O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou apoio às ações militares dos Estados Unidos no Caribe e afirmou não reconhecer Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Em entrevista à Fox News nesta terça-feira (11), Noboa defendeu que o opositor Edmundo González deveria liderar o país. Reportagem: Eliseu Caetano
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00:00Nove horas e vinte minutos, a gente volta com temas internacionais porque o presidente do Equador, Daniel Noboa, defendeu os ataques dos Estados Unidos a embarcações no Caribe.
00:10A fala causou polêmica no país e em vizinhos da América do Sul.
00:15O Eliseu Caetano tem mais detalhes pra gente a respeito dessa fala do Noboa. Pois não, Eliseu?
00:21Exatamente, Donato. Fala essa que continua ecoando na manhã dessa quinta-feira, não apenas aí nos países da América Latina, mas em boa parte do planeta, por conta da força, digamos assim, que Daniel Noboa deu para ninguém mais, ninguém menos que Donald Trump.
00:39É claro, numa tentativa ali de aproximar as relações entre os dois países, viu?
00:47Para quem não está acompanhando a mais nova polêmica envolvendo Donald Trump, o presidente do Equador, Daniel Noboa, decidiu ontem defender os ataques que os Estados Unidos têm realizado em águas internacionais, tanto no Mar do Caribe, quanto no Mar do Pacífico, próximos ali da costa da Venezuela.
01:04Nesse momento, há cerca de 10 mil militares americanos, das cinco forças armadas, pelo menos cinco grandes navios prestando apoio para essa mega operação, inclusive o maior navio militar do mundo, o mais potente, que leva consigo, inclusive, bombas nucleares, tem pistas de pousos, decolagens para grandes aeronaves.
01:26Somente essa artilharia dos Estados Unidos, apenas esse navio seria suficiente para destruir toda a Venezuela, de acordo com informações de analistas militares por aqui.
01:37E aí, a reboque disso, a Colômbia, obviamente, já se posicionou, porque está ali do lado da Venezuela, e aí, como não poderia deixar de ser, o Equador também.
01:47E daí, o presidente do país, o Daniel Noboa, afirmou publicamente que esses ataques, sim, devem acontecer.
01:53Noboa, como a gente tem acompanhado aqui na programação da Jovem Pan, vem cultivando, ou tentando cultivar, uma parceria próxima com os Estados Unidos, principalmente no combate ao narcotráfico,
02:03e também na designação de grupos criminosos equatorianos como organizações terroristas, viu?
02:10Inclusive, ele declarou ontem o seguinte, abre aspas, os ataques são, sim, justificáveis no quadro da guerra ao narcotráfico, fecha aspas.
02:22Além disso, o Daniel Noboa afirmou que não reconhece o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como legítimo, um posicionamento que só amplia, ainda mais, as tensões diplomáticas regionais.
02:34É claro que, como você disse, Donato, há impactos internos e internacionais.
02:40No Equador, a postura de alianças com os Estados Unidos e o endurecimento na segurança doméstica tem sido alvo de várias críticas dos setores, por exemplo, indígenas e até de esquerda,
02:53que vêem riscos à soberania nacional e também às autonomias das políticas de Estados.
02:59Na região, a declaração de Noboa intensificou ainda mais o confronto diplomático com a Venezuela e também, de acordo com os analistas políticos do país,
03:10só reforça o alinhamento do Equador com a estratégia estadunidense de combate ao tráfico internacional de drogas.
03:18Para quem não está por dentro do assunto Equador, o país tem enfrentado uma crescente violência urbana ligada a cartéis,
03:27que utilizam o país como rota de trânsito de cocaína rumo ao Pacífico e ao Caribe.
03:32E aí, por isso, essa operação americana acontece exatamente nesse lugar.
03:36Noboa, que assumiu o país em 2023, desde então declarou guerra às gangues com apoio militar externo.
03:43Já no cenário internacional, é claro, muitos países continuam questionando essa mega operação americana na região,
03:50que, ao que tudo indica, pode apontar para um possível confronto.
03:54Tá certo, Eliseu. Daqui a pouco você volta complementando essas informações.
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