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O pacto da ONU garante que empresas estão comprometidas com ações para melhorar a crise do clima, que causa impactos diretos no dia a dia da população. Ele visa diminuir a desigualdade e auxiliar na saúde. Mônica Gregori (Diretora de Impacto Global da ONU/Rede Brasil) e Adriana Costa (Siemens Healthineers) analisam as melhorias e o impacto efetivo das ações.

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Transcrição
00:00O Pacto faz como para medir se as empresas realmente estão comprometidas com ações, né?
00:06Porque no discurso é muito fácil a gente falar que vai promover saúde, justiça climática.
00:13Como o Pacto mede que essas empresas que fazem parte da associação realmente estão agindo para fazer essa diferença?
00:21Essa é uma ótima pergunta, porque esse é um dos temas que mais se discute, né?
00:28Como a gente consegue medir o impacto efetivo das ações que estão sendo traçadas em todos os setores?
00:36O Pacto, primeiro eu queria só colocar, o Pacto não é um selo certificador, né?
00:45O Pacto é um grande articulador das empresas em torno dessas temáticas relacionadas à Agenda 2030
00:54e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a partir de princípios do Pacto Global
01:01nas áreas de meio ambiente, direitos humanos, trabalho e anticorrupção.
01:09Então, nós, ou seja, a nossa missão é convocar as empresas e articular essas empresas
01:18para que discutam soluções possíveis para os desafios que temos aí pela frente.
01:25E o que nós fazemos, nós temos dois, nós temos hoje em dia dois relatórios, dois reportes
01:33que as empresas precisam nos passar dados, então são acessmas que fazemos com as empresas.
01:41Um relacionado ao que chamamos de comunicado de progresso.
01:46Então, anualmente, esse é um relatório global que todas as empresas do Pacto no Brasil e no mundo
01:54precisam responder.
01:57É como um relatório mesmo de sustentabilidade, digamos assim,
02:02com perguntas que, de alguma forma, monitoram o avanço das empresas nessas quatro áreas,
02:11direitos humanos, meio ambiente, trabalho e anticorrupção.
02:16E aí é uma série de perguntas no qual nós vamos monitorando o progresso e os avanços das empresas
02:23em relação às suas ações nessas áreas.
02:26E é obrigatório, ou seja, quando as empresas não respondem esse questionário e esse assessment,
02:38elas são deslistadas.
02:39O outro em relação, especificamente aqui para o Brasil, ao progresso dos nossos movimentos.
02:48Então, como eu falei, os movimentos, nós temos dez movimentos nessas quatro áreas de atuação.
02:55e os movimentos já são compromissos públicos que as empresas assumem
03:01e que têm metas que vão, na sua maioria, de atingimento entre 2025 e 2030.
03:11Então, anualmente, nós também fazemos um relatório e um questionário com as empresas
03:20que elas precisam reportar com o que elas estão fazendo para garantir o atingimento dessas metas até 2030.
03:28Então, essa é uma forma de medir os avanços.
03:31Mas, independentemente disso, em todas as nossas iniciativas, nós temos KPIs específicos,
03:39de impacto das iniciativas.
03:41Então, temos uma série de projetos de grupos de trabalho setorial,
03:47temos projetos de devida diligência nas cadeias.
03:51Então, cada um desses projetos tem seus próprios KPIs que nós também monitoramos.
03:58Como empresa, como indústria, a gente está falando aí sobre justiça climática, saúde,
04:03mas combater as mudanças climáticas também tem que ser um princípio saudável,
04:08já que a gente sabe que o calor mata milhões, a gente acabou de ver essa onda de calor que houve na Europa,
04:13as enchentes, a poluição, né?
04:15A gente está falando, quando a gente fala de doenças cardiovasculares,
04:18tem muito a ver também com a poluição e também com o calor.
04:21A gente tem visto que as mudanças climáticas têm aumentado doenças.
04:24Então, existe todo um diagnóstico de doenças que têm aumentado
04:27e impactando a população de uma forma geral
04:30por causa das mudanças climáticas do aquecimento do planeta.
04:33Como uma indústria, vocês também precisam se preocupar com essas emissões, né?
04:39E quando a gente fala de equipamentos que consomem recursos naturais,
04:42que geram poluentes, como é que vocês fazem essa cadeia funcionar, né?
04:46Porque um dos objetivos do desenvolvimento sustentável
04:49também está na reduzir esses usos, fazer a economia circular, né?
04:55Diminuir resíduos.
04:57Então, tem toda uma cadeia, precisa ser trabalhada todas as pontas ESG
05:00quando a gente fala da saúde, porque quando a gente está falando de diagnóstico precoce,
05:05a gente está falando de prevenção.
05:06E a prevenção também começa quando a gente evita que resíduos causem câncer pela água
05:12e por aí vai, é complexo, engloba muita coisa, é sistêmico.
05:17Como é que vocês trabalham olhando todas as cadeias justamente
05:20para fazer com que essas mudanças não tragam tanto impacto para a saúde da população em geral?
05:26Patrícia, muito interessante a tua pergunta voltada que é exatamente a nossa responsabilidade
05:33dentro de uma palavra que tem sido muito usada, que é esse ecossistema.
05:39Então, a gente nunca, na minha visão, pode pensar em sustentabilidade em uma parte da cadeia,
05:44porque há muitos elos nessa cadeia que se interligam e de corresponsabilidade.
05:50Então, acho que o primeiro grande ponto para trazer é que, para nós, na Siemens Health Nears,
05:56nós não entendemos sustentabilidade como algo parte da nossa estratégia
06:00que vai, por exemplo, depois de um desenvolvimento de um produto
06:05ou quando a gente precisa se adaptar.
06:07Não, muito pelo contrário.
06:08Isso permeia o nosso processo.
06:11Desde uma parte de identificação ou do início do pensamento de uma solução,
06:18e nós falamos e nós trazemos muito o porquê que nós fazemos tecnologias inovadoras e disruptivas
06:26para que justamente a gente possa dar acesso para todos, em todos os lugares.
06:31Então, as tecnologias e soluções que nós desenvolvemos,
06:34elas precisam endereçar as dores que a gente tem no planeta como um todo.
06:40Então, o primeiro é a responsabilidade de ter a sustentabilidade permeada em toda a cadeia,
06:47de toda a cadeia de decisão, desde o início de desenvolvimento de um produto.
06:52Até o curso no design dali, para saber se ele vai ser reciclado.
06:56Exatamente.
06:57Até quando a gente pensa, por exemplo, em cada vez mais ter uma preocupação com a educação
07:03dos profissionais de saúde que vão operar esses equipamentos.
07:08Por quê?
07:08Porque isso está linkado à produtividade e à efetividade.
07:12Então, quando a gente inicia o processo do desenvolvimento de uma solução,
07:18os nossos engenheiros ou as nossas engenheiras já precisam pensar em sustentabilidade.
07:23É um modelo mental, na verdade.
07:25Exatamente.
07:26E eu falo muito que está associado também à cultura e à responsabilidade da nossa organização.
07:32Está nesse DNA.
07:33Mas o que é essa preocupação?
07:35Essa preocupação vem de uma forma tangível na solução de equipamentos.
07:40Então, eu vou dar um exemplo para vocês.
07:42A gente desenvolve tecnologias de ressonância magnética há muitos anos.
07:48Incorporamos, por exemplo, inteligência artificial há mais de 30 anos nesse desenvolvimento.
07:53Mas nós sabemos a nossa responsabilidade de consumo energético,
07:59de toda a parte de produtividade dos hospitais.
08:02Então, a Siemens Relfineers desenvolveu uma tecnologia em ressonância magnética que ela não necessita a reposição de hélio,
08:12que é algo muito relevante para dentro do sistema do nosso ecossistema, sendo um recurso finito e raro.
08:20Então, não só isso, mas também quando os hospitais pensam na aquisição desses equipamentos,
08:26eles precisam considerar nessa responsabilidade também as suas responsabilidades associadas a sustentáveis.
08:34Então, esses equipamentos, por exemplo, eles têm menor utilização de espaço, eles otimizam o espaço,
08:41eles têm um consumo menor energético e eles permitem que os hospitais não façam essa reposição de hélio.
08:50Então, isso é muito significativo para a cadeia sustentável.
08:55Outros exemplos, nós temos vários projetos em colaboração com hospitais públicos e privados,
09:03também identificar as oportunidades dessas soluções no que nós chamamos do workflow dos hospitais.
09:10Ou seja, como é que nós podemos transformar essas unidades, essas instituições também de forma mais sustentável.
09:19De novo, isso é uma cadeia integrada.
09:23Você tocou, por exemplo, em economia circular, que também é um ponto, um equipamento que tem uma vida útil de 10 a 15 anos,
09:32dependendo da modalidade do equipamento, é muito importante que a gente pense como é que a gente, de novo, pode aplicar a sustentabilidade.
09:40Então, nós temos equipamentos, por exemplo, como hemodinâmicas, muito importantes para diagnósticos cardíacos,
09:47de doenças cardiovasculares e ainda neurovasculares, que utilizam desse recurso de economia circular.
09:54Então, esses produtos, eles passam por um processo de altíssima responsabilidade com upgrades de tecnologia
10:02e quando eles são reinseridos no mercado, eles são inseridos, reinseridos no mercado de forma sustentável,
10:10mas também pensando, obviamente, na segurança e na produtividade, na efetividade desses exames.
10:16Então, aí que eu vejo que a tecnologia, ela é uma grande impulsionadora dessa cadeia.
10:23Nunca olhar o resultado ou o custo, por exemplo, de uma tecnologia aplicada por um único ângulo.
10:30A gente, e a Mônica trouxe o ponto dos QPIs, ou do entendimento dos impactos da cadeia,
10:37essa economia da saúde, de entender todos os impactos, desde o consumo energético,
10:44a reposição do hélio, até o custo do equipamento e também, obviamente, o desfecho para esses pacientes,
10:50é muito importante que a gente sempre traga dados por trás disso para ajudar nas decisões desses hospitais, dessas instituições.
11:00Quando a gente fala de atuar na saúde preventiva, a gente tem que perceber também esse olhar econômico,
11:07não só do bem-estar da população, porque quando um funcionário é afastado,
11:11quando um parente precisa ficar com o outro para fazer cuidados,
11:14a gente sabe que esse diagnóstico precoce ajuda com que o dinheiro vá para a economia, para o fortalecimento dela.
11:21E esse diagnóstico precoce, ele também chega de forma desigual no nosso país.
11:25A gente sabe que o Norte, o Nordeste, por exemplo, tem mais dificuldade de acesso,
11:29esses equipamentos de ponta, hospitais mais equipados.
11:33Como é que o pacto atua para fazer com que parcerias, por exemplo, privadas, públicas,
11:40possam aumentar esse acesso?
11:43Vocês atuam aí nessa linha, fazendo essa ponte entre empresas e governos,
11:47para que esses equipamentos realmente cheguem de forma também igual a cada região?
11:53O pacto, na verdade, ele coloca todo mundo na mesa para discussão.
11:58O pacto não é um, como eu digo, nós não realizamos projetos de impacto na ponta.
12:06Nós colocamos os stakeholders para discutir a partir da identificação de problemas,
12:13que são problemas sistêmicos e que estejam atrelados aos objetivos de desenvolvimento sustentável
12:20e às agendas que precisamos, ou seja, promover para uma maior resiliência ou adaptação
12:28em relação às mudanças climáticas e os seus efeitos.
12:33Então, sim, dentro dos nossos movimentos, das nossas iniciativas,
12:38nós sempre trazemos o setor privado, mas também a sociedade civil e o setor público
12:43para discutirem as soluções possíveis.
12:46Quando a gente fala, como você mesmo disse,
12:50quando a gente fala de justiça climática ou falamos dos impactos das mudanças climáticas
12:54na vida das pessoas, porque muitas vezes a gente acha que a mudança climática
13:00é só olhar para a chuva, olhar para os desastres, mas assim, nós temos que olhar para as vidas.
13:09Esse é o grande...
13:12Individualmente também, não só o ambiente onde a gente está.
13:14E a gente precisa olhar para isso de forma segmentada,
13:18de que vidas estamos falando, em que territorialmente,
13:23como você bem disse e apontou, ou seja, existem territórios que vão sofrer mais
13:29com essas mudanças e outros que não.
13:31O setor privado tem um papel em relação a isso
13:35e o setor público também precisa estar melhor equipado e melhor preparado
13:40para atender a toda essa população que será afetada de forma desigual.
13:47Então, os recursos estão alocados de forma a atender essas particularidades?
13:56Então, essas são as discussões que nós levamos para a mesa
14:01quando nós estamos ali com os stakeholders propiciando, então, uma agenda de mudança
14:10e uma agenda de soluções.
14:12Então, esse é o papel do pacto diretamente.
14:16E aí, empresas como a Siemens, empresas do setor de saúde e empresas públicas
14:23e o poder público podem buscar soluções que sejam mais efetivas,
14:27porque os impactos, como você disse, os impactos não são apenas...
14:32No bem-estar.
14:32No bem-estar das pessoas, mas os impactos econômicos também.
14:36Então, precisamos assegurar que esses recursos estejam bem alocados
14:42e sejam melhor distribuídos para evitar essas desigualdades.
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