Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Após anos de forte expansão, a energia solar entra em uma fase de maturidade nos mercados globais, marcada por excesso de oferta e desafios de infraestrutura. Em entrevista, Gustavo Tegon, sócio e diretor de negócios do Grupo Canal Solar, analisa por que o Brasil ainda segue em crescimento, o papel do armazenamento de energia e os riscos futuros para o setor elétrico.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Depois de anos de crescimento acelerado, a energia solar entra em uma nova fase no mundo.
00:05O ritmo diminui, não por perda de competitividade, mas por maturidade dos mercados de energia,
00:11que agora lidam com excesso de oferta em certos horários e desafios de infraestrutura.
00:17No Brasil, o cenário ainda é de expansão.
00:20Para entender o que muda a partir de agora, eu vou conversar com o Gustavo Tegon,
00:24sócio e diretor de negócios do grupo Canal Solar.
00:27Oi, Gustavo. Muito boa noite para você. Seja bem-vindo aqui.
00:31Boa tarde ainda, né? 5h40. Boa tarde. Boa tarde para você. Seja bem-vindo aqui ao Radar.
00:36Tudo bem contigo?
00:38Estamos quase entrando na noite, né? Estamos quase lá.
00:41Quase. Verdade.
00:43Boa tarde. É um prazer estar aqui com vocês. Muito obrigado pelo convite.
00:46É sempre bom estar falando sobre energia solar e os mercados a nível global.
00:52E vamos lá, vamos entender tudo o que está acontecendo, né?
00:54É, isso aí. É um prazer tê-lo aqui conosco.
00:57A desaceleração global da energia solar significa que há uma crise do setor ou não é bem assim, né?
01:05Muito diferente disso.
01:06O que acontece é que nós tivemos até agora 20 anos de extremo crescimento, muito agressivo,
01:13passando por vários estágios do setor elétrico de todos os países que primeiro adentraram essas tecnologias antes do Brasil, né?
01:21Então, nós tivemos o bloco europeu iniciando junto com a China, depois a Oceania sendo liderada pela Austrália,
01:29os Estados Unidos sendo muito fortes devido à retomada da industrialização do país, enfim.
01:36E o Brasil, né, vindo por último nesse bloco de desenvolvimento tecnológico e energético,
01:43sendo que os próprios mercados passam a ser África, Oriente Médio, lugares que ainda pouco foram explorados.
01:50Essa desaceleração que vem no relatório da Bloomberg, ela já é algo esperado, principalmente porque nos últimos dois, três anos,
02:00houveram alguns avanços, principalmente na Europa, com a guerra entre Rússia e Ucrânia,
02:06um incentivo muito forte dos governos europeus em trocar o gás pela energia.
02:12Então, assim, todo o movimento foi feito na Europa, então o número que nós estamos vendo hoje,
02:17nós já deveríamos estar vendo há dois, três anos atrás, né?
02:20Então, assim, é totalmente normal, um avanço tecnológico, já não se produz só energia.
02:27Hoje, a maior conversa que tem no setor é sobre armazenar essa energia.
02:33Então, esses blocos, eles saem de um tipo de tecnologia e adentram nas próximas,
02:38sendo somente um cenário de troca mesmo de maneira de geração, armazenamento e utilização da energia.
02:46Até porque, né, Gustavo, a gente fala tanto em energia renovável, né?
02:51A diminuição, por exemplo, de combustíveis fósseis, né?
02:54Para gerar energia.
02:56E eu acredito que a energia solar está nesses novos players aí, né?
03:01Energéticos para liderar essa transição energética.
03:05Não é isso?
03:06E a gente poderia usar, por exemplo, a gente tem um continente africano com calor, com sol também bastante intenso, né?
03:13Que poderia ajudar, por exemplo, outros países.
03:17É mais ou menos por aí?
03:19Exato.
03:20O que acontece é que o mundo em si, ele vem mudando dentro da elétrica de uma forma com que nós nunca havíamos sentido, né?
03:28Hoje, eu brinco que se você quiser fazer uma casa que ela não tenha mais gás e ela passe só por elétrico,
03:34você já tem essa possibilidade com fogão por indução, com panela elétrica, com tudo elétrico.
03:40E esse novo mundo da energia renovável, ele também vem conectado muito forte com os veículos elétricos,
03:49porque a demanda de energia passa-se a ser ainda maior.
03:52Então, existe um breakeven entre uma tecnologia e outra e existe uma nova aceleração sendo forçada,
04:03sendo instruída por essa questão elétrica que vem cada vez mais forte, né?
04:09Nós não víamos isso há 20 anos atrás, né?
04:11Há 10 anos atrás, nós não sabíamos o que era isso, né?
04:14Quem imaginava que se você andasse na China, por exemplo, né?
04:18Um país que eu visito com frequência, que praticamente todos os veículos que você vê na rua passam a ser elétricos,
04:26passam a ter uma demanda elétrica muito forte.
04:28Aqui no Brasil, ainda tímido, nós estamos começando por essa transição.
04:32E o Brasil passa por esse momento transicional, onde a tecnologia da geração e do armazenamento,
04:39ela já está se conectando muito rápido, diferente desses outros países.
04:43Eles tiveram um momento de geração muito forte durante um período muito longo e o armazenamento agora.
04:49E trazendo para o conceito África, com certeza, a África é um novo continente a ser desenvolvido na economia global, né?
04:57Já muitos países estão migrando empresas para a África, desenvolvendo, fazendo grandes acordos comerciais com países africanos
05:04para esse desenvolvimento que ainda não aconteceu.
05:08E não existe, né?
05:09Isso é um fato que o mundo todo sabe, não existe produção, não existe desenvolvimento,
05:13não existe crescimento de um país, de um PIB que não dependa, obviamente, da produção de energia.
05:21E por mais renovável ela for, melhor é para a questão do CO2, para a questão do mundo que nós estamos vivendo aí,
05:28que foi muito discutido na COP30 no Brasil nos meses atrás.
05:32Gustavo, o Brasil corre risco, por exemplo, de enfrentar os mesmos gargalos no futuro?
05:37O Brasil corre, isso é um fato, devido às linhas de transmissões que não são bem estruturadas aqui no nosso país.
05:45Infelizmente, nós temos meios de geração de várias formas, né?
05:49Nós geramos energia via hidrelétrica, geramos via solar, né?
05:55Que é a nova trend, que é onde tem mais.
05:56Nós geramos energia via eólica de diversas formas e isso não foi muito bem projetado no nosso país.
06:04Porém, o que eu posso sinalizar é que a parte boa para o Brasil é que esse sofrimento não deve ser um sofrimento muito a longo prazo.
06:15Por que isso, né?
06:16Porque o armazenamento passa a ser algo muito real, coisa que não era nos últimos anos.
06:22Então, como os países que já estão no nível acima da gente, como Estados Unidos, como China,
06:29esses países que já estão mais desenvolvidos, eles estão liderando a questão do armazenamento,
06:34cada dia que passa, o armazenamento passa a ser mais viável para a construção dessas plantas associadas com baterias
06:42e que então a gente tem um controle da injeção da energia na rede,
06:46tirando o peso dessa dificuldade de todo mundo estar girando ao mesmo tempo, injetando ao mesmo tempo
06:53e causando essa desconexão que nós temos das nossas linhas de transmissões.
06:58Gustavo Tegon, queria muito agradecer a sua participação aqui no Radar.
07:03Um grande abraço, meu amigo, e uma ótima virada de ano, viu?
07:07Muito obrigado a todos vocês também.
07:09Um grande abraço.
07:10Obrigado pelo carinho.
07:11Obrigado.
07:11Tchau, tchau.
Comentários

Recomendado