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Após a COP30, o foco global saiu da negociação e entrou na fase de execução. Tatiana Sasson analisou as perspectivas para 2026, o papel do Brasil na presidência da COP e os desafios da transição energética em meio às tensões geopolíticas.

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Transcrição
00:00O ano de 2026 já começa com uma promessa para a agenda climática.
00:04Depois da COP30, que foi realizada em Belém, o foco deixa de ser negociação e passa a ser implementação.
00:11Vamos saber mais do que podemos esperar para este ano em relação à agenda climática
00:15com a nossa comentarista Tatiana Sasson, Head de Impacto da Light Rock.
00:22Oi, Tatiana, muito boa tarde para você. Seja bem-vinda aqui ao Fast Money. Tudo bem contigo?
00:27Tudo ótimo, Érica. Boa tarde, obrigada.
00:30Prazer tê-la aqui, sempre nesse espaço.
00:32Tatiana, responde para a gente, quais são as perspectivas para a agenda de transição climática em 2026?
00:39Dá para ser otimista, Tati?
00:42Olha, é um momento de um otimismo cauteloso.
00:45A gente, ano passado, acompanhou as discussões da COP, a gente teve bons avanços,
00:49principalmente se a gente pensa em termos como adaptação climática, que é o que seja as pessoas no meio,
00:54como que a gente vai enfrentar os desafios da crise climática.
00:57Mas o ano começou com uma tensão geopolítica bem exacerbada, que acaba interferindo com certeza na agenda.
01:03Dito isso, isso impacta na agenda mais na velocidade que a gente vai ter de adoção,
01:09mas menos não se essa adoção vai acontecer ou não.
01:11Então, a gente começa em 2026, muito, muito com a visão de colher os frutos do que foi discutido na COP do ano passado,
01:18colher os frutos do que vem sendo discutido ao longo dessa pauta, ao longo de muito tempo,
01:22investimentos já feitos, programas de financiamento que já estão acontecendo,
01:27como o programa de florestas tropicais, que já tem mais de 5 bilhões comprometidos
01:31para serem alocados ao longo dos próximos anos.
01:33Então, é um otimismo cauteloso, mas definitivamente a gente tem coisas boas para poder esperar
01:38e o Brasil vai ter um papel muito chave na agenda esse ano.
01:43Tatiana, e qual é o papel do Brasil nesse contexto em 2026?
01:49O papel do Brasil são vários agora.
01:51No passado, a gente discutiu muito a COP em Belém,
01:54mas a COP em Belém marcou a posse do Brasil como presidência da COP.
01:58O Brasil segue como presidente da COP até a COP na Turquia,
02:02que vai ser realizada em novembro desse ano.
02:04Então, ao longo de todo esse ano, todo o multilateralismo climático,
02:07quem vai ser o líder, quem vai liderar essas discussões é o Brasil.
02:11E tem discussões muito importantes a conhecer.
02:13Ano passado, a gente falou muito, durante a COP, do mapa do caminho.
02:17Como que vai ser a transição fora dos combustíveis fósseis ao longo dos anos.
02:23A gente acabou não tendo isso nos textos finais da COP,
02:26mas acabou sendo um comprometimento de vários dos países que fizeram parte
02:29de discutir isso ao longo desse ano.
02:32Com essa questão da Venezuela, esse tema segue sendo importante
02:34e o Brasil vai ter um papel muito importante de puxar essas discussões,
02:38de continuar discutindo o mapa do caminho que tanto foi falado no ano passado.
02:43Isso do ponto de vista mais global.
02:45E do ponto de vista local, o Brasil também tem um papel muito importante.
02:49Esse é um ano que várias das iniciativas regulatórias que foram feitas na agenda,
02:54como o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Carbono,
02:58a Lei de Taxonomia do Centro, vão passar pelas suas fases de implementação.
03:02E o Brasil vai ter um papel super relevante de mostrar para o mundo
03:06o que vai ser esse impacto, como isso vai atrair mais oportunidades de investimento
03:10e o exemplo mesmo que o Brasil vai criar, como a gente já é em renováveis,
03:14mas o exemplo que a gente vai criar para ser seguido aqui por outros países.
03:17Então, o Brasil vai ter um papel muito relevante,
03:20tanto pela presidência, tanto também pela vitrine do que a gente vai fazer aqui dentro de casa.
03:24Tatiana, a gente vê se a questão da Venezuela e que o país caribenho deve retomar agora
03:33uma exploração ainda mais forte do petróleo por lá.
03:37A gente fala tanto em transição energética, falamos isso,
03:40foi o lema, inclusive, da COP30 aqui no país,
03:44mas ainda se demanda muito o petróleo.
03:46O petróleo fica ditando aí os rumos, talvez, até da economia global.
03:51Como é que a gente vai fazer essa transição energética,
03:54se todo mundo está de olho ainda no petróleo?
03:56Como é que você vê essa questão neste momento?
04:00O tema de transição, essa questão mostra muito a relevância do tema
04:04de segurança energética alinhado à transição.
04:08Então, os Estados Unidos mostrou que o tema de segurança energética para ele
04:11continua sendo muito relevante.
04:14E, de fato, as transições, como a gente fez do carvão para o petróleo,
04:18são transições que demandam mais tempo e não são transições triviais
04:21de serem feitas.
04:22E a do petróleo, especificamente, para renováveis,
04:25é uma transição que muitas vezes é difícil de ser feita,
04:27dada a eficiência que o petróleo ainda tem.
04:30E a dependência que vários outros países têm,
04:33dado que não tem o mesmo nível de matriz que o Brasil tem hoje em dia.
04:36Então, é um tema que é super difícil.
04:38O que a gente vê é que retomar a produção na Venezuela
04:40tem um custo muito alto,
04:42esses estímulos são em torno de 10 bilhões de dólares
04:45para que essa produção seja retomada em patamares mais expressivos.
04:49Esse capex de 10 bilhões é o dobro do que as petronícolas fizeram no ano passado,
04:54mas mostra muito também a tensão geopolítica.
04:57Quando os Estados Unidos estão com essa questão da Venezuela
04:59apostando, dobrando a aposta dele em combustíveis fósseis,
05:03a China vem atraindo, por outro lado, outra posição.
05:06A China hoje é um dos grandes exportadores de painéis solares,
05:09de turbinas eólicas, é o maior player de produção de carros elétricos
05:15e mostra muito esse antagonismo entre as duas maiores potências globais
05:19hoje em dia.
05:19Uma tentando migrar mais para o lado,
05:21apesar de a China ainda ser um grande emissor,
05:24mas tentando puxar crescimento através dessa agenda
05:26e puxando isso através de exportação,
05:29os dados de exportação da China de painéis solares,
05:32usinas e turbinas eólicas são muito expressivos.
05:35E os Estados Unidos dobrando a sua aposta,
05:37que tem impacto não só no curto prazo, mas no longo prazo.
05:40Se a gente pensa que esse investimento vai ser feito pelas petrolíferas,
05:43não é para uma exploração de curto prazo,
05:46não é para uma exploração de grande prazo.
05:48Então é ver os próximos capítulos,
05:50como que isso vai se desdobrar aqui ao longo de 2026.
05:53Vamos conferir então.
05:55Tatiana Sasson, que prazer falar contigo, viu?
05:58Um grande abraço para você e uma ótima quarta-feira.
06:02Obrigada, Érica. Um abraço.
06:03Um abraço. Tchau, tchau.
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