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  • há 22 horas
O escritor amazonense Milton Hatoum foi o entrevistado do Pensar desta semana. O membro da Academia Brasileira de Letras falou sobre o lançamento do terceiro livro 'Dança de enganos' que encerra a trilogia 'O lugar mais sombrio' e também dos 25 anos do livro 'Dois irmãos'.

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Transcrição
00:00Aparecem nos personagens, aparecem nos três livros e isso, sabe, em um certo momento a literatura, para mim, é uma espécie de vingança.
00:12Foi uma vingança. Por quê?
00:15Porque eu não queria deixar passar isso, enfim, despercebido.
00:22Eu acho que eu tinha essa dívida com os meus amigos que se foram, com os meus amigos que foram brutalmente torturados, que ainda estão, ainda bem que sobreviveram.
00:38Minhas amigos e minhas amigas, estou falando do Aurélio Miquelis, estou falando da Tuna Dweck, que é uma querida também amiga, atriz, que me inspiraram,
00:50que abriram o baú, me deram todos os diários deles pela América Latina, o medo que eles sentiam e eu li tudo isso, foram muito generosos comigo.
01:06Eu agradeço, inclusive, a eles e a elas.
01:09É uma espécie de, sim, a literatura é também uma vingança contra essa, vamos dizer, essa perversão, essa loucura assassina do sistema, do Estado.
01:25Nesse sentido, foi por isso também que você voltou ao que você já havia escrito para o Dança de Enganos e acentuou essa conexão entre o passado e o presente?
01:36Sim, porque no governo anterior foram quatro anos de desprezo total pela democracia e de celebração de um regime autoritário da ditadura.
01:56O que eles fizeram em quatro anos? A não ser destruir a Amazônia, questão indígena, destruíram, acabaram com o Ibama,
02:10enfraqueceram todos os órgãos de controle do meio ambiente, de saúde.
02:17Quantos ministros da saúde foram trocados? Cada um mais desastroso.
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