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  • há 9 meses
O presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Ernandes Raiol, destaca o protagonismo do cooperativismo durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), mencionando a participação ativa em todas as discussões e a presença de autoridades internacionais. Em entrevista ao Grupo Liberal, ele ressalta que mais de 80% da merenda escolar do estado é produzida por meio desse sistema, o que demonstra a sua importância. Segundo ele, esse modelo socioeconômico de colaboração abrange oito ramos (agricultura, serviço, crédito, saúde, seguro) e destaca a importância do movimento no Pará.

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Transcrição
00:00que é um grande produtor de açaí. Além da canta, nós temos outras ideias aqui nos cooperativos
00:05que estão realmente com uma produção muito grande. E o que é mais interessante é que esses produtores
00:11de açaí hoje estão produzindo também a sua própria energia limpa, a energia solar.
00:15Por isso que eu falei antes, que é a COP30. Nós fomos lá e dissemos, olha, o mundo, o Brasilismo do Pará
00:21já está cuidando disso. Estamos cuidando dessa parte ecoambiental, que eu gosto de falar,
00:26que está produzindo energia limpa. Nós estamos reflorestando e dentro dessa lógica da produção
00:32do açaí, a gente não planta essa açaí. A gente faz um sistema chamado SACS, um sistema
00:37agroflorestal. Então, há uma razão completa para se falar que o cooperativismo é realmente
00:44um setor que se preocupa profundamente com as pessoas. Então, essa ligação que tem entre
00:51que é cuidar do meio ambiente, é florestal e do meio ambiente, cuidar de rios, garapés,
00:56a sã nascente, mas é cuidar principalmente das pessoas. Então, isso é que o cooperativismo
01:01faz. Todos os parceiros que aqui tiveram, da ONU, aos ministérios e entidades internacionais,
01:09possam realmente cumprir com aquilo que foi determinado aqui. Porque um dos grandes problemas
01:14que nós temos na Amazônia é nada mais do que a legalização fundiária. Isso foi
01:19discutido na COP30. Isso precisa ser resolvido, porque uma vez resolvido, nós do cooperativismo
01:26nós vamos, com certeza, evoluir. Temos aí planejamentos claros de que, se conseguirmos
01:32ter os nossos títulos ambientais e fundiários na nossa cooperativa, em cinco ou dez anos nós
01:38poderemos gerar aí tranquilamente cerca de 300, 400 mil empregos direto e indireto, dado
01:44a segurança jurídica que isto trará para nossas cooperativas. Por quê? Porque nós
01:50temos nossos próprios recursos financeiros. Nós não temos o quê? Garantias. Então,
01:54a gente espera profundamente que tudo que foi discutido, essa questão da legalização ambiental
02:00fundiária, principalmente isso, traga essa plenitude, essa segurança jurídica para a gente
02:07poder continuar trabalhando, gerando emprego, trabalho e renda e gerando consumo. Mas,
02:12acima de tudo, gerando prosperidade nas comunidades onde as cooperativas estão instaladas, que
02:17é isso que o cooperativismo faz. Você evita que aquele jovem que se forma vá para a cidade,
02:22ele fica trabalhando na rede. Está sempre com uma moça, com uma menina, com um pai, doidoza,
02:27enfim. É um cooperativismo isso. Então, o COP30, para a gente, não foi só um COP com O, para
02:32a gente foi um COP com dois O, ou seja, COP30 e a gente realmente sair com certeza fortalecido
02:38disso. Esperamos que realmente isso aconteça, que seja cumprido as promessas que aqui foram
02:45feitas. São várias. Nós temos as iniciativas que vão do agronegócio, a agricultura familiar.
02:51Nós temos cooperativas que atuam no agronegócio, nós temos um, temos grandes cooperativas que
02:56atuam na saúde, que é o caso da nossa medicina, e temos cooperativas aí que atuam na área do
03:02transporte. Portanto, o protagonismo do cooperativismo, ele é geral. Hoje, com certeza, acredito que
03:09mais de 80% do que é consumido na merenda escolar do estado do Pará é produzido por uma cooperativa
03:19da agricultura familiar, da economia solidária. Então, o cooperativismo é muito forte. E
03:23a gente também abastece hoje, até mesmo, forças armadas, exército, marinha aeronáutica e outros
03:30hospitais aí, com esses produtos das cooperativas da agricultura familiar. Então, a gente está
03:36muito presente em todos esses ramais aí de negócios do Brasil, pensando no Pará.
03:44Não vou ser humilde, eu vou destacar tudo, porque nós, do cooperativismo, nós temos
03:49oito ramos, né? Tem a agricultura, tem o serviço, tem o crédito, tem a saúde, agora nós temos
03:56o seguro. E, na Coppieta, nós estivemos presentes em todos esses ramos, em praticamente todas as
04:03discussões. Está a buizone, a agrizone, né? A agrizone. Então, o cooperativismo participou
04:10efetivamente. Tivemos autoridades internacionais que vieram participar, assim como o presidente
04:16da ACI, o presidente da ACI America, a ACI mundial. E nós tivemos 300 milímetros aqui
04:27como presidente da ACI dos Estados Unidos e da própria Europa. Então, foi um evento muito
04:32prestigiado. E, nesse período, nós também comemoramos o dia internacional do cooperativismo,
04:39que é um dia dedicado exclusivamente àquilo que o cooperativismo faz com o seu protagonismo
04:45no mundo. E, por incrível que pareça, isso foi muito bom, porque foi o segundo ano que o
04:51cooperativismo foi escolhido pela ONU como o maior negócio da APR, eu costumo dizer. Então,
04:57tenho uma participação. Foi muito bom, foi positivo. E eu tenho certeza absoluta que
05:03o cooperativismo do Pará vai ser medido também antes da Copa de Vida e depois da Copa de Vida.
05:09Vai ser muito importante para a gente conseguir encontrar tudo o que se discutiu durante esses
05:17dez dias, né, lutas aqui em Belém do Pará.
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