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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniram-se nesta segunda-feira (29) para tratar do plano de paz no Oriente Médio. Em coletiva de imprensa, o líder norte-americano afirmou que a reconstrução de Gaza deve começar em breve. Tradução: Luca Bassani.

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/ff8lkCn2BB8

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Transcrição
00:00A gente segue acompanhando o noticiário internacional também, porque neste momento o governo americano, o governo Donald Trump, recebe Netanyahu.
00:10Eles se reúnem nos Estados Unidos neste momento. Vamos acompanhar as imagens ao vivo.
00:16Já já o Luca Bassani vai também nos ajudar a entender um dos maiores encontros que acontecem neste final de ano.
00:23O governo americano novamente tentando intermediar novas ações. Eles conversam com jornalistas neste momento.
00:31Claro que haverá ainda uma reunião, tem uma conversa de início ali com jornalistas, ambos ali com semblante, pelo menos, até quase que sorridente.
00:40Vamos acompanhar então o que os líderes estão dizendo neste momento que vai finalizando o ano de 2025.
00:48Situação de momento entre as duas nações, Israel e também o governo americano, os Estados Unidos.
00:56O governo americano que se reuniu recentemente com o Vladimir Zelensky, também fez ali uma garantia de segurança sobre esta guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
01:07Israel também, que foi duramente atacado recentemente e agora tem um encontro com o governo americano.
01:13Vamos acompanhar com o Luca Bassani.
01:18Você sabe, eles matam pessoas.
01:23Eu assisti isso por muitos anos.
01:27Eles formam um grupo de 100, 200 mil pessoas e começam a bombardear.
01:37São pessoas realmente odiáveis.
01:44E se o Irã continuar com o seu sistema, seu programa de mísseis, nós voltaremos a bombardeá-los imediatamente.
02:07Quais os seus planos para governar Gaza nos próximos anos?
02:15Esse grande primeiro-ministro está aqui, nós vamos falar sobre Gaza, vamos falar sobre várias coisas.
02:25E Gaza será um desses temas contemplados.
02:29Todos os reféns foram libertos por conta de mim, do Steve Whitcock, do Jared Kushner, todos os meus companheiros do meu time.
02:49Todos foram libertos por conta de nós.
02:53Nenhum deles foram libertos na administração Biden.
02:56Depois tivemos uma falta de libertações por um desentendimento durante o meio da guerra.
03:06E nós temos apenas um corpo de um dos reféns cujos pais estão aqui dentro e uma família muito linda e estão esperando o corpo do seu filho.
03:22Apenas um está faltando ser liberto.
03:25E nós faremos tudo possível para conseguir o seu corpo de volta.
03:28Eu gostaria que, eu acredito que ele está vivo, os pais disseram, mas eu realmente não sei se isso é possível.
03:37Eu gosto muito que você pense dessa maneira.
03:40Qual o número total de pessoas que foram sequestradas?
03:49255 foram sequestradas.
03:52254 já voltaram, apenas falta um.
03:55Vivos e mortos.
03:58Eu acredito que a reconstrução de Gaza vai começar muito em breve.
04:13Ele pode ver como está caótico aquela região.
04:18Isso foi caótico, foi uma bagunça por séculos.
04:21Nós vamos alinhar toda essa região.
04:29Toda a região nós vamos conversar e vamos acertar tudo isso.
04:33Gaza é um lugar muito difícil.
04:36É um bairro muito, muito difícil.
04:39Um bairro barra pesada.
04:40O que você quer saber sobre a relação que eu tenho com o Netanyahu?
04:55Eu não acho que ela poderia ser melhor do que ela.
04:59Nós ganhamos uma grande guerra juntos.
05:01Aquilo que nós fizemos contra o Irã, ninguém seria capaz de fazê-lo.
05:09Nós completamente desintegramos todo esse programa nuclear do Irã.
05:16O que você quer dizer sobre o perdão presidencial ao primeiro-ministro?
05:31Eu acredito que ele será perdoado, sim.
05:33Ele ganhará o induto.
05:35É muito difícil que isso não aconteça.
05:38Eu já falei com o presidente de Israel, Isaac Herzog.
05:41E ele disse que está tudo sendo encaminhado.
05:47Em relação à Venezuela...
05:52Eu não quero responder nada de forma detalhada a respeito disso.
06:01Em relação à CIA e à sua presença na Venezuela.
06:05Você precisa entender o que os venezuelanos fizeram.
06:22Eles mandaram bilhões de dólares de drogas para os Estados Unidos.
06:25E muitos desses milhões de pessoas que são completamente desajustadas mentalmente
06:38vieram durante a última administração nas nossas fronteiras.
06:41Um homem fez uma chamada de telefone para complicar sobre eles.
06:43Ele cortou a mão.
06:46Muitos desses cartéis, muitos desses senhores da guerra,
06:50que fazem coisas terríveis, cortam membros do corpo.
06:53Isso aconteceu no Colorado.
06:55Todas as piores pessoas, as pessoas muito ruins, foram enviadas para cá.
07:0597% das drogas vindo pelo mar, elas não vêm mais.
07:14Isso foi completamente parado após as nossas ações.
07:16E agora tem tido uma grande dificuldade de encontrar pessoas que conseguem pilotar esses barcos pelo Caribe.
07:26A cada barco que nós destruímos, nós salvamos 25 mil vidas americanas em nosso país.
07:36que são viciados em drogas.
07:38Como vocês fizeram ontem.
07:39Eu gostaria de convidá-los a algum de vocês a almoçar conosco.
07:48Se vocês gostariam, vocês podem entrar.
07:53Caso não queiram, podem ficar aqui do lado de fora.
07:56Marco, está fazendo um bom trabalho.
08:08Marco, leve-os para almoçar.
08:12Nós nos falamos mais tarde.
08:13O presidente Putin me disse pela manhã que ele falou sobre esse ataque que aconteceu na Ucrânia.
08:31Eles queriam, os ucranianos queriam os tomahawks, eu parei com essa ideia, mas eles estão em uma fase ainda de ofensiva.
08:49Falaram sobre um ataque possível na casa do presidente Putin e toda essa guerra ofensiva eu quero que ela acabe, que ela não continua.
09:01Muitos estão dizendo que talvez esse ataque não tenha de fato acontecido, mas o presidente Putin me confirmou que a sua casa foi um dos alvos.
09:16Você pode dizer porque o presidente Trump é um amigo tão importante em Israel?
09:33Eu já disse algumas vezes e vou repetir, nós nunca tivemos um amigo no Estado de Israel como o presidente Donald Trump.
09:45Não só pela frequência de nossos encontros, mas pelo conteúdo de cada um deles.
09:52É um prazer ter o presidente Trump liderando os Estados Unidos e também liderando o mundo livre.
10:00Eu tenho uma ótima relação com o presidente e com o primeiro-ministro de Israel.
10:15É, a relação tem sido extraordinária.
10:25E o Benjamin Netanyahu é um homem muito forte.
10:32E se você não tivesse um presidente forte, se você tivesse alguém fraco, Israel não existia hoje.
10:37Caso o Israel tivesse qualquer um outro líder, talvez não existisse hoje.
10:43E agora está mais forte do que nunca.
10:47Eu espero que ele se entenda com a Síria no futuro.
10:53Eu sei que ele está trabalhando duro para ter uma boa relação com o resto do mundo.
10:59Eu sei que ele é uma pessoa difícil.
11:01Mas, eu espero que eles consigam se entender.
11:08Eu retirei as sanções da Síria, porque nós queremos ver a Síria se entenda economicamente.
11:14Eu espero que eles conversem com a Síria também no futuro.
11:19Bom almoço a todos. Até a próxima.
11:21Obrigado a todos.
11:29Obrigado a todos.
11:32A gente continua acompanhando.
11:35Então, o almoço será servido agora, enquanto tem essa reunião.
11:38Espero que não seja ali ovos e sorvete.
11:41Um fast food, como o governo americano gosta de comer sempre.
11:45O Trump já revelou em várias entrevistas que gosta de ovos.
11:49Às vezes, não toma café da manhã, mas já avança para uma outra refeição.
11:53E comissariais também.
11:55Vamos ouvir a Deise, seu cara, que eu imagino que já tenha almoçado.
11:59Mas, aqui, de sobremesa, tem muita informação para a gente discutir.
12:03Sobre elas também, já, Deise, quero ouvir de você, sobre a situação da Venezuela.
12:08O governo americano diz ali, por parte do presidente Donald Trump,
12:13que a Venezuela tem enfrentado dificuldade para encontrar quem queira conduzir essas embarcações.
12:19Porque, após essa ofensiva do governo americano, diminuiu, né?
12:24Essa ida de material, toda vez do narcotráfico, na verdade, que circulava muito ali.
12:32O espaço aéreo foi fechado.
12:34Teve essa ofensiva dos militares.
12:36E ele diz, então, que a Venezuela tem sentido essas ações.
12:42Isso, de fato, deve avançar ou deve ficar só como está?
12:46Isso já serviu para acender esse alerta no ditador Nicolás Maduro, hein, Deise?
12:52Bruno, tem algumas questões que a gente tem que lembrar aqui,
12:56quando a gente vai falar do Donald Trump, né?
12:58Num primeiro momento, e aí vamos começar essa análise de onde ela tem que começar.
13:02O Trump, ele quer ser conhecido como um grande negociador global, né?
13:07Como um grande líder que buscou a paz.
13:10Essa é uma narrativa muito poderosa para a base dele, né?
13:13Então, quando ele fala da Venezuela, e aí respondendo a tua pergunta,
13:17eu acredito que a questão com a Venezuela, ela já deve parar por aí,
13:20porque ela já provocou uma reação suficientemente forte
13:23e já posicionou o Trump como esse líder contrário às facções venezuelanas.
13:30Então, ele já conseguiu o que ele queria, mas ele busca incessantemente
13:35essa questão de ser reconhecido como alguém que luta pela paz,
13:38pelo grande líder que negociou a paz mundial.
13:42E aí a gente vai, eu trago a questão aqui de novo para o Netanyahu,
13:46que ele tem que buscar reforçar uma posição dentro de Israel de um grande líder,
13:52mas ele enfrenta grandes desafios internos, desafios no governo dele.
13:56E aí, quando a gente volta essa questão para essa reconstrução de Gaza,
14:02a gente tem um problema que eu considero fundamental, Bruno.
14:05Porque os dois líderes, tanto o Netanyahu quanto o Donald Trump,
14:10eles enfrentam questões internas importantes.
14:13E a reconstrução de Gaza, ela parte por uma reconstrução estrutural
14:17que não depende simplesmente desse acordo do Trump,
14:20que eu considero, num primeiro momento, um pouco frágil.
14:23E por que eu digo isso?
14:24Porque não basta simplesmente o Trump e o Netanyahu conversarem.
14:28Existem fatores domésticos que podem distorcer a reconstrução estrutural de Gaza.
14:34E por que eu digo isso?
14:36Porque o cessar-fogo, ele tem sido frágil?
14:38Porque a violência e as questões no território de Gaza, elas ainda continuam.
14:46Então, o território de Gaza, ele tem sido violado ainda por diversas facções.
14:50E se essas questões internas dos dois líderes, elas prevalecerem em relação
14:56a esse cessar-fogo interno em Gaza, o que a gente deve ver é um aumento de violência,
15:04um retrocesso, inclusive um retrocesso diplomático e uma instabilidade regional.
15:10É justamente, o ponto é justamente esse, essa instabilidade regional em Gaza.
15:14Não basta simplesmente os dois líderes dizerem que isso vai acontecer.
15:18É preciso que esse cessar-fogo no território aconteça.
15:22Isso não tem acontecido.
15:23Então, eu acredito que nas próximas semanas a gente deva ver, Bruno, um retrocesso diplomático.
15:30A Cássio Miranda quer ouvi-lo também sobre essa linha do governo americano,
15:35querer ser o líder.
15:36Quem conseguiu articular tudo isso para acalmar os ânimos, para cessar as guerras?
15:42Isso é muito mais para fortalecer a imagem de Donald Trump ou, de fato, para chegar em um resultado?
15:49Eu já emendo o seguinte, porque a reconstrução da faixa de Gaza, da cidade de Gaza, como tem sido chamada,
15:56vai demandar muito dinheiro.
15:59Somente Israel não vai conseguir fazer essa reconstrução.
16:02De onde virá todo esse recurso para ajudar a reconstruir do zero
16:07essa região onde foi totalmente destruída, Cássio?
16:12Bruno, os Estados Unidos sempre tiveram um pouco esse papel de polícia do mundo,
16:19de justiceiros do mundo.
16:21A questão é que, ao longo do tempo, eles foram dando um viés de ideologia para isso.
16:27Donald Trump não é o primeiro a fazê-lo, é importante que se frise.
16:31Foram dando um viés de ideologia para isso.
16:33E com esse viés de ideologia, essas ações passaram cada vez mais a serem discutidas,
16:41especialmente sob o prisma da legitimidade.
16:45A atuação de Donald Trump em Gaza, especificamente, tem um pouco desse quê de polícia do mundo.
16:53também tem um pouco de uma necessidade dele satisfazer o próprio ego, ganhando o Nobel da Paz.
17:02Em terceiro lugar, também tem um quê comercial.
17:05Israel são um grande parceiro dos Estados Unidos, sempre foram grandes parceiros dos Estados Unidos.
17:13Então, há essa responsabilidade.
17:17E a partir dessa responsabilidade, surge também o viés econômico.
17:22Porque hoje, por conta da guerra como mercado, o Oriente Médio está fechado e instável.
17:30Com a solução da questão de Gaza, os outros países, Irã e outros aliados do Hamas,
17:39acabariam também sendo desestimulados a eventuais ataques.
17:45E mais do que isso, os Estados Unidos vão injetar uma parte do dinheiro para essa reconstrução,
17:51mas os Emirados Árabes, o Catar, todos esses países também vão injetar dinheiro
17:59porque acabarão influenciando a economia do Oriente Médio e acabarão influenciando a própria economia
18:07através de um estímulo público às empreiteiras desses países
18:12e também a solucionar este problema ali em Gaza.
18:18Então, é uma equação bastante complexa, é uma equação que tem inúmeras camadas,
18:25mas Donald Trump, gostemos ou não, está costurando aos poucos todas essas camadas.
18:31Resta saber se essa solução será efetiva, porque a Deise disse, e vale reiterar,
18:39por mais que não tenha aparecido tanto, ainda há um problema na faixa de Gaza.
18:45O Hamas não deixou de existir e ainda há conflitos pontuais, mas há conflitos naquele território.
18:53As análises de Acácio Miranda, a gente segue de olho nesse encontro que está acontecendo neste momento,
19:01o encontro com representantes tanto do governo americano quanto também israelense
19:06para tentar chegar no consenso e ver, de fato, como iniciar a reconstrução na cidade de Gaza.
19:12O Hamas não deixou de existir e ver, de fato, o governo americano não deixou de existir.
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