00:00A gente vai falar também agora, gente, aqui de São Paulo, da capital paulista,
00:04as principais centrais sindicais brasileiras realizaram uma manifestação hoje na Avenida Paulista
00:10durante o dia e o Marcelo Matos acompanhou tudo e vai trazer agora os detalhes pra gente.
00:15Oi Matos, boa tarde. O que que eles estão reivindicando desta vez?
00:21Boa tarde, Márcia, e a todos que nos acompanham no Tempo Real.
00:25De fato, eu estava acompanhando vocês falar de clima, de tempo.
00:28E do período que eu cheguei pra cá, dá pra gente perceber todo o dinamismo aí do clima aqui em São Paulo.
00:34Estava bem abafado, vinte e nove graus.
00:37Agora, a gente observa que a temperatura começa a cair, ventar e fica a expectativa, portanto,
00:43ainda de chuva aqui na capital paulista ao longo da tarde e também início da noite.
00:49E sem chuva e também trovoadas, nós estivemos acompanhando a manifestação das centrais sindicais
00:55de fronte à sede do Banco Central aqui, que fica em São Paulo.
00:59A reclamação clara dos juros da casa de quinze por cento, né?
01:04O que afeta justamente os investimentos, a geração de empregos até de melhor qualidade.
01:09A gente sabe que o desemprego está baixo no Brasil, mas as centrais garantem que poderia haver
01:14uma oferta de empregos muito melhores aí, mais rentáveis pra toda a população.
01:20E é aquela velha história, né? Roberto Campos Neto era o grande vilão do início do governo do Lula,
01:26era aquele empecilho que impedia a retomada econômica do Brasil, mantinha os juros altos,
01:32era uma herança maldita de Jair Bolsonaro.
01:35E nós tivemos, então, a troca com Gabriel Galípolo, que foi indicado pelo PT,
01:40e as centrais sindicais estão dizendo o seguinte, olha, praticamente é a mesma política,
01:44ou seja, os mesmos fundamentos que valiam pro Campos Neto valem também para o Galípolo.
01:50Vamos acompanhar o Antônio José Carlos Juruna, que é o secretário-geral aqui da Força Sindical,
01:56que falou justamente dessa mudança.
01:58Tem mudança ou não tem mudança na política econômica após tantas críticas ao governo anterior?
02:03Vamos acompanhá-lo.
02:04O governo do Lula chegou até a trocar o presidente do Banco Central, não é?
02:09Venceu o mandato do outro, mas esse que aí está continua a mesma política,
02:13só mudou o nome do comandante.
02:16Isso, a gente nem sabe se houve mudança, porque na realidade a política continuou a mesma.
02:20Então a taxa de juros menor, para nós, é fundamental porque ela melhora a produção,
02:25ela melhora os investimentos e ela melhora também o consumo.
02:32Apesar de toda a movimentação, das críticas, claro que também a gente está vivendo aí
02:35há um ano praticamente, menos de um ano das eleições,
02:39os sindicatos também estão se posicionando, toda essa questão de visibilidade política,
02:43também prestar conta para a sociedade, evidentemente.
02:46Então a tendência agora é haver a total politização em vários assuntos,
02:50mas de qualquer forma, a gente lembra que o período de menor selic foi lá em 2020,
02:55uma queda que começou em 2017 até 2020, 2%, hoje estamos em 15%,
03:01e evidentemente que é claro que não há nenhuma sinalização do COPOM,
03:05do Comitê de Política Monetária do Banco Central,
03:07de que haja o início de uma queda ainda em 2025, ficou difícil até para 2026,
03:13só que em 2026 a gente sabe que tem eleições, então sempre tem aquelas pressões políticas,
03:17o governo gasta mais, evidentemente, e a gente resta saber se o Galípulo vai atender
03:24esses apelos, essas pressões políticas para o início de 2026.
03:28O Brasil vive aquele eterno voo de galinha, né?
03:31Então ele cresce até bem, só que não tem uma produtividade boa,
03:35aí evidentemente há a oferta de procura, então os preços sobem,
03:39inflação avança e o remédio mais utilizado, seja por Campos Neto como o Galípulo,
03:44é justamente manter os juros em alta.
03:47Retorno com vocês aí nos estúdios.
03:50O trabalhador, né? E a gente é que paga a conta.
03:53Obrigada, Marcelo Matos, pelas suas informações.