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O governo federal alertou que a Enel pode perder a concessão em São Paulo após falhas no fornecimento de energia provocadas por um vendaval histórico. Mais de 1,5 milhão de imóveis ficaram sem luz. A repórter Fernanda Sette trouxe os detalhes direto de Brasília. Acompanhe a análise de Mariana Almeida.

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Transcrição
00:00E o governo federal alertou que a Enel poderá perder a concessão em São Paulo se não cumprir os índices de qualidade e as obrigações contratuais do setor elétrico.
00:10A decisão vem após o forte Vendaval, que deixou milhões de clientes sem energia e a mobilização de 1.800 equipes para restabelecer o serviço na região metropolitana.
00:22E a repórter Fernanda Sete está de volta conosco direto de Brasília e traz mais detalhes.
00:27Fernanda, a paciência do governo federal acabou com a Enel?
00:34Pois é, Eric Klein, olha só, depois de quatro dias de forte Vendaval que atingiu São Paulo, a Enel informou que de fato o serviço está voltando ao padrão de normalidade,
00:49que o fornecimento de energia está voltando ao padrão de normalidade.
00:53Em uma nota divulgada ontem, no domingo, a concessionária informou também, confirmando que os serviços estão sendo restabelecidos, que o trabalho segue em andamento.
01:06E olha, ainda de acordo com a Enel São Paulo, as equipes técnicas continuam atuando, mas naqueles casos mais complexos de reconstrução da rede,
01:15como, por exemplo, troca de cabos, de postes e também trocas de outros equipamentos necessários.
01:22As equipes também estão trabalhando para atender aquelas solicitações pontuais de falta de luz.
01:29No auge do ciclone extratropical, mais de um milhão e meio de imóveis na grande São Paulo ficaram sem energia elétrica.
01:40Isso desde amanhã, desde a quarta-feira passada, dia 10 de dezembro, quase duas mil equipes foram mobilizadas aí para tentar responder esses efeitos devastadores do vendaval.
01:54Então, lembrando que esse vendaval que atingiu a grande São Paulo foi o mais prolongado já registrado na região metropolitana, de acordo também com a concessionária.
02:05E olha, dados do IMET mostram aí que as rajadas de vento atingiram um pico superior a 82 km por hora no mirante de Santana.
02:18Foi a primeira vez que a estação meteorológica registrou aí uma sequência tão prolongada de ventos superiores a 70 km por hora,
02:29desde o início das medições lá em 2006.
02:33Lembrando também que na região da Lapa, a velocidade máxima chegou a quase 100 km por hora, foram 98 km.
02:42Isso de acordo aí com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo.
02:49Então, depois desse forte vendaval, né, Eric Clay, que realmente atingiu milhões de pessoas aí na grande São Paulo,
02:57o serviço está de fato sendo restabelecido e deve melhorar aí ao longo da semana.
03:05Todos os imóveis já devem estar contando aí com o fornecimento de energia elétrica.
03:11Eu volto com você, Eric Clay.
03:13Obrigado, viu, Fernanda Sete, mais uma vez pelas suas informações.
03:16Bom trabalho aí na capital federal.
03:17Maria Almeida, acabou a paciência do governo federal, mas está na hora também de tomar providências na prática,
03:25não ficar só na teoria, até para que o serviço melhore para o consumidor, né,
03:29e que não haja mais perdas bilionárias, né, para a economia paulista, enfim, porque não é a primeira vez, né.
03:36Pois é, Clay, às vezes dá a sensação de que é uma briga de quem é que vai falar mais duro,
03:41quem é que vai aparecer na imagem como o mais forte ali no debate, mas no fundo, no fundo,
03:47o que fazer de fato para solucionar acaba aparecendo muito menos, né, quer dizer,
03:52é óbvio, para citar mais o que demonstrado, que a Enel tem dificuldades em realmente assimilar de maneira consistente
04:00um plano de prevenção, de incorporar, do ponto de vista da sua organização aí, da operação,
04:07a ideia de que os fatores climáticos, eles estão acontecendo de maneira muito mais intensa e prolongada
04:12do que em outras situações, então, ventos fortes, chuvas fortes, elas não são exatamente imprevisíveis,
04:18elas estão postas, e aí como que a empresa vai reagir nessas situações, sabendo que a gente ainda tem um processo
04:24de transição onde tem que trabalhar aterramento de fios para reduzir esses impactos,
04:29tem que trabalhar a identificação das áreas mais sensíveis com um processo de reação mais forte,
04:36um plano de contingência que esteja fácil de ser acionado, então, tem um conjunto de coisas que, assim,
04:41são parte do processo da empresa nesta realidade vivida agora, isso tem que estar posto e tem que estar bem informado
04:47para a população, e a empresa não tem entregado. Não entregando isso, quais são os mecanismos que o governo tem
04:53para realmente colocar isso em prática? Ameaçar perder a concessão é possível, mas qual a possibilidade
05:01de negociação consistente em torno, a partir dessa ameaça?
05:05Esse ano foi o ano da gente falar de quem negocia bem ou não negocia bem, e negociando a partir sempre disso,
05:11de ameaças. Mas o ponto é que a primeira fala é para vir para uma mesa, e a mesa de negociação tem que dar algum resultado.
05:17E isso é o que parece que ainda está um pouco distante da gente enxergar como consumidores, de fato,
05:23e quem recebe o serviço. Até porque, numa eventual perda de concessão da Enio, outra empresa virá,
05:28ou seja, teremos outra concessão. Será que o governo tem uma estrutura de contratação e de modelo mesmo
05:35de gestão dessa concessão mais eficiente? Ou seja, é só trocar ou vai ser só, no fim, uma fumaça para esconder
05:44que o problema real, que é modelo de gestão do contrato, estruturação do serviço e adaptação
05:48para esse novo momento, isso ainda não está posto, as pessoas não sabem exatamente como fazer
05:52para realmente entregar segurança para o consumidor.
05:55E você imagina, né, Maria Almeida e você aí de casa, o transtorno para as pessoas, né,
06:00ficar sem energia elétrica, e muitas também já tinham aquelas compras de Natal, né,
06:04no supermercado, com alimentos, com carnes já, né, essas perdas são muito significativas, né,
06:10muitas pessoas não vão conseguir repor essas compras, né, desses alimentos já
06:16para as festas de final de ano. Fora isso, o comércio, o comércio, muitos ficaram sem abrir,
06:21não conseguiram trabalhar, vender e tem que pagar nesse terceiro agora, né, dia 20 de dezembro,
06:28a última parcela. Parece que também não existe uma preocupação, talvez um seguro até da Enio
06:33contra isso, né, olha, tivemos um problema, não consegui atender, então a gente vai ressarcir
06:37de alguma forma aí consumidores e comerciantes, empresários, enfim, de uma forma geral.
06:42Isso preocupa bastante, porque a pessoa fica na cabeça, quando será o próximo?
06:46Eu vou perder novamente? O que pode acontecer?
06:48Mas isso é exatamente o que eu estava querendo colocar aqui, sobre ter um plano de contingência, né,
06:52Klein? Isso vai acontecer, vão vir as chuvas fortes, vão acontecer, nós não teremos todos os fios aterrados,
06:59isso vai ter efeito sobre as árvores, vai ter efeito sobre, de novo, o acesso à energia,
07:04e, portanto, pessoas ficarão de maneira mais prolongada sem a energia. Parece que isso está posto
07:08que vai continuar acontecendo. Quando acontecer, primeiro, o que a gente vai fazer para não acontecer
07:13para sempre, né, e aí é um plano, um planejamento de transição e adaptação.
07:16Paralelo à transição e adaptação, qual que é o contingenciamento? O que você faz?
07:20E talvez não seja a Enio sozinha, o governo tem que entrar junto e fazer essa negociação
07:24para saber qual que é a possível indenização em relação às pessoas, que tipo de documentação
07:29a pessoa tem que ter? Na hora que acontece, como é que eu vou me preparando para demonstrar
07:34o efeito da minha perda? Tem um conjunto de coisas que, se a gente antecipar, organizar,
07:39publicar, criar uma situação, digamos assim, institucional, robusta, deveria fortalecer
07:45democracia, ética, padrão, porque a gente vai conviver com o problema juntos, né,
07:49a ideia de que o problema é um problema coletivo, mas que tem responsabilidades muito grandes
07:52e importantes para serem identificadas. A Enio e o governo são responsáveis por criar
07:58um arcabouço de contingência para que as pessoas possam se organizar e as perdas possam
08:03ser menores. Porque quando uma empresa perde, quando uma família perde, a economia toda
08:07perde também, inclusive as receitas do governo lá na Fizinho, viu, Cláudio?
08:11Exato. E você vê, por exemplo, no caso de bares, restaurantes e hotéis, agora isso
08:15é pagão e já esse setor sofreu com a crise do metanol. Também tiveram, esse setor
08:21teve muitas perdas com a crise do metanol, agora esse apagão, então assim, é um ano
08:26que é preciso repensar, né, a gente precisa entender um pouquinho para que os funcionários,
08:34os empresários, de uma forma geral, não sejam tão afetados por problemas que fogem
08:39um pouquinho das mãos das pessoas.
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