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O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, fala sobre a derrubada da MP do IOF no Congresso Nacional, medida que previa elevar a arrecadação do Governo Federal. A repórter Victoria Abel detalha o assunto.

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00:00Vamos lá, direto com ela então, Vitória Abel, neste momento conversa com o Secretário Nacional de Comunicação do PT, Eden Valadares.
00:09Vitória, ótima tarde a você, as suas informações, ótima entrevista.
00:16Olá Bruno, boa tarde pra você, pra Márcia, pra todos que nos acompanham.
00:19Estamos aqui com Eden Valadares, Secretário Nacional de Comunicação do PT,
00:23pra comentar sobre essa derrota do governo ontem, medida provisória que acabou caducando no Congresso Nacional,
00:30e quais as expectativas também do partido a partir de agora, o que eles vão fazer em relação ao discurso e também sobre eleições 2026.
00:39Eden, obrigada por aceitar o nosso convite.
00:42Ontem o governo sofreu então essa derrota no Congresso, a medida provisória acabou caducando,
00:48e o próprio governo já inaugurou um discurso ali de ricos contra pobres, dizendo que o Congresso seria inimigo do povo.
00:56Você avalia que essa vai ser a estratégia a partir de agora, até o ano que vem, até as eleições,
01:03pra justamente jogar pra sociedade o apoio do presidente Lula, já que ele não tem isso no Congresso?
01:09Olá Vitória, obrigado pela oportunidade.
01:11Eu penso que não é uma criação nova do governo.
01:15Não é o PT, não é o governo do presidente Lula, que criou um país que é separado por uma pequena fatia,
01:23um número muito pequeno de brasileiros que concentra 50% da renda nacional,
01:28e milhões e milhões de brasileiros que infelizmente carecem de ter seus direitos, sua cidadania, sua dignidade assegurada.
01:38A grande desigualdade social do Brasil, a grande concentração de riqueza do país secular,
01:43não é criação do governo Lula nem criação do PT.
01:46O que é criação do PT e do governo Lula é a inédita tentativa da gente aprovar que esse andar de cima,
01:54e eu tô falando de 140 mil pessoas no universo de 200 milhões de pessoas.
01:59Não tô falando da classe média, não tô falando de quem é dono de mercado,
02:02não tô falando de quem é dono de salão de beleza,
02:04eu tô falando daqueles que vivem da renda, da especulação,
02:08seja da terra, da especulação de imóveis, da especulação nas bolsas de valores, de ações.
02:13Tô falando desses super ricos, bilionários,
02:17é deles poderem contribuir um pouquinho mais pra que, por exemplo,
02:21trabalhadores e a classe média brasileira que ganhe até 5 mil reais,
02:24tenha seu imposto de renda zerado.
02:26Então, não é novidade, não há uma reação do governo que seja nova, na verdade.
02:31O governo tem apresentado uma agenda do que a gente chama de reforma da renda no Brasil,
02:35que nada mais é, vou insistir, que esses grandes milionários, bilionários,
02:40possam contribuir um pouquinho mais pra quem ganha muito pouco ou quase nada
02:43tenha seus impostos zerados, imposto de renda zerado.
02:45Agora, essa resposta do Congresso acaba dificultando um pouco a relação que o governo Lula deve ter daqui pra frente.
02:54Vocês esperam que essa relação realmente fique mais difícil
02:58ou dá pra, novamente, construir uma ponte com o Centrão pra tentar o apoio deles em 2026?
03:04Eu queria separar as coisas porque o Congresso tem uma dinâmica própria,
03:07eu não posso deixar de reconhecer, por exemplo,
03:10que essa legislatura, a atual legislatura de deputados e senadores,
03:13aprovou diversas pautas importantes pro Brasil,
03:15como a reforma tributária, por exemplo.
03:18Então, numa correlação de forças,
03:19e que se a gente for olhar o número das bancadas,
03:22partidariamente o governo não teria maioria,
03:25mas com muito diálogo, com muita disposição democrática,
03:28com muita capacidade de fazer política,
03:30e com a compreensão do Congresso Nacional,
03:32a gente conseguiu aprovar pautas importantíssimas pro Brasil.
03:34Penso que o Congresso tá numa encruzilhada sobre que caminho tomar.
03:40Se seguirá, como fez na semana passada,
03:43em sintonia com o que quer a sociedade brasileira,
03:47e isso não é opinião só do PT.
03:49As pesquisas de opinião têm demonstrado.
03:52O que quer a sociedade brasileira?
03:53Ela não quer a agenda que a direita e a extrema-direita têm apresentado,
03:56que é a agenda da anistia pra quem já foi condenado
04:01e cometeu crimes, como, por exemplo,
04:02a tentativa da volta da ditadura militar,
04:05um golpe militar no nosso país,
04:07o planejamento de assassinatos de adversários políticos,
04:10que já foram julgados, tiveram direito de defesa e foram condenados.
04:14Então, a agenda da direita é anistiar essas pessoas.
04:17Então, quem falava em combater a corrupção,
04:19quando tem os seus condenados por crimes,
04:21agora falam em anistia e em perdão.
04:23A agenda da direita, então, é anistia.
04:24A agenda da direita e do Centrão,
04:27ou dessa parte do Centrão que dialoga,
04:29e dos bolsonaristas,
04:31é a impunidade, a PEC da blindagem,
04:34essa não é a agenda da sociedade brasileira,
04:36nem é o tarifaço que Eduardo Bolsonaro faz conspiração fora do país
04:40pra penalizar o empresário brasileiro,
04:42o trabalhador brasileiro que produz e que exporta.
04:45A agenda do Brasil é a agenda...
04:47tá muito mais antenada à agenda do presidente Lula,
04:49que é combater desigualdade, combater privilégios,
04:52gerar mais oportunidades,
04:54gerar crescimento econômico e prosperidade pra todo mundo,
04:57insisto, com justiça social,
04:59com justiça tributária, com justiça fiscal.
05:01Quem tem muito mais pode contribuir um pouquinho,
05:04pra quem não tem quase nada,
05:06possa ficar isento, por exemplo, do imposto de renda.
05:08Então, o Congresso Nacional tem esses dois caminhos a tomar.
05:11Quando tomou o caminho, digamos,
05:13apartado do sentimento, do desejo,
05:16do que pensa a sociedade brasileira,
05:17a sociedade brasileira reagiu.
05:18E foi às ruas, naquele 21 de setembro,
05:21em todos os estados, em todas as capitais do país,
05:24pra dizer não à agenda da impunidade,
05:27da blindagem e da anistia.
05:29Quando votou a favor do imposto de renda,
05:31da isenção do imposto de renda,
05:32pra que ganhe até 5 mil,
05:34e pela taxação dos super ricos,
05:36recebeu a aprovação da sociedade.
05:38O governo Lula vai continuar apresentando sua agenda,
05:41o ministro Haddad vai continuar enviando esse tipo de projeto,
05:44que equilibra as contas do governo,
05:47é preciso dizer,
05:48a decisão do Congresso ontem,
05:51joga as contas no governo ao desequilíbrio.
05:53Eles que falam em ser liberais,
05:55que falam em ter responsabilidade fiscal,
05:57em ter responsabilidade com o país,
05:59ontem, no afã de atacar o governo Lula,
06:01atacaram o Brasil.
06:02Seja o povo que pode ver
06:04os gastos com educação e saúde e segurança diminuírem,
06:08seja o país, enquanto as contas públicas,
06:10que ontem tomou um baque de pelo menos 20 bilhões de reais.
06:14O Congresso Nacional, insisto,
06:16precisa saber quem tomou e tomou.
06:17Se está do lado do povo,
06:18ou do lado de quem quer defender os poderosos
06:20e os privilégios de sempre no Brasil.
06:22Mas, ainda assim, o presidente Lula vai depender desse Congresso
06:25até o ano que vem, né?
06:26Você acha que essa separação, essa rixa, vai continuar?
06:30Não acho que, Vitória, com todo o respeito,
06:32eu não acho que haja rixa.
06:34Eu acho que há agenda.
06:35As coisas não são estáticas na política.
06:37Quando o Congresso se conecta com a sociedade,
06:42com os acertos da sociedade, percebe
06:44e vai ao encontro dessa vontade,
06:48ela também encontra o governo.
06:50Aí tem um processo de mediação,
06:51tem um processo de negociação,
06:52mas a gente se encontra e faz o Brasil andar para frente.
06:56Vou insistir.
06:57A agenda do povo brasileiro é a alimentação,
07:01a inflação da alimentação.
07:02A agenda do povo brasileiro é o transporte público,
07:05que hoje é o segundo maior gasto das famílias no Brasil.
07:08E mais de 20 milhões de brasileiros e brasileiras
07:11não usam o transporte público,
07:12porque não podem arcar com o valor da tarifa.
07:15Então, imagine, é muita gente que deixa de procurar emprego,
07:17é muita gente que deixa de visitar a família,
07:19é muita gente que deixa de estudar em uma escola melhor
07:21e em outro bairro,
07:22porque não tem condições financeiras de pagar.
07:25Por isso, nós estamos falando em reforma da renda,
07:27por isso a gente está falando em mobilidade urbana,
07:30em tarifa zero,
07:30por isso que o PT e o presidente Lula estão falando
07:33da gente fazer o que a gente chama de reforma
07:34da jornada de trabalho.
07:36Não é possível mais a gente segurar a escala 6 por 1
07:39e não é possível que o trabalhador ou a trabalhadora
07:41como eu, como você,
07:43viva num universo de tanta exploração
07:45e que todo mundo está exausto.
07:47Hoje, a classe trabalhadora e as classes médias no Brasil
07:49vivem um sentimento de exaustão.
07:51Parece que a gente trabalha só para trabalhar,
07:53que a gente vive para trabalhar
07:54e a perspectiva nossa, infelizmente,
07:57é de ter uma qualidade de vida pior do que foi
07:59as gerações anteriores,
08:00pior do que foi a geração dos nossos pais.
08:02Então, a nossa agenda é de inclusão,
08:04de participação, de redução da igualdade,
08:06mas vou dizer, de crescimento econômico
08:08para quem produz, para quem investe,
08:10para o empresário, para o trabalhador,
08:12para quem a gente gere prosperidade e felicidade.
08:15Eu vou falar mais para frente,
08:16perguntar sobre essa questão,
08:17inclusive, da tarifa zero,
08:19que vocês querem usar no ano que vem,
08:20mas eu vou passar para o estúdio,
08:22porque o Bruno e a Márcia têm perguntas para o senhor.
08:26Secretário, eu quero ouvir,
08:28eu estava ouvindo o senhor aqui fazer essa análise
08:31sobre o que significava essa votação,
08:34essa medida provisória de ontem,
08:36que tinha os benefícios,
08:38que é uma agenda para a sociedade,
08:40mas a gente vê que não foi feita uma comunicação
08:43quanto o senhor fez agora,
08:45explicando os benefícios que haveria para a sociedade.
08:49O senhor reconhece que existe uma dificuldade
08:51na comunicação do governo dentro do Congresso Nacional,
08:55diferentemente do que a oposição está fazendo,
08:57que consegue fazer com que isso chegue lá fora,
09:00alcance as ruas.
09:02O senhor sente essa dificuldade na comunicação
09:04dentro do governo?
09:10Bruno, oi, Bruno.
09:12Olha, dificuldade na comunicação,
09:15a gente encontra em determinados pontos,
09:18mas em outros menos.
09:20Eu vou dizer assim,
09:21eu penso que a comunicação do governo
09:23vem melhorando, vem se qualificando,
09:26a gente tem conseguido se conectar mais
09:28com a sociedade como um todo.
09:30Dentro do Congresso Nacional,
09:31a gente enfrenta também a disputa política,
09:34então, por vezes,
09:36o mesmo projeto de lei é interpretado
09:38de maneiras diferentes.
09:39Aí tem a versão da oposição
09:40e tem a versão do governo,
09:41isso é natural,
09:43da disputa política.
09:44O que não é da disputa política,
09:45é a manipulação,
09:46é a fake news,
09:47é a mentira,
09:48é a distorção das intenções do governo.
09:51Se estiver dentro do,
09:53vou chamar assim,
09:53do arcabouço democrático,
09:55dos limites da democracia,
09:56da disputa política,
09:58é natural.
09:59Quando passa para manipular,
10:00para promover fake news,
10:02enfim,
10:03ou para a política do ódio,
10:04ou para a política da violência,
10:06aí é ruim.
10:08Eu penso que nós aqui no PT
10:09temos feito um esforço
10:10de atualizar,
10:12de modernizar,
10:13de inovar na nossa comunicação.
10:15A sociedade,
10:16quando o PT foi fundado em 1980
10:18para agora em 2025,
10:20mudou radicalmente.
10:21Mesmo quando nós chegamos ao governo
10:23com o presidente Lula em 2023,
10:26em 2003,
10:27e agora em 2023,
10:29nós,
10:30a sociedade também mudou.
10:31E se mudou a sociedade,
10:33mudou a forma que a gente trabalha,
10:34mudou a forma que a gente produz,
10:36mudou a forma de fazer política,
10:38a forma de disputar eleições
10:39e, obviamente,
10:40nós precisamos mudar a forma
10:41de nos comunicarmos.
10:43Então, a gente tem buscado
10:44atualizar a nossa estética,
10:45a gente tem buscado atualizar
10:46a nossa linguagem,
10:47seja para as novas gerações,
10:49seja para os novos meios.
10:51Eu lembro que a gente começava
10:52a fazer campanha política no PT
10:54no tempo do panfleto
10:55na porta da fábrica.
10:56E hoje,
10:57se a gente levar um panfleto
10:58na porta da fábrica,
10:58o trabalhador nos pede
10:59para mandar para o WhatsApp
11:00para ele.
11:00Então, assim,
11:01as coisas mudaram muito.
11:03As coisas precisam ser atualizadas.
11:04Então, são várias ferramentas,
11:06são várias inovações
11:07e a gente tem que estar atento.
11:09A comunicação dentro do parlamento,
11:11especificamente com a bancada
11:12do governo,
11:13com a bancada do Centrão,
11:14com a bancada que está em disputa,
11:15eu penso que ontem não teve
11:17muita confusão de comunicação.
11:19Vou insistir.
11:20Ontem,
11:21a maioria do Congresso Nacional,
11:22não a sua totalidade,
11:23mas uma maioria do Congresso Nacional,
11:25tomou a decisão
11:26de dar um recado
11:27ao presidente Lula,
11:29digamos assim,
11:29de bater no presidente Lula
11:30e acabou acertando
11:31a sociedade brasileira.
11:33Perde o Brasil
11:34quando,
11:35em vez de ter superávit primário,
11:36passa a ter déficit.
11:38Perde o Brasil
11:38quando agora
11:39a gente vai ter que fazer
11:40ajuste de conta
11:41e cortar na saúde,
11:42na educação,
11:42na infraestrutura,
11:44na habitação
11:44ou mesmo
11:45nas emendas parlamentares
11:46e perde o Brasil
11:48quando a gente
11:48não consegue avançar
11:50na geração,
11:51digamos assim,
11:52de um quadro
11:53mais justo
11:53tributário,
11:56fiscal
11:56no nosso país.
11:57É verdade,
11:58eu estava ouvindo vocês
11:58antes de começar o programa,
12:00que todas as classes no Brasil
12:01têm a sensação
12:02de pagar
12:03muito imposto
12:04e que o serviço público
12:05não retorna para a gente
12:06na qualidade
12:06que nós gostaríamos.
12:08Não dá para tapar
12:09o sol com a peneira.
12:10Há esse sentimento.
12:11mas é muito mais verdade
12:12que uma pequeníssima
12:14parcela da população.
12:15Vou insistir,
12:16não estou falando
12:16do empresário médio,
12:18do empresário pequeno,
12:19de quem está no corre,
12:20de quem está fazendo
12:20seu dinheiro,
12:21de quem está gerando emprego,
12:22muito menos do trabalhador
12:23ou de quem está
12:24na extrema pobreza.
12:25Eu estou falando
12:26de 140 mil brasileiros
12:28que vivem
12:29da renda da especulação
12:30sobre terras,
12:32sobre imóveis
12:32ou sobre ações
12:33na Bolsa de Valores.
12:34Esses,
12:35não é verdade
12:36que eles contribuem
12:37da mesma maneira,
12:37não é verdade
12:38que eles têm
12:38o mesmo peso
12:39do Estado sobre eles.
12:40nunca tiveram.
12:41E a ideia
12:42que o povo brasileiro
12:43apoia,
12:43que estava no programa
12:44do presidente Lula
12:45e que nós estamos
12:46tentando implementar,
12:47é que eles passem
12:48a contribuir
12:48um pouquinho só
12:50para que a grande maioria
12:50da população
12:51tenha mais liberdade
12:52de prosperar,
12:53de crescer
12:54economicamente,
12:55culturalmente,
12:55socialmente.
12:56Marcia Bantas,
12:57tem uma pergunta também.
12:59Isso mesmo.
12:59Vitória,
13:00obrigada.
13:01Secretário,
13:01boa tarde.
13:02Obrigada por conversar
13:03com a gente aqui
13:04em tempo real.
13:05Eu tenho dois questionamentos.
13:06Primeiro,
13:07a gente percebeu
13:08que a popularidade
13:09do presidente Lula
13:10nos últimos meses
13:10deu uma crescida,
13:12houve realmente
13:12uma mudança
13:13na comunicação,
13:14como o senhor falou,
13:15uma utilização
13:16muito massiva
13:17das redes sociais.
13:18Eu acompanho,
13:19também sou estudiosa
13:20das redes sociais
13:21e gosto de ver
13:22a equipe de marketing
13:24trabalhando
13:24e sabendo
13:25o que está fazendo.
13:27A oposição,
13:28com essa derrubada
13:29da MP,
13:30está com medo
13:31do aumento
13:32da popularidade
13:33do presidente,
13:34que seja mais difícil
13:36recuperar para a eleição
13:37do ano que vem,
13:38para a reeleição
13:38do presidente Lula,
13:39é uma resposta
13:40a essa melhoria
13:42da comunicação
13:43e o crescimento
13:44do presidente
13:45depois do tarifácio
13:46e todas essas questões.
13:48E também,
13:49o que o governo
13:50está estudando fazer
13:51a partir de agora
13:52com essa derrubada?
13:53Vai haver, sim,
13:55uma diminuição
13:55ali das emendas parlamentares?
13:57Vai haver taxação
13:59das fintechs,
14:00já que muitas fintechs
14:01podem estar envolvidas
14:02com o crime organizado,
14:04por exemplo?
14:04O que o governo
14:05já está articulando
14:06a partir de agora,
14:07secretário?
14:11Olha, Márcia,
14:12como boa jornalista
14:13são várias perguntas
14:14em uma só.
14:15Deixa eu ver
14:15se eu consigo respondê-las.
14:17Eu penso
14:18que a oposição,
14:20ela tem perdido
14:21ao longo dos últimos meses,
14:23vou insistir,
14:23conexão com a sociedade
14:24e também base
14:26para a sua plataforma
14:27de discurso.
14:28Quem imaginaria
14:29um ano atrás
14:30que as manifestações
14:32nossas do PT,
14:33do campo democrático,
14:35do campo popular,
14:36do campo progressista,
14:37por assim dizer,
14:38é que iria para as ruas
14:39com orgulho
14:40do verde, amarelo,
14:41azul e branco
14:42e não a turma
14:43da direita,
14:44da extrema direita.
14:45Quem diria
14:46um ano atrás
14:47que a pauta
14:48da corrupção
14:48não fosse mais monopólio
14:51da direita
14:52e da extrema direita,
14:53que tentava monopolizar
14:54como se ele fosse
14:55o único campo político
14:56que quisesse combater
14:57a corrupção no país
14:58e depois da sentença,
15:01da condenação
15:02de Bolsonaro
15:02e dos golpistas,
15:03eles passam a defender
15:04a anistia,
15:05passam a defender
15:06a impunidade,
15:07então cai a máscara
15:08de que eles não são favoráveis
15:09àquela história
15:10de bandido bom
15:11é bandido preso,
15:12bandido bom
15:13é bandido morto.
15:13Quando é bandido deles,
15:14eles querem anistia,
15:16eles querem perdoar,
15:17então cai mais uma máscara.
15:19E também,
15:20quem diria
15:20há um ano atrás
15:21que a discussão
15:23sobre a defesa do Brasil
15:25no cenário internacional,
15:26o nacionalismo,
15:28o patriotismo
15:28seria desnudado
15:30que patriotismo é esse
15:32e que um deputado brasileiro
15:34está articulando
15:35com adversários econômicos
15:37do Brasil,
15:37vou chamar assim,
15:38já que os Estados Unidos
15:38têm parceria diplomática
15:40com o Brasil
15:40de mais de 200 anos,
15:41sempre fomos bons amigos,
15:43bons aliados,
15:44atiçando, digamos,
15:46uma conspiração
15:47contra a economia brasileira.
15:48Então, tudo isso
15:49leva o campo da direita
15:51e da extrema direita
15:51e eu não gosto
15:52de ficar escalando
15:53o time adversário
15:53nem ensinando nada a ninguém,
15:54mas há uma desconexão
15:55óbvia deles
15:56com a agenda
15:57da sociedade.
15:59No Congresso Nacional,
16:01se a bancada
16:03que representa
16:04esse campo político
16:05tentou evitar
16:08que a popularidade
16:09do presidente Lula
16:10subisse,
16:11eu acho que eles deram
16:12com os burros na água,
16:13eles deram
16:14um tiro que sairá
16:15pela culatra.
16:16Vou dizer por quê.
16:16A popularidade
16:17do presidente Lula
16:18sobe,
16:19sim, é verdade,
16:20graças à melhor comunicação
16:22nossa do governo,
16:23a melhor comunicação do PT,
16:24a nossa capacidade
16:25de mobilização
16:26nas ruas
16:26e também nas redes,
16:28a gente tem acertado
16:29mais, é verdade,
16:30nos últimos meses,
16:32é verdade.
16:33Mas é verdade também
16:34que antes da comunicação
16:35vem a política,
16:36sabe?
16:37Não há como
16:38a gente ter
16:40uma boa comunicação
16:42se a política
16:42for ruim.
16:44Agora,
16:44se a política for boa
16:45e a comunicação for boa,
16:47então melhor, sabe?
16:48Então,
16:48eu não gosto de brigar
16:49com o meio,
16:50com o instrumento,
16:50a comunicação é só
16:51o instrumento,
16:52é só o meio.
16:53Como o governo
16:53tem acertado muito
16:54na política,
16:55como o governo,
16:55desde talvez
16:56daquela derrota
16:56no IOF,
16:58o ministro Haddad
16:59tem sempre falado
17:00da gente fazer
17:00a reforma da renda,
17:01da gente fazer
17:02um processo no país
17:03de maior equidade,
17:05justiça fiscal,
17:06tributária,
17:07desde aquela derrota
17:08no IOF,
17:08acho que ficou mais claro
17:09para o conjunto
17:10da base do governo,
17:11para os ministros
17:12do presidente Lula,
17:13para a articulação
17:13política do governo,
17:15que o espaço
17:15para mediação,
17:16essa que você citou,
17:17Vitória,
17:18tem um limite ali
17:19dentro do Congresso.
17:19Qual que é o limite
17:20a nosso ver?
17:21Eu reconheci aqui
17:22que a gente conseguiu
17:23avançar em várias pautas
17:24com o Congresso Nacional,
17:25mediano com os diversos partidos,
17:27inclusive partidos de oposição.
17:28Só que a gente percebeu
17:29que tem uma linha no chão,
17:31tem um risco no chão
17:32que separa toda vez
17:32que a gente tenta
17:33atravessar essa linha,
17:34ela parece intransponível.
17:36Qual que é a linha?
17:37A de taxar
17:37esse último andar
17:39que eu falei,
17:39os super ricos,
17:40os poderosos,
17:41aqueles que sempre tiveram
17:42privilégio no país.
17:43Aí se mobiliza um lobby,
17:45se mobiliza uma articulação
17:46política que protege
17:47essa super elite do Brasil.
17:49Então,
17:50como esse limite parece
17:52toda vez que chega
17:52no Congresso Nacional
17:53e a gente esbarra no muro,
17:55o governo decidiu
17:55chamar a sociedade
17:56para essa discussão.
17:57O governo decidiu
17:58extrapolar os muros
18:00do Congresso
18:00e envolver a sociedade civil,
18:02a imprensa,
18:03os veículos de comunicação,
18:04as redes sociais,
18:05um debate.
18:05Que Brasil nós queremos?
18:07Um Brasil
18:07com essa mesma
18:08hiperconcentração,
18:09com esse mesmo processo
18:10de quatro, cinco séculos
18:12de privilégios,
18:13de benesses,
18:15sabe,
18:15para um pequeno grupo
18:16ou um país mais democrático
18:18que todo mundo
18:19possa contribuir,
18:20quem ganha mais
18:21paga mais,
18:21quem ganha menos
18:22paga menos
18:22e quem ganha muito pouco
18:23não paga nada.
18:24Eu penso que o acerto,
18:25Márcio,
18:26eu te respondendo,
18:26tem a ver com a comunicação,
18:28com a atualização da comunicação,
18:29a gente tem acertado mais mesmo,
18:30mas tem a ver também
18:31com o acerto político
18:32de convidar
18:33o conjunto da sociedade
18:35para fazer esse debate.
18:36E aí foi de fora
18:39para dentro do Congresso
18:40que nós conseguimos aprovar
18:41a isenção do imposto de renda
18:42para quem ganha
18:43até cinco mil reais,
18:44com desconto
18:45para quem ganha
18:46até sete mil e trezentos
18:47e a taxação dos super ricos,
18:48aqueles que ganham
18:49mais de seiscentos mil
18:50no ano.
18:51Não foi só a força
18:52do governo,
18:53do presidente Lula,
18:54dos argumentos do PT
18:55ou da nossa comunicação,
18:57foi substancialmente
18:58as pessoas que foram
19:00para as ruas,
19:01as manifestações
19:02em todas as capitais
19:03de todos os estados,
19:04a pressão
19:05nas redes sociais,
19:06a pautar a imprensa,
19:08a mobilização
19:09da sociedade brasileira
19:10e dizer sim,
19:11essa agenda
19:12é uma agenda
19:12que interessa o Brasil.
19:13Mesmo aqueles deputados
19:14que, lembro,
19:15que Proventura
19:16tinha uma opinião contrária,
19:18acabaram aderindo
19:19e foi aprovada
19:19a unanimidade
19:20a esse projeto
19:21na Câmara dos Deputados.
19:22A Márcia perguntou também
19:23da solução, né?
19:24O que vocês estão imaginando?
19:26O senhor que tem muito contato
19:27ali com a cúpula do governo, né?
19:29O que vocês estão imaginando
19:30de solução?
19:31Se vai ser por meio
19:32do corte de despesas,
19:33principalmente no corte de emendas?
19:34Eu elogiei a Márcia
19:35pela pergunta,
19:36eu vou te elogiar
19:36por ter complementado
19:37a pergunta
19:38porque eu mesmo não lembrava.
19:40Márcia,
19:40eu não sou do governo,
19:41eu não sou dirigente do governo,
19:43eu não sou ministro do governo,
19:44eu sou um dirigente do PT
19:45que dialoga com o governo,
19:47claro,
19:47todo dia.
19:48Então, assim,
19:49no detalhe,
19:50quanto mais nesse assunto
19:50da economia e da fazenda
19:51que eu não tenho
19:52um detalhe técnico,
19:53o que eu sei
19:53é que o ministro Haddad
19:55estava muito confiante
19:57de que a gente pudesse aprovar,
19:58ele é um entusiasta
19:59dessa reforma da renda,
20:00mas ele estava preparado
20:02para o plano B,
20:02ele estava preparado
20:03para a eventualidade
20:04da MP caducar
20:05ou dela não ser aprovada
20:07no Congresso Nacional.
20:08Aí não tem jeito,
20:09nós vamos precisar
20:10cortar orçamento,
20:11nós vamos precisar
20:12buscar aquele superávit
20:13cortando.
20:14a orientação
20:15do presidente Lula
20:16evidentemente
20:18é evitar cortes
20:19nos,
20:20digamos assim,
20:21nas áreas
20:22mais importantes
20:24do governo
20:24e daqueles que precisam
20:26e necessitam do Estado.
20:27Seguridade social,
20:28assistência social,
20:30educação pública,
20:31saúde pública,
20:32moradia.
20:33Tem outros mecanismos?
20:35Tem.
20:36Podemos criar alternativas
20:37por decreto,
20:38por exemplo,
20:39de tributação?
20:39Tem,
20:40mas evidentemente
20:40será feito o corte
20:41e o Congresso Nacional
20:43que foi,
20:44digamos assim,
20:45co-signatário
20:46da medida provisória
20:47ter caducado
20:48pode eventualmente
20:49ser chamado
20:49a participar do corte,
20:51por exemplo,
20:52cortando nas emendas.
20:52Não estou dizendo
20:53que haverá,
20:54estou dizendo
20:54que é uma das cartas
20:55sobre a mesa,
20:56uma das possibilidades.
20:58Esse Congresso Nacional
20:59que deixou caducar
21:02essa medida provisória
21:03e não aprovou a taxação,
21:05então estamos falando
21:06de taxação
21:06de casas de apostas,
21:07gente,
21:07de betes,
21:08que levam dinheiro
21:09do trabalhador,
21:10geralmente mais pobre
21:11do Brasil,
21:11para o exterior,
21:12contribuindo muito pouco.
21:13muito mais
21:15ou muito menos
21:16do que qualquer
21:16trabalhador que está
21:17aqui nesse estúdio
21:17comigo paga de imposto
21:18de renda,
21:18por exemplo.
21:19Não é justo
21:20que nós paguemos
21:20mais imposto de renda
21:21do que casa de aposta
21:22digital paga de imposto
21:24no país.
21:25Infelizmente,
21:25o Congresso Nacional
21:26não entendeu assim
21:27e pode ser chamado
21:28a participar da solução
21:29cortando na própria carne,
21:31cortando nas emendas.
21:31Secretário,
21:32só uma última pergunta
21:33para a gente encerrar,
21:34porque não posso deixar
21:35de perguntar
21:36do governador de São Paulo,
21:37Tarcísio de Freitas,
21:38que foi um articulador
21:40para que essa medida
21:40provisória caísse
21:42e tende a ser um adversário
21:43político de Lula
21:44no ano que vem.
21:45Vocês já estão imaginando
21:47esse cenário
21:47com o Tarcísio,
21:48já desenhando estratégias
21:50e se seria muito diferente
21:52da campanha feita
21:53em 2022
21:54contra Jair Bolsonaro?
21:57Vitória,
21:57a gente não escolhe
21:58adversário.
21:58Eu penso que o campo
22:00da nossa oposição,
22:01da direita,
22:01da extrema direita,
22:02está com desafio
22:03muito grande,
22:04desafios muito grandes,
22:05na verdade,
22:05um deles na escolha
22:07da candidatura.
22:07Não sou eu que vou escalar
22:08o time do lado de lá,
22:10mas eles têm muita dificuldade
22:11de ter unidade de ação.
22:14Eu falei aqui,
22:14eles estão batendo cabeça,
22:16uns falam mais à direita,
22:17outros falam mais ao centro,
22:18enfim,
22:18tem uma dificuldade de unidade.
22:20Estão tendo dificuldade,
22:21o que eu falei mais cedo,
22:22de perder discurso.
22:23Há uma notada,
22:24notadamente,
22:25há uma perda de discurso,
22:26uma parte mais radicalizada
22:28do bolsonarismo,
22:29por exemplo,
22:29está tonta,
22:30desculpa o termo,
22:31mas é verdade,
22:32porque fazia uma defesa,
22:35eu vou chamar assim,
22:36irrestrita,
22:37de que quem era nacionalista
22:39era o campo do Bolsonaro,
22:40quem era patriótico
22:41era o campo do Bolsonaro,
22:42quem defendia o país
22:43eram eles,
22:43quem era contra a corrupção
22:45eram eles,
22:45e o choque de realidade
22:46deixou essa militância
22:48perdida.
22:49mas o desafio maior
22:51talvez seja esse aí
22:52de encontrar um substituto
22:53ou um candidato
22:54à altura de enfrentar
22:55o presidente Lula.
22:56O governador Tassísio,
22:57eu já lembro da sua pergunta,
22:58em si,
22:59se a intenção dele
23:01é ser pré-candidato,
23:02se a intenção dele
23:03é via Brasília
23:04articular a oposição
23:05ao presidente Lula
23:06para ocupar esse espaço
23:07de candidatura
23:08contra o presidente Lula,
23:09contra o PT,
23:10contra a gente,
23:11eu penso que ele começou
23:12muito mal,
23:13porque ele articulou,
23:13insisto,
23:14tentando acertar
23:15o presidente Lula,
23:16acabou acertando
23:16a sociedade brasileira,
23:18o povo brasileiro.
23:19Se foi essa
23:20a estreia de Tassísio
23:22na Arena Nacional
23:24como pré-candidato,
23:25desculpa,
23:26ele começou muito mal,
23:27e penso que está
23:28muito cedo
23:28para ele fazer isso.
23:30O governador Tassísio
23:30tem um mandato
23:31para estar à frente
23:32da administração de São Paulo,
23:33abandonar a cadeira
23:34de governador
23:35para vestir o paletó
23:36de pré-candidato
23:37a presidente da República,
23:38eu penso que o povo
23:39de São Paulo
23:39merece mais do que isso,
23:40do que esse abandono.
23:41Mas seria um adversário
23:42difícil de trabalhar?
23:44Não, não escolheu
23:44o adversário,
23:45nunca escolhemos,
23:45nunca teve eleição fácil
23:46no Brasil, tá?
23:48Nos melhores momentos
23:49do presidente Lula,
23:50da presidenta Dilma,
23:51nós fomos para o segundo turno.
23:52A gente nunca ganhou
23:53a eleição de primeiro turno,
23:54e a eleição passada
23:55foi decidida
23:56por uma margem
23:56muito pequena de votos,
23:572 milhões de votos
23:58no universo
23:59de 220 milhões
24:01de brasileiros.
24:01Então,
24:02nós não esperamos
24:02que haverá eleição fácil,
24:04quem quer que seja
24:05o candidato,
24:06não haverá eleição fácil
24:07no Brasil.
24:08Mas insisto,
24:09não sei se
24:10o governador Zema,
24:11o governador Ratinho,
24:12o governador Tassísio,
24:14alguém da família
24:14de Bolsonaro,
24:16não é isso que vai estar
24:17em debate,
24:17não é a qualidade individual
24:18de cada um,
24:18é o projeto que era
24:20feito pelo governo Bolsonaro,
24:21comparado com o projeto
24:23do presidente Lula.
24:23A sociedade brasileira
24:24vai poder escolher
24:25se quer continuar
24:26com esse projeto
24:27do presidente Lula
24:27mais humanizado,
24:29que busca igualdade social,
24:31que busca distribuição
24:32de riqueza ou a agenda
24:33da extrema direita
24:34de desumanidade,
24:35por exemplo,
24:36na pandemia que era
24:37tocado por Bolsonaro.
24:38É isso que vai estar,
24:39desculpa,
24:39em discussão do país,
24:40esses dois projetos.
24:41Tá certo, secretário.
24:42Obrigada pela entrevista
24:43e com vocês no estúdio.
24:45Obrigada, Vitória,
24:46e secretário Eden Valadares
24:48também pela entrevista.
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