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O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que monitora a inflação no Brasil, foi divulgado nesta quarta-feira (26). No relatório, o resultado de novembro foi de 0,20%, ou seja, 0,02 ponto percentual acima do resultado de outubro. Alan Ghani analisa.

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Transcrição
00:00Economia porque saiu agora há pouco o IPCA 15, o índice nacional de preços ao consumidor amplo, que monitora a inflação no país.
00:08Resultado de novembro, 0,20%.
00:11Isso indica que ficou 0,02 ponto percentual acima do resultado de outubro.
00:16É assunto para o Alan Gani, que está aqui com a gente no estúdio mais uma vez.
00:19Gani, qual é a leitura que você faz desse dado divulgado agora em novembro?
00:25Olha, Nonato, a peso...
00:26Estabilidade, né?
00:27É, praticamente uma estabilidade da inflação e veio um pouquinho acima da projeção do mercado, o consenso dos analistas, que previam 0,18%, mas muito pouco acima.
00:39E basicamente, Nonato, você sabe quem foi o vilão da inflação no mês de novembro?
00:48Diga lá.
00:49Foi a cidade de Belém.
00:51É mesmo.
00:51A COP30, porque houve um aumento muito expressivo em passagens aéreas, pacotes turísticos e hospedagem.
01:00Quando a gente abre o índice, a gente observa que Belém foi a maior contribuição individual para a inflação no Brasil.
01:08Isso que Belém pesa apenas 4% do índice.
01:12Só para ter uma ideia, São Paulo pesa 33% do índice.
01:164% do índice, mas foi a grande responsável pela inflação no Brasil.
01:21Mas, de qualquer maneira, no acumulado de 12 meses, a inflação agora ficou em 4,5%, ou seja, dentro do limite superior do teto da meta.
01:32Isso mostra um arrefecimento da inflação, um bom combate do Banco Central, mas as duras penas com uma dose cavalar de taxa de juros.
01:41Adoro quando ele fala dose cavalar.
01:44É um jargão do mercado financeiro.
01:46Não, esse é um jargão do Alan Gannir mesmo.
01:50Ô, Gannir, deixa eu falar uma coisa.
01:51Aproveitando nossas discussões dos últimos dias, no início da semana você trouxe o Boletim Focus para a gente,
01:56que reduziu as projeções de inflação para o próximo ano, 2026, né?
02:00É, exatamente.
02:01E isso é bastante importante, porque a gente vê dois movimentos acontecendo em conjunto,
02:07que é o arrefecimento da inflação corrente, mas o arrefecimento da expectativa de inflação.
02:15Porque o Banco Central, ele toma a decisão de inflação não baseado no passado,
02:21porque a inflação que interessa é a de agora, é o que está acontecendo agora e é o que vai acontecer no futuro.
02:26Então, por isso que ele não só olha a inflação corrente.
02:30Muita gente fala, pô, mas peraí, a inflação corrente está diminuindo,
02:33por que o Banco Central não reduz a taxa de juros?
02:35Porque as expectativas de inflação têm caído, mas caem lentamente.
02:40Então, o Banco Central, basicamente, olha para o agora, mas olha também para o futuro
02:45e leva em conta também, Paula, a parte fiscal.
02:49Porque se o fiscal lá do governo não está trabalhando bem, se o governo está gastando muito,
02:55o Banco Central tem que trabalhar em dobro para compensar a política fiscal bastante expansionista do governo.
03:02Obrigado, Gani.
03:03É isso aí.
03:03É, já. Vamos virar os nossos comentaristas também de hoje.
03:06Cristiano Vileli, Nelson Kobayashi.
03:09Vou começar contigo essa rodada, Kobayashi.
03:11À medida em que a gente tem aí esse destaque, a inflação no Brasil em 0,20% em novembro.
03:16E o Gani falando de expectativas futuras, mas de qualquer modo o Banco Central tem essa política rígida
03:22da questão de segurar os juros, o que também, tecnicamente, é com ele, é com o Banco Central.
03:29Todo mundo quer juros mais baixos.
03:29Mas se não dá, ou se a gente vai ter um revés lá na frente, melhor segurar agora.
03:35Qual é a tua impressão desse momento econômico que a gente vive, Kobayashi?
03:39É isso mesmo, Nonato.
03:40E aí a gente vê, a gente vê o acumulado em 4,5%, que é justamente o teto da meta da inflação
03:46para esse ano de 2025.
03:48E como a gente pode comparar as diversas críticas que vieram do governo federal,
03:55do presidente da República ao Banco Central e as taxas de juros, que de fato são muito altas,
03:59os 15% são, esses dois dígitos aí, são de fato muito penoso, um índice muito penoso
04:07para o trabalhador e para a população mais pobre em especial, mas é o que de fato tem segurado a inflação.
04:13Então a gente precisa celebrar a política monetária do Banco Central que nos leva a este índice,
04:19neste momento, nos 4,5% no acumulado dos últimos 12 meses.
04:24Recentemente a gente viu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que um dos legados
04:27que ele quer deixar da sua gestão à frente da economia é justamente o baixo índice de inflação.
04:33Só que é um índice que foi gerado a partir, e muito, da gestão do Banco Central e não propriamente da economia.
04:41Seria, na verdade, um índice, apesar da política gastona da nossa economia, da nossa fazenda,
04:48do nosso poder público, um governo que tem muitos gastos e gastos que não são tão efetivos assim
04:54para o bem da nossa população.
04:56A inflação é um dado importante para tudo que se tem respeito à economia,
05:02principalmente aos investimentos, ao que vem pela frente, a quem é que coloca dinheiro no mercado,
05:06a quem é que emprega, a quem é que gera produtividade.
05:08E esse índice, de fato, é um bom número, mas precisa estar sempre atento ao nosso Banco Central
05:14para manter esse índice neste patamar que a gente tem visto, nos 4,5% do acumulado.
05:21O Vilela, ontem a gente trouxe aqui no Jornal da Manhã, Gabriel Galípulo,
05:25falando que não está satisfeito com a inflação aqui no Brasil.
05:28Como que você tem visto a condução do presidente do Banco Central nesse momento?
05:32A condução do presidente do Banco Central é corretíssima.
05:36Ele vem mantendo uma forma bastante racional,
05:40mantendo a linha que já havia sido desenhada pelo seu antecessor,
05:44sem promover grandes cortes de juros,
05:47sem entrar nessa onda falaciosa que muitas vezes o governo busca estimular.
05:52E com isso vem demonstrando realmente uma grande confiabilidade,
05:56caindo no gosto do mercado, das pessoas que acompanham o trabalho do Banco Central.
06:00O fato é que quem nessa história é a peça que não está atuando de uma forma engrenada,
06:07de uma forma adequada, é justamente o governo,
06:10que torna mais difícil o trabalho do Banco Central.
06:13Se o governo se preocupasse muito mais em cortar gastos,
06:17em não gerar despesas novas,
06:19em deixar de ter um discurso negacionista com relação à questão fiscal,
06:24eu não tenho dúvida que a queda na taxa de juros,
06:27ela já poderia estar sendo sentida de uma forma mais efetiva, mais evidenciada.
06:32Mas você vê que mesmo com toda essa dificuldade,
06:35o presidente do Banco Central vem conseguindo fazer a lição de casa
06:39e os índices vêm demonstrando isso.
06:42A inflação, aos poucos, vem conseguindo entrar para dentro da meta
06:47que deve ser obedecida pelo governo.
06:49Seguindo.
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