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O economista Marcos Moreira, sócio da Garten Capital, avalia que 2026 será marcado por incertezas econômicas, com expectativa de queda dos juros, inflação ainda acima da meta e pressão fiscal em um ano de eleições presidenciais.

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Transcrição
00:00No Brasil, o 2026 é um ano que promete ser quente, e aí não só na política, mas também na economia.
00:07Temos muitas mudanças aí vindo pela frente, e pra falar sobre isso, sobre as perspectivas pro ano que vem,
00:13o que esperar, quais são os desafios pro Brasil pro próximo ano, a gente vai conversar agora com o Marcos Moreira,
00:19que é economista sócio da Garten Capital. O Marcos já chega aqui então no telão pra conversar com a gente.
00:25Marcos, boa noite, bem-vindo, muito obrigada por nos atender aqui no Jornal Jovem Pan,
00:30no dia 31 de dezembro, quase no ano novo. Já aproveito pra te pedir uma palhinha então
00:36de quais são os pontos principais, quais os desafios principais pro Brasil no ano que vem.
00:43Olá, boa noite, boa noite a todos que estão nos acompanhando. Bom, 2026 é um ano que,
00:48assim como 2025, tá recheado de incertezas, né, principalmente na seara econômica, nós
00:56acreditamos que, sob a ótica macroeconômica, a gente deve ter juros, né, começando a cair
01:03aqui no Brasil, né, tão aguardado o início do ciclo de corte de juros no Brasil, finalmente
01:08deve chegar. Então, nós devemos ter uma Selic saindo de 15 para algo perto de 12, mas
01:14ainda existem alguns riscos claros que precisam ficar no radar, como, por exemplo, a inflação
01:21que ainda está distante, né, do centro da meta do Banco Central de 3%. Agora, 2025, a
01:29gente deve encerrar com a inflação em mais ou menos 4,3%. Em 2026, as nossas projeções
01:37se aproximam de 4,2%, ainda distante do centro da meta do Banco Central, e nós temos ainda
01:44um fator especial para 2026, e que não é a Copa do Mundo, né, mas que é as eleições
01:50presidenciais que vão ocorrer, e que, historicamente, ano de eleições presidenciais, há naturalmente
01:58um aumento nos gastos públicos, um aumento nos programas e benefícios sociais, o que
02:04pode gerar uma pressão adicional na inflação e também no fiscal, né, na trajetória das
02:13contas públicas, que tem sido um fator também de bastante preocupação e que o mercado vem
02:19acompanhando no detalhe, né, visto que hoje as contas públicas não nos parece num patamar
02:25sustentável quando nós projetamos médio e longo prazo, e isso deve começar a trazer
02:33um pouco mais de efeito, chamar um pouco mais ainda a atenção do mercado ao longo de
02:402026. Então, nós temos alguns fatores importantes quando nós olhamos para o Brasil, existe também
02:46cenário internacional que pode influenciar a economia por aqui, tanto de maneira positiva
02:54como também negativa. Mas eu diria que inflação e ajuste nas contas públicas, sem sombra de dúvidas,
03:02são os dois grandes principais assuntos aí para 2026, quando nós falamos de Brasil.
03:09Marco, o senhor citou tarifas, né, e a gente teve um ano marcado pelo tarifácio, imposto pelos
03:15Estados Unidos ao Brasil. E agora a gente tem uma notícia hoje, no dia 31 de dezembro, da China, né,
03:21colocando ali novas taxas para as carnes brasileiras e a gente tem com a China como mercado principal, né,
03:30que a gente exporta mais carne para a China, inclusive, do que para os Estados Unidos, que ficam ali no segundo
03:34lugar. A gente vai falar até disso daqui a pouco, o ministro da Agricultura já disse que não tem tanta
03:40preocupação, mas como que a gente pode analisar esse cenário? Pode ser, sim, um fator preocupante
03:45para o Brasil? Fator número um já, a partir de 2026?
03:51Sem dúvidas, isso traz uma preocupação adicional, visto que o Brasil é um grande exportador de commodities.
03:58E a exportação de commodities desempenha um papel fundamental na balança comercial,
04:04que influencia, por exemplo, o próprio comportamento do dólar aqui dentro e também no crescimento da
04:11atividade econômica, né. Nós vemos o Brasil desacelerando a economia ao longo dos últimos anos,
04:18então, por exemplo, 2024 nós tivemos um PIB crescendo na casa de 3.2, 3.3, agora em 2025 a gente deve
04:29crescer algo perto de 2.1 e para 2026 espera-se 1.7. Então, à medida que possa haver a imposição de tarifas
04:41que impacta a exportação brasileira, sem sombra de dúvidas, esse é um fator de preocupação.
04:49Para o que foi anunciado hoje, não vemos um sinal vermelho, eu diria que talvez um sinal mais amarelo,
04:59é um assunto para a gente continuar acompanhando, né. Nós já vimos um pouco desses efeitos tarifários
05:06vindo dos Estados Unidos. Vale lembrar que no começo do ano o Brasil era um país que estava se
05:11beneficiando, né, de todas as tarifas que estavam sendo aplicadas no mundo. A gente tinha a menor delas,
05:18né, que era uma tarifa de 10%. Logo na sequência foram impostas tarifas muito maiores e o Brasil saiu de um
05:26beneficiado ali dessas tarifas para um país que se prejudicou bastante com níveis de tarifas
05:33impraticáveis. Então, caso tenha escalada, né, dessas medidas ou outras tarifas que eventualmente
05:42nunca saem do radar ao longo de 2026, isso pode prejudicar a economia brasileira sem sombra de dúvidas.
05:50isso acaba tendo um efeito até nas decisões que o próprio Banco Central vem tomando com relação ao nível
05:59das taxas de juros aqui no Brasil. Visto que hoje o pano de fundo que está desenhando, por exemplo,
06:06um cenário para corte de juros ao longo de 2026 é uma atividade econômica desacelerando com a inflação um pouco
06:15mais benigna que nós tivemos ao longo, principalmente, dos últimos três meses, né, eu diria talvez do segundo
06:24semestre de 2025. Então, sem dúvidas, é um fator de atenção aí que o mercado vai ter que monitorar no detalhe
06:32já no início de 2026.
06:35Então, Marcos, a gente teve alguns bons resultados agora ontem, principalmente, né, um recorde ali na Bolsa,
06:41também taxa de desemprego mais baixa, mas a gente pode ter um cenário mais difícil.
06:47Então, é isso que você está colocando para 2026 do que tivemos até agora.
06:54Sim, um ponto importante, você comentou sobre o recorde da Bolsa, né, a Bolsa acaba sendo um termômetro
07:01para o mercado, mas nós vimos um fenômeno interessante ao longo dos últimos meses,
07:07é que foi uma antecipação recorde de um cenário de eleições ano que vem, né.
07:12Então, historicamente, com seis meses antes das eleições, o mercado começa a colocar isso no preço,
07:21nós já estamos vendo um trade eleitoral começando a ser precificado nos ativos,
07:28nós tivemos também um fator externo, né, que beneficiou bastante o mercado aqui na economia brasileira,
07:36e talvez o principal deles tenha sido a expectativa do mercado que o corte de juros,
07:43ele já vai começar muito em breve.
07:46Hoje nós esperamos, por exemplo, que o Banco Central deve cortar juros a partir de março.
07:51Então, vale lembrar que o mercado é um mecanismo de antecipação de movimentos.
07:57Então, o que nós estamos vendo hoje foi uma antecipação de corte de juros
08:02e de algumas variáveis mais positivas, e que para essa onda de otimismo continuar ao longo de 2026,
08:11nós precisamos, invariavelmente, de indicadores muito melhores do que o mercado espera hoje, tá.
08:18Então, o juro na casa é de 12, 13, nós já vemos isso refletindo nos preços.
08:24Então, para o fator taxa de juros acabar gerando o gatilho de mais uma alta na Bolsa, por exemplo,
08:32a gente deve ter projeções de juros vindo abaixo do que o mercado já precifica hoje, tá.
08:39Então, esse é um ponto de destaque muito importante,
08:43que o mercado, de fato, já está antecipando algumas variáveis importantes
08:47que nós projetamos para 2026.
08:50E o que sobra, sem sombra de dúvidas, é um cenário mais hostil,
08:55é um cenário de mais aversão a riscos,
08:59e que isso sempre vai fazer preço.
09:02No entanto, que nós acreditamos que uma postura mais cautelosa dos investidores,
09:08olhando para os próximos 12 meses,
09:11tem sido um caminho bem razoável na nossa percepção.
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