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Diversos ministros do governo federal devem deixar seus cargos nos próximos meses para disputar as eleições de 2026. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou sua pré-candidatura ao Senado pelo estado do Paraná. Reportagem: André Anelli.

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Transcrição
00:00Vamos falar agora de ano eleitoral, os ministros do governo Lula devem deixar as pastas para se candidatar a algum cargo no Congresso Nacional.
00:07Quem vai trazer as informações é o nosso André Anelli e o objetivo do governo é aumentar com isso o apoio no Congresso se Lula partir para o quarto mandato.
00:17Não é mesmo, André Anelli? Bem-vindo.
00:22Exatamente isso, Evandro. Muito boa tarde a você e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:27Inclusive, o maior exemplo dessa debandada dos ministérios para que justamente então os ministros se tornem candidatos em 2026, aconteceu no dia de ontem uma postagem nas redes sociais.
00:41A ministra das Relações Institucionais aqui do Palácio do Planalto, Glaze Hoffman, confirmou que é pré-candidata ao Senado em 2026.
00:50A publicação é acompanhada de uma foto em que ela está ao lado do presidente Lula, também próxima do presidente do Partido dos Trabalhadores, o PT, Edinho Silva, e com a presença inclusive do presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri.
01:07E foi durante essa conversa então que acabou acontecendo a decisão de Glaze Hoffman se tornar candidata ao Senado, nas palavras dela, ainda de acordo com essa publicação nas redes sociais,
01:20para cumprir aquilo que é a determinação, que é o projeto político do presidente Lula.
01:27A gente destaca que o presidente Lula tem tentado construir palanques mais fortalecidos em todos os estados por dois motivos.
01:36O primeiro deles é para ajudar na campanha da reeleição dele aqui à presidência da República.
01:42E o segundo e principal motivo é que esse ano são duas vagas para o Senado, e isso preocupa, de certa forma, o Partido dos Trabalhadores,
01:51porque caso a direita consiga, a grande maioria dessas duas vagas nos estados pelo Brasil, pode acabar conseguindo uma maioria direta no Senado Federal,
02:03fazendo com que sejam possíveis então alguns trâmites, algumas questões como, por exemplo, votação de impeachment de presidentes ou de ministros do Supremo Tribunal Federal do STF.
02:17Então, para barrar esse superpoder que a direita teria ao conquistar a grande maioria dos senadores,
02:25o que o presidente Lula tem pedido é para que aqueles nomes considerados mais populares de cada estado
02:31se coloquem à disposição para a candidatura, em especial ao Senado.
02:36Só que Glaise Hoffman, apesar de ter tido uma votação muito expressiva no estado do Paraná, de onde ela é a representante,
02:43ela, esse ano de dois mil e vinte e seis, vai ter uma grande concorrência, porque alguns nomes já se colocam como pré-candidatos
02:50e também com uma alta votação e com uma alta popularidade junto à população.
02:57É o caso, por exemplo, de Felipe Barros, também Jeffrey Schickini, Cristina Grêmio, todos eles como pré-candidatos ao Senado
03:05e com potencial de vencer. E ainda tem o fato de o governador do estado, Ratinho Júnior, ser pré-candidato à presidência da República,
03:14mas caso não consiga, aí ele seria, então, candidato ao Senado, o que diminuiria, pelo menos em tese, uma vaga,
03:22já que Ratinho Júnior tem uma grande aprovação no estado do Paraná e conseguiria com mais facilidade essa vaga no Senado.
03:29Então, diante de todo esse tabuleiro do processo eleitoral, o presidente Lula tem colocado alguns de seus nomes mais populares
03:38do primeiro escalão à disposição para candidatura, em especial ao Senado, como foi o caso de Glaze Hoffman.
03:45Evandro.
03:46Valeu, Anneli, bom trabalho.
03:47Ô, Mano Ferreira, você vê uma boa estratégia essa de colocar, de se tirar os ministros, tentar eleger todo mundo
03:53para ver se a base do governo fica mais forte agora em dois mil e vinte e sete?
03:57Olha, Evandro, parece ser a única estratégia possível para o PT, dada a ausência de renovação dos seus quadros, né?
04:02O PT tem tido muita dificuldade de revelar novos talentos para a política.
04:08Quando a gente olha, né, todos os primeiros, os grandes nomes do partido,
04:13são nomes que estão na política há muito tempo e que já ocupam esse lugar de protagonismo, né?
04:19Fala, Cássio.
04:21Tem razão, o Anneli citou duas estratégias.
04:23Mas eu acho que a principal delas não são candidaturas fortes nesses estados.
04:30Mas o PT, o presidente Lula, no seu projeto à reeleição, tem muita dificuldade na região sul e na região sudeste.
04:38Então ele precisa formar palanques fortes nestas regiões para que o seu adversário não abra uma grande diferença nesses locais.
04:47Então, o Gleisi Hoffmann, por exemplo, se a gente olhar para as pesquisas no Paraná, ela tem pouca probabilidade de ser eleita.
04:55Mas ela abriu mão de uma eleição fácil para a deputada em prol de um projeto maior.
05:00Fernando Haddad já deu todos os indicativos e expressou, inclusive, que não quer ser candidato em São Paulo.
05:07Mas talvez vacilo em prol de um projeto maior.
05:10E Lula tem conseguido, pelo menos até aqui, que os seus aliados abram mão dos próprios sonhos e da própria identidade, por vezes,
05:20em prol do projeto dele de reeleição à presidência da República.
05:24Fala, Mano.
05:25E aí vale dizer que as chances de êxito do PT aumentam, especialmente na região sul, caso haja uma grande fragmentação entre as candidaturas de direita.
05:36E aí vale olhar o que está acontecendo em Santa Catarina, na disputa quase fraticida, uma guerra civil dentro da direita,
05:46em função da realocação de Carlos Bolsonaro, que era vereador no Rio de Janeiro, vai ser, ao que tudo indica, candidato ao Senado por Santa Catarina,
05:58gerando toda uma mudança no tabuleiro que não está sendo bem aceita.
06:03Inclusive por parte da população, porque as pessoas apoiam de maneira quase que permanente e inteira os candidatos que hoje estão eleitos por aquele Estado.
06:13Porque os catarinenses são muito fiéis aos seus representantes políticos.
06:17Exatamente. Então o que pode acabar acontecendo é uma fragmentação, que você tem um candidato imposto goela abaixo como Carlos Bolsonaro,
06:27tem as outras candidaturas que já têm a sua força local, o voto se divide e imagina, a esquerda consegue eleger um senador num Estado como Santa Catarina.
06:38Parece surreal, mas isso pode acabar acontecendo caso o presidente Lula tenha sucesso na sua estratégia de escolher a dedo quais são as candidaturas e centrar a força
06:51num único candidato e a direita acabar numa guerra civil toda fragmentada, dividindo o voto entre diversos candidatos.
06:59Aliás, essa hierarquia é vista como uma das forças da esquerda em relação à direita, que é o fato de ter uma liderança como o presidente Lula,
07:07que trabalha ou define uma estratégia e toda essa estratégia é trabalhada nos campos abaixo sem que ninguém mude absolutamente nada,
07:16demonstrando quase que um monolito político que cria competitividade com esses muitos nomes fortes da direita,
07:26mas que muitas vezes começam a brigar entre si. Fala, Cássio Miranda.
07:32Tomando em consideração o seu ponto, mas isso também é um efeito, é uma faca de dois gumes.
07:37Também tem o lado negativo, porque Lula é a única liderança...
07:42No Largo Osso, né?
07:43Exato. PSB, PSOL, Rede, diversos partidos de esquerda hoje são vias auxiliares do PT em virtude de Lula.
07:53Então há essa concentração, não por mérito da esquerda, mas por mérito de Lula, que não deixou outras lideranças crescerem e surgirem.
08:03Agora, vou só jogar uma pimentinha no que ele disse sobre Santa Catarina.
08:07Eu tenho dificuldade em entender por que Carlos Bolsonaro será candidato por Santa Catarina,
08:13já que o seu irmão Flávio será candidato à presidência e abre uma vaga no Senado no Rio, que é o estado de origem do Carlos.
08:20Por que o Carlos ainda não se declarou candidato ao Senado no Rio?
08:25Fala, Gani.
08:26Olha só, o PT não tem muita alternativa, né?
08:29Tem que, de fato, tirar, escalar aí alguns ministros para entrar em campo e tentar alguns cargos, né?
08:36Então, por exemplo, o Fernando Haddad seria uma boa opção para o PT disputando o Senado aqui em São Paulo, né?
08:43Governador, seria um tiro no pé.
08:46Então, acho que a estratégia, ela é válida e só pegando aí uma carona no que o Mano falou,
08:51de fato, é impressionante como a esquerda, do ponto de vista estratégico eleitoral, ela é muito mais coesa.
08:59Não significa que não haja, Evandro, rivalidades internas, que eles não discutem.
09:06É claro que isso ocorre, há muita briga, mas publicamente eles passam uma ideia de muito mais união.
09:13E não só no campo político, no campo de comentaristas, de influencers, eles são muito mais unidos.
09:20Enquanto isso, a direita bate muito mais cabeça, me parece que há uma briga por protagonismo público,
09:27isso seja no campo político ou seja também no campo de comentaristas, enfim, o que acaba enfraquecendo a direita.
09:34Essas brigas públicas não é nada bom para a direita, enquanto a esquerda consegue se unir muito mais.
09:41Obrigado.
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