Em entrevista ao Real Time, Lucas Infante, CEO da Food to Save, falou sobre o crescimento da foodtech, que já evita milhares de toneladas de desperdício ao transformar produtos próximos ao vencimento em oportunidade para varejo e consumidores. Uma operação sustentável guiada por tecnologia e escala nacional.
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00:00E com mais de mil sacolas vendidas por dia e capacidade comprovada de transformar alimentos próximos ao vencimento em margem de lucro,
00:09a Food to Save consolida um modelo de negócios que une recorrência, aquisição de clientes e redução de perdas para o varejo.
00:17É uma foodtech sustentável que nasceu em 2021 para revolucionar o desperdício de alimentos aqui no Brasil.
00:24E hoje está presente em 14 estados e mais de 100 cidades.
00:28Hoje, para conversar sobre esse desenvolvimento, está aqui no estúdio, então, o Lucas Infante, que é CEO da Food to Save.
00:36Oi, Lucas. Muito obrigada pela sua participação, pela gentileza em conceder essa entrevista ao vivo aqui para a gente.
00:42Bom dia, Paula. Bom dia a todos. O prazer é meu. Obrigado pelo convite. Uma honra estar contando um pouquinho mais da nossa história aqui com a Food to Save.
00:49Nós que agradecemos a sua participação.
00:51Bom, Lucas, para a gente começar, como todo bom empreendedor, vocês transformaram o problema em solução, né?
00:58Conseguiram aí ter uma margem de lucro em alimentos que estão próximos do vencimento.
01:03Como é que foi para vocês estruturar essa operação?
01:07Maravilha. Paula, esse negócio nasceu em plena pandemia, né?
01:10Como todo empreendedor, né?
01:12E muito resiliente. Nasceu de um inconformismo.
01:14Eu empreendia no ramo de alimentação fora do Brasil.
01:17E é uma dor que, mais do que social, ambiental, também é financeira, né?
01:21Você desperdiçar alimento.
01:23Então, nasce com a intencionalidade de colocar esse negócio de pé em plena pandemia em 2020.
01:28A gente inicia com o mínimo produto viável, né?
01:31A gente com o objetivo de validar essa solução de negócio no Brasil ali em meados de 2020 e início de 2021.
01:37E hoje, aí, prestes a completar cinco anos de vida com bastante desafio, né?
01:43Com bastante resiliência, mas muito feliz e muito satisfeito do que está sendo essa história construída ao longo dos anos com a Food to Save.
01:51Ô, Lucas, o que explica, na sua opinião, esse salto aí de crescimento da Food to Save nos últimos anos?
01:57E qual que foi o ponto de virada?
02:00Maravilha.
02:00Paulo, eu acho que, como todo negócio e como uma startup, né?
02:03A gente tem várias etapas e são ciclos de vida das startups.
02:08Da Food to Save não seria diferente, né?
02:11Então, a gente nasceu com...
02:12O nosso recurso é sempre finito, né?
02:14Nascemos com o mínimo recurso possível, mas com bastante resiliência e acreditando que o tamanho da oportunidade, da solução desse problema,
02:22era suficientemente grande para a gente continuar adiante.
02:25Então, a gente nasce através das redes sociais, lá em 2021, depois a gente lança um primeiro protótipo do nosso site,
02:32e depois o que vinha a ser, o que é hoje nosso principal canal, que é o nosso aplicativo, o nosso marketplace.
02:38Eu acho que, se eu pudesse traduzir uma palavra, Paulo, é resiliência do nós, empreendedores e do time,
02:44em transformar essa cultura do desperdício no Brasil, né?
02:47A gente fala de um país que desperdiça um terço de tudo que é produzido, né?
02:52Um país que tem um contraste social gigantesco, e não é só a dor da fome, como eu disse, né?
02:57A questão da mudança climática, a questão do impacto financeiro.
03:01Então, a nossa resiliência e a capacidade de conectar os interesses, tanto dos estabelecimentos, dos comerciantes, né?
03:07Do ramo alimentício, quanto com a sociedade, a gente tem um papel importante, Paulo, de reeducação.
03:13Afinal, a gente não está falando algo diferente.
03:15Há décadas a gente desperdiça alimento.
03:17Há décadas a gente sofre esse contraste social no Brasil.
03:20Então, o que a gente vem fazendo é usando a tecnologia como meio e não como fim,
03:25para poder potencializar esse trabalho.
03:27E aí, agora, a prece vai completar cinco anos, são quase 10 milhões de sacolas, né?
03:32Então, esse número deu um salto muito grande.
03:35E isso é graças ao brasileiro, né?
03:37Graças aos varejistas, graças à indústria alimentar e aos consumidores,
03:41que estão dando um voto de confiança e com disposição para mudar a forma de consumir e comprar alimentos no nosso país, Paulo.
03:48Lucas, e como é que funciona a curadoria de sacolas?
03:52O consumidor, ele sabe exatamente o que está comprando.
03:55Então, eu queria entender tanto do lado do consumidor, como também do lado do varejista, né?
04:00Do lojista que está oferecendo, então, está participando desse processo.
04:04Maravilha. Do lado da nossa curadoria para selecionar os estabelecimentos, Paulo,
04:10assim como o nosso interesse é ter uma boa experiência, né?
04:13Para o consumidor final, para eles também.
04:16Afinal, não é só a nossa marca que está em jogo, né?
04:19A beleza do nosso negócio é que a gente criou um modelo chamado sacola surpresa.
04:22Então, já respondendo a sua outra pergunta,
04:24todos os produtos que são comercializados são três tipos de sacola.
04:29Então, eu vou dar um exemplo simples aqui para quem está vendo a gente aqui.
04:32Imagine que de uma padaria, você acessa o nosso aplicativo e tem lá uma padaria tradicional aqui de São Paulo
04:38e eu tenho uma sacola doce com 70% de desconto.
04:41Eu sei qual é a padaria, eu sei que o conteúdo é 100% doce,
04:45mas eu não sei exatamente qual é o tipo de produto que está ali.
04:48Por quê? Porque são produtos próximos ao vencimento
04:51ou produtos que ainda não foram consumidos ao longo do dia, né?
04:54Mas ainda estão aptos para consumo.
04:56Aí você vai pensar, poxa, que loucura, né?
04:59Que modelo diferente.
05:00É justamente essa diferença e essa mentalidade
05:02que faz com que os varejistas e os comerciantes do ramo alimentício se engajassem.
05:07Por quê? Porque o nosso modelo, ele gera uma receita incremental.
05:10Quer vender o que seria desperdiçado, mas que ainda está bom para consumo.
05:14E os consumidores se engajam nessa onda, no conceito de surpresa,
05:18na questão de acesso, que é uma das coisas que eu particularmente mais gosto no nosso modelo,
05:23que é permitir o brasileiro a ter acesso a produtos ou estabelecimentos
05:27que talvez pelo poder aquisitivo nunca pudessem ter acesso.
05:31Então, essa curadoria com os estabelecimentos, Paulo, é claro, né?
05:34Tem através da própria indicação.
05:36A gente tem grandes nomes, supermercadistas, padarias, restaurantes, cafeterias,
05:41grandes nomes de franquias de alimentação no Brasil
05:43que trazem, endossam ainda mais a nossa credibilidade, o trabalho ético correto
05:49na curadoria não só do estabelecimento, mas também dos alimentos que vão dentro da sacola, Paulo.
05:55Ô, Lucas, aproveitando que a gente está falando da curadoria, né?
05:58O que está por trás desse processo?
06:00Vocês começaram em 2021, nós já estamos em 2025, quase 2026.
06:04Vocês estão já usando inteligência artificial para prever algumas demandas
06:09ou classificar os produtos?
06:10Perfeito, Paulo. Ótima pergunta.
06:12A gente tem dois modelos.
06:13Hoje, no nosso atendimento, né?
06:15Então, hoje, não só o atendimento com alguma queixa do atendimento,
06:19da logística, da experiência, mas também de sugestões,
06:22a gente utiliza a inteligência para essa filtragem de todas as informações
06:28que chegam até o nosso canal de atendimento.
06:30Isso faz com que o processo seja muito mais ágil, muito mais inteligente
06:35e que a gente use a humanização do atendimento de uma forma muito mais estratégica.
06:39E, por outro lado também, Paula, naturalmente, quando a gente fala da Food to Save,
06:44a gente está atuando no varejo, que é a etapa final da cadeia do desperdício de alimentos,
06:48não só no Brasil, mas no mundo, né?
06:50Através da inteligência artificial, a gente vem usando também,
06:54através, por exemplo, do setor supermercadista,
06:57a previsibilidade de produtos que estariam aptos a que pudéssemos montar a sacola surpresa
07:04com uma certa antecedência, ou seja, evitando que talvez o trabalho humano
07:08pudesse gerar maiores problemas ou erros, incoerências na montagem.
07:13Então, a gente usa isso para o inventário, controle e previsibilidade dessa montagem de sacola.
07:18Isso é inteligência artificial, quando a gente tem acesso às informações daquele estoque,
07:22às informações de validade do produto e qualidade,
07:26onde a gente consegue prever a montagem dessas sacolas,
07:29inclusive, Paula, colocando produtos e itens que façam sentido, né?
07:34Se for uma sacola de padaria, uma sacola de rotisseria, uma sacola de cafeteria,
07:38a gente consegue intercalar os produtos de uma forma que as avaliações positivas
07:43e os feedbacks dos consumidores permitam com que a gente faça uma sacola
07:48com uma experiência muito melhor, utilizando a inteligência artificial.
07:52Eu imagino, Lucas, que a essa altura do campeonato, né?
07:55Depois de quatro anos aí de empresa, vocês já tenham, então, feedbacks do consumidor.
08:01Para eles, qual que é o maior apelo?
08:03É o preço, é a sustentabilidade, é a conveniência ou um pouquinho de tudo?
08:08Paula, eu adoraria dizer que o primeiro aqui seria o impacto da sustentabilidade.
08:12A gente ainda está engatinhando no Brasil em relação a isso,
08:15mas eu fico muito otimista quando eu vejo as gerações atuais
08:18muito mais comprometidas e realmente determinadas
08:22a que a gente tenha mudanças severas em questão de mudança climática.
08:27E o desperdício de alimento, fazendo um parêntese aqui,
08:29ele corresponde hoje a 10% de toda a emissão de gases de efeito estufa
08:34que acarretam ainda mais, influenciam negativamente ainda mais
08:37a mudança climática no planeta como um todo.
08:41Acho que o principal ponto, sem sombra de dúvidas, Paulo, é o acesso.
08:43Permitir que o brasileiro tenha acesso a consumir bons alimentos,
08:48entrar em bons locais, bons produtos, graças a um conceito
08:52que além de evitar desperdício e além de dar esse acesso,
08:56tem um impacto positivo para outra ponta.
08:58Mas é um trabalho de formiguinha, né, Paulo?
09:00É um trabalho de muita resiliência para a gente disseminar isso
09:05e mudar essa mentalidade.
09:06Afinal, quando a gente olha na Europa, por exemplo,
09:09a gente está há décadas atrás em relação a ele
09:12sobre a mentalidade de consumo com produtos próximos ao vencimento.
09:16Mas nada que, para um bom empreendedor brasileiro
09:19e para um time capaz, aí a gente não seja capaz
09:21de mudar e melhorar esses dados nos próximos anos, Paulo.
09:26Com certeza, já estão a caminho, né?
09:28Agora, Lucas, antes da gente encerrar,
09:30qual foi o real impacto, né?
09:32Quanto vocês já conseguiram reduzir de desperdício
09:35e qual que é a meta dos próximos anos?
09:37Maravilha.
09:38Bom, Paulo, quando a gente faz uma retrospectiva, né,
09:40e você comentou aqui das mil sacolas,
09:42a gente está em quase 40 mil sacolas por dia hoje.
09:45Então, é um número bastante expressivo.
09:47E quando a gente fala em alimento, né,
09:48de tudo que a gente já conseguiu mobilizar aqui,
09:52são mais de 12 mil toneladas de alimentos
09:54que a gente evita o desperdício.
09:56Quase 10 milhões de sacolas, né,
09:58o ato de salvar alimento ao longo desses anos.
10:01E mais de 15 mil estabelecimentos
10:03que confiam no nosso trabalho,
10:05que estão dispostos a evitar o desperdício.
10:07E aí, alguns números que você colocou, Paula,
10:09reforçando, né, a presença nacional.
10:11Hoje, em 14 capitais brasileiras,
10:13mais de 250 municípios brasileiros
10:16lutando contra o desperdício.
10:18E mais de 6 milhões de food savers,
10:20que é como nós chamamos carinhosamente
10:22os nossos salvadores de sacola Brasil afora.
10:25Paula.
10:26Lucas, muito obrigada pela sua participação.
10:30É genial mesmo essa ideia
10:31e que continue aí atingindo,
10:34alcançando, aliás, cada vez mais food savers,
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