00:00Então, assim, a produção em si, ela tem algo em torno de 92 itens, né?
00:09Mas, totalizando a produção, ela vai em torno de 100 a 120 mil peças.
00:15A gente tem um calendário anual aqui, que a gente foca em três eventos grandes da igreja.
00:21São eventos que... Semana Santa, que vem o Domingo de Páscoa,
00:26a gente tem uma produção de uma vela que é usada especificamente no Domingo de Páscoa,
00:35que é no Sábado de Aleluia.
00:37Após isso, a gente finaliza o período, dá uma organizada em tudo e começa a produção.
00:44Esse ano a produção começou em maio, foi esse material do si.
00:52E a média de setembro, um pouquinho entrando em setembro, para a produção.
00:57Por quê? Porque já está tudo abastecido e a gente já corre para o finado,
01:03que é o longo dos meses seguintes.
01:05E a vela para a finada, normalmente, ela vai para fora do estado.
01:10É assim, a gente dá uma focada muito sempre na maior demanda, é cabeça e casa.
01:21Mas, bom, a casa se sabe que hoje todo trabalhador, todo brasileiro quer seu cantinho próprio.
01:30Sônia, por isso.
01:32E a cabeça é um item que, assim, envolve uma série de situações que a gente muitas das vezes não
01:38entra nesse mérito da promessa,
01:43porque às vezes o promesseiro não quer alguma outra coisa mais complicadinha,
01:48que não gosta de comentar.
01:52Mas, assim, há, sim, alguns produtos que a gente costuma até dizer que são algumas coisas bem diferentes.
02:01Mas, dentro de tudo isso, a gente produz caminhão, carro, diploma, carteira de motorista, celular, boi, vaca, e assim vai.
02:14Porém, como eu falo, a gente sempre já termina a produção no início de setembro.
02:20De setembro, a gente já espera algum pedido diferenciado que nós não temos na lista de produção.
02:29Que vai, como eu estou falando, uma balsa, um barco, qualquer coisa diferente que a gente não tenha.
02:38Mas, dentro dos meninos e eu também envolvendo, eu costumo dizer que a gente nunca deixa ninguém sem a promessa.
02:50Mas, mesmo, o que quer que seja, a gente dá um jeito de produzir.
02:55Por exemplo, ano passado, houve um senhor, o senhorzinho parecia ser muito humilde, e do interior.
03:06Ele tinha mais ou menos 1,60m de altura.
03:09E ele chegou e pediu para que nós fizessemos um boneco, do tamanho dele.
03:16E aí eu convenci ele que isso daí, esse pedido dele, ia se tornar meio de valor alto.
03:28Ia sair totalmente do que a gente produz, mas a gente produzia.
03:36Mas também expliquei para ele que toda promessa paga, em cera, ela é apenas simbólica para Nossa Senhora.
03:45E que esse desejo dele poderia ser resumido em um boneco pequeno.
03:52E assim funciona.
03:54E assim é pago a promessa.
03:58Aí eu mostrei uma casa.
03:59E olha, o senhor já pensou se todo mundo que fosse pagar uma casa, fosse querer que a gente fizesse
04:03uma casa do tamanho original, é complicado.
04:07Os preços são simbólicos, são preços de 10 reais, 15 reais, 20 reais.
04:13Mas, assim, uma coisa que ele me chamou muita atenção foi que ele disse logo no início.
04:20Eu não estou preocupado com o valor, porque era promessa.
04:24Mas, mesmo assim, convencei, convencei, convencei, mostrei para ele que não era o sacrifício dele e nem a minha satisfação
04:34no valor que ele ia pagar.
04:37A gente sempre trabalha um ano em função do ano anterior.
04:40Ano anterior, quantos foram?
04:41Você tem?
04:42De cabeça, sim, não.
04:44É uma coisa que teria que ir para o sistema e ver quantos foram.
04:46Agora, eu posso te dizer uma coisa, são bilhares.
04:49Os mais comuns são partes do corpo humano, né?
04:54Os mais curiosos...
04:56Ah, tem muita história.
04:58Ah, uma vez chegou um senhor aqui que tiraram o Covid-1 metros.
05:02É impossível, porque tudo é forma.
05:05E o que não é forma, a gente banha.
05:08O processo de banho com a parafina, entendeu?
05:12Então, às vezes, eles idealizam algumas coisas que não tem como.
05:16O cinto do UFC, né?
05:17Ah, o cinto do UFC...
05:19Alguém, o cinto do UFC, né?
05:20Isso, esse nós banhamos todinho.
05:23Foi a esposa do treinador, que fez uma promessa para a Nossa Senhora de Nazaré.
05:28Porque, assim, o sírio, eu acho que a cada ano só aumenta o número de pessoas, né?
05:32Não, não.
05:33Então, a expectativa é que sempre seja mais e mais, porque só aumenta o número de pessoas.
05:38Eles estão...
05:39Eu acho que o Rio já não lembro, eu acho que eles estão esperando não sei quantos milhões de pessoas
05:45esse ano.
05:46Tem encomendas, inclusive, que já estão sendo entregues para outros lugares que vendem promessas também.
05:53Eu já estou trabalhando e fazendo essas entregas para clientes nossos, na FAPA.
05:58Entendeu?
05:59E aqui, desde julho, já começam a sair, digamos assim, as promessas mesmo, porque começam os interiores, os sírios dos
06:08interiores, né?
06:09As pessoas já começam a acumular.
06:11E à medida que vai se aproximando dos sírios, por exemplo, setembro, já é um mês intenso de venda.
06:17Por quê?
06:17Porque também já começam vários sírios dos interiores, então começa...
06:23Eu acho que o que é mais caro, eu vejo o braço, 15, 12, mas as coisas, tu vai ver
06:34que elas giram em torno de 20 e 30.
06:37Isso aqui, o que é que... como é que o preço é feito?
06:40Em cima da hora trabalhada.
06:42Você teve a oportunidade de ver que é artesanal.
06:46E às vezes a gente demanda um tempo para fazer aquela peça e quando ela sai, ou ela quebra na
06:52hora de desformar, ou ela sai defeituosa e começa o processo todo de novo.
06:58Então, os preços são feitos em cima de horas de trabalho.
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