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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, manifestou confiança no desempenho do petróleo brasileiro para 2026.

Durante coletiva sobre os dados da balança comercial de 2025, que registrou superavit recorde de US$ 68 bilhões, Alckmin avaliou que a possível abertura das reservas venezuelanas após a queda de Maduro não afetará o Brasil no curto prazo.

Assista à íntegra:
https://youtube.com/live/T_N-V95QNWo

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Transcrição
00:00os impactos dessa crise na Venezuela para as exportações brasileiras de petróleo.
00:06Repórter André Aneri, mais uma vez aqui com a gente,
00:08qual o ponto de vista de Geraldo Alckmin sobre essa questão, André?
00:15Sim, Tiago, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que,
00:20apesar de a Venezuela deter grandes reservas de petróleo,
00:23a normalização da produção e das exportações do país
00:27exigiria investimentos elevados e de longo prazo.
00:32Essa avaliação foi feita em resposta sobre uma possível retomada
00:36da Venezuela nos mercados globais de petróleo,
00:39o que poderia reduzir parte do espaço ocupado atualmente pelo Brasil
00:44em mercados como os Estados Unidos,
00:46algo que o vice-presidente vê como improvável, pelo menos no curto prazo.
00:51Ainda em relação ao comércio internacional,
00:54Alckmin minimizou o impacto da nova crise venezuelana nas exportações brasileiras,
01:00já que, segundo ele, o país vizinho responde
01:02por menos de 0,3% da corrente de comércio brasileira
01:08e viu a participação no PIB mundial despencar nas últimas décadas.
01:13venezuelana na década de 70 representava mais de 12% do PIB da América do Sul.
01:2212%.
01:23Hoje representa 2% do PIB da América do Sul.
01:28Então, ela não é tão relevante na questão do comércio exterior com o Brasil.
01:34Nós torcemos pela Venezuela, que ela possa se recuperar,
01:39que ela possa crescer, que possa aumentar a sua exportação, sua importação.
01:45Todo mundo torce para que o país possa se recuperar.
01:48As declarações do ministro foram dadas no mesmo dia em que a própria pasta
01:58divulgou que a balança comercial brasileira registrou, em 2025, no ano passado,
02:03um superávit de 68 bilhões e 300 milhões de dólares.
02:08Apesar de positivo, esse saldo brasileiro com o exterior caiu 7,9%
02:14na comparação com o ano anterior, com 2024, quando somou 74 bilhões e 200 milhões de dólares.
02:23Esse foi também o menor superávit da balança comercial brasileira nos últimos três anos.
02:29Além do impacto do tarifácio norte-americano sobre as exportações brasileiras,
02:35outro fator que contribuiu para a redução do superávit no ano passado
02:39foi o aumento das importações.
02:42A situação da balança comercial do Brasil no ano passado só não foi pior
02:47porque o país conseguiu ampliar as exportações para outros mercados consumidores,
02:53como a China e a União Europeia, movimento que ajudou, então,
02:57a compensar os efeitos do tarifácio americano.
03:01Tiago.
03:02Agora, André, na OEA, o Brasil também foi duro nas críticas à ação dos Estados Unidos na Venezuela.
03:08O embaixador Benoni Belli não usou, inclusive, meias palavras para definir a prisão de Nicolás Maduro.
03:15É isso? Qual foi o posicionamento?
03:17Olha, Tiago, o embaixador Benoni Belli, ele que é representante do Brasil no Conselho Permanente
03:26da Organização dos Estados Americanos, a OEA, classificou a prisão de Nicolás Maduro como um sequestro.
03:33Essa declaração faz parte do discurso dele em que ele afirmou a posição brasileira
03:39de condenar a ação dos Estados Unidos na Venezuela.
03:42Dele ainda afirmou que a defesa da soberania nacional com base no direito internacional é essencial
03:49e que o Brasil não vai hesitar em defender a não intervenção e a paz na América do Sul.
03:57Os bombardeios no território da Venezuela e o sequestro do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
04:04Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela
04:09e ameaçam a comunidade internacional com um precedente extremamente perigoso.
04:14Agressões militares conduzem a um mundo em que a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
04:20Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios.
04:25Esse raciocínio carece de legitimidade e abre a possibilidade de conferir aos mais fortes
04:30o direito de definir o que é justo ou injusto, o que é certo ou errado
04:34e de ignorar as soberanias nacionais ditando as decisões que devem tomar os mais fracos.
04:40O discurso do embaixador foi bem alinhado com a posição do governo federal
04:48que rejeitou o ataque à Venezuela numa carta assinada pelo presidente Lula.
04:54A gente relembra que ontem o governo brasileiro também repudiou a operação americana
04:59durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, a Organização das Nações Unidas.
05:05Tiago.
05:06Pois é, e a diplomacia reagindo e o ministro-geral do Alckmin, vice-presidente da República,
05:12sempre naquele tom de tentar amenizar, falando mais sobre a questão econômica do que a ação americana.
05:20Bom, até amanhã, André, a gente volta a se falar, chamar os nossos comentaristas,
05:24o Nelson Kobayashi e também a Dora Kramer.
05:26O Dora, como sempre, né, Alckmin sendo o Alckmin, ele acabou falando primeiro publicamente
05:32do que o presidente Lula, mas ele foi na linha da economia, dizendo que torce para a Venezuela
05:39e que haja uma espécie de recuperação do país.
05:43Pois é, por enquanto tudo dentro do script.
05:47Você vê que a condução, o combinado é a condução ficar para a diplomacia
05:53e o tom hoje na OEA foi o mesmo tom do embaixador Sérgio Danese ontem na ONU,
06:01até com palavras repetidas, né.
06:04Agora, quando o vice-presidente fala, ele fala, como você disse,
06:10exclusivamente na área da economia, na área do Ministério de Indústria e Comércio.
06:17nada além disso, porque o combinado é, além da condução do processo ser feita pela diplomacia,
06:25que o presidente Lula evite improviso sobre esse assunto, exatamente pela necessidade do equilíbrio
06:33entre a defesa da soberania dos Estados nacionais,
06:39a condenação da violação ao direito internacional e a manutenção das boas relações com o governo Trump.
06:48Então, qualquer improviso do presidente Lula nesse aspecto, nesse assunto,
06:54é extremamente perigoso, porque a gente sabe como o presidente Lula tropeça nas palavras.
07:00Portanto, por isso que eu disse, por enquanto, tudo nos conformes, de acordo com o script previsto.
07:10Agora vamos ver quando o presidente Lula, de repente, resolver se entusiasmar no palanque e acabar tropeçando.
07:18Mas eu tenho a impressão que esse assunto é tão delicado, é um terreno tão minado para o governo brasileiro,
07:27que, inclusive, vai começar a ser cobrado para se manifestar com relação ao futuro da Venezuela,
07:34o futuro institucional da Venezuela, realização de eleições, etc.
07:40Então, esse terreno é tão minado que tem a impressão que o presidente Lula é capaz de adotar um tom mais prudente.
07:47Pois é, campo minado é garantia de alguma coisa, Kobayashi?
07:51Não, não, era esperado, né, Tiago, que essa situação toda envolvendo a Venezuela,
07:57envolvendo aqui um país vizinho, fronteiriço...
08:00Kobayashi, se o microfone está desligado, a gente vai refazer aqui o contato e...
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