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O Republicanos entra em 2026 dividido entre apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ou preservar a relação com o governo Lula. O impasse reflete disputas regionais e estratégias eleitorais, enquanto o PSD de Gilberto Kassab libera palanques nos estados e mira ampliar sua bancada no Congresso.
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NotíciasTranscrição
00:00Seguimos aqui tratando dos bastidores da política, claro, as siglas mirando as eleições presidenciais.
00:08Inclusive tem uma informação, porque com Tarcísio de Freitas aparentemente fora da disputa presidencial
00:14e o PSD de Gilberto Kassab articulando um candidato próprio,
00:18o Republicanos entrou no ano eleitoral dividido entre se alinhar a candidatura de Flávio Bolsonaro
00:24ou preservar a relação com o governo Lula, defendida por parte da cúpula da sigla.
00:30O Misael Manetti, nosso repórter, está ao vivo acompanhando essas movimentações
00:35e vai trazer detalhes desse bastidor.
00:39Misael, conta para a nossa audiência como é que está a situação que envolve os Republicanos,
00:44um partido que, dependendo de como se olha, tem um alinhamento com a oposição.
00:50Mas há integrantes que defendem a manutenção desse apoio ao governo federal, é isso? Bem-vindo.
00:59É, antes da confirmação de Flávio Bolsonaro como um pré-candidato, existia aquela incerteza.
01:06Tarcísio vai ser pré-candidato à presidência da República ou não?
01:10E mesmo com essa confirmação de Flávio Bolsonaro agora, essa dúvida parece que ainda permanece.
01:16Nos bastidores e até fora deles, viu?
01:19Muito boa noite para você, Caniato, para todo mundo que acompanha os Pingos nos Is.
01:24Essa questão do Republicanos é muito influenciada por questões regionais.
01:29Como você mencionou, em algumas situações a gente vê a sigla apoiando partidos de centro-esquerda,
01:37por exemplo, em outros momentos, em outras regiões do Brasil,
01:41um claro apoio ao bolsonarismo ou a partidos de direita.
01:46E como há essa incerteza dentro da própria sigla, que incerteza,
01:52mesmo com a pré-candidatura confirmada de Flávio Bolsonaro pelo PL para ser presidente da República,
02:00parte de integrantes da sigla nos bastidores fica confuso e pensa,
02:05será que não é mesmo melhor Tarcísio tentar essa vaga ao Planalto?
02:11Então, isso gera aquela insegurança dentro do partido.
02:15Outros interlocutores já pensam diferente.
02:18A situação já chegou até aqui.
02:19Tarcísio de Freitas declarou apoio incondicional a Jair Bolsonaro.
02:24Então, vamos seguir esse caminho, vamos bater nessa tecla.
02:26Tem esses dois posicionamentos dentro da mesma sigla, mas gera um certo mal-estar.
02:34O cálculo do partido, ele leva em conta também as articulações em outros estados
02:39que aproximam os republicanos do governo Lula.
02:42E Pernambuco é citado como um dos grandes exemplos neste sentido, vamos dizer, de bifurcação.
02:49É isso, Misael Maenete trazendo os detalhes sobre quais serão os caminhos possíveis para os republicanos
02:57quando a gente olha para a eleição presidencial.
03:01Deixa eu só receber a rede, todos vão acompanhar a próxima informação trazida pelo Misael na íntegra.
03:07Os bastidores da política agora com o Misael Maenete.
03:09Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos conectados aqui em Os Pingos nos Is.
03:13Nosso repórter Misael Maenete em uma apuração trazendo os posicionamentos de figuras importantes do republicano.
03:21Agora, Misael, a gente fala do PSD fugindo da polarização.
03:26O presidente da sigla, Gilberto Kassab, vai permitir, inclusive, que políticos da sigla escolham qual lado apoiar nas eleições.
03:36Conta pra gente, não vai ter um direcionamento? Cada um vai seguir sua convicção, é isso?
03:43Como você mencionou agora há pouco, em outras eleições, isso vale pra agora,
03:49onde conseguirem mais cadeiras na Câmara dos Deputados, é por aí que a gente vai.
03:55Esse é o pensamento de Kassab, que, aliás, já é muito conhecido justamente por isso, por ter grande representatividade.
04:02Então, as lideranças, elas vão de acordo com cada representatividade em cada estado.
04:09Tem candidato à presidência e, mesmo assim, partidos, eles podem apoiar líderes das siglas.
04:15O que eu tô querendo dizer aqui, né?
04:17A gente tá numa situação que Kassab, agora, ele tem Eduardo Leite, ele tem o Zema e ele tem o Ratinho Júnior.
04:25Kassab já tava declarando um apoio incondicional, por exemplo, a Tarcísio de Feitas do Republicanos.
04:31E dizia lá atrás, se Tarcísio não sair à presidência da República, eu vou com o Ratinho Júnior.
04:38Agora surgem essas três opções, provavelmente, né?
04:42A gente tem, então, um pré-candidato pelo PSD e os outros tentem uma cadeira no Senado.
04:47Então, essa é uma situação e tem essas situações regionais que eu mencionei que podem favorecer um apoio do PSD,
04:55tanto pra centro-esquerda quanto pra centro-direita.
05:00Por exemplo, no Rio de Janeiro, prefeito Eduardo Paes, ele que é pré-candidato ao governo,
05:05já se comprometeu com a reeleição do presidente Lula do PT.
05:09Em estados como Amazonas e Bahia, a legenda também deve integrar coligações alinhadas ao PT,
05:15sem obrigação de seguir o palanque presidenciável do próprio partido.
05:20Então, a gente vê uma diferença muito grande se a gente comparar o São Paulo com o Rio de Janeiro, por exemplo.
05:26De acordo ainda com o Kassab, a expectativa é eleger entre 80 e 90 deputados federais,
05:33número grande, né, em relação aos 47 parlamentares atuais que Kassab possui,
05:39considerando que a representação na Câmara influencia diretamente na divisão dos recursos,
05:45como o fundo partidário e também o fundo eleitoral.
05:48Para finalizar, o PSD planeja disputar governos em diversos estados.
05:53Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe e Maranhão,
06:00mas não vê a necessidade de amarrar esses palanques à candidatura nacional do partido.
06:06É aquela história.
06:07Pisca pra um e pisca pra outro e pra ver onde consegue mais cadeiras na Câmara dos Deputados.
06:13Caniato?
06:14É isso, os bastidores do PSD e do Republicanos, com o Misaio Maenete,
06:18que segue acompanhando essas movimentações, ele volta com a gente ao longo da programação.
06:23Um abração pra você.
06:25Deixa eu, só a direção confirma pra mim, se eu já posso...
06:29Tá, deixa eu chamar então os nossos comentaristas, daqui a pouco a gente vai ter um break comercial.
06:34Mas começando de trás pra frente, Dávila, essa estratégia do PSD não é uma novidade, né?
06:40O PMDB fazia isso, liberava os estados pra apoiar o candidato à presidência.
06:48A intenção é aumentar o número de cadeiras no Congresso Nacional, né?
06:52Ou seja, a estratégia regional tem determinado, inclusive, o palanque nacional.
06:56É isso, né, Dávila?
06:57É isso mesmo, Caniato.
07:00Desde a fundação do partido pelo CARSAB, em 2011, o PSD sempre preferiu liberar o partido
07:08pra apoiar o candidato que quiser, e isso fez com que ele construísse um dos maiores
07:13partidos brasileiros, com o maior número de governadores, uma das maiores bancadas no
07:18Congresso Nacional, e provavelmente o recordista hoje em número de prefeituras.
07:23Mas essa estratégia, Caniato, não funciona quando o partido resolve lançar um candidato
07:31à presidência da república.
07:32Ou seja, é muito difícil você dizer que seu partido agora tem um candidato à presidência
07:39da república e libera a bancada.
07:41É algo muito estranho.
07:43A história de liberar a bancada, como sempre fez o PSD, é fruto de uma escolha de não ter
07:51candidato à presidência da república.
07:53No momento que você tem candidato, fica muito difícil repetir a fórmula do passado.
08:00E provavelmente é isso hoje que deve tirar o sono de Gilberto Caçabe.
08:05Pois é, mas é uma situação curiosa, né, Musa?
08:08Porque por mais que faça sentido pro cacique partidário pensar nessa estratégia olhando
08:14para aquele estado específico, quando a gente olha pro todo, né, eu fico imaginando o eleitor,
08:20pera lá, mas nesse estado o governador tá com o presidente Lula e naquele outro estado
08:27o fulano tá apoiando o Flávio Bolsonaro?
08:30Parece que as coisas não encaixam, mas vai entender, né?
08:33Tudo pelo voto, Musa?
08:35Tudo pelo voto.
08:36Um dos grandes pontos que nós vivemos hoje é que, se é que alguma vez foi mais,
08:41acredito que sim, tenha sido mais profundo, mas hoje não há mais debate, como o Davila falou,
08:47debate verdadeiro de ideias, debater conceitos, debater planejamentos de longo prazo, não existe isso.
08:53Você vota em A porque você rechaça o B, ou você vota em B porque você rechaça o A.
08:58Esse é o grande ponto.
08:59E aí a máquina de publicidade da própria política faz você entrar nessa polarização
09:04e brigar pelo seu político de estimação, sem sequer ter lido uma ou duas páginas do programa de governo dele,
09:10sem sequer saber se ele defende as ideias pelas quais você defende no seu âmbito privado.
09:16E tudo isso é um mecanismo que vai acontecendo no nosso dia a dia que a gente sequer percebe.
09:21Então planos de governo ficaram de lado, talvez porque no Brasil tenhamos trinta e poucos partidos
09:26e convenhamos, não dá pra ter trinta e poucos ideologias.
09:29Você tem ali uma máquina de atração de capital pra sugar e parasitar em cima do orçamento
09:35que é determinado pelo pagador de imposto em última instância.
09:38Então, obviamente, se nós levássemos em consideração que um determinado partido,
09:44um determinado político, ele tá com um pé em cada canoa,
09:47sendo que cada canoa defende coisas completamente opostas, antagônicas,
09:52realmente não faria sentido algum.
09:54Mas pensando nesse parasitismo em cima do orçamento,
09:59talvez muitos e grande parte do brasileiro não se inteira no dia a dia da política
10:03porque tá tão preocupado com grandes problemas que tem no seu entorno
10:07e pra conduzir a sua vida, que sequer percebam isso.
10:10E vejamos aperrações como essa.
10:12Vamos apoiar um candidato ou colocar um candidato aqui na direita,
10:17mas vamos apoiar, mas vamos manter a nossa base aqui no governo do Lula, da esquerda,
10:22pra manter os nossos privilégios.
10:23Brasil de hoje.
10:25Pois é, mas se essa é a estratégia, ele já dá a resposta, então,
10:28que o PSD não vai lançar candidato à presidência?
10:31Porque só faltava essa, né?
10:32O governador não apoiar o candidato do próprio partido.
10:35Você, Mota, dá pra entender essa estratégia de Gilberto Kassab?
10:40Os candidatos ao governo poderiam apoiar qualquer candidato à presidência.
10:43Lula, Flávio Bolsonaro, Zema, estariam liberados.
10:48A intenção é aumentar o número de cadeiras na Câmara dos Deputados.
10:51Nada que a política brasileira já não tenha visto muitas vezes, né, Caniato?
11:00Em ano eleitoral, cada partido tem a sua estratégia.
11:05E, em alguns casos, a estratégia é esperar pra ver o que vai acontecer.
11:09Porque muita gente ainda aposta em grandes mudanças no cenário político eleitoral.
11:18Enquanto isso, o partido vai colocando um pé em cada canoa.
11:24Essa estratégia, Caniato, um pé em cada canoa no Brasil, tem uma longa tradição de sucesso.
11:32Com certeza.
11:34Qualquer dia poderíamos compilar, né, três casos emblemáticos de partidos ou de figuras que ficaram com o pé em cada canoa e no que isso deu.
11:43Dávila, a gente troca porque o assunto, porque o nosso repórter também destacou os bastidores do Republicanos,
11:49que estaria dividido entre apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro,
11:54mas não largando a mão do presidente Lula, né, vislumbrando a possibilidade de Lula conseguir a reeleição.
12:03É preciso olhar para o Republicanos, um partido oriundo da Igreja Universal,
12:07ou seja, tem uma agenda mais conservadora, mas já apoiou vários projetos do Partido dos Trabalhadores, né,
12:13integrou base de Lula, base de Dilma Rousseff, antes não era Republicanos, acho que era PRB,
12:20era o PRB, e hoje Republicanos.
12:22Agora, fica uma situação complicada quando a gente olha para algumas figuras do Republicanos, como Tarcísio de Freitas.
12:31É, mas se a intenção do partido é fazer bancada e não ter candidato, faz todo sentido, é estratégia que a Sabe.
12:41Vamos abrir mão da candidatura presidencial, deixar com que cada aula do republicano apoie o candidato que dê maior voto localmente.
12:50Então, se no Nordeste for o Lula, é o Lula, se em São Paulo for o Tarcísio e o Bolsonaro, o Flávio Bolsonaro vai ser assim.
12:58Então, essa é uma decisão estratégica.
13:00O partido precisa ter a seguinte decisão, se ele quer aumentar a sua bancada,
13:06ou se ele quer ter uma candidatura presidencial para ajudar a alavancar a sua bancada.
13:11Então, tem duas maneiras de pensar a política.
13:14Uns partidos acreditam no seguinte, bom, para eu conseguir eleger o maior número de deputados,
13:19eu preciso ter o tal do puxador de voto, que são os cargos majoritários.
13:23Eu preciso ter candidatos competitivos nos governos estaduais,
13:26eu preciso ter um candidato competitivo à presidência da República.
13:28Outros partidos pensam como o PSD, libera o partido e aí cada um faz o seu palanque estadual
13:38de acordo com a realidade local e isso faz com que o partido tenha o maior número de votos.
13:43São duas estratégias distintas.
13:46O republicano precisa escolher qual é a estratégia que eles vão apostar.
13:50Pois é, e é uma situação curiosa, porque os republicanos faziam parte da base da Dilma.
13:57Depois, na eleição de 2018, fechou aquela chapa com uma porção de partidos para apoiar Geraldo Alckmin.
14:06Daí Alckmin não performou bem, decidiu apoiar Jair Bolsonaro no segundo turno.
14:10E foi base de Jair Bolsonaro durante toda a gestão.
14:14E aí tem aquela avaliação, né?
14:16Para que lado vai os republicanos?
14:18Você, Musa, se nós olharmos a agenda do partido, natural que apoie Flávio Bolsonaro.
14:25Porém, há outros ingredientes em jogo, né?
14:29Muitos outros, como a gente vem comentando agora.
14:32E se você ainda vê um jogo desse, olha, o partido é mais à direita e está apoiando alguém
14:39que é de outro partido e ele considera mais à direita do que ele,
14:43você ainda vê muitas semelhanças dentro das ideias,
14:46mas coisas tão antagônicas como essa, não.
14:50Então, fica muito óbvio que, pelo conceito geral,
14:53ele teria que apoiar o Flávio, se de fato for o Flávio como candidato.
14:58Mas não me surpreenda que eles mantenham isso um pezinho aqui ou um pezinho lá.
15:03Lembra, gente?
15:04Nós somos meros espectadores.
15:06Financiamos, por isso, meros espectadores que não podemos interferir nessa discussão.
15:13Talvez ali entre eles sentem, tomem um bom uísque e negociem coisas que a gente jamais pode saber,
15:19porque, afinal de contas, coloca em sigilo, né?
15:22Transparência para a gente que financia.
15:24Isso é um mero detalhe.
15:24Pois é, pessoas da nossa audiência, acho que o Mota tem a memória mais apurada em relação a essa figura,
15:31porque ele foi prefeito do Rio de Janeiro, né?
15:33Um dos principais nomes dos republicanos é o Marcelo Crivella, né, Mota?
15:38Que, salvo engano, foi ministro da pesca de Dilma Rousseff e depois disputou a prefeitura do Rio de Janeiro e ganhou, né?
15:48Aquele célebre caso da Márcia, né?
15:51Quem não se lembra do caso da Márcia lá no Rio de Janeiro?
15:55Você, Mota, o Republicanos flertando com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
15:59Muitos entendem que seria o mais adequado em razão dos posicionamentos da sigla,
16:04mas há quem entenda que o Republicanos poderia também apoiar a reeleição de Lula a depender das articulações e negociações.
16:15Isso é a regra.
16:17Não é a exceção, Cariato.
16:19A regra na política é essa.
16:22A regra na política são as considerações práticas dos políticos.
16:28Eu falei isso algumas semanas aqui e falei na minha live também.
16:33Muitas vezes nós, cidadãos comuns, eleitores, nos iludimos,
16:38achando que esse ou aquele político, porque tem aquele discurso bonito,
16:44cheio de palavras sofisticadas,
16:46de que eles têm as mesmas ideias que nós temos,
16:50os mesmos, defendem os mesmos conceitos, os mesmos valores.
16:55Na verdade, a maioria deles tem considerações muito práticas.
16:59É a verba para o partido, a verba para a emenda e os votos,
17:05porque sem votos os políticos não existem.
17:09Então, isso que a gente está vendo aí é o que acontece na maior parte do tempo.
17:14Não faltam exemplos.
17:16A gente poderia fazer aqui um programa inteiro falando das figuras que surgiram na política em 2018,
17:24se dizendo conservadores, de direita, defensores da família, da pátria,
17:31e ficaram ao longo do caminho durante esses anos,
17:36muitos com a maior cara de pau, como se nada tivesse acontecido.
17:42Eles eram de direita, chegavam até a ser chamados de extrema-direita.
17:47Meses depois, estavam de braços dados com a esquerda,
17:53defendendo pautas do governo, nada mais normal.
17:56O eleitor não deve ver isso como um motivo para desanimar ou desistir.
18:04Na verdade, isso é um chamado à realidade.
18:08É uma lembrança de que nós temos que cuidar da nossa própria vida.
18:13Em todos os lugares do mundo, em todas as épocas,
18:18os políticos pensam primeiro neles, segundo neles, terceiro neles.
18:23Pois é, pessoas da nossa audiência, algumas, escreveram que acham pouco provável
18:28que os republicanos apoiem a reeleição do presidente Lula por conta da figura de Tarcísio.
18:33E até uma pessoa escreveu que o Tarcísio é a grande estrela do partido.
18:37Não fariam isso com ele.
18:39Dávila, o fato de ter uma figura tão importante quanto o Tarcísio,
18:42isso determina alguma coisa?
18:45Quando o cacique partidário desenha a estratégia para aumentar o número de cadeiras,
18:50isso faz alguma diferença?
18:51Não faz.
18:54A diferença é se terá candidato ou não a presidência da República,
18:57porque, evidentemente, o eleitor dos republicanos em São Paulo
19:01está alinhado com Tarcísio e Flávio Bolsonaro.
19:04Agora, o eleitor dos republicanos na Bahia ou em Pernambuco
19:09não está necessariamente alinhado com Flávio Bolsonaro.
19:14Então, essa é a realidade.
19:16A mesma coisa com o PSD. O PSD na Bahia é Otto Alencar, é Lula.
19:21Não tem nada a ver com a direita.
19:24Então, a grande estratégia do partido é se a prioridade é aumentar bancada,
19:31liberando o partido, não tendo candidato à presidência da República,
19:35e você vai fazer chapas de acordo com a realidade local,
19:38ou se é mais fácil eleger o maior número de parlamentares
19:43apoiando uma candidatura presidencial.
19:46Esta é a reflexão que determina qual é o curso que um partido seguirá.
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