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A nomeação de Guilherme Boulos (PSOL-SP) para a Secretaria-Geral da Presidência é vista por lideranças do Congresso Nacional como um movimento que afasta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do Centrão.

Lideranças enxergam a estratégia como um "jogo duplo" do governo, que estaria buscando tensionar as relações para, em seguida, negociar vantagens políticas. Reportagem: Victoria Abel.

Assista na íntegra: https://youtube.com/live/qsE2hdBBY9M

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Transcrição
00:00Cálculo político, a indicação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência
00:04é vista por líderes como uma escolha do governo
00:07com o objetivo de ampliar o distanciamento com o centrão.
00:11Repórter Vitória Abel chegando com todos os bastidores.
00:14A escolha de Lula pode pressionar o Congresso a fazer talvez andar as pautas nas duas casas,
00:20as pautas que não andam, que estão paradas.
00:22Bem-vinda, Vitória. Boa noite.
00:26Boa noite, Tiago. Boa noite a todos que nos acompanham.
00:30Pois é, essa indicação de Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência da República
00:35confirmada ontem, além, é claro, de ajudar o presidente Lula na articulação com os movimentos sociais,
00:43possibilitando uma conexão maior com a militância da esquerda, petista e também do PSOL,
00:49existe um outro fator que foi levantado pelas lideranças de centro aqui no Congresso Nacional,
00:55que é o seguinte, Guilherme Boulos foi um dos organizadores, por exemplo,
01:00das manifestações contra o Congresso Nacional, de críticas ao Congresso Nacional,
01:05em meio à aprovação da PEC da blindagem.
01:08E também ali as manifestações contra o avanço do projeto
01:12que poderia anistiar presos e condenados por tentativa de golpe.
01:17Pois bem, esse perfil de Boulos e justamente a força que Boulos tem de fazer uma movimentação social nas ruas,
01:25como ele já fez, foi vista como uma forma do presidente Lula demonstrar um afastamento ainda maior
01:33das lideranças de centro, dos deputados, do centrão.
01:37Isso porque justamente representaria esse embate, esse enfrentamento.
01:41Agora, o que eles também ponderaram é que, ao mesmo tempo em que Boulos representaria esse afastamento
01:48e a aposta de colocar um discurso na rua, o presidente da Câmara, Hugo Mota,
01:54tem trabalhado junto com o Palácio do Planalto para tentar reorganizar a base governista
01:59e achar ali deputados de centro que possam ser fiéis à Lula.
02:03A gente já contou isso aqui.
02:05Então, tem dois lados aí, duas vertentes que estão sendo usadas como estratégia pelo governo.
02:11Uma, de ir para a rua, radicalizar o discurso e fazer com que, de fora para dentro,
02:17a sociedade possa cobrar o Congresso Nacional de avanços de pautas interessantes para o governo.
02:23A outra vertente de estratégia seria justamente fazer com que essa rearticulação,
02:32essa reorganização da base governista funcione a ponto de conseguir votos favoráveis para o governo.
02:38O que os líderes de centro me disseram é que é justamente, parece justamente,
02:42uma estratégia de morde e assópria, um jogo duplo do Palácio do Planalto
02:46para tentar tensionar a relação e depois ir para a negociação,
02:51criando ali, de acordo com o que eles falaram, uma margem de lucro, entre aspas,
02:56que o governo teria durante a negociação.
02:59Então, bate, morde e depois assopra.
03:02O Guilherme Boulos se manifestou ontem também nas redes sociais,
03:05agradecendo o convite do presidente da República.
03:08Diz que vai ter justamente essa missão de liderar a articulação com os movimentos sociais.
03:15E aí a gente pontua também que isso tem um enfoque para 2026,
03:21para as eleições do ano que vem.
03:22Guilherme Boulos deve ter justamente essa função de movimentar a militância
03:27para a campanha de reeleição a Lula,
03:30algo que em 2022 faltou um pouco ao PT,
03:36essa força de movimentação de rua que o Boulos soube fazer melhor
03:40nas eleições municipais, tanto de 2020 quanto de 2024.
03:43Então, eles esperam que o Guilherme Boulos possa colaborar também
03:48para que Lula tenha mais força de rua para as eleições do ano que vem.
03:53Tiago.
03:53Os bastidores de Vitória Bel, a participação de Guilherme Boulos a partir de agora no governo.
03:59Você volta daqui a pouquinho com mais detalhes.
04:01Vou chamar o Cristiano Vilela e a Dora Kramer.
04:03Começo por você agora, Vilela.
04:05Em relação ao papel de Guilherme Boulos,
04:08o que a Vitória Bel fala é que ele vai ter esse papel de tentar,
04:12não só trabalhar na rua com a imagem do governo,
04:14mas tem esse outro lado para se atrair ou convencer os parlamentares
04:22a votar ou não votar pelo governo ou fazer esse distanciamento do centrão?
04:26Mais distante ainda é possível?
04:29É muito difícil, viu, Tiago?
04:30Mais distante do que está é muito difícil.
04:33Eu vejo que o papel de Guilherme Boulos,
04:36ele será muito mais centrado nos movimentos sociais,
04:40no diálogo com os setores organizados da sociedade,
04:43especialmente setores mais no campo da esquerda,
04:46do que a atuação no parlamento.
04:48A atuação no parlamento vai ficar a cargo das lideranças naturalmente nas casas
04:53e especialmente da ministra Gleisi Hoffman.
04:55No caso de Guilherme Boulos,
04:57ele fará essa articulação junto aos movimentos
05:00e ao longo desse ano, Tiago,
05:02ele já tem feito uma série de atividades nesse sentido.
05:06Eu diria até que ele já tem exercido esse cargo de uma forma informal,
05:09à medida que a agenda de Guilherme Boulos está muito centrada
05:13nas necessidades do governo,
05:15atendendo demandas do governo, interesses,
05:18sendo justamente esse articulador.
05:21E nesse sentido, diante da melhora que o presidente Lula passou a ter
05:25na sua popularidade, nas pesquisas de opinião,
05:28é natural que uma parte desse bônus tenha vindo realmente
05:33para a conta de Guilherme Boulos.
05:34E aí, nesse sentido, o presidente Lula fez questão
05:37de ter realmente ele efetivamente no governo,
05:40pensando na disputa difícil,
05:42na disputa é árdua que terá pela frente agora,
05:46nas eleições de 2026.
05:48Dora, de qualquer forma, ele ainda, como parlamentar,
05:51vai estar licenciado, mas eventualmente,
05:52se tiver que reforçar a tropa de choque do governo,
05:54ele pode voltar para o Congresso,
05:57faz a votação,
05:58depois retorna para a Secretaria.
06:01Ele não vai ter muito mais peso
06:03do que se imagina no Congresso Nacional ou não?
06:05Não, tem um, nenhum.
06:08O Congresso não gosta dele, ele não gosta do Congresso.
06:10A vida parlamentar não é algo que agrade ao Guilherme Boulos,
06:15ele não é bem visto ali e ele também não gosta.
06:19Tanto é que a gente vê as quatro eleições que ele concorreu,
06:22três foram para o Poder Executivo,
06:24duas para a Prefeitura e uma para a Presidente da República.
06:28O que está aparecendo mais?
06:29É claro que o trabalho do Boulos é esse trabalho para fora.
06:33Se for um trabalho que tenha a ver com o Congresso,
06:36é justamente aquele de fora para dentro,
06:39mobilizar a militância para ir,
06:42é agitação e propaganda.
06:44Esse é o trabalho do Boulos,
06:46isso é o que ele sabe fazer,
06:48isso é o que ele gosta de fazer.
06:50Jamais uma articulação política,
06:53mas nem de longe.
06:55É algo que está absolutamente fora de cogitação.
06:59O Boulos está aparecendo mais
07:01com essa proximidade quando o presidente Lula
07:04traz ele para, leva ele para dentro do Palácio do Planalto,
07:09ele ali tem um perfil, eu diria,
07:12que daqui a pouco pode ser que o PT comece a reclamar,
07:16porque para ele se transformar num aprendiz de Lula,
07:21não vai custar, né?
07:23E quem está nessa boca, por enquanto,
07:26é o Fernando Haddad,
07:28que não tem esse perfil.
07:30O Fernando Haddad tem um outro perfil,
07:32perfil acadêmico e tal.
07:33O Boulos é um perfil,
07:35embora tenha uma origem diferente,
07:37uma origem classe média,
07:38filhos de médicos,
07:40é uma origem diferente da de Lula.
07:42Mas a atividade dele,
07:45ao que ele se dedica,
07:47e a origem política,
07:48que foi o Movimento do Sem Teto,
07:51é algo muito parecido com a trajetória,
07:57não é exatamente a trajetória do Lula,
08:00mas é o mesmo jeito,
08:01é o mesmo viés.
08:03É bem capaz,
08:04vamos escrever aqui,
08:06para daqui a um tempo,
08:08começar um fogo amigo ali dentro do PT.
08:11Será que,
08:12a Dora usou o termo aprendiz, né,
08:15do presidente Lula,
08:16será que ele pensa,
08:17mesmo que não tenha declarado isso a ninguém,
08:20numa sucessão,
08:21ou tentar uma nova liderança?
08:23Ah, isso eu não tenho a menor dúvida, Tiago.
08:26Pensar, ele pensa,
08:27não é à toa,
08:28e um político dessa envergadura,
08:31naturalmente,
08:31pensa em construir caminhos,
08:34e em disputar espaços de poder,
08:36e o fato é que Guilherme Boulos,
08:38como a Dora colocou muito bem,
08:39ele tem, talvez,
08:40essa pegada mais próxima do presidente Lula.
08:43E eu vejo que, nesse sentido,
08:44até o próprio Fernando Haddad,
08:46tem mudado um pouco a sua forma de atuar,
08:49inclusive,
08:50se percebe,
08:51ao longo desse ano,
08:52um certo afastamento,
08:53por exemplo,
08:54em relação ao mercado,
08:55quer dizer,
08:56até na contramão do seu próprio papel
08:58de ministro da Fazenda.
08:59E, muitas vezes,
09:00acentuando um discurso mais político,
09:02coisa que,
09:03nos dois primeiros anos,
09:04desse terceiro mandato,
09:05ele não fazia,
09:07acentuando a presença em eventos
09:08de envergadura política,
09:10você vê que o ministro da Fazenda
09:11deu aula no evento do aulão
09:14que teve em São Bernardo do Campo
09:15no último sábado.
09:17Então,
09:17é perceptível que haja,
09:19inclusive,
09:20algumas movimentações
09:21de futuros herdeiros políticos
09:23no sentido
09:24de se apropriar
09:25um pouco
09:26desse elemento
09:27mais político
09:28e de se colocar,
09:29justamente,
09:30nessa condição,
09:31nessa fila,
09:31nessa lista,
09:33para ser, realmente,
09:34lembrado num segundo momento.
09:35O fato é que,
09:36Guilherme Boulos,
09:37vindo para o governo,
09:38ele passa, realmente,
09:39a ter essa marca
09:40e tem habilidade
09:42no campo da esquerda
09:43para fazer isso.
09:44A diferença, talvez,
09:46entre os dois,
09:46por exemplo,
09:47é que Boulos,
09:48ele é muito centrado
09:50no eleitorado
09:51e no político de esquerda.
09:52Haddad, por exemplo,
09:53já é mais amplo,
09:54já consegue dialogar melhor
09:55com outros segmentos
09:57da sociedade.
09:57Idora,
09:58só mais um ponto.
09:59Imaginando a eleição
10:00de 2026,
10:01os ministros
10:02deixam o governo
10:03para tentar outros cargos
10:05e muitos, talvez,
10:06até para participar
10:07da campanha
10:08do presidente Lula.
10:09No caso de Guilherme Boulos,
10:10qual que pode ser
10:12o papel dele
10:12na campanha
10:13no ano que vem?
10:15Já estão falando
10:16de ele ser
10:17um dos coordenadores,
10:18talvez não o coordenador,
10:20mas um dos coordenadores.
10:22Você vê,
10:23olha só,
10:23a gente estava conversando
10:24ontem,
10:25será que aí
10:26ele não vai ser
10:27candidato a deputado federal,
10:29aí não pode
10:30ter votos,
10:32vou usar a expressão
10:33que eu não gosto,
10:34puxar votos
10:35para o PSOL,
10:36porque, olha só,
10:37ele elegeu
10:38na votação dele,
10:41ele conseguiu levar
10:42seis ou sete deputados
10:44de São Paulo
10:45para o partido.
10:46Quando sai o Boulos,
10:48por mais que a Erika Hilton
10:49tenha força,
10:51ela não é Guilherme Boulos.
10:53Guilherme Boulos já vem
10:54nessa batalha
10:54há um tempão.
10:55Você já pensou
10:56o PSOL saindo,
11:00o Boulos saindo
11:01de cena
11:01fica um campo
11:03para quem?
11:04PT.
11:05Para os deputados
11:07federais do PT.
11:08O presidente
11:09não quer fazer
11:10uma boa bancada?
11:11Então,
11:12então,
11:13sem o Boulos
11:13na parada,
11:14também tem isso,
11:16né?
11:16E aí,
11:18eleição de 2026,
11:20o Boulos
11:21eu nem sei
11:21que idade ele tem,
11:22mas ele é
11:23jovem,
11:24eu acho que ele,
11:25se tiver 50 anos,
11:26tem muito,
11:27acho que não tem isso,
11:28né?
11:29Então,
11:29ele tem tempo
11:30e a preparação
11:31do presidente Lula
11:32é liderança
11:34no futuro,
11:35liderança agora
11:36na Nanina,
11:37só na condição
11:39de aluno,
11:40né?
11:40Então,
11:41eu acho que o Boulos
11:42é uma pessoa
11:44talhada
11:45para isso
11:46e agora
11:47tem essa jogada
11:48aí, né?
11:48Ele sai de cena
11:49e o eleitorado
11:51fica aí
11:52à disposição
11:53do PT
11:54para eleger
11:54deputados federais.
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