Em uma entrevista exclusiva ao repórter Misael Mainetti, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Vitor Santos, falou sobre o avanço do crime organizado no estado e destacou o número de fuzis apreendidos, que passa de 590.
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00:00Em uma entrevista exclusiva ao repórter Misael Mainete, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Vitor Santos, falou sobre o avanço do crime organizado no Estado.
00:10Ele destacou o número de fuzis apreendidos. Vamos acompanhar.
00:14No caso do Rio de Janeiro também existe o crime organizado. Aqui em São Paulo a gente tem o PCC, lá tem o Comando Vermelho.
00:20Aqui em São Paulo a gente tem visto muitas operações contra o PCC, organização criminosa, que não atua mais só no tráfico de drogas.
00:28Atua com lavagem de dinheiro e combustível, até em lojas de brinquedos. Teve uma operação essa semana.
00:34Queria saber no Rio de Janeiro como atua o Comando Vermelho e outras facções criminosas.
00:38Da mesma maneira, no Rio de Janeiro a exploração territorial é hoje a maior fonte de receita.
00:45A droga não representa mais do que 15% do faturamento das organizações criminosas.
00:50Hoje ele explora gás, luz, internet, transporte alternativo, construção civil, pão, gelo.
00:56O território, o domínio territorial é o grande problema.
00:59E para que haja esse domínio, a ferramenta é o fuzil.
01:03Não existe paralelo em nenhum outro estado.
01:05No Rio de Janeiro, até hoje, a Polícia Militar apreendeu 593 fuzis.
01:11Não existe isso em qualquer outro estado.
01:13É assustador.
01:14É assustador e, obviamente, o Rio de Janeiro não fabrica esse fuzil.
01:18Então, há necessidade dessa integração com o governo federal e com os outros estados.
01:22De onde vem esse fuzil?
01:24A maioria deles vinha, pelo menos o histórico passado, vinha dos Estados Unidos, 70% deles.
01:29Hoje, a gente já vê um modo de operando diferente.
01:32A Polícia Federal, recentemente, fez uma excelente operação e apreendeu uma fábrica no interior de São Paulo
01:37que eles montam o fuzil.
01:39Parte de fuzis que são montados vierem de fora e outras foram usinadas aqui no próprio território brasileiro.
01:45Ou seja, o crime organizado está se aperfeiçoando e hoje já consegue montar o seu fuzil dentro do território brasileiro.
01:53E o crime organizado também é inteligente no sentido tecnológico.
01:57Porque a gente vê que eles estão até em fintechs, em bancos.
02:00Como a polícia pode destruir, por exemplo, combater esse crime digital que vem também do crime organizado?
02:08Então, a polícia vem evoluindo muito nessas ferramentas tecnológicas.
02:11Mas o foco é o dinheiro.
02:13Durante muito tempo, a polícia de segurança pública foi focar, quando olhava a criminalidade, olhava somente para o criminoso.
02:21Hoje, não. Tem que olhar o negócio.
02:23O dinheiro é o oxigênio das organizações criminosas.
02:26É isso que as polícias têm que focar.
02:28Há quatro meses atrás, houve uma operação contenção feita pela Polícia Civil
02:32que demonstrou o PCC atuando com o Comando Vermelho.
02:36Houve o maior bloqueio de recursos da história da Polícia Civil.
02:39Foram seis bilhões de reais.
02:40Você imagina quanto de armas é possível comprar, quanto de corrupção se pode fazer com seis bilhões de reais.
02:49Muito se vê do trabalho do senhor, mas a sensação de insegurança, quando se fala em Rio de Janeiro, ainda é presente.
02:56Como melhorar isso? O senhor concorda quando as pessoas falam, ah, eu tenho medo de ir ao Rio?
03:02Olha, hoje o Rio de Janeiro, em questão de números, vive o momento histórico.
03:07São os melhores números dos últimos 20 anos.
03:09Mas a gente tem um problema que é a comunicação.
03:12Como transformar esses bons números em sensação de segurança?
03:17O Rio de Janeiro criou uma página na internet, o Na Escuta RJ,
03:21que é a forma de você se comunicar, passar para a população o que efetivamente está acontecendo.
03:26Porque o Rio de Janeiro tem, digamos assim, a mídia no Rio de Janeiro tem uma relação tóxica com a segurança pública.
03:33Por mais que a gente faça, focam exatamente naquilo que deu errado.
03:38E, obviamente, quem trabalha está sujeito a errar.
03:41Aqui a gente não quer tapar o sol com a peneira, não quer dizer que a gente tem grandes desafios pela frente.
03:46Nós temos muitos desafios, mas é importante motivar, incentivar aquele policial que prende o criminoso 10, 15, 20 vezes,
03:53que arrisca sua vida, 593 fuzis apreendidos pela polícia, não foi num paiol onde esses fuzis estavam.
04:01Foi tomando do criminoso, ao custo de muito suor e sangue.
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