Uma publicação do New York Times informou que a vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, teria tomado posse como presidente da Venezuela em uma cerimônia secreta, após a captura do líder chavista pelo governo dos EUA. Confira a entrevista do programa Fast News deste sábado (03) com o professor de relações internacionais Lier Pires Ferreira.
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NotíciasTranscrição
00:00Porque depois desse ataque e a captura do ditador Nicolás Maduro,
00:04Donald Trump não fez questão de esconder e disse que os Estados Unidos terão
00:07um envolvimento com o petróleo na Venezuela.
00:11Enfim, a gente vai repercutir essas questões com o professor de Relações Internacionais,
00:15o Lier Pires Ferreira, a quem eu agradeço demais pela participação.
00:19Professor, seja muito bem-vindo aqui à programação da Jovem Pan.
00:23Boa tarde, Caniato. Boa tarde àqueles que nos acompanham aqui pela Jovem Pan.
00:27Pois é, professor, queria pedir uma análise e reflexão das informações mais importantes
00:33que foram ditas por Donald Trump na entrevista coletiva e no pronunciamento
00:38em que ele acaba destacando, ou pelo menos compartilhando algumas informações fragmentadas
00:44desse processo de transição.
00:46Inicialmente ele dizia que ele próprio, com os seus assessores, iriam coordenar essa transição
00:54e depois, em outro momento, ele menciona a participação de pessoas da Venezuela.
00:59Há pouco, essa informação destacada na nossa manchete principal,
01:03a vice de Maduro teria tomado posse como presidente da Venezuela em uma cerimônia secreta.
01:09O que é possível considerar em relação aos próximos dias,
01:12aos próximos passos nesse período de transição lá na Venezuela?
01:16Caniato, essa é uma das perguntas mais importantes desse momento
01:21em que a gente vivencia aqui no nosso entorno geoestratégico
01:26uma violação evidente ao direito internacional, à soberania nacional venezuelana.
01:33Nós sabemos que em tempos de crise política, o direito muito frequentemente é solapado pelo poder.
01:42Então, do ponto de vista objetivo, daquilo que está acontecendo nesse momento na Venezuela
01:49e das muitas questões que ainda devemos conhecer para que a gente tenha um domínio mais amplo desse fato,
01:58é que uma das questões mais significativas é o futuro da Venezuela.
02:06Quem vai assumir o poder?
02:08A vice, Delcio Rodrigues, será de fato a nova presidente?
02:13Ou Edmundo Gonçalves, Maria Corina Machado e outros líderes oposicionistas
02:20poderão voltar ao jogo político?
02:23Tem uma questão também muito importante, que é saber como as forças venezuelanas vão se comportar.
02:32E aí nós falamos tanto das forças armadas, quanto das forças policiais,
02:37e mesmo das milícias, que historicamente tiveram uma atuação pró-Maduro.
02:43Então, assim, o que nós esperamos nesse momento imediato
02:46é a assunção da vice-presidente Delcio Rodrigues.
02:50Esse seria, digamos, que o caminho menos acidentado,
02:55digamos que esse seria um caminho dotado de alguma institucionalidade, ainda que mínima,
03:00mas, de fato, a gente não sabe, porque os Estados Unidos fizeram uma ação
03:05que do ponto de vista militar foi muito bem sucedida,
03:08não houve reação mostrando que a colaboração interna existiu,
03:12seria impossível ingressar no país, invadir Miraflores,
03:18capturar o casal presidencial,
03:20sem que as forças locais oferecessem reação
03:22se não tivesse uma efetiva colaboração interna.
03:25Então, assim, é entender nos próximos momentos
03:28como estão as forças políticas da Venezuela
03:31para nós sabermos, de fato, quem irá tomar o poder,
03:35quem irá assumir esse poder.
03:37E, seja quem for, estará sempre atuando como um títere,
03:41como um longa-manos dos interesses norte-americanos.
03:45Agora, professor, queria também pedir a sua reflexão
03:49sobre as falas ou as menções de Donald Trump ao petróleo da Venezuela.
03:54A gente pôde acompanhar, em alguns momentos, ele discorrendo sobre isso,
03:59dizendo que os Estados Unidos irão gerir a produção.
04:03Ele disse, em algum momento, que empresas norte-americanas
04:06iriam explorar ou melhorar o sistema de extração de petróleo.
04:11Em um outro momento, em uma outra situação,
04:14ele falou no reembolso de recursos para empresas ou para os americanos,
04:18eles que teriam acumulado muitos prejuízos.
04:21Enfim, todo esse conjunto de declarações,
04:24isso não pode gerar desconfianças,
04:27principalmente quando a comunidade internacional
04:29observa essas justificativas do presidente americano?
04:34Renato, essas desconfianças da comunidade internacional
04:38em relação às condutas de Donald Trump
04:41estão sendo colocadas desde o início do mandato.
04:44Seja através de questões polêmicas internas aos Estados Unidos,
04:49como a política anti-imigratória,
04:51seja através de questões externas,
04:53como os tarifácios que foram impostos a diferentes países,
04:56alguns revertidos no todo, outros em parte, outros não, enfim,
05:01a comunidade internacional já percebeu
05:03que Donald Trump é um homem, uma liderança alheia
05:08à governança internacional, ao multilateralismo, enfim,
05:13a toda a ordem institucional pós-segunda guerra
05:16que foi construída sobre a liderança dos próprios Estados Unidos.
05:20Nesse momento em que os Estados Unidos vivem, de fato,
05:24uma disputa hegemônica com a China
05:27e a China como uma potência desafiante
05:29que mostra, de fato, condições de superar os Estados Unidos
05:35em diversos campos financeiros, econômicos, comercial,
05:39científicos, tecnológicos, etc.,
05:41os Estados Unidos se nutrem daquilo que eles têm
05:44de mais marcantemente robusto,
05:47que é o seu poder bélico militar,
05:49com forças armadas absolutamente prontas
05:52para atuar em qualquer teatro de guerra,
05:56seja latino-americano ou fora da nossa região.
06:00Então, assim, os Estados Unidos estão a cavaleiro
06:03nesse processo, tem uma doutrina,
06:05uma nova doutrina de segurança nacional
06:08que revigora ou retoma ou revive
06:11a doutrina Moller,
06:14a América para os americanos.
06:15Então, os Estados Unidos estão sinalizando
06:17muito claramente para todos os países da região
06:21que a América Latina faz parte
06:24do quintal estratégico norte-americano,
06:26que os Estados Unidos não irão tolerar
06:28a presença extensiva de potências estrangeiras,
06:32em particular a China,
06:34dentro do contexto latino-americano,
06:36e mais particularmente também não irão tolerar
06:38tolerar regimes, digamos que opositores,
06:42desalinhados com os ideais estratégicos
06:45dos Estados Unidos para a região.
06:47Isso foi muito claramente colocado,
06:49não é uma ilação que nós possamos estar fazendo aqui.
06:53O próprio Donald Trump,
06:55durante o seu discurso,
06:56fala muito claramente
06:57na hegemonia norte-americana
07:00sobre o hemisfério ocidental,
07:02do qual a América Latina faz parte,
07:04o Brasil inclusive,
07:06no petróleo venezuelano,
07:08como outras riquezas estratégicas,
07:10inclusive as suas terras raras e minerais
07:13como o lítio, etc.,
07:14que são estratégicos hoje
07:16para a indústria de alta tecnologia,
07:18estão colocados no cenário
07:20dessas hostilidades mais recentes
07:23entre os Estados Unidos e o governo Maduro
07:25de uma forma muito clara.
07:27Esses são os objetivos.
07:29Não tem esse negócio de narcotráfico,
07:32narcoterrorismo, narcoestado.
07:35A Venezuela não é um país que envie,
07:38que seja uma rota significativa
07:40para a droga que seja nos Estados Unidos,
07:42muito pelo contrário.
07:44Sim, mas que apenas 5% da droga
07:46que chega aos Estados Unidos,
07:47estamos falando notadamente de cocaína,
07:49fentanil e outros tantos,
07:51provém da Venezuela.
07:53Então, o que está sendo aí colocado,
07:54com muita clareza,
07:56é que os Estados Unidos
07:57reforçam a América Latina
07:59como seu quintal estratégico,
08:00estão usando e vão utilizar
08:02de todos os recursos à sua disposição
08:05para fazer com que os seus interesses
08:07sejam materializados.
08:08Lier Pires Ferreira,
08:10professor de Relações Internacionais,
08:11conversando ao vivo aqui com a gente.
08:13Professor,
08:14só vou trazer uma repercussão
08:15às autoridades se manifestando
08:17a partir da ação norte-americana.
08:20O governador de São Paulo,
08:21Tarcísio de Freitas,
08:23fez a seguinte postagem.
08:24Uma ditadura não cai da noite para o dia.
08:27Ela corrói as instituições por dentro,
08:29pouco a pouco.
08:30Quem paga o preço mais alto
08:32é sempre a população.
08:33Que a prisão do ditador Maduro
08:35seja o primeiro passo
08:36no caminho da liberdade
08:38para a Venezuela.
08:39Essa postagem do governador de São Paulo,
08:42Tarcísio Gomes de Freitas,
08:44em sua rede social.
08:46Vou chamar o Bruno Pinheiro.
08:47O Bruno está em Brasília.
08:49Vai falar a próxima pergunta
08:50para o nosso convidado.
08:51Você, Bruno.
08:54Vamos lá.
08:55São muitas dúvidas,
08:57é uma ação muito recente,
08:58professor, nesse momento.
09:00O senhor já comentava
09:01sobre as recentes eleições
09:03na Venezuela,
09:05que não teve um reconhecimento,
09:06as atas acabaram desaparecendo.
09:09Edmundo Gonzalez viajou o mundo,
09:11esteve em várias regiões
09:12para cobrar um apoio,
09:13para pedir uma ajuda,
09:15para assumir como o vencedor
09:17dessa eleição.
09:18Após o governo americano
09:20fazer essa captura
09:21de Nicolás Maduro
09:23e não reconhecer o vencedor
09:25dessa última eleição,
09:26há uma decepção
09:28sobre a ação
09:29dos Estados Unidos
09:31ou agora,
09:32independente do resultado,
09:34o governo americano
09:35vai ter o apoio
09:36do povo venezuelano?
09:39Bruno,
09:40a situação da Venezuela
09:41é uma situação
09:42de uma clivagem
09:43política muito grande.
09:44Há setores
09:45da sociedade venezuelana
09:47que historicamente
09:48apoiaram
09:49o regime madurista
09:51em que pese
09:52o seu caráter autoritário
09:54e nós temos também
09:55setores significativos,
09:57expressivos da sociedade
09:58que rejeitam
10:00esse governo.
10:01Muitos,
10:02inclusive,
10:02foram para o exílio,
10:04partiram para a imigração,
10:06para vários países,
10:08para os Estados Unidos,
10:09para o Brasil,
10:09para a Colômbia,
10:10enfim.
10:11Então,
10:12assim,
10:12a sociedade venezuelana,
10:14assim como a sociedade
10:15brasileira,
10:16ela é muito partida
10:18entre lideranças
10:20antagônicas.
10:20Então,
10:21você tem o apoio popular,
10:23Maduro tem apoio popular,
10:25assim como existe também
10:27uma forte rejeição
10:29de outros segmentos
10:31da sociedade venezuelana,
10:32a liderança de Maduro,
10:35que é uma liderança
10:35que nós questionamos
10:37do ponto de vista
10:38da institucionalidade
10:40democrática.
10:41O governador Tarcísio,
10:43quando aponta a perspectiva
10:44de que uma ditadura
10:45não cai
10:45de uma noite para o dia,
10:48evidentemente,
10:48ele tem razão.
10:49mas também nós temos
10:51que fazer a crítica
10:53de uma ação
10:54ilegal,
10:56uma ação
10:57oposta ao arrepio
10:58do direito internacional,
11:00uma ação
11:00que enseja,
11:02na verdade,
11:03ou resgata,
11:04na verdade,
11:05todo o histórico
11:06imperialista
11:07das ações
11:08dos Estados Unidos
11:09sobre a América Latina,
11:11sobre a vida política
11:12dos países
11:13latino-americanos
11:14e abre-se
11:15a perspectiva
11:15de que,
11:16inclusive,
11:16no Brasil,
11:17com as eleições
11:18de 20 e 26,
11:19as tensões políticas
11:21sejam ainda mais latentes,
11:24digamos que as sensibilidades
11:26políticas sejam ainda mais latentes,
11:28com uma polarização,
11:29talvez,
11:30ainda mais forte
11:31em função
11:32desses acontecimentos
11:33que nós estamos acompanhando
11:35aqui
11:35nesse momento.
11:37O que nós podemos garantir
11:38agora
11:39é que uma das variáveis
11:41mais importantes
11:42acerca daquele
11:44que vai,
11:44de alguma forma,
11:46assumir o poder
11:47na Venezuela
11:48será sempre
11:50o apoio
11:50que terá ou não
11:51das forças armadas,
11:53das forças policiais
11:54e mesmo
11:55das milícias
11:56populares
11:56que estão atuando
11:58no país
11:58e que,
11:59enfim,
12:00vão dar o tom
12:01daquele que irá,
12:03de alguma forma,
12:04assumir o poder,
12:05ainda que pró-tempor,
12:06ou seja,
12:07ainda que temporariamente
12:08e sempre
12:09sob os auspícios
12:10dos interesses
12:11norte-americanos
12:12e serão materializados
12:13de uma forma
12:14ou de outra.
12:14Agora, professor,
12:15tem uma questão
12:16que é interessante, né?
12:17Os Estados Unidos,
12:18eles se ampararam
12:19e se basearam
12:21na necessidade
12:23de combater
12:23o narcotráfico
12:24para justificar
12:25a parte dessa operação.
12:27Pois bem,
12:27inclusive como resposta
12:29àqueles países
12:30que entendem
12:32que os Estados Unidos
12:33violaram o direito
12:34internacional.
12:35Pois bem,
12:35isso colocado,
12:36é preciso refletir
12:38sobre o Brasil.
12:39Como é que fica
12:40o Brasil nessa história?
12:41Não faz tanto tempo
12:42houve uma negativa
12:43do governo brasileiro
12:45em equiparar
12:46as facções criminosas,
12:48aquelas que atuam
12:48com tráfico de drogas
12:49aqui dentro,
12:50a grupos terroristas.
12:53Sob o argumento
12:54de que a nossa Constituição
12:55não permite
12:55esse tipo de equiparação,
12:58isso permitiria
12:59que outros países
13:00promovessem ações
13:03em território nacional.
13:04Muitos falaram
13:05sobre a defesa
13:06da soberania.
13:07Como é que fica
13:08o Brasil a partir
13:09dessa ação
13:10dos Estados Unidos
13:11na Venezuela?
13:13Recados foram dados
13:14pelas autoridades
13:15em relação a Cuba
13:16e Colômbia.
13:17Queria que o senhor
13:18fizesse uma análise
13:19recortando especialmente
13:21o Brasil
13:21a partir de agora.
13:23Vamos lá,
13:24Caniato.
13:24Se o objetivo
13:26do Donald Trump
13:27fosse de fato
13:27combater
13:28o tráfico de drogas,
13:30três países
13:31seriam alvos
13:31privilegiados
13:32da sua ação.
13:33Peru,
13:34Colômbia e Bolívia.
13:35Nós sabemos
13:36que o Peru
13:36e a Bolívia
13:37são países
13:38que estão sendo
13:38governados hoje
13:39por governos
13:41digamos que
13:42simpáticos
13:43aos Estados Unidos.
13:45Então,
13:46certamente,
13:46esses países
13:47não serão
13:48afetados
13:49de forma alguma.
13:52Agora,
13:52o Brasil
13:53não é o mesmo caso.
13:55Nós sabemos
13:56que no Brasil
13:57a captura
13:58do Maduro
13:58joga uma gasolina,
14:00digamos assim,
14:01no cenário
14:02político eleitoral.
14:03Afinal de contas,
14:05o Lula
14:05é reconhecidamente
14:06por uma parcela
14:08ampla
14:08da sociedade brasileira
14:10como um aliado
14:11político e ideológico
14:12do ex-líder
14:12venezuelano
14:13em que pesem
14:14as rusgas
14:15que marcam
14:15as relações
14:18entre Lula
14:19e Maduro
14:19nos últimos dois anos
14:21aproximadamente.
14:22Isso também
14:23vai ter um efeito
14:24danoso
14:25sobre o Mercosul,
14:27sobre a própria
14:27organização
14:28dos Estados Americanos,
14:29a ONU está esvaziada.
14:31Então,
14:31assim,
14:31a sonha hegemônica
14:33do Trump
14:33ela vai reforçar
14:34uma retórica
14:35pró-Estados Unidos
14:37de grupos
14:38políticos
14:39dentro do Brasil
14:40aumentando
14:41a meu juízo
14:42o isolamento
14:43político
14:43do presidente Lula
14:44e abrindo
14:45até o flanco
14:46para que as eleições
14:46de outubro
14:47de alguma forma
14:48sejam impactadas
14:49por essa ação
14:52que os Estados Unidos
14:52hoje projetam
14:54sobre a Venezuela.
14:55O entorno
14:56sul-americano
14:57ele também
14:59é bastante hostil
15:00ao presidente Lula
15:01nesse momento.
15:02a gente tem
15:03por exemplo
15:04da Argentina
15:04ao Peru
15:05da Bolívia
15:06ao Equador
15:06passando pelo Chile
15:08nós temos
15:09uma série
15:09de regimes
15:10que hoje
15:11são regimes
15:12aliados
15:13aos Estados Unidos
15:14e politicamente
15:15alinhados
15:17com a dinâmica
15:19política ideológica
15:20proposta
15:21pelo Donald Trump
15:22e que tem
15:23ampla aceitação
15:25dentro do Brasil.
15:26Então,
15:26assim,
15:27é claro
15:28que o cenário
15:28político brasileiro
15:29fica impactado
15:31é claro
15:32que o presidente
15:33Lula
15:33fica fragilizado
15:35fica
15:36isolado
15:38do ponto de vista
15:39das suas conexões
15:40externas
15:41isso terá um impacto
15:43sobre 2026
15:45nós estou dizendo aqui
15:46nem queremos fazer
15:47exercício
15:48de premonição
15:49de quem vai ganhar
15:49ou quem vai perder
15:50as eleições
15:51mas os impactos
15:52são robustos
15:54e a situação
15:55muito particular
15:56do presidente Lula
15:58é bastante delicada
16:00nesse contexto.
16:01Agora,
16:02não esperamos
16:03sobre o Brasil
16:04importante que se diga
16:05nenhum tipo de ação
16:07análoga
16:07a essa que nós
16:08acompanhamos
16:09em relação
16:11a Venezuela.
16:12O Brasil não é
16:13um alvo militar
16:14dos Estados Unidos
16:14nesse momento
16:15o Brasil não está
16:17em pugna
16:18com os interesses
16:19estratégicos
16:20dos Estados Unidos
16:22nesse momento
16:23que pese
16:24a aliança
16:26que o Brasil
16:26tem através
16:27dos BRICS
16:28com países
16:29contrários
16:30aos Estados Unidos
16:31muito notadamente
16:31à China.
16:32Então,
16:33assim,
16:33esse é o cenário
16:34macro
16:34que se apresenta
16:35um cenário
16:36que isola
16:37de alguma forma
16:38politicamente
16:39o presidente Lula
16:40do ponto de vista
16:41externo
16:42tanto no contexto
16:43sul-americano
16:44quanto no contexto
16:45mais amplo
16:45das relações
16:46com os Estados Unidos.
16:47Lier Pires Ferreira
16:48professor de relações
16:49internacionais
16:50conversando ao vivo
16:52com a gente
16:52aqui na Jovem Pan.
16:54Professor,
16:54muito obrigado,
16:55viu?
16:55Volte mais vezes,
16:56grande abraço
16:57e até a próxima.
16:59Taniato,
16:59Bruno,
17:00os nossos telespectadores,
17:01um prazer sempre
17:02conversar com o público
17:03da Jovem Pan.
17:04Um grande abraço
17:05e até breve.
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