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O Tribunal Superior do Trabalho acatou a situação dos Correios e postergou o pagamento de R$702 milhões em débitos trabalhistas. Apesar do TST considerar legal e não abusiva a greve da estatal, os funcionários devem retornar imediatamente aos serviços.
Reportagem: Igor Damasceno
Comentaristas: Anna Beatriz Hirsh e Fábio Piperno


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Transcrição
00:00E o Tribunal Superior do Trabalho acatou a solicitação dos Correios e posterga aí o pagamento de 702 milhões em débitos trabalhistas.
00:10Igor Damasceno está de volta e traz mais detalhes dessa decisão.
00:14Igor também tem informações aí sobre essa decisão do Tribunal, né?
00:21Exatamente, Patrícia. A informação que nós temos é que o Tribunal Superior do Trabalho decidiu que essa greve dos Correios,
00:28que acontece desde 16 de dezembro, é legal e não abusiva.
00:33É uma greve que afetou principalmente os estados com maiores demandas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul.
00:41Isso acabou atrasando, por exemplo, a entrega de produtos, principalmente no Natal e também agora no Ano Novo.
00:47Mesmo assim, o TST disse que a greve não é abusiva, só que os funcionários precisam voltar imediatamente ao seu serviço,
00:56as operações o quanto antes. Essa é a decisão do TST.
01:01Agora, ele também concedeu, o Tribunal concedeu esse reajuste de 5,1% na folha de pagamento dos funcionários dos Correios.
01:10Esse acordo, essa determinação do Tribunal Superior do Trabalho, ocorre depois de duas tentativas frustradas de acordo.
01:18O sindicato, representantes também estavam ali tentando fechar um acordo com os funcionários que aderiram à greve,
01:26uma na semana passada, outra no início desta semana, mas não chegaram a um acordo.
01:31O TST decidiu, então, que os funcionários dos Correios precisam voltar ao trabalho,
01:37mas que a greve não era abusiva e concedeu, então, essa autorização de reajuste de 5,1%.
01:42Agora, os funcionários, eles podem ter o salário, então, descontado por causa dos dias faltados durante a greve.
01:51E aí, eles têm duas opções. Ou vão ter esse desconto parcelado em três meses,
01:57ou então, eles repõem as horas que deveriam ter sido trabalhadas e não foram justamente por causa da greve.
02:02Vai ficar, então, a depender da escolha dos funcionários dos Correios.
02:07Mas, pelo menos, eles conseguiram esse reajuste de 5,1%.
02:12E, olha, pessoal, essa greve acontece em meio ao maior prejuízo que a estatal ofereceu.
02:18Neste ano, só de janeiro a setembro, o prejuízo foi de mais de 6 bilhões de reais.
02:24Inclusive, os Correios até apresentaram um plano de reestruturação.
02:28A gente falou, ao longo dessa semana, sobre esse assunto aqui no Jornal da Manhã.
02:32Esse plano prevê, então, o crédito de 12 bilhões de reais.
02:36Outros 8 bilhões ainda estão em negociação com o BNDES.
02:40Planeja também o programa de desligamento voluntário, PDV, de quase 15 mil funcionários
02:46para que as contas dos Correios saiam de vez do vermelho
02:49e passem a apresentar lucros a partir de 2027, não em 2026.
02:55Então, é um conjunto de situações que hoje deixam os Correios em mau lençol,
03:01mais lençóis.
03:02Além dessa crise financeira, esse prejuízo bilionário,
03:06precisou de ajuda de instituições financeiras, ajuda de 12 bilhões de reais,
03:12incentiva funcionários a se desligarem, a pedirem voluntariamente a demissão.
03:17E agora também teve essa greve desde 16 de dezembro.
03:21O TST determinou a volta ao trabalho, mas pelo menos concedeu reajuste de 5,1%.
03:27Volto com vocês aí no estúdio.
03:29Igor Damasceno, obrigada pelas suas informações.
03:31Vamos trazer agora a análise dos nossos comentaristas aí sobre essa decisão do tribunal, né?
03:37Porque, além de prejudicar aí todo o andamento, os cofres públicos, empréstimos,
03:41os trabalhadores entraram em greve num momento bem complicado aqui de Natal, né, Fábio Piperno?
03:46E agora esse pagamento adiado aí, como é que se vê tudo isso?
03:50É aquela máxima, né, de que casam de falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão, né?
03:55Quer dizer, a empresa está tecnicamente falida e os funcionários fazem reivindicações que a justiça acaba acatando.
04:05Agora, como é que uma empresa falida vai conseguir raspar o cofre para dar conta dessas demandas todas?
04:13Então, realmente, a situação dos correios é dramática.
04:18Agora, o que não pode acontecer também é uma, assim, uma velha prática nacional.
04:26Ou seja, uma empresa vai mal, ela é privatizada, e aí o novo proprietário, quando dá prejuízo, vai lá e se socorre também no caso do governo.
04:38A gente viu isso acontecer várias vezes, por exemplo, no segmento de empresas aéreas.
04:45Então, a reestruturação, a procura de um novo modelo de negócio, ela tem que fazer parte dessa nova realidade dos correios,
04:56seja a empresa mantida como uma empresa pública ou privada,
04:59mas, de qualquer forma, o governo não pode continuar colocando dinheiro, como aconteceu até agora.
05:06Ana Beatriz Ririch, né?
05:08A gente sabe a capilaridade dos correios, na presença dos municípios aí.
05:13Agora, essa questão é mais ideológica ou financeira mesmo?
05:18Ah, Marcelo, nesse caso, eu acho que a gente tem que deixar qualquer ideologia de lado
05:22e trabalhar sobre a questão financeira, sobre a questão real.
05:27Veja, nós estamos falando aqui de dívidas trabalhistas.
05:30Ou seja, durante os últimos governos já não se cumpriu a legislação trabalhista,
05:36ou seja, o próprio governo descumpriu princípios e preceitos trabalhistas
05:40a ponto de gerar tamanhas dívidas dessa natureza.
05:43Esse é um ponto que fala muito sobre a administração,
05:46sobre como os correios não conseguem equalizar suas atividades com a realidade e com a legislação,
05:55o que significa que é necessária uma mudança.
05:57Eu sei que parece que a gente está chovendo no molhado,
06:00mas a verdade é que precisamos de mudanças urgentes com relação à administração,
06:05porque parte desse rombo financeiro não é gerado só pela questão das atividades,
06:10mas também pela falta de organização e administração adequada.
06:16Isso precisa ser revisto imediatamente.
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