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  • há 22 horas
O escritor amazonense Milton Hatoum foi o entrevistado do Pensar desta semana. O membro da Academia Brasileira de Letras falou sobre o lançamento do terceiro livro 'Dança de enganos' que encerra a trilogia 'O lugar mais sombrio' e também dos 25 anos do livro 'Dois irmãos'.

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Transcrição
00:00Você até esse ano foi cogitado para o Nobel, entrou em bolsa de apostas, como é que você viu esse movimento?
00:06E por que o Brasil nunca foi lembrado pelo Nobel?
00:11Ah, porque eu acho que a Academia Sueca não tem...
00:15Ela olha para o Brasil com diferença ou com olhar exótico, né?
00:20Porque se fosse mais séria, teria já dado prêmio a vários milheiros, a Drummond, o Rosa, e a outros, a Clarice, o João Cabral, a Bandeira.
00:37O próprio Machado, você falou que poderia ter sido premiado no início do Nobel, né?
00:42Sim, o Machado publicou Memórias Postas em 1880, o Nobel é de 1901.
00:47Então, o próprio Jorge Luis Borges, vamos falar dos vizinhos, ou Cortázar, ou Onete, Juan Carlos Onete, o Alejo Carpentier, que é um baita de um escritor, dos maiores escritores...
01:05Você acha que o Nobel reflete uma visão europeia do mundo?
01:07Totalmente. Totalmente. Uma visão europeia, com um olhar superior, que faz algumas concessões para a África, para a Ásia e para a América Hispânica.
01:25O Brasil nunca foi contemplado.
01:28O Brasil nunca foi contemplado.
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