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Uma servidora concursada da Polícia Civil de Minas Gerais foi presa sob a acusação de desviar pelo menos 220 armas de uma delegacia para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A descoberta ocorreu após uma das armas reaparecer em uma operação, levantando um grave alerta sobre a infiltração do crime organizado nas estruturas do Estado e a vulnerabilidade do sistema de custódia de materiais apreendidos. Assista ao Morning Show completo:
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Transcrição
00:00Até porque em Minas Gerais, pessoal, o caso do momento que eu queria jogar o nosso enfoque
00:05é sobre o desvio de 220 armas de fogo de uma delegacia
00:09para a facção Terceiro Comando Puro, TCP,
00:12que tem como suspeito uma servidora concursada do Estado.
00:16Quem conta os detalhes dessa investigação pra gente
00:19é ninguém mais, ninguém menos que Rodrigo Costa.
00:21Fala, Rodrigo, beleza? Obrigado pela presença.
00:23Afinal, quem é essa meliante que tá traindo a própria...
00:28o juramento que ela fez de servir a população
00:31e servindo de intermediário com os piores faccionados entre nós em Minas, no caso.
00:37Palavra sua. Bom dia. Bem-vindo.
00:39Bom dia, Marinho. É a Vanessa de Lima Figueiredo.
00:42Mas o que torna essa história ainda mais curiosa
00:44é que o esquema só foi descoberto depois que uma arma foi confiscada
00:49e os policiais conseguiram perceber que ela já tinha registro de estar sob posse deles.
00:56Olha que loucura.
00:57São 220 armas que estavam sob responsabilidade da unidade policial
01:03à primeira delegacia da Polícia Civil do Barreiro,
01:06que fica no bairro de Jardinópolis.
01:08Elas haviam sido apreendidas em diversas operações
01:11e estavam sob guarda da delegacia.
01:14O caso, ele acende, então, um alerta sobre a infiltração do crime organizado,
01:20mas, sobretudo, também sobre a vulnerabilidade das estruturas de custódia
01:24dos materiais que são apreendidos nessas operações.
01:28Essa mulher presa tem 44 anos.
01:30Ela é concursada da Polícia Civil aqui do Estado de Minas Gerais.
01:34As armas desviadas, elas são de baixo calibre, muitas delas até consideradas obsoletas.
01:40Mas o que não dá para entender mesmo com esses dois detalhes.
01:44A Polícia Civil instaurou, então, uma correição interna
01:49e segue investigando o destino destas armas desviadas
01:53e a possível participação também de outros servidores nesse mesmo esquema.
01:59Que, vou repetir, só foi descoberto porque uma arma que já havia sido apreendida
02:04foi novamente confiscada pelos policiais.
02:07Essa mulher, ela foi presa.
02:09Ela deu entrada já na penitenciária José Abranches,
02:13que fica em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH.
02:17Ela atua desde o ano de 2014 na Polícia Civil de Minas Gerais
02:22e é investigada agora pela Corregedoria da Polícia Civil
02:26por possível crime de peculato.
02:29As investigações apontam que ela, que não é policial, é importante,
02:34ela é uma servidora do Estado, da Polícia Civil, mas não é policial, né?
02:38Ela é a única pessoa que tinha acesso a esses armamentos.
02:43No mesmo dia em que foi presa, dois mandados de busca e apreensão
02:46também foram executados pela polícia aqui no Estado de Minas Gerais,
02:51na casa dela e também na casa dos pais.
02:55Esse caso é extremamente bizarro e mostra aí a vulnerabilidade e o acesso fácil,
03:00como a gente acabou de falar aqui, Marinho, e o pessoal do Morning Show,
03:03a esse material apreendido nas operações.
03:07E pode esquecer, pode fechar pra balança esse país
03:10enquanto a gente tiver essa legislação penal vigente.
03:13Sem uma reforma profunda, que punições exemplares sejam realmente efetivadas,
03:18a gente vai ver, enfim, pilantras como essa cidadã aí, enfim,
03:22tocando o terror e facilitando aí o crime organizado no nosso país.
03:25Obrigado, Rodrigo.
03:26Eu sempre fico particularmente, enfim, constrangido e consternado
03:32quando eu vejo, quando tem fogo amigo, né?
03:34De dentro das estruturas do nosso Estado, esse tipo de atuação.
03:38Mas, de novo, reforma da legislação penal,
03:40eu queria entender a opinião de vocês aqui.
03:42Vamos com o nosso ponto de apoio jurídico?
03:43Até porque, Guilherme Sugimori,
03:45de novo, é sempre uma avaliação de custo-benefício,
03:49de custo e recompensa, né?
03:51Do risco envolvido pra ela poder...
03:53Será que ela não avaliou que ela teria mais dinheiro
03:56se ela pudesse fazer essa operação e traficasse essas armas?
03:59Será que ela achou que ela poderia sair impune pra poder realizar isso?
04:03Os incentivos, né?
04:05Certamente, Marinha, ela achou que sairia impune.
04:08A questão da certeza da punição é sempre muito importante pra isso.
04:13Mas é curioso, assim, eu também fico muito chateado
04:16com isso que você chamou de fogo amigo.
04:18É um problema muito sério, mas é comum.
04:21Eu lembro daquela frase do Nietzsche, né?
04:24Eu não me lembro, eu lembro.
04:26Eu lembro mais ou menos daquela frase do Nietzsche
04:28que fala que se você olha demais pro abismo,
04:30o abismo olha de volta pra você.
04:32É isso aí.
04:32E que se você combate monstros,
04:34você corre o risco de se tornar um monstro, né?
04:37A frase foi concebida nesse sentido mesmo.
04:39A proximidade da instituição, das pessoas, dos indivíduos,
04:44com o ambiente criminógeno, com a criminalidade,
04:47com essas possibilidades, essa disponibilidade de poder,
04:50ela é um terreno fértil pra contaminação,
04:53pra pessoa se corromper, pra fazer esse tipo de coisa.
04:58É algo assim...
04:59Veja, filosoficamente, é algo que acontece com muita frequência.
05:04Essa proximidade, ela gera essas situações
05:07de alta possibilidade de crime,
05:09de desvirtuar a função pública.
05:11É muito triste mesmo.
05:12E é dificílimo de controlar.
05:14Isso é uma funcionária secundária num lugar,
05:18não era policial, não era escrivão de polícia.
05:21É um problema endêmico que precisa de controle.
05:25De qualquer forma, Josias, vamos ouvir o Josias Teófilo aqui também, por favor.
05:27É interessante daí, é que tem gente que relaciona
05:30a criminalidade à pobreza, o que é um erro, né?
05:33Se você for ver, existem dados que mostram que
05:36tem gente que tende a criminalidade...
05:38Existe uma porcentagem de pessoas que tendem a cometer crimes
05:41de qualquer classe social.
05:43A gente pode debater essa questão aqui.
05:45Mas o fato é o seguinte,
05:47você vê que é uma concursada, não é pobre,
05:50não está na favela,
05:51e estava produzindo um desvio dessa magnitude, né?
05:57Que mostra que um desvio de caráter
05:59pode acontecer em qualquer lugar.
06:01A verdade é essa.
06:01O mal está dentro do ser humano, né?
06:04Então, é isso.
06:05É sempre o cálculo de custos e benefícios
06:08que deve ter sido feito por essa moça aí, né, Aninha?
06:11Não tem jeito.
06:12Eu acho que é assim, sim.
06:13Mas existe um outro ponto aqui
06:15que ninguém acabou comentando,
06:17que é o seguinte.
06:18É muito possível também que ela tenha sido cooptada
06:21pelo crime organizado, tenha sido ameaçada,
06:23e de alguma forma não teve coragem de denunciar
06:27talvez o que estava acontecendo com ela.
06:29Eu não acho que a gente deva já condená-la.
06:32Vai ter toda uma investigação.
06:35Independentemente, ela deveria ter denunciado isso a alguém,
06:37e não simplesmente anuído em contribuir
06:40com o crime organizado.
06:41Mas acho que é uma vertente
06:42que a gente precisa parar pra pensar
06:43que pode ter acontecido.
06:45Porque a gente vê acontecendo com frequência,
06:47inclusive aqui no estado de São Paulo.
06:48É isso aí.
06:49Então, eu acho que a gente tem que ver com o crime organizado isso a gente tem que ver com o crime organizado.
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