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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar uma suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda na prisão. Segundo Moraes, houve ilegalidade, ausência de competência e desvio de finalidade por parte do CFM, já que a apuração envolvia a atuação da Polícia Federal. O ministro afirmou que não houve omissão da equipe médica da PF e destacou que os exames realizados no Hospital DF Star não apontaram qualquer problema ou sequela relacionada ao episódio.

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Transcrição
00:00E já que você falou do Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes declarou nula a sindicância do Conselho Federal de Medicina
00:06que apura o atendimento médico prestado ao ex-presidente, ou seja, a própria investigação sobre como ele foi atendido
00:12acaba de perder a validade. Mano Ferreira.
00:15Olha, eu confesso que eu nunca tinha visto uma atuação do Conselho Federal de Medicina desse tipo,
00:21para dizer que vamos apurar como foi o atendimento médico de um paciente especificamente desse modo,
00:31me parece um tipo de atuação política, o apoio político do Conselho Federal de Medicina ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
00:42O que a gente precisa, no fim das contas, é que os laudos médicos venham a público,
00:48para que a gente consiga entender e ter até a opinião de outros especialistas
00:53para saber se o atendimento médico foi adequado ou não.
00:57A princípio, não me parece ter evidências suficientes para desconfiar da competência de profissionais médicos
01:05que fizeram o atendimento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
01:08É porque vamos relembrar um pouquinho, né?
01:10A Polícia Federal, um médico da PF examinou o ex-presidente,
01:15disse que, olha, não há motivos para levá-lo para o hospital.
01:17Por isso que o Conselho Federal de Medicina entrou no circuito e falou, não, calma aí,
01:21vamos ver essa atuação aí desse médico,
01:23de que forma que ele está realmente afirmando isso, sendo que exames não foram feitos.
01:28Então, não é papel também do Conselho Federal de Medicina fazer a investigação, Fernando?
01:32Principalmente num cenário altamente politizado como está essa situação do Bolsonaro.
01:36Se você for olhar uma questão simples de direito humano,
01:39uma pessoa que está pedindo ajuda médica, um idoso,
01:42inclusive com comorbidades pelo fato da facada e etc.,
01:45seria justificado ele ter um atendimento especializado,
01:49uma atenção a mais, que foi negada a ele pela Polícia Federal
01:52e pelo Supremo Tribunal Federal.
01:55Depois teve, né?
01:57Ele fez esses exames ontem.
01:58É politizado? É devido?
02:00Então, assim, eu acho justo vir o Conselho de Medicina
02:04e referendar ou não a opinião de um médico ali,
02:07que foi o que atendeu o Jair Bolsonaro.
02:10Vejam, eu acho que o que está acontecendo ali,
02:13a gente precisa deixar isso acima de qualquer dúvida.
02:16Tratar o Bolsonaro como uma pessoa comum é impossível.
02:21Ele é um ex-presidente, ele é uma figura proeminente na política nacional.
02:25Tentar até prejudicá-lo, como a gente pode ver,
02:28com o caso de próprio Alexandre de Moraes,
02:30ele é, é claro, é visível a indisposição pessoal dele
02:35diante ao Jair Bolsonaro.
02:37E isso pode ir contra ele, porque o brasileiro é um povo empático, né?
02:42É só lembrar quando o Bolsonaro tomou a facada
02:44que a aprovação dele, a intenção de voto dele subiu bastante.
02:49Se o povo brasileiro começar a entender que o Bolsonaro está sendo injustiçado,
02:52que está tendo decisões irrazoáveis por motivos políticos,
02:59pense só se um extremo acontece e ele passa mal
03:02e vem a falecer por uma coisa desse sentido,
03:04a comoção nacional que isso vai gerar pode servir muito bem até
03:08para ajudar a própria candidatura do filho dele, do Flávio Bolsonaro.
03:13Então, assim, eu acho que tem que ser tratado com uma humanidade,
03:18isso daí, com clareza e com abertura para a sociedade,
03:21porque disputas pessoais, políticas ou até mesquinhas ali
03:25podem acabar tendo um impacto grande na eleição que vai ter mais tarde nesse ano.
03:29Camila, está quietinha, Camila, pode falar, se abra para o Morning Show.
03:35Estou aprendendo tanto com vocês e vendo por essa ótica,
03:38as pessoas são mais emocionais mesmo, então acaba sendo o modelo inverso.
03:44Cuidar da saúde dele não vai absolver ou condenar,
03:47mas sim deixar ainda mais em aberto.
03:49Então, quanto mais as pessoas comentarem, maior visibilidade terá
03:53e, assim, um ponto mais favorável, mais positivo a ele ainda.
03:57Então, o fato de estarem paralisando,
04:00o fato de não estarem querendo dar essa ajuda,
04:04está positivando ainda o ponto dele.
04:06Cria uma empatia do público em favor dele.
04:08Exatamente.
04:08E aí, realmente, essa narrativa de que, olha,
04:11ele está sendo injustiçado, não está recebendo o atendimento adequado,
04:15aí realmente torna a narrativa completamente essa, né?
04:18Desfavorável às decisões do STF.
04:20Mas tem que ver se, de fato, isso procede.
04:22Ou seja, qual vai ser o resultado dos exames
04:25que o presidente se submeteu ontem?
04:27Se os exames disserem que não havia nada,
04:30aí a gente vai continuar crucificando o médico
04:33que disse que não tinha necessidade
04:35ou a gente vai dar razão e dizer,
04:37olha, de fato, foi só um incidente pequeno...
04:40Você não acha que precisa ter essa visualização primeiro e falar assim,
04:42foi constatado por meio de exames e não tem nada?
04:44Não, mas veja, teve um médico que atendeu.
04:47O meu ponto é o seguinte, o que é que está em pauta?
04:50O CFM está dizendo que o médico que atendeu
04:52e disse que Bolsonaro não precisava de exames
04:56tem que ser investigado.
04:58Aí o meu ponto é a presunção de inocência
05:01e de honestidade do médico profissional.
05:04Eu acho que é sobre o diagnóstico e não sobre o próprio médico,
05:07eu diria, né?
05:08Que eu acho justo,
05:09dado a politização do processo como um todo,
05:11você ter uma segunda opinião.
05:13A gente, quando pede...
05:13Não, mas ele teve direito à segunda opinião, né?
05:17Tanto que aí a defesa reformulou o pedido e pediu pelos exames
05:20e ontem o presidente foi fazer os exames.
05:23Então o que eu estou dizendo é,
05:25você tem um médico que diz,
05:26ó, não foi nada demais, não precisa de exames
05:29e teve o outro médico que disse,
05:31não, preventivamente, vamos fazer esses exames.
05:34Foi isso que aconteceu.
05:35Aí o médico que disse que não teve nada demais
05:38precisa ser investigado desde já, na minha opinião,
05:42se os exames mostrarem que houve algo e que tinha necessidade,
05:46aí sim a conduta do médico que disse que não tinha nada demais
05:51e não precisava ser investigado,
05:53aí o médico teria sido negligente.
05:56Se não houver nenhum indício nessa direção,
05:59eu acho que a gente não pode aqui crucificar o médico
06:02que foi lá, profissional, atendeu a situação
06:05e disse que não tinha nada demais.
06:07Eu fico percebendo as reações de vocês aqui,
06:09e o Hugo Rocha deu uma olhadinha assim para o Mano,
06:12meio discordando.
06:13Não, imagina, eu ia concordar com ele,
06:16de fato, a fala dele foi oportuna,
06:18mas eu queria olhar para uma outra perspectiva.
06:22Tomara que essa prerrogativa,
06:24essa iniciativa do Conselho Federal de Medicina
06:26abra os olhos para que outros atos desses aconteçam,
06:31mas para a população também.
06:33Eu sei, Fernando, Fernando colocou que não dá para tratar
06:35o ex-presidente Bolsonaro como uma figura comum
06:39qualquer, não é um ex-presidente,
06:41será sempre um ex-presidente,
06:43mas a população que enfrenta diversos problemas
06:46no sistema de saúde do país,
06:48precisa ter um olhar também
06:50pelo Conselho Federal de Medicina.
06:53A gente sabe das dificuldades.
06:54Então, que esse ato também seja comum
06:58para a população em geral,
06:59que os conselhos regionais também
07:01tenham esse olhar para as pessoas,
07:03porque há muita negligência, infelizmente,
07:06no sistema de saúde do nosso país.
07:07Eu acho que a minha risada era essa.
07:09Eu acho que a gente tem que fazer com que isso
07:10sirva de exemplo para a população.
07:13Tudo que for possível,
07:14a gente transformar num bom ato
07:16para quem nos ouve,
07:18que é quem de fato precisa da coisa,
07:20eu acho que isso é sempre saudável.
07:22Sem dúvida.
07:23E quando esses conselhos mais profissionais
07:25entram numa disputa política,
07:27que é o que está aparecendo,
07:29eles vão perdendo um pouco da credibilidade,
07:31porque aí as pessoas da população
07:33já não sabem mais em quem acredita,
07:34de qual lado está,
07:35no que eu me guio.
07:37É, mas aí tem a questão também
07:38de fiscalizar os médicos.
07:40Então, se você tem um profissional médico,
07:41você fiscaliza conforme a categoria.
07:43Então, são diferentes interpretações também
07:45que podem ser vistas, né?
07:46É o trabalho do conselho.
07:47É, é o trabalho do conselho.
07:49Mas eu acho que você trouxe um bom ponto,
07:50o Hugo trouxe,
07:51porque, assim,
07:51a gente vê muita perícia médica acontecendo,
07:54profissionais que às vezes esquecem
07:55até instrumentos dentro do corpo
07:57ao realizar cirurgia,
07:58às vezes vai lá para amputar a perna,
08:00a perna direita e acaba amputando a esquerda.
08:03Eu já vi isso acontecendo
08:04diferentes vezes,
08:06enquanto repórter.
08:07Já fiz matérias,
08:08nossa, sobre, assim,
08:09erros médicos grotescos
08:11que muitas vezes nem
08:12sequer tiveram investigação.
08:14Aí depois de um período
08:15da gente fazendo reportagem,
08:16que aí trouxe a tona,
08:18aí o conselho falou,
08:18não, a gente vai investigar.
08:19Então é absurda também
08:21a atuação muitas vezes
08:22que a gente vê por parte do conselho
08:23e fica a crítica aqui também
08:24voltada a todas as esferas.
08:26Mas vamos...
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