A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país deve encerrar a influência dos Estados Unidos sobre a política interna. A declaração reforça o discurso de confronto do governo Maduro com Washington.
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NotíciasTranscrição
00:00Outro assunto que repercutiu bastante no cenário internacional é que a Delci Rodrigues, a presidente da Venezuela, declarou que o país deve encerrar a influência dos Estados Unidos sobre a política interna, hein?
00:11Que recado ela deu para o povo venezuelano, Eliseu?
00:15Como diria aquela cantora que você gosta, Cássio Zemanita? Blá, blá, blá, blá, viu?
00:20Delci Rodrigues, presidente interina da Venezuela, por um prazo máximo de três meses, foi empossada pelo próprio irmão Jorge Rodrigues, presidente da Assembleia Nacional.
00:30Eles estão ali em charge, como dizem por aqui, eles estão comandando de fato a Venezuela desde que Nicolás Maduro foi preso lá.
00:38Aliás, Nicolás Maduro e a esposa seguem presos aqui em Nova York, na verdade no Brooklyn, uma cidade do lado, estão aguardando julgamento.
00:46Já tem uma audiência até programada, prevista para o próximo dia 17 de março com eles.
00:50Mas enquanto isso, a ex-enturrage dele, porque a Delci era vice-presidente da Venezuela, era braço direito de Nicolás Maduro.
00:58Ela assumiu o poder e ela manteve o regime de Maduro.
01:01Lá para os nossos vizinhos venezuelanos, na prática, nada mudou.
01:06O regime de Nicolás Maduro segue ditando as regras.
01:08Só que ela foi ontem participar de um evento em Caracas e disse, olha, eu estou de saco cheio, eu estou farta dos Estados Unidos.
01:16Eles ficarem se metendo aqui, nós somos soberanos, nós temos aqui a nossa autonomia, nós somos um país que temos os nossos direitos e deveres e tudo mais.
01:25E claro, foi muitíssimo aplaudida por quem estava lá.
01:28Mas aqui nos Estados Unidos, Caracas, o que se fala?
01:31Blá, blá, blá, blá.
01:32Há um acordo entre eles, Donald Trump e os irmãos Rodrigues.
01:35Quem manda de fato é Donald Trump em dois quesitos que para ele são importantes.
01:39Comércio, aquela relação com o petróleo, terras raras, etc.
01:45E também relação bilateral com outros países, Rússia e China, que a gente estava falando agora há pouco.
01:51Então, basicamente, Donald Trump fez com eles um acordo que foi o seguinte.
01:54Olha, vocês ficam aí, vocês comandam o país de vocês, está tudo certo.
01:58Por mim está tudo tranquilo.
01:59Mas, nesses dois itens, comércio exterior e relações exteriores, Washington, Casa Branca, Donald Trump é quem manda e vocês só obedecem.
02:10Então, foi meio que assim, o mais do mesmo.
02:13Foi uma tentativa de mostrar que, olha, somos independentes e tentar arrefecer, diminuir mesmo ali a pressão sobre ela, sobre o irmão dela,
02:21até por parte de quem apoia o regime deles.
02:24Eu chamo de regime porque eles só continuam aquilo que Maduro fazia.
02:29Eles só continuam no poder com uma espécie de Maduro 2.0.
02:34Cassius, a gente vai seguir daqui acompanhando, que nem houve resposta de Donald Trump e nem deve ter.
02:39Isso aí está, segundo a Rádio Corredor aqui, a Rádio Peão, como a gente chama no Brasil,
02:44está mais do que acordado.
02:45Donald Trump não está ligando, não.
02:47É isso aí, Elisão Caetano, trazendo todos os destaques diretamente dos Estados Unidos.
02:51Elisão Caetano, que é dono do maior PIB aí da Flórida.
02:54Olha só onde ele mora, gente.
02:55Rua com palmeiras, casas milionárias.
02:58Ele fala, ele rima porque ele sabe que ele está bem.
03:00Ele é rico também em formação.
03:02É, tu sabe, sabe.
03:04Bom, gente, vamos chegar agora, inclusive, eu quero conversar com o Fábio Piperno.
03:07Piperninho, sem blá, blá, blá, como segundo o Elisão Caetano falou, que foi essa conversa.
03:12A Desil Rodrigues, ela está tentando equilibrar os pratos.
03:15Tem um tom, tem um discurso que faz para o eleitorado, para o povo venezuelano,
03:19mas, ao mesmo tempo, ela precisa se curvar algumas vantagens, ou pelo menos algumas vontades, né, de Donald Trump.
03:25Quando você analisa este cenário, você acha que justamente ela falou da boca para fora?
03:29Ah, eu acho que uma coisa é o discurso para o público doméstico, né?
03:34Ah, somos aqui, soberanos e tal.
03:36Outra coisa é a subserviência ao novo imperador.
03:40Primeiro, acho que a primeira coisa que a gente tem que entender no caso da Venezuela
03:46é que esse é mais um exemplo de um país, de uma estrutura de poder
03:52em que o presidente não pode confiar muito no vice.
03:56Eu continuo bastante desconfiado sobre o papel dela nesse episódio todo
04:02que culminou, então, com o sequestro do Maduro.
04:06E isso aconteceu.
04:08Alguém que entrou no país e levou embora alguém que foi à força, né?
04:14Enfim, acho que isso não tem outro nome.
04:17De qualquer forma, é claro que ela deve obediência.
04:22E é óbvio que ela não vai poder falar isso internamente.
04:27Em relação aos Estados Unidos, também eles não estão nem aí, estão um pouco se lixando.
04:33Ninguém está se importando com os discursos da dona Delci.
04:37Mas sim, em relação ao que ela vai efetivamente fazer.
04:40Porque em relação aos discursos, entra por um ouvido e sai pelo outro.
04:46Os Estados Unidos é que estão monitorando todas as negociações envolvendo petróleo.
04:52Liberaram até um dia desse aí um navio lá pra ir pra Europa e vender petróleo lá.
04:57E isso é o que, de fato, importa em relação à Venezuela.
05:01Foi uma ação, foi uma intervenção pra controlar a indústria petrolífera.
05:08Isso tá muito claro.
05:09Aliás, poucos dias depois, o presidente Trump reuniu todos os CEOs das maiores indústrias petrolíferas americanas
05:17pra fazer o rateio.
05:19Alguns aceitaram, outros não.
05:21E o que tá em jogo é isso.
05:22Ô Zé, como é que você analisa também, pelo menos, essa manifestação por parte da Delci Rodrigues
05:28batendo de frente com o Donald Trump?
05:31Eu acho muito difícil analisar o que aconteceu ali na Venezuela, né?
05:36É impossível, impossível por mais poderio bélico que se tenha,
05:41que se faça uma extração de presidente, que é a palavra correta, né?
05:45Do banco, sem uma comunicação e sem ali um consentimento interno do grupo mais próximo do ex-presidente, né?
05:55Maduro.
05:56E aí entra a vice-presidente, que todos achavam aliados demais e ela aceita todas as regras ali imediatamente.
06:05E agora essa relação está meio esquisita, não morde e assopra.
06:08Ela tem que conter internamente, porque existe um grupo ali forte que defende o governo Maduro, né?
06:16Eles estão controlados e não sabem exatamente o que está acontecendo fora
06:20e não sabem exatamente o que vai acontecer se o regime mudar.
06:23Por quê?
06:24São sanguessugas e vivem do Estado venezuelano.
06:28E quem está fora está morrendo de fome ou fugindo do país.
06:31Então a gente não sabe exatamente o que ela quer dizer e se combinou antes com o grupo do presidente Donald Trump,
06:40o que falaria para controlar ali a situação.
06:43Então pode ser que ela esteja sendo alimentada de informações e de parâmetros pelas autoridades norte-americanas.
06:51Mas é uma relação muito estranha.
06:54O Alangani, em relação também, né, o fato dos Estados Unidos, né, cada vez mais tentando utilizar,
06:59pelo menos, a possibilidade de utilizar a força na tentativa de ganhar mais influência
07:03e também com a justificativa de combater o narcotráfico,
07:06é uma forma também, ou pelo menos uma política que Donald Trump vem adotando
07:10nesse segundo mandato dele da política de enfrentamento?
07:14Ah, exatamente.
07:15É uma política externa que é bem comum nos Estados Unidos.
07:20Uma política externa intervencionista.
07:22E é curioso porque, geralmente, presidentes dos Estados Unidos se elegem com discurso bem contrário a isso.
07:29Olha, o próprio Obama também.
07:31Ora, vamos cuidar dos problemas internos.
07:34Quando chegam lá, acabam adotando uma política bastante intervencionista.
07:39Seja pelo soft power, seja pelo hard power.
07:42Com o Obama, o que a gente observou, a primavera árvore.
07:45Os Estados Unidos patrocinando a primavera árvore,
07:47que acabou resultando ali, muitas vezes, em governos piores do que aqueles ditadores
07:54que ocuparam governos anteriormente.
07:57E agora, Donald Trump também.
07:59Ele faz um discurso ali, durante a campanha, que é um discurso,
08:03olha, vou cuidar da imigração, de fato, isso ele tem cuidado mesmo.
08:06Vou cuidar dos problemas econômicos internos,
08:09mas os Estados Unidos não vão se meter mais em questões externas.
08:13O que a gente observa, Cássio, é exatamente o contrário.
08:16Então, os Estados Unidos abriram várias frentes,
08:18uma na faixa de Gaza, outra no Irã, outra na Venezuela, até na Nigéria.
08:23Então, ele vai abrindo, Groenlândia, ele vai abrindo várias frentes
08:28e isso vai exatamente do lado oposto do seu discurso de campanha
08:34e da promessa para a base do MAGA.
08:36Ô, Lucas, como é que você enxerga também essa estratégia adotada por Donald Trump
08:40para conseguir avançar nos seus interesses territoriais e também de influência?
08:44Eu acho que tem dado muito certo, viu?
08:47Esse governo do Trump, ele está tendo, sim, conquistas,
08:50ele tem entregado resultados que ele pode virar para a base dele e falar,
08:53olha, as promessas de campanha que eu estou buscando cumprir,
08:56conseguir entregar muita coisa.
08:58Agora, em relação ao discurso da Delci,
09:01a chega de ordens de Washington é muito parecido com o que a gente falou
09:04sobre o Lula agora na última pauta, né?
09:06Para a base fala uma coisa, mas na prática se comporta de outra forma.
09:10Vamos lembrar que na semana passada a gente comentou justamente que a Venezuela
09:14já está fechando negócios com os Estados Unidos,
09:17o que aumenta a suspeita levantada pelo nosso amigo Piperno aqui, né?
09:21Que falou, pô, parece muito que teve ali uma participação do próprio regime Maduro
09:27para entregar a cabeça dele.
09:29Sim, de fato, parece que estava muito insustentável,
09:31porque logo depois que o Nicolás Maduro sai,
09:34logo depois que ele é preso, capturado, sequestrado,
09:36usem o termo que preferirem aí,
09:38o mesmo governo que estava lá, que é o governo chavista,
09:42já está fazendo negócios com os Estados Unidos.
09:44Então, por um lado, ela diz, chega de ordens de Washington,
09:48por outro, ela já está fechando o negócio,
09:49já recebeu mais de 300 milhões de dólares em barris de petróleo.
09:53Enfim, me parece que o Trump está conseguindo o que ele quer nesse caso também.
09:57Piperno, em relação também aos interesses de Donald Trump,
10:00parece que tem dois interesses certeiros,
10:03chamados Rússia e China.
10:04Sim, mas aí que está o negócio.
10:07Rússia e China também,
10:09ofesso para você que nenhum deles está perdendo o sono
10:12por conta desse tipo de ameaça.
10:13A China fechou 2025 com o seu superávit recorde,
10:181 trilhão e 100 bilhões de dólares de superávit.
10:22Foi o melhor ano do comércio exterior da China.
10:26A China, as pessoas têm que entender que a China
10:28não é uma potência intervencionista.
10:31A China não vai sair por aí promovendo guerra e invadindo o país.
10:34A compensação, ela quer fazer negócio e quer, sim, conquistar mercados
10:40e conquistar áreas de novos negócios.
10:42Não é ator.
10:43Por exemplo, aqui no Brasil,
10:45a China aumenta os investimentos todo dia
10:49e você vê, inclusive, uma reação das indústrias automobilísticas
10:56que já estavam operando aqui no Brasil.
10:59Elas pressionam o governo para que o governo crie novas medidas
11:03protecionistas contra o avanço chinês.
11:07Porque a China, de forma extremamente competente,
11:11veja, a China não vem com a faca,
11:13a China não vem com arma no pescoço de ninguém para fazer negócio.
11:16A China conquista.
11:19A China é extremamente competente,
11:22extremamente produtiva
11:24e sabe fazer isso e vai fazendo cada vez melhor.
11:28E é isso que assusta.
11:29Não só os Estados Unidos, como a própria Europa,
11:32que também já adotou uma série de medidas protecionistas.
11:36Alangão, inclusive você tocou numa expressão interessante
11:38que são as terras raras.
11:40A China tem total interesse também nisso,
11:43tem um poder muito grande, o Brasil também.
11:45Os olhos dos Estados Unidos estão voltados também a esses elementos?
11:49Ah, com certeza, né?
11:50Porque isso, Cássio, é vital para a indústria norte-americana.
11:54Então, a indústria de tecnologia precisa desses minerais,
11:5816 ou 17 minerais,
12:00que são essenciais para o funcionamento da indústria de tecnologia,
12:05além também da própria indústria bélica,
12:07que usa componentes de terras raras
12:11e a própria tecnologia que se usa também na indústria bélica.
12:14Então, isso é o grande calcanhar de Aquiles dos Estados Unidos.
12:19E aí é bastante interessante para o Brasil,
12:21porque o Brasil tem a segunda ou terceira, se eu não me engano,
12:24maior reserva de terras raras do planeta.
12:27Só que a gente ainda não tem nem capacidade de extração,
12:30ou tem pouca capacidade de extração e pouca capacidade de refino.
12:34Então, talvez, seria muito interessante uma parceria,
12:37aí no caso, com os Estados Unidos,
12:40numa relação ganha-ganha.
12:42O Brasil ganharia com recursos, com dinheiro,
12:45com capacidade de exploração,
12:48os dividendos das terras raras,
12:50ao passo, Cássio, que os Estados Unidos ganhariam
12:52com recurso estratégico e não ficaria na mão da China.
12:56Hoje, 90% do refino de terras raras do planeta está na mão da China.
13:01Lucas, acredita, então, que a questão de Donald Trump
13:05não vai sossegar, ou pelo menos vai tentar cada vez mais avançar
13:08com a sua influência ou barrar a influência de outros países
13:10até conseguir a anexação da Groenlândia?
13:14Eu creio que sim.
13:15Acho que ele vai se sair por cima nesse negócio.
13:18Talvez ele não consiga exatamente incorporar o território da Groenlândia,
13:23aumentar os Estados Unidos.
13:25No fundo, o Trump gostaria até de sair cantando essa vitória.
13:28Eu fui um presidente americano que aumentou o território dos Estados Unidos.
13:30Acho que não vai chegar a tanto, mas ele vai insistir
13:33até ele ter o controle ali, até ele obter da Groenlândia o que ele quer.
13:37Sejam as terras raras, seja o petróleo, seja o controle da Rota do Ártico,
13:42seja tirar a Rússia e a China definitivamente daqui do local.
13:45Eu acho que ele vai fazer isso sim.
13:46E o Trump, ele está fazendo o que eu já chamei aqui
13:49de método Pablo Escobar de negociação.
13:52O Pablo Escobar, como é que ele fazia?
13:53Era plata ou plumo que ele oferecia ali para os agentes colombianos?
13:57Vai ser prata ou chumbo?
13:59Quer dizer, se você se submeter ao meu interesse,
14:03você vai ser muito beneficiado com isso.
14:04Vide novamente a Venezuela que está fechando negócios multimilionários
14:08com os Estados Unidos.
14:09Agora, quem não se submeter aos meus interesses,
14:12vai tomar porrada.
14:13Esse é o método que o Trump vem adotando
14:15e ele vem tendo muito sucesso com isso.
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