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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, rebateu a declaração do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), de que o estado estaria "sozinho" no combate ao crime organizado em meio à megaoperação policial que resultou em 64 mortes.

Lewandowski foi enfático ao afirmar que não recebeu qualquer solicitação de auxílio para a operação atual. "Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro enquanto ministro de Segurança Pública para esta operação, nem ontem, nem hoje, absolutamente nada", declarou.

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Transcrição
00:00O ministro da Justiça garante que o governo do Rio de Janeiro não fez nenhum pedido para a mega-operação dessa terça-feira.
00:06Repórter Andréa Nery chegando, a declaração de Ricardo Lewandowski vai contra o discurso de Cláudio Castro,
00:13que não recebeu ajuda solicitada.
00:16É isso, Andréa, mais uma discussão e uma oposição entre os dois.
00:23É isso mesmo, Tiago.
00:24O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, acabou se manifestando várias horas após, então, o início dessa crise
00:32e que acabou, então, resultando em mais de 60 mortes no Rio de Janeiro, sendo quatro de policiais, de agentes da segurança pública do Estado.
00:42O ministro Ricardo Lewandowski estava no Ceará, cumprindo, então, uma agenda na Assembleia Legislativa do Estado,
00:49quando respondeu à acusação de Cláudio Castro de que o governo federal não estava dando respaldo, apoio suficiente ao governo do Estado.
01:00Ricardo Lewandowski afirmou que não recebeu nenhum tipo de ajuda, nenhum tipo de pedido de ajuda de Cláudio Castro nesse sentido,
01:08para combate ao crime organizado especificamente na operação realizada nesta terça-feira.
01:14não houve nenhum tipo de pedido, nem no dia de hoje, nem no dia de ontem.
01:18E Lewandowski ainda afirmou que todos os pedidos de Cláudio Castro, no sentido de transferência de presos,
01:25foram cumpridos, foram atendidos pelo governo federal.
01:29Recentemente, no começo desse ano, o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça e Segurança Pública,
01:38pedindo a transferência de líderes das facções criminosas para as penitenciárias federais de segurança máxima,
01:46foi atendido, nenhum pedido foi negado.
01:48Agora, a responsabilidade é, sim, exclusivamente dos governadores, no que diz respeito à segurança pública,
01:57à segurança dos respectivos estados.
01:59Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública,
02:08para esta operação.
02:09Nem ontem, nem hoje, absolutamente nada.
02:12E nessa mesma oportunidade, Ricardo Lewandowski afirmou também que não é possível,
02:21nesse momento, a aplicação da lei de garantia, de garantia da lei da ordem, justamente, então, no Rio de Janeiro,
02:29porque não houve nenhum reconhecimento por parte do Estado de uma calamidade ou de um descontrole
02:35na área da segurança pública, e que, portanto, não seria possível, então,
02:40atender a alguns pedidos do Estado, a exemplo do uso de blindados da Marinha.
02:46Bom, a GLO é uma operação complexa, está prevista na Constituição Federal, no artigo 142,
02:54e também na Lei Complementar 97 de 99, e mais especificamente no artigo 15,
02:59que estabelece, enfim, regras bastante rígidas para que essa operação de garantia da lei da ordem aconteça.
03:08E um dos requisitos, ou uma das pré-condições, é que os governadores reconheçam a falência
03:16dos órgãos de segurança nacional e transfiram, então, as operações de segurança para o governo federal,
03:22mais especificamente para as forças armadas.
03:25Então, é um procedimento complexo e demanda uma série de condições, requisitos,
03:31para que ela possa realmente se operar.
03:38Apesar dessas restrições explicadas pelo ministro, ele colocou a pasta à disposição do governo do Rio de Janeiro,
03:45mas deu a entender que faltou planejamento à operação conduzida pelo Palácio Guanabara.
03:51Eu queria enfatizar que o combate à criminalidade, seja ela comum, seja ela organizada,
03:59se faz com planejamento, com inteligência, com coordenação das forças.
04:04Enfim, não posso julgar porque não estou sentado na cadeira do governador,
04:10mas quero apresentar a minha solidariedade às famílias dos policiais mortos,
04:15minha solidariedade às famílias dos inocentes que também pereceram nesta operação,
04:22me colocar à disposição das autoridades do Rio para qualquer auxílio que for necessário.
04:26E, por fim, o Ministério da Justiça também divulgou uma nota com informações
04:34sobre a cooperação federal com a segurança do Rio de Janeiro.
04:37Segundo a pasta, só em 2025 foram realizadas pela Polícia Federal 178 operações no Rio,
04:44sendo 24 delas relacionadas ao tráfico de drogas e armas.
04:49Ao todo, foram 210 prisões efetuadas, das quais 60 estão diretamente relacionadas
04:55a investigações sobre o tráfico de drogas e armas.
04:59E ainda, a nota do Ministério da Justiça citou o envio de 288 milhões de reais
05:05do Fundo Nacional de Segurança Pública desde 2019.
05:09De acordo com o governo federal, pouco mais de 157 milhões foram executados até o momento,
05:15deixando um saldo superior a 174 milhões disponível.
05:19O Ministério também diz ter doado equipamentos como computadores, drones, coletes e munições
05:25que somam aproximadamente 10 milhões de reais, negando, portanto, então,
05:31essa acusação de Cláudio Castro de que houve falta de ajuda do governo federal.
05:36Tiago.
05:37Pois é, e o próprio governador falou que o Rio de Janeiro está sozinho nessa briga,
05:41nessa luta contra o crime organizado.
05:42E aí, as explicações do ministro Ricardo Lewandowski.
05:46André, você segura aí, daqui a pouquinho a gente trata de um outro assunto,
05:50sobre ainda a crise da segurança pública.
05:52Deixa eu perguntar aqui para o Cristiano Villela.
05:54Bom, se um diz que pediu ajuda, o outro diz que não recebeu nenhum pedido de ajuda.
06:00Alguém não está falando a verdade nessa história, Villela.
06:03Pois é, Tiago.
06:04Nós temos duas autoridades importantes da República, o governador do Estado do Rio de Janeiro,
06:10e o primeiro ministro da Justiça, dando versões distintas a esse fato,
06:14cada um jogando para o outro a batata quente.
06:18É a brincadeira da batata quente num tema extremamente sério que nós temos,
06:22que é a questão da segurança pública.
06:24De fato, e aí o Viga, logo no início do jornal Jovem Pan,
06:29ele fez uma análise muito importante sobre os pedidos que foram solicitados
06:34por parte do governo do Rio de Janeiro ao governo federal
06:38de instrumentos para esse tipo de medida, tanques, estruturas blindadas,
06:45para poder adentrar nessas comunidades,
06:48e que foi negado sob uma justificativa técnica de que não seria possível
06:53o fornecimento desses materiais sem a GLO.
06:56E agora o Ministério da Justiça vem se esquivando à medida que diz
07:02que em momento algum falhou e que atuou com uma série de medidas ao longo do ano e tudo mais.
07:09O fato é que essa briga, essa guerra de narrativas,
07:13ela deveria ser algo que jamais poderia acontecer no tema segurança pública.
07:19Quando se trata de segurança pública, a atuação,
07:22ela deveria ser uma atuação conjunta entre as estruturas federais e estaduais
07:27de uma forma permanente.
07:29Não deveria se ficar pedindo auxílio em determinadas operações,
07:34mas haver uma troca de informações e uma construção conjunta dessas operações
07:40a serem efetuadas pelas 27 unidades federativas.
07:44Agora, infelizmente, o que se tem é um jogo de interesses
07:48do ponto de vista político e do ponto de vista eleitoral.
07:51Mais uma vez, a segurança pública vai servir de joguete
07:55na mão dos interesses políticos.
07:57Odora, no começo você falou, às vezes, do desânimo, né?
08:00De ter que tratar desse assunto, mais do mesmo, enxugando o gelo.
08:04E a gente vê nessa discussão das duas autoridades,
08:06um falando A, outro falando B, é mais ou menos isso.
08:09É o desânimo que toma conta quando a gente fala sobre isso, né?
08:14Peraí, no começo eu falei realmente que eu estava desanimada,
08:17mas você sabe que não era desânimo, eu estava muito impactada.
08:20Você viu como o Viga entrou?
08:21Depois ele pediu desculpas, estava emocionado,
08:24porque emociona caramba, é a cidade da gente, né?
08:28Olha só.
08:29Ai, até perdi a sua pergunta, mas eu tinha...
08:32É isso que o Vilela falou, né?
08:34O governador disse que pediu, não pediu agora,
08:37porque pediu três vezes e foi negado.
08:39Então, também, pedir mais uma vez, aí fica...
08:42E eu estava lembrando, gente, esquecido,
08:45aqui no Rio já teve GLO, já teve intervenção.
08:49E aí?
08:51E aí?
08:52Nada aconteceu, não adiantou, então não é por aí.
08:55Já teve Forças Armadas aqui,
08:58aqui já houve vários eventos,
09:01Papa, Olimpíada, Copa,
09:05Eco 92, imagina,
09:07Madonna e não sei quem.
09:11E sempre nesses eventos a gente até comenta, né, Tiago?
09:14Que nesses eventos, olha, tenho certeza
09:16que não vai acontecer nada,
09:19porque tudo fica muito bem.
09:21Tenho impressão que,
09:23como não é um combate,
09:24não é porque há combate,
09:26eu juro pra você,
09:28eu fico com a impressão
09:29que a criminalidade não atua
09:31porque foi feito um acordo com a criminalidade,
09:33o que não é papel de autoridade.
09:37Se é pra resolver assim,
09:39teremos a paz dos cemitérios, né?
09:41Mas eu fico muito intrigada.
09:43Quando tem alguma coisa
09:45que Rio de Janeiro precisa se apresentar
09:48bem comportado, pronto.
09:50Aí tudo funciona,
09:52uma semana, três dias,
09:55e aí se leva a sério, né?
09:58Então, realmente eu não sei,
10:01mas eu acho que mais que desanimada,
10:04eu fico super triste.
10:06E olha, eu aqui protegidinha na minha casa.
10:10Não tô lá no batidão
10:11tendo que pegar a Avenida Brasil.
10:14Não sei como é que essas pessoas amanhã vão trabalhar.
10:17Não se sabe que horas chegaram em casa.
10:20São Paulo já teve também.
10:22Você que tem uma memória incrível,
10:24Tiago, lembra?
10:25Mas teve uma vez um inferno
10:26criado pelo PCC.
10:28Foi um ou dois dias de verdadeiro inferno
10:32que a criminalidade impôs a cidade de São Paulo.
10:35Isso foi em 2006, não é, Dória?
10:37Eu até me lembro, você falava de acerto
10:39com o crime organizado.
10:40O governador era o Cláudio Lembo,
10:42que pegou uma batata quente,
10:44porque o governador Geraldo Alckmin
10:46deixou o cargo pra escandadar
10:48a presença da República.
10:50E o secretário da administração pretenciária,
10:53Nagashi Furukawa,
10:55foi demitido justamente porque o governador
10:57acusou de ele ter feito acordo
10:58com o crime organizado.
11:00Então, aí puxando a memória,
11:02mas aqui em São Paulo,
11:03a cidade principalmente já viveu
11:05uma situação muito complicada
11:06em relação ao PCC.
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