04:15E lá tinha a Companhia Vale do Rio Doce,
04:17que ia ter a ação no STF.
04:18O debate era,
04:20pode ir ou não pode ir?
04:21Isso já era visto como problemático?
04:23E eu creio que é.
04:25Eu creio que é.
04:27Na minha concepção,
04:28magistério é um sacerdócio, claro,
04:32mas ser juiz é um sacerdócio.
04:34Porque quem decide
04:36sobre a liberdade
04:38dos demais cidadãos
04:40ou se dedica como um sacerdote se dedica
04:44ou pede para sair e vai fazer sua vida.
04:48Não pode decidir coisas tão importantes
04:50da vida dos outros
04:51pensando,
04:53ai, porque a minha empresa,
04:54porque o meu pendura e cabra.
04:55Não.
04:56Ou se dedica feito um sacerdote
04:58ou pede para sair.
04:59Eu sou contra qualquer patrocínio privado,
05:02qualquer presença em qualquer evento privado,
05:04qualquer fala...
05:05Eu sou contra.
05:06Eu sou radicalmente.
05:07Na época eu era da ala mais radical,
05:09que foi derrotada.
05:12Agora o que a gente está vendo,
05:14o ministro Alexandre
05:16tem a história da mulher dele
05:19trabalhando lá,
05:20tem a história que ficou aí
05:23mal explicada,
05:24que a Andresa Matais noticiou
05:25pelo Metrópolis,
05:26de ter se encontrado
05:27em casa de um,
05:29em casa de outro,
05:30relacionado a Banco Master.
05:31O que a gente está vendo
05:32é que eles alargaram tudo
05:34e, de repente,
05:36Denis,
05:36eles estão achando
05:37que a população
05:39foi na mesma deles
05:40e está aprovando essas coisas.
05:42Só que a população
05:44talvez tenha uma visão
05:44tão conservadora
05:45quanto a minha.
05:49Eu espero.
05:50Eu espero que sim.
05:51Mas eu, assim,
05:52sou bastante cético
05:53com relação a essas coisas.
05:54veja,
05:58eles estão tão à vontade
06:00na posição que ocupam
06:01que eles entendem
06:04que são seres ungidos.
06:07E seres ungidos
06:08não precisam
06:10de mecanismos
06:10de restrição de atuação.
06:13Ou seja,
06:14qualquer coisa que você faça
06:16que vá impedir o sujeito
06:18de tomar uma decisão
06:20numa certa ocasião
06:21que ele considera ser boa,
06:23razoável,
06:23justa,
06:25qualquer coisa que sugira
06:26que ele não deveria fazer
06:28daquela forma,
06:29segundo um determinado rito,
06:31para ele é uma ofensa pessoal.
06:33Então, a ideia
06:34de uma restrição de poder
06:36para a gente que tem tanto poder,
06:37eu não sou um técnico do direito,
06:39mas eu acho que ninguém
06:41há de discordar de mim
06:42quando eu digo
06:42que a Constituição brasileira
06:43conferiu poder demais
06:45aos ministros do STF,
06:47em especial,
06:49essa ideia da autocontenção.
06:50Não, olha,
06:51as leis,
06:52as restrições institucionais
06:54servem para vocês,
06:57que são mortais,
06:58que são aí meio idiotas.
07:00Aqui não,
07:01aqui no Olimpo,
07:02nós nos decidimos.
07:04Então,
07:05por que vocês estão nos cobrando?
07:07Eu nunca ouvi
07:08ninguém
07:09reclamando
07:10de ministro do STF
07:13dar palestra.
07:15Nunca vi.
07:15O problema sempre foi
07:17a associação dessas palestras
07:19pagas por quem,
07:21em que contexto,
07:23feitas,
07:24vamos dizer,
07:25de que forma
07:26isso foi conduzido.
07:27Nunca vi ninguém falando
07:28ah, não,
07:29porque um ministro
07:29não pode
07:30ministrar uma palestra
07:32num evento,
07:33seja lá o que for.
07:33É,
07:34que evento,
07:35em que contexto,
07:36quem está pagando.
07:38Será que é um acaso?
07:39Agora nós vimos aí
07:40essa semana explodindo.
07:42É um acaso
07:42puro e simples
07:43que depois
07:45que determinado
07:46ministro
07:47assume
07:48a sua posição
07:49no STF,
07:51o seu
07:51filho,
07:52parente,
07:53advogado,
07:54aparece com
07:54dezenas e centenas
07:56de causas.
07:57De repente,
07:58tem um santo
07:59que aciona
07:59esses advogados
08:00e fala assim,
08:01agora vocês vão começar
08:03a advogar no STF.
08:04Por quê?
08:05Eu nunca advoguei antes,
08:06eu tinha uma causa,
08:07duas lá,
08:08meio escondidas
08:08no STF.
08:09Agora eu apareci
08:10com 70,
08:11com 200 causas.
08:12eu apareci com um banco
08:14me pagando por trabalho
08:15que eu nem consigo provar
08:17que eu entreguei.
08:19Por quê?
08:21Então a gente tem que parar
08:22assim de relativizar
08:24essas coisas,
08:26esse tipo de delinquência
08:27comportamental.
08:30Eu fecho.
08:31Enquanto vocês comentavam,
08:33eu me lembro,
08:34eu como professor
08:34de filosofia antiga,
08:36eu exerço esse outro magistério
08:37como professor universitário.
08:39Os grandes legisladores
08:41da Grécia Antiga
08:42quando eles apresentavam
08:44um corpo de lei
08:44a uma determinada polis,
08:46em geral,
08:47eles tinham como praxe,
08:48não porque eram obrigados,
08:50eles tinham como praxe
08:51deixar a cidade,
08:53abandonar a cidade,
08:56que é a cidade
08:56a qual eles entregaram
08:58o corpo de leis
08:59encomendado
09:01a eles,
09:02legisladores.
09:03Para dizer assim,
09:04essas leis
09:04que eu entrego a vocês,
09:06eu não vou usufruir
09:07pessoalmente de nada disso,
09:08por isso eu vou embora.
09:09Estou falando de sexto século
09:12antes de Cristo.
09:13Olha,
09:14a degeneração dos valores morais
09:16a que chegamos,
09:18naturalizar uma coisa
09:19que não pode ser naturalizada,
09:21esse tipo de comportamento
09:22que é,
09:23sim,
09:24feito à margem da lei.
09:25A gente não pode falar
09:26que esses comportamentos
09:27são assim,
09:28exóticos.
09:29Ah,
09:30eu acho que isso é um comportamento
09:31meio exótico,
09:32né,
09:32do Toffoli,
09:33mandando sigilo em tudo,
09:35fazendo a cariação
09:37muito antes do tempo,
09:38pressionando o Banco Central.
09:40Ah, não,
09:40é uma coisa meio exótica,
09:41meio assim,
09:42heterodoxa.
09:44Não!
09:45Se não é legal,
09:47é um comportamento ilegal
09:48de um ministro
09:49do Supremo Tribunal Federal.
09:51E isso tem que ser dito
09:51com todas as letras.
10:02E isso tem que ser dito
Comentários

Recomendado