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Durante reunião da Organização das Nações Unidas, o Brasil condenou a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Representante do governo afirmou que o ataque viola a Carta da ONU, o direito internacional e representa afronta à soberania venezuelana.

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Transcrição
00:00Agora, é preciso trazer também a manifestação do governo brasileiro,
00:03que condenou de forma contundente a ação militar dos Estados Unidos
00:07durante a reunião na ONU.
00:09Inclusive, a gente trouxe aqui ao longo da programação,
00:12o diplomata do Itamaraty classificou os bombardeios como uma violação grave
00:16da Carta das Nações Unidas e do direito internacional,
00:20além de afirmar que o ataque acaba abrindo um precedente perigoso para a ordem global.
00:25E aí o representante do governo Lula
00:27disse que a ação de captura do ditador ultrapassou um limite inaceitável
00:32e constitui uma grave afronta à soberania da Venezuela.
00:36Mota, dá para a gente se apoiar e falar em respeito ao direito internacional
00:41quando a gente trata de uma ditadura?
00:45Não, não dá.
00:46Não dá para falar de respeito ao direito internacional
00:49e ser best friends com o Irã,
00:52que viola o direito internacional, o direito nacional, viola tudo.
00:56Não dá para fazer apologia do direito internacional
01:01e ser amiguinho do Rabaz e de outros grupos terroristas.
01:07Não tem como.
01:08Eu lembro só um fato aqui, Caniato.
01:11Foi lembrado, aliás, por uma espectadora nossa, a Kátia Sodré,
01:15que sempre manda comentários muito bons.
01:17E ela lembrando da captura de Osama Bin Laden.
01:21Vocês lembram onde é que Osama Bin Laden foi capturado?
01:25No Paquistão.
01:27Os Estados Unidos não avisaram a ninguém.
01:29Eles mandaram os helicópteros lá com a tropa
01:31e capturaram o Bin Laden.
01:34Foi uma violação de soberania.
01:36Alguém reclamou?
01:37Vocês viram algum país reclamando?
01:40Disso?
01:41Pois é.
01:43Agora, há quem diga, Caniato,
01:45que esses protestos aí de algumas autoridades brasileiras
01:49são medo do efeito Orloff.
01:53Vocês lembram do efeito Orloff?
01:55Orloff é uma marca de vodka
01:57que ficou muito conhecida nos anos 80
02:00por um anúncio.
02:02Era um sujeito que acordava de manhã de ressaca,
02:06porque ele tinha tomado uma vodka ruim,
02:07e aí ele dizia, eu sou você amanhã.
02:13Muito bem lembrado.
02:14Esse é um eslogan muito bom.
02:15A publicidade brasileira, inclusive,
02:17acaba nos dando uma aula.
02:19Você, Dávila, o que é preciso considerar
02:21em relação ao posicionamento do governo brasileiro
02:24por meio daquela nota,
02:25mas principalmente hoje,
02:26na reunião do Conselho de Segurança da ONU.
02:29Uma postura demagógica de um país irrelevante,
02:32porque se o Brasil quisesse ter algum protagonismo
02:35na América do Sul, teria apoiado a eleição
02:39de Edmundo Gonzalez,
02:40que foi legitimamente eleito pelo povo.
02:43Porque a soberania é do povo venezuelano.
02:46Esta que vem sendo violada pela ditadura bolivariana
02:49há tanto tempo.
02:51É esta ditadura que vem perseguindo,
02:54matando, prendendo e promovendo
02:58o maior êxodo populacional
03:00desde o fim da Segunda Guerra Mundial,
03:02com mais de 8 milhões de venezuelanos
03:04abandonando o país por causa da ditadura.
03:07Isto, sim, é violação flagrante
03:10da soberania de um povo
03:12que vem sendo destruído,
03:15massacrado por um ditador.
03:17Por isso, a atitude do Brasil
03:19reflete a hipocrisia.
03:22Na hora de defender a democracia,
03:24vira as costas e apoia um ditador.
03:27E aí, na hora que o ditador é deposto,
03:30vai a ONU dizer que é preciso honrar
03:33os tratados internacionais.
03:35Como eu já disse,
03:37esta causa, esta guerra,
03:39é uma guerra justa.
03:42É justo usar a força.
03:44É legítimo usar as forças
03:46em qualquer definição de relações internacionais
03:50para remover um ditador
03:52que vem destruindo, escravizando
03:53e acabando com a sua população.
03:55É justo usar a força
03:57de maneira proporcional
03:59na qual a população civil
04:02não sofreu apenas aqueles envolvidos
04:05no ato de proteger um ditador.
04:07E é justo usar a força
04:09como uma última força
04:13para poder remover um ditador
04:16que há tanto tempo
04:18o povo venezuelano
04:19vem mostrando perseverança,
04:21persistência em eleições recorrentes,
04:24votando nas forças democráticas
04:26e mesmo assim
04:27não conseguindo tirá-lo do poder.
04:30Por isso, esta é uma guerra justa
04:33por um motivo justo
04:34e os Estados Unidos,
04:36nesse sentido,
04:37merecem sim
04:38o aplauso da comunidade
04:39livre e democrática do mundo.
04:43Você, Diego Tavares,
04:44queria naturalmente
04:46sua análise sobre o posicionamento
04:47do governo brasileiro
04:48naquela nota,
04:49nessa reunião,
04:50na fala do diplomata
04:52no Conselho de Segurança da ONU,
04:54mas para além disso,
04:55as discussões em torno
04:57da defesa do respeito
05:00ao direito internacional
05:01versus a situação
05:03que o povo se encontra
05:05diante de um governo ditatorial.
05:09Olha, Caniato,
05:10a nota do governo brasileiro
05:11é um grande nada,
05:12assim como a manifestação
05:14do governo brasileiro
05:15na reunião da ONU
05:16é um grande nada,
05:17reflexo da irrelevância do Brasil
05:19no cenário diplomático internacional.
05:21parece uma nota feita
05:23pelo chat GPT,
05:24na inteligência artificial.
05:25Não cita o nome
05:26de Nicolás Maduro,
05:27não cita o nome
05:28de Donald Trump.
05:29Frases genéricas,
05:31esparsas,
05:31que colocam
05:32uma certa contrariedade
05:33àquilo que aconteceu,
05:35mas sem, de fato,
05:36tomar um posicionamento
05:37incisivo.
05:38Claro, olha,
05:39é melhor que o Brasil
05:40errasse mais uma vez,
05:42mas errasse defendendo
05:43aquilo que historicamente
05:44defendeu,
05:45do que esse posicionamento
05:46morno que adota agora,
05:47como eu disse,
05:48eliminando qualquer hipótese
05:50de que o nosso país,
05:51a despeito de sua grandeza,
05:53seja reconhecido
05:54como uma liderança
05:55aqui da América do Sul
05:56ou do tal do Sul Global,
05:58seja lá o que isso signifique.
06:01E, claro,
06:01os Estados Unidos
06:02também não colaboraram muito
06:03para que as críticas
06:05não fossem tantas,
06:07e aí é necessário
06:08reconhecer.
06:08O Dávila,
06:09ele acerta muito
06:10quando ele diz
06:11que esse é um conflito justo.
06:12Eu também torci
06:13muito tempo
06:14pela queda
06:14de Nicolás Maduro,
06:15e acredito que
06:16grande parte do mundo
06:17também tenha feito
06:18essa torcida.
06:19Mas, repito,
06:20os Estados Unidos
06:21não declararam
06:22que estavam promovendo
06:23essa ação
06:24para defender
06:25a democracia
06:26ou sequer
06:27para defender
06:27o povo venezuelano.
06:29O que foi dito,
06:30a versão oficial
06:30que vem da Casa Branca,
06:32é que estavam só
06:33cumprindo um mandado
06:33de prisão.
06:34Estavam indo
06:35ao solo venezuelano
06:36para capturar
06:36um indiciado
06:38pela justiça
06:39norte-americana.
06:40E isso acaba
06:41tirando toda
06:42a nobreza
06:42dessa defesa,
06:44tirando a nobreza
06:45da guerra justa
06:46d'Ávila.
06:46Então,
06:47eu acredito
06:47que nesse sentido,
06:49considerando a versão
06:49norte-americana
06:50para os fatos,
06:52a versão norte-americana
06:53que justifica
06:54a incursão
06:55e captura
06:56de Nicolás Maduro,
06:57as críticas
06:58são, de fato,
06:59inevitáveis.
07:00E o debate
07:00há de se instalar,
07:01até porque
07:02não há como se negar
07:03que isso cria,
07:04sim,
07:05um precedente.
07:06Eu escrevi hoje,
07:07vou postar mais tarde
07:08nas minhas redes sociais
07:09um texto
07:12a respeito disso,
07:13o precedente
07:14que foi criado
07:15a respeito
07:15da Venezuela
07:15se enquadra
07:16para todo
07:17e qualquer
07:18país sul-americano.
07:19Todos os países
07:20do Cone Sul
07:22colaboram
07:23mais ou menos
07:24para que drogas
07:25entrem no território
07:26norte-americano.
07:27A desculpa
07:28que serviu
07:28para que Trump
07:29invadisse a Venezuela
07:30serve agora
07:31para que ele também
07:32deponha
07:32o presidente colombiano
07:34e serve posteriormente
07:35para qualquer
07:36país sul-americano,
07:38para qualquer país
07:39da América Latina.
07:40Então,
07:41as razões
07:41norte-americanas
07:42nesse sentido
07:43deveriam ter sido
07:44mais claras,
07:44deveria ter sido
07:45feita de fato
07:46uma incursão
07:47que claramente
07:48dissesse
07:49estou retirando
07:50Nicolás Maduro
07:50do poder
07:51porque ele é um ditador
07:52que está esmagando
07:53o seu povo.
07:54É um ditador
07:55que colocou 90%
07:56da população
07:57venezuelana
07:58na condição
07:58de pobreza,
08:0070%
08:01na condição
08:01de extrema pobreza,
08:03que está causando
08:04um problema social
08:05nos demais países
08:06da América do Sul
08:07em razão
08:08do êxodo
08:08de venezuelanos
08:09para esses outros países
08:10que acabam se amparando
08:11também na estrutura
08:12de assistência social
08:13dos demais países.
08:15A falta
08:16dessa justificativa
08:16clara
08:17abriu muito
08:18o flanco
08:19para críticas
08:20e nesse sentido
08:21não tem sequer
08:22como os Estados Unidos
08:23se defender
08:23porque, novamente,
08:24há uma versão
08:25oficial dos fatos
08:26e a versão
08:27é o combate
08:28ao tráfico internacional
08:29de drogas.
08:30Pois é,
08:30Diego fala em
08:31precedente aberto,
08:33você, Mota,
08:34com o precedente aberto
08:35ou não,
08:35eu queria que você
08:36discorresse
08:37ou se aprofundasse
08:38na análise decorrente
08:39daquele slogan
08:40que você trouxe
08:41para a gente.
08:42A Vod Korloff,
08:43creio eu,
08:43nos anos 80,
08:45publicou uma campanha
08:46em que o slogan
08:48era
08:48eu sou você amanhã.
08:50E aí,
08:51quando você diz isso,
08:52você entende
08:52que o Brasil
08:53poderia estar no radar
08:54dos Estados Unidos
08:55quando a gente olha
08:56para a pauta
08:57ou para a agenda
08:58de combate
08:59ao tráfico de drogas
09:00ou até para além
09:01disso, Mota?
09:03A inocência
09:05na política externa
09:07americana
09:07acabou há muito tempo,
09:10Caniato,
09:10provavelmente
09:11lá por 1789,
09:14a época da primeira
09:15Constituição.
09:17A gente tem que tratar
09:19desse assunto
09:19com muito cuidado,
09:21porque
09:21há vários fatores
09:23envolvidos,
09:24mas a gente pode
09:25dizer
09:26que o atual
09:27governo brasileiro
09:28tem
09:29a participação
09:31de indivíduos
09:32que foram
09:34fundadores
09:35do Foro de São Paulo.
09:37O Foro de São Paulo
09:38é aquele que não existe,
09:39mas existe.
09:41Ele não existe
09:42quando não é conveniente,
09:44mas quando
09:44os participantes
09:46estão confortáveis,
09:47ele existe.
09:49E,
09:50na interpretação
09:50de muita gente,
09:52a queda de Maduro
09:53é um golpe
09:54nesse movimento
09:56socialista
09:57revolucionário.
09:59O que é isso?
10:00São aqueles partidos,
10:02indivíduos,
10:02grupos de esquerda,
10:04que têm como objetivo
10:05chegar ao poder
10:06de qualquer jeito
10:07e, chegando lá,
10:09permanecer,
10:09nunca mais saía.
10:11A queda de Maduro
10:12também seria
10:13um golpe
10:14na corrupção,
10:16porque o Estado
10:17da Venezuela
10:18virou
10:19um Estado
10:21completamente
10:21extrativista.
10:23Opressor
10:24da sua população,
10:25extraindo o máximo
10:26de riqueza,
10:27não teve nem
10:27capacidade
10:29de manter
10:30a indústria
10:31petrolífera.
10:32eles extraem
10:33o máximo
10:34de riqueza
10:34de uma indústria
10:35que é cada vez
10:36menor.
10:37E,
10:38também,
10:38um golpe
10:39no narcotráfico.
10:41Golpe
10:41no socialismo,
10:43golpe na corrupção,
10:44golpe no narcotráfico.
10:46Muita gente
10:46na América Latina
10:48vai sentir dor.
10:50E aí,
10:50a gente vê
10:51essa turma
10:52que se revolta
10:54com a operação
10:55de derrubada
10:56de Maduro.
10:57Eu achei
10:58muito boa
10:58uma expressão
10:59que eu vi
11:00no X
11:01para descrever
11:02essa turma.
11:03São os sommeliers
11:04de ditaduras.
11:06Eles gostam
11:07de algumas
11:08ditaduras,
11:09mas de outras
11:10eles não gostam.
11:12É uma indignação
11:13seletiva.
11:15E aí,
11:15a gente tem
11:16sempre que perguntar.
11:17Quando a gente
11:17ouvi alguém
11:18dizendo
11:18a remoção
11:19de Maduro
11:20foi uma violação
11:22da soberania,
11:23soberania
11:24de quem,
11:25companheiro?
11:26Foi a soberania
11:27do povo
11:28da Venezuela.
11:28algumas mensagens
11:30aqui da nossa audiência,
11:31viu, Dávila?
11:32Dois apontamentos
11:34interessantes.
11:35Um,
11:35eles lembram
11:36que o atual
11:37presidente da República
11:38sempre teve
11:39muita dificuldade,
11:40por exemplo,
11:40em condenar
11:41a ação russa
11:42na Ucrânia.
11:43Eu acho que
11:44esse é um ponto
11:44para colocar em paralelo
11:46com essa ação
11:47dos Estados Unidos.
11:48E uma outra
11:49que diz respeito
11:50à maneira
11:51como o presidente
11:52brasileiro
11:52se colocou
11:53como um possível
11:54agente
11:54que poderia
11:55mediar
11:56as tratativas
11:58entre os Estados
11:58Unidos
11:59e a Venezuela.
12:00Estaria o presidente
12:01brasileiro
12:01frustrado
12:02com isso?
12:03Com certeza,
12:04só a total
12:05irrelevância
12:05nesse processo.
12:07Se o país
12:08fosse,
12:08o nosso Brasil
12:09fosse um país
12:10relevante,
12:11provavelmente
12:11os Estados Unidos
12:12estariam em consulta,
12:13se tivesse
12:13interesses alinhados,
12:15mostrando o que ia fazer,
12:16não aconteceu nada disso.
12:17O Brasil é
12:17absolutamente
12:18irrelevante,
12:19inclusive na América
12:21Latina,
12:22por causa
12:22das suas escolhas
12:23diplomáticas.
12:24Por ter feito
12:25vistas grossas
12:26durante tanto tempo
12:27aos povos
12:28que defendem
12:29a liberdade
12:30e a democracia
12:31e apoiado
12:32ditadores,
12:33como é o caso
12:33de Cuba,
12:34é o caso
12:34da Venezuela,
12:35é o caso
12:36da Nicarágua
12:36e tantos outros
12:38casos.
12:38O Brasil
12:39sempre do lado
12:40dos ditadores
12:41contra o povo
12:43que aspira
12:44à democracia.
12:45Agora,
12:46Caniato,
12:46esta nova ordem
12:47mundial,
12:48voltamos ao século
12:49XIX,
12:50o século XIX
12:51que era a época
12:52da política
12:54realista
12:54de esferas
12:55de influência
12:56e o mundo
12:57era dividido
12:58nesses setores
12:59de esferas
13:00de influência.
13:01Então,
13:01os Estados Unidos,
13:02a própria
13:03doutrina
13:04moral
13:04e depois
13:05o colorado
13:06do Roosevelt
13:06em 1904,
13:08sempre com essa ideia
13:08assim,
13:09agora os Estados Unidos
13:09vão tomar conta
13:10da América,
13:11a Rússia
13:13tomaria conta
13:14do leste europeu
13:15e parte
13:17da Ásia
13:18e a China
13:19agora com uma
13:19grande potência
13:20e o resto
13:21da Ásia.
13:21Pois é,
13:22essa divisão
13:23de poderes,
13:24apesar de estarmos
13:25de volta
13:26ao século XIX
13:27a política
13:27realista
13:28que chamava
13:29a política
13:30do poder,
13:32ela tem
13:32algo importante,
13:33não é apenas
13:34o uso
13:34do poder,
13:35é a conquista,
13:37é o soft power,
13:38é você também
13:39tem que ter
13:40o poder
13:40de sedução.
13:41Então,
13:41se você usar
13:42só força
13:43e não ter
13:44nenhum poder
13:45de atratividade,
13:47o que acontece
13:47é que cada vez
13:48que você usar
13:48força vai
13:49desgastando
13:50o seu poder
13:50e vai abrindo
13:51aí oportunidade
13:52para que exista
13:53outro tipo
13:54de influência.
13:55Então,
13:55é importante
13:56sempre saber
13:57nessa política
13:58realista
13:59do século XIX,
13:59nós temos
14:00de voltar
14:00a estudar
14:00a política
14:01do século XIX
14:01que é muito
14:02importante,
14:03aliás,
14:03um livro
14:03extraordinário
14:04do Kissinger
14:05contando sobre
14:05o Congresso
14:06de Viena
14:06que chama
14:07O Mundo
14:08Restaurado,
14:08The World
14:09Restored,
14:10é um livro
14:10imprescindível
14:11para ler
14:11nesse momento
14:12para entender
14:12como é que foi
14:13o começo
14:13dessa ordem
14:14depois do
14:15Congresso
14:15de Viena.
14:16Então,
14:17isso mostra
14:18que o uso
14:18da força,
14:19somente o uso
14:20da força,
14:21não traz
14:22legitimidade,
14:23pelo contrário,
14:24pode até ajudar
14:25a corroer o poder.
14:26Então,
14:26esse poder
14:27precisa ser
14:27muito dosado.
14:29Alguns países
14:30estão sim,
14:31eu não acho
14:31que o Brasil
14:32está nesse alvo
14:33dos Estados Unidos,
14:35mas o que eu acho
14:36importante é que
14:37a Colômbia sim,
14:38maior produtora
14:39de droga
14:39aqui da região,
14:41essa sim,
14:42e com o presidente
14:43que é totalmente
14:43ligado a essa turma
14:45da droga,
14:46esse aí tem que
14:46tomar cuidado mesmo.
14:48Agora,
14:48o que pode
14:48respingar de negativo
14:50no Brasil
14:51é o seguinte,
14:52é o discurso
14:53que a esquerda
14:54já está fazendo,
14:55que os Estados Unidos
14:56vão influenciar
14:57a eleição brasileira,
14:59que os Estados Unidos...
15:00Isso é muito ruim,
15:02porque passa
15:03a dar
15:04uma certa
15:05ar de
15:06verdade,
15:07entre aspas,
15:09para uma coisa
15:09que é totalmente
15:10mentirosa.
15:11Já é o PT
15:12descobrindo aqui
15:13a justificativa
15:14de se perder a eleição,
15:15vai falar que é os Estados Unidos
15:16se metendo na eleição brasileira.
15:18Então,
15:18a gente tem que tomar
15:19muito cuidado
15:20com essas coisas,
15:21com o uso das palavras,
15:22da terminologia,
15:24para não dizer que é isso.
15:25Então,
15:25em Cuba,
15:26vão sufocar
15:27não vendendo petróleo.
15:29Na Colômbia,
15:30pode até ter uma ação militar
15:31contra o tráfico.
15:32E no Brasil,
15:33vão despejar
15:34milhares de dólares
15:35para influenciar a eleição
15:36e fazer com que
15:37a esquerda
15:38perca o poder.
15:39Então,
15:39a gente precisa tomar
15:39muito cuidado,
15:40porque,
15:41senão,
15:41a gente começa
15:42a entrar
15:43num mundo fantasioso
15:44que não tem nada a ver
15:45com a realidade.
15:47Pois é.
15:47Agora,
15:48daqui a pouco,
15:48a gente vai trazer,
15:49inclusive,
15:49o Dávila menciona
15:50as menções
15:52das autoridades norte-americanas
15:54à Colômbia
15:55e também à Cuba.
15:56Na entrevista coletiva
15:57de sábado,
15:58Marco Rubio
15:59mencionou Cuba.
16:00A gente vai trazer,
16:00daqui a pouco,
16:01o nosso repórter
16:01vai entrar ao vivo,
16:02trazendo os detalhes,
16:03inclusive,
16:04da manifestação
16:05das autoridades.
16:06Antes disso,
16:06deixa eu passar
16:07para o Diego
16:07também fazer a reflexão
16:09em relação aos questionamentos
16:11da nossa audiência
16:12sobre a maneira
16:14como o presidente brasileiro
16:15tem se colocado
16:16diante do conflito
16:18e essa comparação
16:20sobre uma seletividade,
16:23um duplo padrão,
16:24um posicionamento
16:25em relação
16:26à Rússia e Ucrânia
16:27e aí um tom
16:28um pouco mais duro
16:28quando a gente olha
16:29para a ação
16:30dos Estados Unidos.
16:31Diego?
16:33Isso sempre existiu,
16:34Caniato,
16:35essa seletividade,
16:36essa indignação
16:37não é só em relação
16:38às relações internacionais,
16:39absolutamente em relação
16:41a todas as pautas.
16:42A esquerda tem por padrão
16:44a indignação seletiva
16:46e nas pautas identitárias,
16:48inclusive,
16:49isso é algo muito latente.
16:52O homossexual
16:52só é homossexual
16:53se for homossexual
16:54de esquerda.
16:55O preto só é preto
16:56se for um preto
16:57de esquerda.
16:58Enfim,
16:59isso é algo
16:59que é muito visível
17:00no discurso da esquerda,
17:03no discurso progressista.
17:04Então,
17:04nesse momento,
17:05a postura do presidente Lula
17:07nesse sentido
17:07não causa nenhum tipo
17:10de estranheza.
17:11Dou um exemplo concreto
17:12em relação
17:12à política comercial externa.
17:15Muitas críticas
17:16foram feitas
17:17sobre a possibilidade
17:18de o tarifácio
17:19ser uma questão ideológica,
17:20de ser algo
17:21do presidente Trump,
17:22lá naquela época
17:23em que não tinha pintado
17:24ainda a química
17:25entre os dois presidentes.
17:27Mas o Lula,
17:28também por questões ideológicas,
17:30vetou a venda
17:31de blindados
17:31ao exército de Israel.
17:33Então,
17:34são sempre dois pesos
17:35e duas medidas
17:36nesse sentido,
17:38o que revela,
17:38de fato,
17:39que toda a engrenagem
17:41política brasileira,
17:42e aqui eu não vou nem
17:43estar destrito só
17:44à esquerda petista,
17:46à esquerda lulista,
17:47mas em vários setores
17:49da política brasileira,
17:50se move muito mais
17:51pela narrativa
17:52do que pela realidade.
17:54E isso,
17:55infelizmente,
17:55empobrece o debate,
17:57tira a seriedade
17:58do debate.
17:59Como eu disse,
18:00a posição,
18:01na minha opinião,
18:01claro,
18:02mais sensata
18:02neste momento,
18:03seria, de fato,
18:05a posição de comemoração
18:07e de esperança
18:08em relação ao povo
18:09venezuelano
18:10pela queda
18:11de um ditador,
18:12a despeito
18:12da ressalva
18:13que eu faço
18:13sobre a continuidade
18:15do chavismo
18:16na Venezuela,
18:17mas ao tratamento
18:18cuidadoso
18:19da questão
18:20da conduta
18:21norte-americana,
18:22porque,
18:23como eu disse,
18:24o precedente
18:25criado
18:25se enquadra
18:26para praticamente
18:27todos os países
18:28sul-americanos,
18:30inclusive o Brasil,
18:31que como um país
18:34que tem,
18:34acho que o principal
18:35cartel de drogas
18:36da América do Sul,
18:38as principais facções
18:39criminosas,
18:40se não as principais,
18:41certamente algumas
18:42das principais,
18:43poderia facilmente
18:45entrar nessa lista
18:46de Donald Trump.
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