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O EM Minas, programa da TV Alterosa em parceria com o Estado de Minas e o Portal Uai, recebe o jornalista e escritor Carlos Herculano
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, sejam bem-vindos a mais um programa em Minas, aqui na TV Alterosa, em parceria com o Portal Uai.
00:23E o programa em Minas de hoje recebe Carlos Herculano Lopes, jornalista, escritor, cronista do Jornal Estado de Minas, por muitos anos, posso colocar mais de 20 anos na empresa, e cerca de 15, 14, 15 anos como cronista do Jornal Estado de Minas.
00:42Carlos Herculano, muito bem-vindo à TV Alterosa, ao Jornal Estado de Minas, que foi sua casa durante tanto tempo.
00:48Olá, muito obrigado, estou muito feliz, muito emocionado em estar novamente aqui no Estado de Minas, onde eu trabalhei por cerca de 24 anos.
01:00Muitos dos melhores momentos da minha vida foram passados aqui, grandes amigos que eu fiz na vida, eu fiz aqui.
01:07Então, esse jornal, esse espaço aqui, durante eu fiquei tantos anos aqui na Avenida Getúlio Vargas, e eu comecei lá na Rua Goiás, 1979, então já faz muito tempo.
01:23Essa é uma casa que está no meu coração, então, estar aqui hoje novamente para poder falar dos meus livros, contar um pouco da minha história, da minha trajetória, é uma alegria muito grande.
01:33Tem um gostinho especial, né, Carlos?
01:35Com toda certeza, eu estou muito emocionado em estar aqui, estou até meio com dificuldade de falar.
01:41Eu fico feliz de te ver emocionado, porque isso significa que o tempo que você esteve com a gente, conosco, no Jornal Estado de Minas, foi um tempo de boas memórias, correto?
01:50Exatamente, eu cheguei aqui muito novinho, tinha 22 anos, eu ainda não havia formado em jornalismo.
01:59Eu fui trazido para cá pelos jornalistas Carlos Felipe e Geraldo Magalhães.
02:04Eu trabalhava como mensageiro lá na Prefeitura de Belo Horizonte.
02:09E era o governo do prefeito Luiz Verano, ainda na época da ditadura.
02:13E o Geraldo Magalhães foi trabalhar lá no recém-criado Departamento de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte.
02:23E um amigo meu chamado Márcio Almeida me falou, olha, o Geraldo Magalhães é do Estado de Minas, você está estudando jornalismo?
02:32Por que você não conversa com ele?
02:33Aí ele me levou lá para o Departamento de Cultura da Prefeitura.
02:38Lá eu conheci Carlos Felipe e eles me levaram para trabalhar na editoria de pesquisa do Estado de Minas, quando eu ainda era estudante de jornalismo.
02:48Aí começou a minha história com os diários associados.
02:51E nós vamos falar um pouquinho mais sobre essa história, mas eu quero mostrar ao pessoal que nos assiste agora o livro recente que ele está lançando,
03:00200 Crônicas Escolhidas.
03:02E eu tenho certeza que aqui tem muita dessa história, da sua passagem pelo jornal Estado de Minas.
03:08Sim, aí eu conto muitas histórias.
03:11Eu fui cronista aqui do Estado de Minas durante 14 anos.
03:15Pelas minhas contas eu publiquei aqui cerca de 1.400 crônicas.
03:19Caramba, muita coisa.
03:21Pelas contas da minha amiga querida Mariana Peixoto, com a qual eu trabalhei durante tantos anos aqui também no EM Cultura, foram 1.200 e poucas.
03:30Mas dessas tantas, nós conseguimos recuperar 200 crônicas escolhidas que me ajudaram a ser escolhidas.
03:40Quem me ajudou foi o escritor Jacques Fuchs, que é um cara que eu considero um grande escritor, tem uma cultura diferente da minha, é mais novo, é urbano.
03:49Então a gente fez essa seleção.
03:51E essas crônicas durante o seu tempo do Estado de Minas eram crônicas semanais e tinha tudo quanto é tipo de história.
03:56Era o seu olhar para o mundo, são histórias inventadas, eram experiências de vida, amores.
04:03Conta pra gente o que tem aqui.
04:04Olha, nessas crônicas tem tudo misturado, não é?
04:08A crônica, na realidade, ela é um olhar, não é?
04:12Porque qualquer assunto dá uma crônica.
04:15Então, pelo fato de eu ter me transformado em um cronista por acaso, não é?
04:20Porque eu comecei a escrever a crônica aqui em junho de 2002, no dia do Jogo do Brasil com a Inglaterra pela Copa do Mundo.
04:29Nesse dia, nós tivemos a triste notícia da morte do meu querido amigo Roberto Drummond, que trabalhava aqui no Estado de Minas e escrevia duas crônicas.
04:40Uma de esporte e uma de generalidades.
04:43E, no outro dia, eu vim cedo para cá, porque eu sabia que a morte dele ia repercutir muito e eu vim, porque a gente precisava fazer as matérias.
04:54E, no meio daquela confusão, entrevistando as pessoas, repercutindo, fazendo a história do Roberto, que seria publicado no outro dia,
05:03o Josemar Gimenez me pediu, ele me falou assim, eu sei que você é muito amigo do Roberto, escreve para nós a crônica de despedida dele.
05:12Falei, Josemar, você está maluco, rapaz, nós estamos fazendo essas matérias todas aqui, como é que eu vou fazer?
05:17Ele falou, não, você me ajuda, você pode sim, você era muito amigo dele, escreve a crônica de despedida.
05:22Aí eu escrevi, não é?
05:24Uma crônica que se chama Adeus Roberto, ela está aí no livro.
05:26No livro.
05:27E a crônica deu uma repercussão muito boa.
05:30Aí, na semana seguinte, o Josemar falou comigo assim, eu falei, nós estamos vendo quem que nós vamos chamar para ficar no lugar do Roberto,
05:37escreve mais uma crônica para mim aí, me ajuda e quebra esse galho para mim.
05:42Aí, uma amiga minha tinha perdido um cachorrinho, eu tinha encontrado com ela na rua, ela estava chorando demais porque o cachorrinho dela tinha sumido.
05:51Aí, eu escrevi uma crônica por onde andará o Teteco, que era o nome do cachorrinho.
05:55A crônica bombou porque todo mundo gosta de cachorro, né?
05:59Dos animazinhos de estimação.
06:00Pela sensibilidade.
06:01É.
06:02E aí, eu escrevi a próxima, a próxima, a próxima e foram quase 14 anos.
06:07E ficou aí, né?
06:09Um cronista de mão cheia de cultura do Estado de Minas, Carlos Herculano Lopes.
06:14Gente, olha, nós vamos falar mais um pouco sobre as crônicas, sobre as histórias que estão aqui nesse livro,
06:19que Carlos Herculano está lançando agora, mas não é o primeiro, gente.
06:23Carlos Herculano, ele é membro da Academia Mineira de Letras.
06:27Quantos livros lançados já, Carlos? Conta pra gente.
06:30Sim, eu comecei a escrever, na realidade, muito novo.
06:32Quando eu era criança, que ainda vivia em Coluna, eu tinha nove anos.
06:37Quando eu comecei a escrever o meu primeiro livro, que se chama Estilingue e História de um Menino,
06:42que foi publicado pela editora da UFMG.
06:44Aí, eu me mudei para Belo Horizonte em 1968.
06:50Aqui, eu guardei esse livrinho, o Estilingue, nunca mais voltei.
06:55Aí, ele é uma história imensa.
06:57Eu só consegui recuperá-lo 40 anos depois.
07:00Me emocionei muito, ele foi publicado.
07:02E durante esse período todo, como repórter, como entrevistador,
07:09eu, e paralelamente, eu fui construindo a minha carreira literária.
07:14Também, junto à minha carreira como repórter aqui do Estadinhas.
07:18Como jornalista, como colunista.
07:19E como jornalista.
07:21Eu já tenho hoje 16 livros publicados, entre livros de crônicas e romances.
07:27Romances.
07:27Agora, li algo sobre a sua história que me chamou muita atenção.
07:30Você veio para Belo Horizonte aos 11 anos de idade.
07:32E uma coisa que te ajudou muito nessa história, na sua carreira mesmo literária,
07:38nessa facilidade com a escrita, foi quando criança, faltava luz em coluna.
07:43Ele é de coluna, né?
07:44Nós já falamos sobre isso.
07:45Faltava luz, então você tinha que estar ali, ó, ouvindo e sempre atento às histórias.
07:50Você acha que dali também, eu não sabia que você tinha começado a escrever um livro aos 9 anos,
07:53mas dali também veio essa observação e esse interesse pelas histórias, pela literatura?
08:01Isso, com toda certeza.
08:03Porque eu fui uma criança, eu sou ainda de uma geração de brasileiro,
08:09que foi criada em cidade com muito pouco recurso.
08:13Coluna era uma aldeia, não tinha luz, não tinha televisão, não tinha rádio, não tinha nada.
08:19Mas a gente ouvia muita história contada pelos meus pais, contada pelos vaqueiros,
08:24contada pelos empregados, contada pelos meus tios.
08:27E, por outro lado, a minha mãe era, ela era professora, se chamava Iracema Guiá de Oliveira.
08:33Minha mãe sempre me incentivou a ler, ler, minha mãe comprava livro, minha mãe comprava coleções de livros.
08:41E o meu pai se chamava Herculana, eu herdo o nome dele, ele adorava política e história do Brasil.
08:48Ele era um homem que teve somente o curso primário, se é que teve.
08:51Mas ele gostava muito de história, era apaixonado pelo presidente Juscelino.
08:56Então, ele me ensinou o gosto pela história.
08:58Então, fundiram essas duas coisas.
09:00A minha mãe me contou o gosto da leitura e o meu pai a história e da política.
09:04E aí, eu comecei.
09:06E aqui em Belo Horizonte, eu aprimorei.
09:09Eu tive acesso lá no Colégio Arnaldo a uma biblioteca muito boa.
09:14E eu me lembro que, aos 14 anos, eu li um livro chamado Tropas e Boiadas,
09:18de um escritor goiano chamado Hugo de Carvalho Ramos.
09:21Sim.
09:22E aquelas histórias eram muito parecidas com as minhas, de menino em coluna.
09:27E eu pensei, bom, se ele escreveu, eu posso escrever também.
09:30Não é verdade?
09:31É isso.
09:31E se muitos outros cantam, eu também posso cantar.
09:34Com certeza.
09:34Então, eu comecei.
09:36E me conta uma coisa.
09:37Agora, voltando de novo para as crônicas.
09:39Nas crônicas, tem histórias da sua trajetória, da sua vida em coluna,
09:44de quando criança, do Estado de Minas e o que mais que tem aqui?
09:49Crônicas também?
09:51Elas são uma generalidade.
09:52E aí, eu conto histórias de todo jeito.
09:55Falo dos colegas da redação do Estado de Minas.
09:59Muitas e muitas histórias nasceram ali, nas mesas ali do Barba Azul,
10:03entre uma cerveja e outra, entre um amigo e outro.
10:07Aqui, ó, o livro, tem uma página que tem os colegas da redação.
10:10Muitas histórias também.
10:12Foram histórias que pessoas me contaram.
10:15Histórias dos meus amores passados.
10:18E quando não tinha assunto, eu inventava,
10:21porque a crônica também nos dá essa capacidade da fantasia, do inventar.
10:28E o mais interessante desse período todo como cronista,
10:33porque a crônica, ela me tornou uma outra pessoa.
10:36Ela me fez uma cara mais sensível, mais humilde, de escutar mais as pessoas,
10:41de ter aquela percepção, aquela certeza, que qualquer um, por mais humilde que seja,
10:46sabe mais do que você alguma coisa.
10:48Então, a crônica me ajudou também a ouvir a pessoa,
10:52saber o anseio do outro, que é o meu próprio anseio.
10:55Então, foi um momento muito importante da minha vida,
10:59que me marcou profundamente.
11:00e, principalmente, o carinho que eu recebi das pessoas.
11:04Como saía a fotozinha da gente no jornal,
11:08eu era conhecido na rua, as pessoas me paravam,
11:11escreviam cartas, mandavam e-mails.
11:14Então, assim, foi um momento maravilhoso,
11:17um momento muito bom da minha vida.
11:19e estar podendo falar, não é com você aqui hoje,
11:23bastante atabalhadamente, porque eu estou muito emocionado.
11:27É uma grande alegria falar dessas crônicas aqui na minha casa,
11:31que para sempre vai ser o estado de Minas aqui.
11:34Mas eu acho que essa sensibilidade, essa alegria, essa emoção,
11:37como eu disse, demonstra um período muito feliz do trabalho,
11:43do retorno, do retorno dos leitores.
11:45Sim, com toda certeza.
11:47E eu fiquei muito feliz que a gente fez o lançamento
11:50dia 4 de outubro agora.
11:51E foram muitas pessoas que eu não conhecia
11:54e que falaram, ô, Carlos Herculano,
11:57vinha que te conhecer porque eu era seu leitor no estado de Minas.
12:00Olha que gracinha.
12:00Não perdia uma semana.
12:02Então, aquilo me emocionou demais também.
12:04Também, gente, não é para menos.
12:06Está aí.
12:07Esse foi o nosso bate-papo com Carlos Herculano Lopes,
12:10que está lançando 200 crônicas escolhidas,
12:13que contam a história dele de vida, a história durante o jornal,
12:16durante o tempo como cronista e como jornalista
12:18aqui no jornal Estado de Minas.
12:19Um prazer recebê-lo aqui no nosso programa em Minas.
12:21O Bom Filho, a Casa Torna, as portas estão abertas.
12:25Parabéns por mais esse trabalho.
12:26Eu já, ó, estou com esse exemplar aqui para mim.
12:28E quem quiser ter também o prazer de ler esse livro,
12:33como deve fazer, Carlos?
12:34Olha, esse livro, ele é encontrado nessas plataformas de venda todas
12:38e também nas livrarias aqui de Belo Horizonte e do Brasil afora.
12:42Muito bom.
12:43Ele está muito bem distribuído.
12:44Muito obrigada pela presença.
12:46Muitíssimo obrigado a você.
12:48Foi uma alegria imensa voltar aqui.
12:50Estou muito feliz.
12:51O programa em Minas de hoje fica por aqui.
12:54Agora, se você quer continuar com a gente,
12:56nós seguimos num bate-papo lá no YouTube do Portal Uai.
13:00Com vocês aqui da TV Alterosa,
13:02eu te aguardo na próxima semana.
13:03Até lá!
13:12Transcrição e Legendas Pedro Negri
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