A colunista Michaele Gasparini, do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, explicou como a estreia da última temporada de 'Stranger Things' sobrecarregou a Netflix globalmente e movimentou marcas, produtos e bilhões em engajamento. Um fenômeno cultural que desafia o streaming e impulsiona o mercado.
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00:00De volta com Fast Money e a gente vai falar agora da espera pelo retorno de Stranger Things, que foi grande, e o tráfego na plataforma também.
00:09O lançamento dos novos episódios da quinta e última temporada, na noite desta quarta-feira, causou uma queda breve no serviço da Netflix.
00:18Milhares de usuários, principalmente em dispositivos de TV, foram recebidos com mensagens de erro.
00:24O pico de acesso sobrecarregou o sistema, apesar do streaming ter aumentado a capacidade de banda em 30%.
00:31Menos mal, essa interrupção durou apenas cerca de cinco minutos, então permitiu que os fãs voltassem rapidinho para o mundo invertido.
00:39E a gente vai conversar agora sobre esse fenômeno cultural, grande o suficiente para derrubar uma gigante como a Netflix.
00:46A conversa é com a Michaele Gasparini, que é colunista do Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, cobre a indústria de mídia e está aqui conectada comigo nesta tarde.
00:55Tudo bem? Boa tarde, seja muito bem-vinda.
00:58Boa tarde, Natália. É um prazer falar com você e com a sua audiência.
01:03Nós tivemos um fenômeno muito parecido com 2022, quando a Netflix também teve uma queda muito grande por causa de Stranger Things, quando teve a quarta temporada.
01:15Nossa, então não foi novidade, Michaele. Se prepararam para isso e caiu de novo.
01:22Você imagina o quão sobrecarregado ficou esse sistema, sendo que em 2022 já teve essa mesma queda na quarta temporada.
01:30E realmente foi um fenômeno inimaginável. Se você entrar no mercado hoje, você com certeza vai encontrar alguma coisa de Stranger Things.
01:39As marcas foram um sucesso. Não tem nenhuma marca que eu me lembre que não tenha se preparado para essa estreia.
01:48E eu não me lembro de nenhuma estreia tão grande.
01:51A gente teve no começo de agosto desse ano, Vandinha, que também teve muita marca que se relacionou com a Netflix, mas nada se comparou.
02:01Eu peguei aqui e nós tivemos um aumento de parceria de 26 marcas.
02:07Que coisa, né? Impressionante, então, as marcas surfando nisso e já antecipando e acho que alimentando essa ansiedade também.
02:16Em se tratando de Stranger Things, você tentar ir lá assistir e o negócio está fora do ar, caiu.
02:21Acho que até faz parte do mistério, do clima da série, né?
02:27Mas, assim, isso aconteceu no Brasil, no mundo inteiro? Como é que foi a extensão dessa queda?
02:37Foi no mundo inteiro. Na quarta temporada também tinha sido global a queda.
02:42A gente testou aqui em casa às 10 horas e estava extremamente lento.
02:47Foi muito difícil de conseguir carregar, tanto que a gente desistiu.
02:51Mas, vai, uns 5, 10 minutinhos depois, a plataforma já conseguiu normalizar esse pico tão grande de acessos.
03:01De fato, é uma série que tem um vínculo muito forte com o público, né, Michaele?
03:07E um apelo entre diferentes gerações, especialmente quando a gente olha aqui no Brasil, né?
03:11O que você traria para a gente nesse sentido, assim, desse público e dessa paixão desse público?
03:18A série Stranger Things tem como foco crianças e a gente viu essas crianças crescerem.
03:26E eu acho que, principalmente no Brasil, é isso que acabou tendo tanta conexão entre o público e os atores da série.
03:35Isso explica, obviamente, o fenômeno que aconteceu de pico, de sucesso em marcas, em venda de conteúdo.
03:47Todos os lugares que você pisar hoje vai ter alguma coisa sobre Stranger Things.
03:52A conversa na internet hoje em dia, especificamente, quase tudo fala sobre Stranger Things.
03:57Eu ainda não consegui assistir um capítulo completo, mas eu acho que crescer com essas pessoas,
04:04crescer assistindo, foi o principal motivo de conexão entre o público e essa produção.
04:14É, acho que faz muito sentido mesmo essa análise.
04:17Crianças mais velhas e adolescentes que cresceram junto com os personagens
04:21e o público já crescidinho se conectando com essa aura retrô, né?
04:28Tem uma coisa de nostalgia que se conecta com a infância que a gente teve lá também nos anos 1980, 90.
04:34Olha eu entregando a idade aqui.
04:37Eu ia falar isso, o meu é no lado 90, mas a série se passa nos anos 80.
04:43Mas é exatamente isso, essa coisa mais retrô acabou se diferenciando muito
04:49do que a gente tinha de produto no momento.
04:52E acabou sendo um grande sucesso justamente porque são coisas que os nossos pais,
04:58os meus pais, no caso, acabaram assistindo, acabaram vendo.
05:04E essa sensação de que você conhece.
05:09Então, eles pegaram músicas daquela época,
05:12as músicas também acabaram voltando para a parada de sucesso,
05:15justamente por causa da série.
05:18Hoje mesmo eu estava vendo o Remember,
05:21que a Netflix coloca para a gente assistir o primeiro capítulo da quinta temporada.
05:25E é exatamente falando de uma música de uma cantora chamada Kate Bush,
05:29que voltou para a parada de sucesso justamente por causa da série.
05:33É, então são os mais velhos, né?
05:37Com essa saudade, essa nostalgia do que a gente viveu.
05:40E dizem que os jovens de hoje, geração Z,
05:44têm uma nostalgia do que eles não viveram.
05:46E eu acho que a série amarra tudo isso.
05:48E as marcas, só para a gente encerrar a conversa,
05:52surfando nessa nostalgia, nessa estética dos anos 80, né?
05:56Então, eu vi que teve Seara, Yoki, Hellmann's, Pringles.
06:01A gente recebeu aqui Nutt Bavarian também.
06:03Todo mundo lançando produtos e se conectando com essa atmosfera e com esse momento, né?
06:11Interessante isso.
06:12Isso agrega na experiência do consumidor, no engajamento da marca também, né?
06:17Com certeza.
06:18Estima-se que só Stranger Things mobilizou mais de 2 bilhões de reais aqui no Brasil.
06:25Por conta dessa gama de produtos.
06:28A gente teve McDonald's lançando o sanduíche invertido.
06:32Então, o pão ficou do lado contrário.
06:35A Seara tinha feito uma pizza de massa de chocolate.
06:41Então, a pizza ficava massa preta e o recheio em cima.
06:44Então, todo o conceito da série foi colocado nos produtos que eles disponibilizaram com as marcas.
06:51E isso, obviamente, fez com que todo mundo se sentisse consumindo algo que realmente faz parte daquela série.
07:02E, ó, para fechar mesmo, eu juro, o papo está bom, mas a gente precisa seguir aqui.
07:06Essa história da queda no sistema ali de Netflix, mesmo com o investimento, com o avanço que eles fizeram,
07:13mostra que, de fato, essa indústria do streaming tem que se preparar, né?
07:17Para garantir uma estabilidade.
07:20O que você tem para trazer para a gente nesse sentido?
07:23É uma...
07:25É esperado, mas você não tem como...
07:29Como dimensionar, como controlar esse tráfego.
07:34Então, obviamente, eles se forçam, crescem, etc.
07:38Mas por ser a quinta temporada, por ser a última,
07:40por ter um hiato aí de três anos da quarta temporada.
07:45Então, muita gente acabou entrando, até para ver, sem nem ter assistido as outras.
07:51E acaba que nisso você não tem como controlar.
07:54Então, assim, as empresas podem até tentar, obviamente, a gente reforça o sistema,
07:58a gente tenta melhorar o tráfego, tenta melhorar a velocidade.
08:03As empresas, no geral, elas tentam, mas não tem muito como dimensionar.
08:06Porque, como você falou, é global.
08:09Como que você vai colocar tanto...
08:13Como você vai estigmatizar algo que você não sabe qual vai ser o alcance?
08:18É.
08:19E aí, no fim das contas, até essa queda, instabilidade, rende assunto,
08:23alimenta o engajamento do negócio, aumenta a curiosidade.
08:26E, no fim das contas, até que não faz tão mal, né?
08:29Não, imagina.
08:31Quero agradecer, então, Michaele Gasparini, colunista do Times Brasil,
08:35licenciado exclusivo CNBC, por esse papo superinteressante aí
08:39sobre a loucura do relançamento de Stranger Things.
08:43Muito obrigada, viu? E volto sempre ao Fast Money.
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