Pular para o playerIr para o conteúdo principal
O governo federal liberou R$ 25 milhões para reconstruir Rio Bonito do Iguaçu-PR após o tornado que destruiu 90% da área urbana. Mariana Almeida analisa o impacto fiscal dos desastres climáticos e como esse novo cenário deve integrar a agenda da COP30.

🚨Inscreva-se no canal e ative o sininho para receber todo o nosso conteúdo!

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC nas redes sociais: @otimesbrasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:

🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: https://timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

#CNBCNoBrasil
#JornalismoDeNegócios
#TimesBrasilCNBC

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00E o governo federal anunciou a liberação de 25 milhões de reais para o Paraná
00:05para reconstrução de moradias, infraestrutura e serviços públicos
00:10depois do tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu na sexta-feira da semana passada.
00:16O município com cerca de 14 mil habitantes teve 90% da área urbana afetada
00:22com casas destruídas, escolas, unidades de saúde e postes danificados.
00:27Por ordem do presidente Lula, o governo reconheceu situação de calamidade pública
00:33e mobilizou defesa civil, ministérios e bancos para reestabelecer energia, internet,
00:39segurança alimentar e benefícios sociais, além de oferecer apoio psicológico
00:44e reconstruir equipamentos públicos.
00:47A ação integra organismos federais e municipais, garantindo atendimento rápido
00:53à população e agilidade na recuperação da cidade.
00:57Maria Almeida, a gente sempre vem falando aqui desses desastres climáticos
01:03que estão acontecendo e que acontecem em um volume cada vez maior
01:07e pensando que a gente está na conferência do Clima, a COP30,
01:11que acontece aqui no Brasil, essa pauta está muito em evidência
01:14e agora vem dessa notícia, o governo federal liberando 25 milhões de reais
01:19para a cidade do Paraná, o estado do Paraná.
01:22E aí, assim, é um momento importante mesmo de pensar nisso, porque vai acontecer cada vez mais vezes.
01:31Exato.
01:32Entender que isso é parte agora de um desafio nosso presente e que a gente tem que, portanto,
01:37construir soluções para esse desafio de maneira intencional e não agindo como sempre se fosse um caso eventual.
01:43Não, né, Paula? Acho que é nesse sentido.
01:45Qual que é o cenário que o caso do Paraná nos traz?
01:48As cidades, e principalmente as cidades aí aqui, pensando em Brasil e em diversos outros países do sul global,
01:53foram construídas com uma determinada estrutura que, na mudança climática,
01:57ela fica muito menos resiliente, ou seja, muito mais aberta a riscos de desastres como esse que a gente assistiu.
02:06Então, os eventos novos climáticos, eles fortalecem situações que provocam perdas muito grandes.
02:13Perdas que exigem, até por questões humanas e de infraestrutura, gasto.
02:17E é um gasto público, é um gasto de socorro, é uma reação forte para recuperar perdas e danos.
02:24Isso é uma discussão que tem que ser paralela à discussão de transição energética,
02:30de ação sobre a mudança climática, que tem retorno.
02:33Porque tem uma parte do debate, que é investimento com capital, com retorno,
02:37uma mudança no paradigma econômico que pode engajar setores privados de maneira mais intensa.
02:42Outro campo é esse, é um gasto que vai vir.
02:45Agora, ele vindo como se fosse sempre uma surpresa, vai impactar as contas públicas,
02:50vai provocar incentivos ruins, que é sempre, tira esse pedaço da meta,
02:55vamos tentar entender que isso não pesa nas contas.
02:58Sempre pesa e alguém vai pagar.
02:59E precisa ser pago, porque está posto e é uma situação de calamidade.
03:04Então, tem que vir o pagamento, mas ele não é, de alguma maneira, uma grande surpresa.
03:08Por quê?
03:09Porque esses eventos climáticos estão se acirrando.
03:12Então, criar mecanismos fiscais que já considerem isso como parte de um novo cotidiano,
03:18de um novo normal, que tem que ser incluído na lógica das contas públicas,
03:21monitorar, entender, desenhar alternativas, inclusive para responsabilizar o conjunto das economias sobre isso,
03:30porque a responsabilidade climática, ela não é exclusiva do Brasil, por exemplo.
03:34O que está acontecendo, o efeito acaba sendo do governo brasileiro.
03:37Mas se ele é resultado de uma mudança climática mais ampla, que envolve impacto de outros países,
03:42isso tem que ser debatido.
03:43Para isso está a COP.
03:44Esse é um caso para ser colocado no centro do debate e falar,
03:47olha, tem soluções que são com retorno, tem soluções de mercado que envolvem produzir de maneira diferente,
03:53produzir de maneira mais eficiente e criar incentivos para isso.
03:56No meio do caminho, não tem como evitar pagamentos de perdas e danos.
04:00Criar fundos internacionais, criar sistemas fiscais capazes de reagir a isso,
04:05de colocar isso como uma realidade presente,
04:07vai facilitar os acordos fiscais internos de cada um dos países
04:10e diminuir as saídas nada positivas e que enfraquecem a sustentabilidade fiscal dos países individualmente.
04:18Então, vamos tentar lembrá-los, Rio Grande do Sul, Paraná e outros casos que infelizmente acabam vindo,
04:24que serão de aprendizado para a gente acelerar essa agenda,
04:26aproveitando também a COP30 neste momento.
04:28Paula.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado