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A Polícia Federal deflagrou uma operação que tem como alvo o vice-líder do governo no Congresso no âmbito da investigação sobre um esquema bilionário de fraudes no INSS. Segundo a PF, há indícios de que assessores teriam recebido recursos desviados da Previdência. O caso amplia a crise política e pressiona o Planalto em meio às investigações.
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NotíciasTranscrição
00:00Deixa eu só virar a página. No dia da mega-operação contra o esquema de desvios bilionários do INSS envolvendo aliados do governo, Lula se manifestou e disse que não vai poupar nem o seu filho.
00:13Misa Elmanet, repórter da Jovem Pan, volta ao vivo para trazer os detalhes desse caso. Bem-vindo mais uma vez.
00:19O presidente Lula disse que independentemente de quem sejam os suspeitos, todos serão investigados.
00:31Essa declaração do presidente aconteceu hoje. Ele disse que é importante que haja seriedade para investigar todas as pessoas envolvidas.
00:40E aí ele falou, todas as pessoas, ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado, afirmou o presidente.
00:49Essa declaração foi feita depois de Lula ter sido questionado sobre uma suposta parceria entre o Lulinha, que é o filho dele, Fábio Luiz Lula da Silva,
01:00e também Antônio Carlos Camilo Antunes, esse mais conhecido como careca do INSS.
01:06O careca do INSS, ele é apontado pela PF como o operador do esquema de fraudes na Previdência.
01:13Ele foi preso em setembro deste ano. Vamos acompanhar agora a fala do presidente Lula a respeito desse assunto.
01:20É importante que haja seriedade para que a gente possa investigar todas as pessoas que estão envolvidas.
01:28Todas as pessoas. Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado.
01:34Não sou da CPI, eu não sou delegado da Polícia Federal, eu não sou ministro da Suprema Corte.
01:40O que eu posso dizer para você é que naquilo que depender da Presidente da República, tudo será feito para que a gente dê uma lição a esse país.
01:51Esse país tem condições de ser um país honesto.
01:54Hoje a Polícia Federal deflagrou uma operação, operação sem desconto, que apura justamente o esquema de desvios ilegais em benefícios pagos a aposentados e pensionistas do INSS.
02:11Ou seja, a gente está falando de gente que precisa muito desse dinheiro, não só por necessidade, mas por direito.
02:18Lembrando que o secretário executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, ele que é o número dois da pasta, foi preso preventivamente.
02:27Adiciono mais uma informação aqui nessa participação, nos pingos nos vis, uma declaração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
02:38Ele disse o seguinte, que surgiu essa possibilidade, sim, de Lulinha ser um suspeito.
02:45Essa declaração foi feita ao site Metrópolis e aí ele quis deixar bem claro que se trata de um suspeito, não de um acusado, nem de um investigado até então.
02:56Mas sim, tem aí então, né, essa declaração importante também do delegado-geral de Polícia Civil, ou melhor, de Polícia Federal, Andrei Rodrigues,
03:05tratando Lulinha como um suspeito, neste caso, de desvio aí de verbas no INSS, verbas então para aposentados e pensionistas.
03:16Caniato, volto ao estúdio com você.
03:18Legal, o Misaia Maionete segue acompanhando essas movimentações, ele volta ao longo da programação com outros destaques.
03:24Bom trabalho para você.
03:26Deixa eu chamar os nossos comentaristas.
03:27Você, Davila, nova fase dessa operação sem desconto, o roubo dos aposentados em destaque aqui.
03:33Polícia Federal acaba divulgando novas informações, nomes de pessoas importantes vieram à tona no dia de hoje.
03:41Enfim, e Andrei Rodrigues mencionando o nome do filho do presidente da república, tratando ele como um suspeito.
03:50É preciso aguardar o avanço das investigações, mas lá atrás nós falávamos, né, nome de pessoas importantes, pessoas influentes.
03:57Esses nomes viriam à tona.
03:58Caniato, um escândalo que existe há tantas décadas, tem muita gente graúda da política envolvida.
04:07Não é possível manter um escândalo de tantas décadas roubando os aposentados, assaltando o bolso dos aposentados e isso continuar de maneira impune.
04:20É evidente que se seguirmos o dinheiro, como diz sempre as investigações, nós chegaremos a pessoas muito poderosas, em cargos altíssimos no Congresso Nacional, no Poder Executivo e até mesmo no Judiciário, como já mostrou.
04:37Então, o problema é que toda vez que se toca nesta ferida do roubo do INSS, o que acaba é sendo acobertado.
04:48Como foi já o fracasso da CPMI e do INSS no Congresso.
04:53Já foi, não, esse aqui não pode depor, esse aqui não vai falar, poupa aquele.
04:57É uma vergonha.
04:59Nós precisamos, pelo menos que a Polícia Federal vá a fundo com essa história, desmantelhe essa quadrilha que rouba os aposentados.
05:07Gente, as pessoas mais humildes que hoje vivem nessa aposentadoria são roubados por essas pessoas.
05:14Nós vimos lá a garagem do careca do INSS com Ferrari e carro.
05:18É um absurdo aquilo lá, é dinheiro de gente roubada, pobres, aposentados, assaltados por essas quadrilhas.
05:26Então, é inconcebível isso.
05:29Por isso, a Polícia Federal precisa ir a fundo nessa investigação, doa a quem doer.
05:36Vai pegar, sim, gente graúda.
05:38E se não pegar, será uma desmoralização para a justiça brasileira, para a polícia brasileira.
05:44Porque vai mostrar, mais uma vez, que a impunidade é um negócio altamente lucrativo e rentável no país.
05:53Você é Henrique Kringner, o avanço das investigações.
05:56E tem nome até de filho de presidente da República.
06:00Lula disse, bom, se o meu filho tiver alguma coisa com isso, tem que ser investigado também.
06:06É, o delicado é que tem nome do filho, nome do irmão, tem nome também de ministro.
06:12A gente precisa lembrar aqui sempre o quanto, quantas denúncias foram encaminhadas.
06:17E nós tivemos um ministro que, deliberadamente, retardou o processo de avanço nas investigações,
06:25não processou as denúncias da melhor maneira e também não foi punido por isso.
06:30Claro, perdeu a cadeira.
06:32Mas perdeu a cadeira também não de forma imediata.
06:34Perdeu porque se tornou insustentável.
06:37Todos lembram aqui do caso do ministro Carlos Lupe, na maneira como ele, ali existem as evidências
06:43de como ele mandou fazer uma atualização no sistema para garantir que o sistema fosse mais seguro.
06:48Mas não é só uma atualização de sistema que nós precisamos.
06:52Quando você tem um desvio de bilhões e bilhões de reais,
06:55como é que você vai só atualizar o sistema?
06:58Você precisa investigar o que aconteceu antes.
07:01Quem foi que permitiu isso?
07:02Nenhum sistema é ruim o suficiente que permite um escoamento de bilhões de reais
07:07de uma forma tão simples assim, né?
07:09Como o Dávila colocou aqui.
07:10Tem gente grande envolvida.
07:12Ou seja, se o ministro estivesse realmente prezando pelo avanço,
07:16na verdade, pela boa execução, pela boa gestão ali da sua pasta,
07:20dos recursos do Fundo de Garantia Social também,
07:24você não teria uma postura leniente como foi a do ministro.
07:28Mas parece que não se fala mais nisso, nem se investiga o porquê.
07:31O que pode ter motivado o ministro a ter tomado uma atitude tão branda
07:36em relação a uma denúncia tão severa?
07:38Essas perguntas precisam ser respondidas.
07:41E eu compartilho aqui a dor do Dávila também quando fala sobre a CPMI.
07:46Porque muitos, especialmente nos principais e primeiros casos ali
07:51que foram ouvidos na CPMI, virou um show de corte das redes sociais.
07:55Todo mundo queria fazer a sua piada, se referiam ao careca do INSS como careca do INSS,
08:00não tinham nem o trato de tratá-lo pelo nome.
08:03E aí você vê um pouco, é esse congresso que vai resolver isso?
08:07É esse congresso que vai investigar de forma política,
08:10que é o que cabe a uma CPMI?
08:12Mas é esse congresso que vai de fato chegar aos mandantes desse esquema?
08:16Porque tem grandes mandantes.
08:18Mandantes que envolvem diferentes esferas.
08:20Na esfera política, na esfera dos negócios, na esfera jurídica também.
08:24E quem sabe até dentro do judiciário, em algum nível.
08:26Nós precisamos investigar pra saber não só pra onde foi o dinheiro,
08:30mas quem foi que mandou esse dinheiro.
08:32Tem envolvimento de gente graúda, como disse o Dávila.
08:35Eu concordo com isso.
08:36E agora, as perguntas certas precisam ser feitas.
08:39Tem que se investigar da melhor maneira.
08:41Agora, não é só dizer, ah, fulano está envolvido, ciclano está envolvido.
08:45Tem que ir até o fim.
08:47E a minha dúvida é, por que não estamos indo até o fim?
08:50Mensagem do Valmor Lodi.
08:52Vergonha roubar os aposentados.
08:54Dinheiro pra comprar remédios e comida tem que prender todos os corruptos.
08:58Você, suas impressões, Diego?
09:01Olha, Caniato, primeiro eu dizer que eu compartilho aqui da revolta dos meus colegas.
09:06É muito triste você ver, de um lado, aposentados sem dinheiro pra comprar remédio e comida,
09:11como disse aí o nosso telespectador.
09:15E de outro lado, autoridades nadando em dinheiro público roubado,
09:19comendo costela de chão na casa de senador enquanto organiza esquema de corrupção.
09:25Tudo isso é muito grave e também muito revoltante.
09:29E dizer que eu estou aqui ponto fora da curva também em relação aos meus colegas
09:34no sentido de frustração com a CPMI.
09:36Não estou frustrado com a CPMI porque eu nunca acreditei na CPMI.
09:40Desde o começo sempre disse, esse instrumento legislativo que seria tão importante ser bem utilizado
09:46no histórico recente do nosso país, só serviu praquilo que o Krigner disse aqui muito bem.
09:51Pra que parlamentar fizesse corte pra rede social,
09:54pra que deputado e senador pudesse viralizar no Instagram.
09:57Ganhar mais like e ganhar mais seguidores.
10:00Basta puxarmos aqui no nosso histórico quando foi a última vez que alguém teve,
10:04a partir de uma CPMI, uma investigação, um processo penal de fato instaurado contra si.
10:10A última vez foi lá na CPI dos Correios que originou o caso do Mensalão.
10:15De lá pra cá nunca mais tivemos qualquer resultado útil.
10:19E claro, nessa CPMI não foi diferente.
10:22Eu até louvo aqui a fala do presidente Lula sobre não empregar esforços
10:29pra barrar uma investigação sobre o próprio filho.
10:32Mas o que nós observamos na prática é algo, de certa forma, oposto.
10:36Porque nós vemos muitos esforços da base governista,
10:40justamente indo ao encontro daquilo que disse o Dávila,
10:42pra blindar muitas autoridades próximas ao presidente.
10:45O irmão do presidente da República, que é vice-presidente,
10:48de uma das entidades sindicais que mais se beneficiaram com os descontos indevidos,
10:53teve o seu requerimento pra oitiva negado,
10:56em uma articulação da base governista na CPMI.
10:59O ministro Carlos Lupe, a mesma coisa.
11:02E tantas outras autoridades próximas ao presidente,
11:05tiveram também os seus requerimentos de oitiva negados.
11:08Então, eu tenho as minhas dúvidas se essa fala muito oportuna,
11:12muito republicana do presidente, de fato, se converteria em uma realidade.
11:17Mas aí, mais uma vez fazendo coro aqui aos meus colegas,
11:20também prezo aqui, gostaria muito de ter as respostas sobre esse caso.
11:26O povo brasileiro merece, infelizmente, saber o porquê
11:31mais essa dobrada de apostas em relação aos escândalos de corrupção.
11:34Tivemos o Mensalão, que foi tido como o maior escândalo de corrupção da época.
11:39A aposta foi dobrada com a Lava Jato.
11:41E agora a aposta é dobrada, mais uma vez, com esse novo escândalo,
11:45com o aposentão, que talvez já tenha sido dobrado também
11:48em relação ao escândalo do Banco Master.
11:51Não dá nem tempo de respirar aqui no Brasil, infelizmente.
11:54Espero que nós tenhamos esse caso elucidado,
11:57que os culpados sejam efetivamente punidos,
12:00que os aposentados recebam de volta o seu dinheiro
12:02e que os cofres públicos, principalmente,
12:04sejam indenizados através do bloqueio de bens
12:07e captura de dinheiro dos culpados.
12:08Pois é, o Dávila mencionou há pouco o nome de gente importante,
12:12gente graúda.
12:14Apesar de ver fortes indícios da participação do vice-líder do governo no Senado,
12:19o Everton Rocha, no roubo do INSS,
12:22o ministro André Mendonça negou o pedido de prisão preventiva
12:26que tinha sido feito pela Polícia Federal,
12:29alegando que causaria efeitos drásticos.
12:32O parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão
12:35apontado como beneficiário final desse esquema,
12:39recebendo recursos por meio de assessores parlamentares.
12:43Você, Luiz Felipe Dávila, o nome de um senador,
12:46isso não apareceu agora.
12:48Eu me lembro lá atrás, eu acho que há uns quatro, cinco,
12:51até seis meses atrás,
12:53nosso repórter Bruno Pinheiro já tinha apresentado informações,
12:58levantamentos preliminares que indicavam a participação desse senador.
13:02E eu queria que você discorresse sobre a possível participação dele
13:07nesse esquema e a decisão tomada pela justiça.
13:11Cariato, nós precisamos contar a história deste roubo para a nossa audiência
13:16para que as pessoas entendam esses personagens todos envolvidos,
13:21sejam eles presidentes de sindicato,
13:24deputados ligados a movimentos trabalhistas e sindicais.
13:27Tudo isso começou a ocorrer em 2016.
13:32Ao então, hoje, o senador Rogério Marinho era ministro da Previdência
13:35e mandou várias medidas moralizantes
13:38para acabar com essa mamata de roubo na Previdência Social.
13:42Sabe o que aconteceu?
13:44O PT e os partidos da esquerda
13:46derrotaram todas as medidas moralizadoras.
13:51E aí você começa a pegar o fio da meada, Cariato.
13:53Sabe o que acontece ao longo desse tempo todo?
13:57Perdeu-se aquela contribuição obrigatória para os sindicatos.
14:02Os sindicatos ficaram sem dinheiro.
14:05E aí começaram a descobrir, neste esquema perverso de roubar aposentado,
14:11como uma forma para alimentar sindicatos
14:15que perderam aquele dinheiro que era descontado de maneira obrigatória
14:20e que foi derrubado na reforma trabalhista de Michel Temer.
14:24Aí começa a história que você vê que multiplica ano sobre ano o roubo.
14:30E no último ano triplicou.
14:32E são 8 bilhões de reais estimados de descontos indevidos,
14:37mais 90 bilhões de reais estimados dos consignados.
14:44Ou seja, é um roubo gigantesco para financiar sindicatos
14:50que perderam o dinheiro que, até então, todo trabalhador era obrigado a pagar.
14:57E você vê todos esses partidos de esquerda
15:00unidos para sabotar qualquer medida moralizadora do INSS.
15:08Pois é, consignados que não eram solicitados.
15:11Então aparecia o desconto daquele empréstimo,
15:13sei lá, a pessoa, em tese, fez um empréstimo de mil reais
15:17em 10 parcelas de 100.
15:18Só um exemplo aqui.
15:20Só que ela não tinha solicitado e ela não conseguia fazer o saque.
15:23Isso já era sacado por uma outra pessoa, um laranja, um fraudador.
15:28Mas você, Krigner, a situação que envolve integrantes da base governista,
15:34essa figura, o vice-líder do governo no Senado Federal,
15:37alvo da operação, e a possibilidade de novos nomes virem à tona.
15:41É preciso considerar que isso acontece no final de um ano
15:45que antecede um ano eleitoral.
15:47Isso pode se tornar uma bomba relógio para o ano que vem, não?
15:51Com certeza. E vai ser, viu, Caniato?
15:53Vai ser um assunto presente nos debates eleitorais,
15:56vai ser um assunto presente também em todas as discussões
16:01que permearem o pleito do ano que vem.
16:04A grande pergunta que nós temos que fazer é, de novo,
16:08quem são os mandantes, quem são os maiores beneficiados.
16:12Por quê?
16:13Diante de um cenário de displicência,
16:15tanto daqueles que deveriam ter recebido as denúncias
16:18e não fizeram nada, aqueles que deveriam ter investigado um pouco mais,
16:21aqueles que deveriam ter trazido respostas para a população,
16:25a população vai começar a se perguntar,
16:27peraí, não trouxeram respostas porque não se sabe
16:32ou estão tentando maquiar para que continue, então,
16:35a roubalheira de alguma outra maneira?
16:37Estão criando outros mecanismos também.
16:40A gente precisa lembrar que esse rombo que é considerado
16:44é um rombo estimado.
16:45Muitas pessoas já faleceram e, portanto,
16:48não tem como nós sabermos pegar os saques que foram feitos
16:52e pegar todos os comprovantes anteriores,
16:54porque, como o Dávila disse, é um esquema que se perdura por décadas.
16:58Muitas pessoas não têm acesso ou não têm a familiaridade
17:02com a questão da tecnologia para reportar, para denunciar,
17:05ou mesmo até para entender aquilo, o que é um desconto,
17:08se foi pedido ou não, acaba não lembrando.
17:10Nós estamos falando de uma população extremamente vulnerável,
17:13os idosos e também aqueles que são os pensionistas.
17:17Então, todos esses, alguns ali moram em regiões muito extremas,
17:21não conseguiram fazer as suas denúncias, ou seja,
17:23o rombo pode ser e é, com certeza, muito maior.
17:27Então, o que a gente está vendo aqui é um cenário
17:29que comunica para a população uma displicência.
17:32A pergunta é, a displicência é intencional
17:34ou a displicência é simplesmente por conta da dificuldade?
17:38Eu, na minha opinião, acredito que a esse ponto, Caniato,
17:42se nós temos alguém que é citado, alguém que é denunciado,
17:46ou alguém que comprovadamente recebeu denúncias e não encaminhou,
17:50ou recebeu um repasse, esteve numa situação suspeita,
17:53essa pessoa não deveria estar em liberdade,
17:56justamente porque ela estaria ali apta a eliminar qualquer outro tipo de prova.
18:01Nós temos uma questão muito delicada aqui,
18:03que é uma investigação seríssima em andamento,
18:05com aqueles que foram os...
18:07Ninguém foi preso ainda, então, aqueles que foram os que cometeram esse crime
18:12estão soltos.
18:13E soltos escondendo, soltos ignorando?
18:16Não, não, soltos destruindo qualquer tipo de prova ou evidência
18:19que os conecte a esse grande esquema.
18:23Então, a chance disso dar certo com tanta gente solta,
18:26tanta gente envolvida, com poder na mão
18:28e podendo fazer o que quiser, é muito baixa.
18:31Me despeço de parte da rede,
18:33que ficará agora com a sua programação local.
18:37E nós aqui faremos uma rápida,
18:39mas é uma rápida parada,
18:40uma parada a jato.
18:42Voltaremos...
18:42Ah, não, não vamos parar agora?
18:44Então, vamos parar daqui a pouco.
18:46A gente segue aqui com as notícias do dia,
18:48com os nossos comentaristas.
18:50Deixa eu só passar, então, para o Diego,
18:51porque tem um aspecto que é importante, viu, Diego,
18:54em relação à decisão da Justiça,
18:56porque a Polícia Federal pede a prisão preventiva do senador,
18:59e a Justiça não atende ao pedido,
19:03alegando que uma prisão preventiva causaria um efeito drástico.
19:07Do que se trata isso?
19:09Um efeito drástico.
19:10Poderia bagunçar as investigações?
19:13Talvez, Caniato, seja o efeito drástico
19:16de facilitar o encontro de provas,
19:19facilitar o deslinde do problema, né?
19:22O único efeito drástico que eu vejo
19:24numa situação dessa.
19:26Mas, certamente, com a operação que foi deflagrada hoje,
19:29a busca e apreensão que foi feita na casa do senador,
19:32muitas provas foram encontradas,
19:34muitos documentos, talvez, em seu celular.
19:36Os motivos que fundamentem uma preventiva,
19:39talvez, emerjam dessa operação de hoje.
19:42Mas, esse tipo de situação faz eu me sentir um vira-lata
19:46no pior sentido do termo.
19:48Porque, o que a gente observa pelo mundo,
19:50e eu me lembro de um caso, até para exemplificar aqui,
19:52que é um caso relativamente recente,
19:54o primeiro-ministro de Portugal
19:56foi citado em uma investigação também a respeito de corrupção.
20:00Ele prontamente deixou o cargo,
20:02renunciou ao seu cargo
20:04para acompanhar as investigações,
20:06para preservar a instituição da qual ele fazia parte.
20:09E aqui no Brasil é totalmente o contrário.
20:10Quando um grande político, uma grande figura da República
20:13se envolve em algum esquema,
20:15estando ou não com grau A, B ou C de culpa sobre si,
20:20ao invés de preservar a instituição,
20:22de deixar o seu posto,
20:24ela se agarra ao mandato,
20:26se agarra ao gabinete.
20:28Não sai de jeito nenhum.
20:29Por quê?
20:29Porque usa a estrutura e o poder de seu mandato
20:32para se blindar, para se furtar das investigações.
20:35Nós acompanhamos essa semana
20:36um parlamentar que foi alvo de uma investigação
20:39e jogou os celulares pela janela.
20:41Então, é muito revoltante ver o comportamento
20:44das nossas autoridades
20:45e como instrumentalizam a estrutura estatal,
20:50as instituições que deveriam ser preservadas
20:52para se furtar da sua responsabilidade,
20:55às vezes administrativa, às vezes criminal.
20:57Então, isso faz com que nós nos sintamos muito longe
21:01de ter um país onde as instituições são de fato sérias,
21:04são respeitáveis, são confiáveis.
21:07Essa conduta que não afeta somente
21:10ao senador Everton Rocha.
21:12O senador Everton Rocha, que até me lembrei aqui agora,
21:14chegou a processar um parlamentar esse ano,
21:16fez uma queixa a crime contra o deputado
21:18Kim Cataguiri no Supremo Tribunal Federal,
21:20justamente porque o deputado fez um vídeo
21:22nas suas redes sociais conectando o senador
21:24ao escândalo do INSS.
21:27E veja só, agora, no dia de hoje,
21:29o mesmo senador é alvo de uma operação
21:31da Polícia Federal.
21:32Não estou aqui dizendo que ele é culpado,
21:33ele tem, conforme nós sempre deixamos claro
21:37aqui em todas as pautas,
21:38tem o direito de defesa,
21:39tem uma ampla cartilha de garantias fundamentais
21:42que o Brasil prevê a todo aquele que é acusado
21:45de um crime.
21:46Mas, de certa forma,
21:48deixa, sim, aquela impressão
21:49de que existe uma justiça para os comuns
21:51e existe uma justiça para os iluminados,
21:56para aquela elite do funcionalismo público,
21:58para a turminha ali de Brasília
22:00que detém o poder.
22:02Isso é muito triste para nós brasileiros,
22:05nos deixa aquela impressão
22:07de que nós não somos um país sério
22:09e de que aqui o crime e a corrupção
22:11sempre compensam.
22:13Pois é, estamos analisando a situação
22:15que envolve o esquema de desvios no INSS
22:19e trazendo, naturalmente,
22:21as informações com a nossa reportagem.
22:23Deixa eu só receber a rede Jovem Pan,
22:25o roubo do INSS em destaque,
22:28vice-líder do governo,
22:30senador Weverton Rocha,
22:31alvo de operação.
22:33E eu queria compartilhar com a nossa audiência
22:34um trecho da manifestação da Polícia Federal.
22:38Segundo a PF,
22:40o senador Weverton
22:41teria atuado
22:44como um sócio oculto
22:46desse esquema
22:47nas operações financeiras
22:49estruturadas
22:50por essa organização criminosa
22:52recebendo recursos
22:53ou benefícios
22:54por meio de
22:56algumas pessoas,
22:58principalmente
22:58assessores parlamentares.
23:00São, assim,
23:02informações
23:02que colocam ele
23:04em uma situação
23:04muito delicada, né, Dávila?
23:07É preciso considerar que
23:08a atividade do parlamentar,
23:11inclusive,
23:11acaba sendo prejudicada
23:13a partir de uma
23:14acusação,
23:15pelo menos,
23:16o levantamento
23:17dessas informações.
23:18É preciso aguardar,
23:19claro,
23:19o avanço das investigações,
23:21mas qual deve ser a postura
23:22do parlamentar,
23:24do partido
23:25e, naturalmente,
23:26do governo, né,
23:27já que ele é o vice-líder
23:28do governo na casa?
23:30Bom, primeiro,
23:31ter uma investigação
23:33sem fins políticos
23:35e unicamente técnico.
23:37Por quê?
23:38Porque precisamos
23:39desvendar o esquema do roubo.
23:40Porque, se não, Caniato,
23:42você tira a onda
23:43e joga dentro o próximo.
23:44Essa fila é enorme
23:45para meter a mão
23:45no bolso dos aposentados
23:47como mostra.
23:48O primeiro escândalo,
23:50você se lembra, né, Caniato,
23:51foi em 1992,
23:52Georgina de Freitas,
23:53lá no governo,
23:55lá no governo Itamar,
23:56era uma coisa maluca,
23:58também,
23:58roubou um absurdo de dinheiro,
24:00desviou um monte de dinheiro.
24:02Então,
24:03não é uma coisa
24:04de ontem,
24:04de hoje,
24:05já passou por vários governos.
24:07Agravou-se muito
24:08no governo do PT,
24:11justamente
24:11porque perdeu
24:13a história
24:13da obrigatoriedade
24:15da contribuição sindical.
24:16Então,
24:17nós precisamos entender
24:17as coisas,
24:18por isso que eu preciso
24:19ir atrás
24:19dos líderes sindicais,
24:21dos partidários
24:22envolvidos
24:23com esses sindicatos,
24:25desses políticos
24:26graúdos,
24:28porque é um esquema
24:29gigantesco.
24:30Caniato,
24:31nós podemos chegar aí
24:32ao topo
24:33de todo o poder
24:34legislativo,
24:35executivo,
24:36judiciário,
24:37se esse negócio
24:37for a fundo,
24:38porque,
24:38como eu disse,
24:39não se desvia
24:4090 bilhões
24:41de custos.
24:41não se dizia
24:4390 bilhões
24:44para comprar
24:44carro importado
24:45e cobertura
24:46na praia.
24:47Isso bancou o quê?
24:48Campanha política?
24:49Não,
24:50mais campanha política.
24:52Precisa investigar
24:53fundo os sindicatos,
24:54principalmente,
24:54porque esse dinheiro
24:55certamente foi
24:57para esses sindicatos,
24:58para muitos sindicatos.
25:00Então,
25:00nós precisamos
25:00investigar seriamente
25:02isso,
25:02porque é uma estrutura
25:04viciada,
25:05perversa,
25:06que eliminar
25:07um ou outro
25:07não resolve o esquema.
25:09é um esquema gigantesco
25:10de muitos anos.
25:12Daí,
25:12a importância
25:13de uma investigação séria
25:15para,
25:15evidentemente,
25:17permitir que todos
25:18tenham o direito
25:18à ampla defesa,
25:19mas nós não
25:20podemos amolecer.
25:22E se tiver que enfrentar
25:23irmão de presidente,
25:25filho de presidente,
25:26senador,
25:27o que seja,
25:28membros do poder judiciário,
25:30tem de ir a fundo.
25:31Se nós não
25:31desvendarmos
25:32esse esquema,
25:34nós vamos continuar
25:35assaltando aposentados
25:36no Brasil,
25:37o que é algo
25:38motivo de
25:39vergonha
25:40e que mais uma vez
25:41mostra a impunidade
25:43no setor público
25:44que faz com esquemas
25:45desses.
25:46Duram há tantos anos.
25:48Pois é,
25:48certa vez a gente
25:49trouxe aqui um número,
25:50viu, Kringner,
25:51em cima disso
25:51que o Davi lá discorre,
25:53a diminuição
25:54do volume
25:55de dinheiro
25:55arrecadado
25:56pelos sindicatos
25:56a partir da aprovação
25:58da reforma trabalhista
25:59da gestão
26:00de Michel Temer.
26:01E aí,
26:02essa possibilidade,
26:04né,
26:04dessas instituições
26:06terem optado
26:07em seguir
26:08na ilegalidade
26:09para conseguir
26:10algum dinheiro,
26:12né,
26:12para tentar manter
26:13as suas operações,
26:14o que é inconcebível,
26:16né,
26:17você perde a arrecadação
26:18e a alternativa é
26:20vamos roubar
26:20os aposentados
26:21e pensionistas?
26:22faz o menor sentido.
26:23Tem que colocar
26:24na cadeia
26:25os responsáveis,
26:26né?
26:26Exato,
26:27mas para quem nunca
26:28trabalhou e estava
26:29acostumado com
26:30dinheiro fácil,
26:31né,
26:31vindo obrigatoriamente
26:33a partir da contribuição
26:35dos trabalhadores
26:37de fato do país,
26:38buscaram por outra
26:40maneira,
26:40né,
26:41essa é a coisa mais
26:42escandalosa.
26:42E eu vou fazer coro
26:44a isso também,
26:44de que com certeza
26:45esse dinheiro foi
26:46para financiar
26:47campanha política,
26:48foi para financiar
26:49partidos e foi
26:51para financiar também
26:52compra de voto,
26:53isso é um destino
26:54que já aconteceu
26:55no nosso país.
26:56Claro que as investigações
26:57vão apontar,
26:58mas nós não podemos
27:00esquecer que nós somos
27:01o país onde aconteceu
27:02o escândalo do mensalão,
27:04depois o escândalo
27:05do petrolão,
27:06depois uma série
27:07de outros menores
27:08escândalos aí
27:09em diferentes
27:10níveis de proporção,
27:12mas que também
27:13sempre foram
27:14para dar aquele
27:15estímulo
27:16para não usar
27:17uma palavra negativa,
27:18para que parlamentares
27:19votassem de acordo
27:21com aquilo que estava
27:21sendo proposto,
27:22né,
27:23então,
27:23será que esse escândalo
27:25do INSS também
27:26não tem a ver?
27:27Porque é muito difícil.
27:28Emendas informais?
27:29Emendas informais,
27:31é aquele agrado,
27:32é o cafezinho
27:32para você apoiar
27:33o meu projeto.
27:34Essas hipóteses,
27:35elas estão na mesa ainda
27:37e não existem elementos
27:38para dizer que não tenha
27:39sido usado dessa maneira,
27:40justamente porque
27:41nós temos um sistema
27:43viciado,
27:44esse sistema que é
27:45viciado em vantagem,
27:47ganhar vantagem.
27:48é uma federação
27:50que já não funciona
27:51da maneira como foi
27:52desenhada para funcionar,
27:53um sistema
27:54de parlamento
27:55que também
27:56é viciado
27:57em dinheiro,
27:57em emendas parlamentares
27:59e uma série
27:59de outras benesses
28:00e tudo em detrimento
28:02do nível local,
28:03da gestão de prefeitos
28:04e da gestão também
28:05de governadores.
28:07Nesse sentido,
28:08quem quiser fazer
28:09alguma coisa
28:10vai ter que procurar
28:10um caminho
28:11e o caminho
28:11sempre é torto,
28:13não é o caminho certo
28:14de acordo com a lei
28:15que a sociedade espera.
28:16Então, realmente,
28:18essas ramificações
28:19são tantas
28:20que nos fazem
28:21até questionar
28:22se nós vamos mesmo
28:23chegar até o final
28:24disso tudo.
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