00:00Historicamente no Brasil, o volume de aço importado girava em torno de 2 milhões e meio, 3 milhões de toneladas ao ano.
00:09Esse ano, o ritmo de importação está em 6 milhões de toneladas.
00:14Então, praticamente o dobro do volume histórico e em condições de preço, abaixo do custo de produção.
00:21Esse é o principal ponto. Mais volume em condições comerciais predatórias, desleais, em função principalmente da Ásia, que exporta esse produto sem foco de uma economia de mercado, sem visão de lucro. Exporta com margens negativas.
00:40Você estava me dizendo que os produtos, eles costumam chegar aqui por 50% a menos do valor dos produtos produzidos no Brasil. É isso?
00:51Nós temos casos, inclusive, não quero entrar em tecnicismo, mas existe uma ferramenta técnica global da Organização Mundial do Comércio, que é o anti-dumping.
01:03O anti-dumping é uma investigação técnica, não só do aço, de qualquer produto da economia, que analisa tecnicamente se existe uma diferença de venda de produto abaixo do custo.
01:16Os processos de anti-dumping, no caso do aço, que estão sendo feitos esse ano, estão concluindo esse ano, estão justamente trazendo essa conclusão, que produtos chineses e asiáticos têm chego ao Brasil com uma diferença de quase 50% do custo de produção deles.
01:33Ou seja, caracterizando o dano, caracterizando o anti-dumping.
01:37É por isso, Carolina, que diversas regiões e países do mundo, como a União Europeia, os Estados Unidos, mesmo países da América do Sul, têm implementado tarifas no aço de 50%, justamente para equilibrar a competição com a indústria nacional.
01:55Aqui não é uma defesa ou um protecionismo, não se fala em protecionismo, se fala em defesa, não só do aço, mas da indústria do Brasil, a indústria nacional que é tão importante para o desenvolvimento do nosso país.
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