Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 4 meses
CRIMES COMETIDOS POR SERIAL KILLERS - FÚRIA ASSASSINA - EP06

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00A CIDADE NO BRASIL
00:30Absolutamente impressionante para todo mundo.
00:33As pessoas não estavam apenas chocadas, estavam com medo.
00:37Junto com a polícia, há aqueles que narram uma investigação de perto, no filme, no papel e na fita.
00:45Eles são a primeira testemunha do público.
00:48Através de seus olhos, capturam nossos capítulos mais sombrios do crime.
01:00A CIDADE NO BRASIL
01:03Fúria assassina
01:21Na Califórnia, Parque Nacional de Yosemite é um deserto de maravilhas, com lagos azuis cristalinos, riachos espumantes e picos montanhosos da High Sierra.
01:34O Parque Nacional é um dos maiores tesouros do país.
01:43Cachoeiras naturais, trilhas bonitas, e é um lugar onde pessoas de todo o país vão passar as suas férias.
01:50Não há vários crimes no Parque Nacional de Yosemite.
01:56No entanto, há um bom número de pessoas que desaparecem no parque anualmente.
02:01Infelizmente, há 3 milhões de visitantes por ano.
02:05É difícil manter o controle de quem entra e sai do parque.
02:08Em fevereiro de 1999, 3 desses visitantes incluíam Carol Sun, de 42 anos de idade, sua filha Julie, de 15 anos, e sua amiga de 16 anos, estudante de intercâmbio da Argentina, Silvina Pelosso.
02:25Yosemite é o destaque de uma viagem de 5 dias que começa em 12 de fevereiro em San Francisco, onde Carol aluga um carro depois de voar de sua cidade natal, Eurica.
02:34Posso dizer que Carol Sun já era uma mãe dedicada e uma pessoa maravilhosa.
02:41Ela estava fazendo essa viagem para dar a filha e Silvina uma memória maravilhosa, antes de Silvina voltar à Argentina.
02:54O plano era que elas iriam mostrar a Silvina o parque e então seguiriam para o Grand Canyon, no Arizona,
03:01para que Silvina pudesse ver os grandes símbolos nacionais.
03:09No dia dos namorados, Carol e as meninas chegam à cidade de El Portal, na fronteira ocidental do Parque Yosemite,
03:16e fazem o check-in no quarto 509, no popular Sida Lodge.
03:19O hotel rústico é composto de dois andares de quartos espalhados pela propriedade de 27 acres.
03:26Sem outros hóspedes no seu prédio, as mulheres têm o local só para elas, isolado da recepção central da pousada e do restaurante.
03:37Segunda-feira, 15 de fevereiro, é um dia nublado, mas claro.
03:41Carol e as meninas passam o dia inteiro explorando o vasto vale de Yosemite, em seu Pontiac Grand Prix vermelho.
03:47Depois de um dia inteiro no parque, Carol e as meninas voltam para o hotel no final da tarde.
03:55As garotas jantam no restaurante da pousada e voltam para seu quarto, logo após as 19h30.
04:03Carol liga para seu marido, Yens, para dizer que ela planeja visitar o Yosemite mais uma vez na manhã seguinte,
04:09antes de encontrar com ele e o resto da família no aeroporto de San Francisco.
04:13Elas alugaram um filme para assistir no quarto do hotel e estavam apenas curtindo o momento agradável que estavam tendo no parque.
04:25Terça-feira, 16 de fevereiro de 1999.
04:29Yens, Sandy e seus três filhos mais novos chegam ao aeroporto de San Francisco, mas não há sinal de Carol e das duas adolescentes.
04:35Ele acreditava que tinha entendido mal as instruções e então ele seguiu para o Arizona.
04:46No Arizona, ele ainda não conseguia falar com a Carol e então ele começou a ficar preocupado.
04:52O que todo mundo sabia é que ela era pontual, era organizada e tudo o que fazia era como um relógio.
05:01Então, quando ela não apareceu, ele realmente ficou preocupado que algo havia acontecido.
05:07A primeira coisa que ele fez foi ligar para o Cedar Lodge e perguntar se Carol e as crianças haviam feito o check-out.
05:15A recepcionista da pousada disse a Yens que não era incomum os hóspedes fazerem check-out antes da recepção abrir, deixando a chave do quarto para trás.
05:28Mas parece que esse não era o caso do quarto 509.
05:31O carro não estava lá. Parecia que todas tinham tomado banho pela manhã porque as toalhas estavam todas molhadas no banheiro.
05:37Parecia que três mulheres haviam usado o banheiro para se preparar para sair.
05:40Sua atitude seguinte foi lavrar um boletim de pessoas desaparecidas no condado de Mariposa.
05:51Ele não estava com a Carol. A Carol iria dizer a todos onde ela estava.
05:57Então eu peguei meu carro para ir até a pousada onde ela estava hospedada.
06:02E no caminho eu vi vários guardas rodoviários procurando nas laterais da estrada.
06:10Então eu soube que a busca já estava a todo vapor.
06:13Na fase inicial da investigação nós não sabíamos o que tinha acontecido com a família.
06:22Formamos uma grande equipe de busca unindo forças com a equipe de resgate do parque.
06:27E então acrescentamos a essa equipe agentes do FBI, outros policiais locais e a equipe de busca e salvamento do condado de Mariposa.
06:38A busca seria melhor descrita como centenas de pessoas voluntariamente dedicando seu tempo em condições que eram perigosas e inóspitas para procurar essas pessoas e tentar encontrar o veículo.
06:54Ao fazer isso foram recuperados 27 carros roubados, que encontramos fora da estrada.
07:04Mas infelizmente nenhum desses carros era o carro que Carol tinha alugado para a viagem.
07:11Sexta-feira, 19 de fevereiro de 1999.
07:15A 140 quilômetros a noroeste de Yosemite, um estudante do ensino médio encontra o interior de plástico de uma carteira,
07:22perto de um cruzamento movimentado em Modesto, na Califórnia.
07:26Dentro havia cartões de crédito e uma carteira de motorista que identificava seu proprietário, uma mulher de 42 anos, Carol Sand.
07:35Fevereiro de 1999.
07:37Carol Sand, de 42 anos de idade, sua filha adolescente Julie e a amiga da família Silvina Pelosso desapareceram durante as férias no Parque Nacional Yosemite.
07:46Três dias depois, a capa do cartão de crédito da carteira de Carol é encontrada em Modesto, na Califórnia, a 140 quilômetros do parque.
07:59Ali tinha vários cartões de crédito e sua carteira de motorista.
08:04Mas depois de fazer um inventário das coisas que encontramos, também acreditamos que estava faltando um cartão de crédito.
08:11Depois da carteira da Carol ser encontrada, houve uma investigação criminal para determinar por que a carteira foi encontrada, em Modesto, e o que isso significava.
08:30Depois fizemos outras consultas para determinar que elas não tinham viajado para outro lugar, sem que os outros soubessem a respeito.
08:41O que isso nos dizia era que as mulheres tinham realmente deixado o Parque Yosemite e seguido até Modesto.
08:51O pai de Carol, Francis Carrington, oferece uma recompensa de 250 mil dólares por informações que levassem ao retorno seguro das mulheres desaparecidas.
09:00Quando uma coisa assim acontece, você não tem ideia do que vai fazer.
09:08Então você começa a se preocupar cada vez mais e isso, sabe, acaba se tornando numa obsessão.
09:16Você tem que descobrir o que aconteceu.
09:18Houve entrevistas coletivas regulares e os meios de comunicação ficaram cada vez mais próximos da família e eles compartilhavam o que podiam conosco.
09:29Conforme a história começou a se desenrolar, cada vez mais a mídia aparecia, principalmente porque isso ocorreu no Parque Nacional Yosemite, onde coisas ruins não acontecem.
09:40A história do desaparecimento também lança uma sombra longa sobre a segurança de um dos marcos naturais mais conhecidos do país.
09:50As pessoas temiam que houvesse um assassino solto no Parque Nacional Yosemite e isso as deixou em estado de alerta.
10:00Uma equipe forense do FBI é enviada para o último lugar onde as mulheres foram vistas.
10:08Eu fui chamado, porque era o chefe da equipe de respostas e evidências, para montar uma equipe e ir até o Hotel Cedar Lodge e averiguar o quarto procurando provas em potencial.
10:22Quando cheguei lá, comecei a tirar fotos do Hotel Cedar Lodge por toda a área.
10:27Só para mostrar a localização e que os prédios eram bem diferentes.
10:33A única coisa que achei estranha foi que não havia muitas pessoas naquele hotel nessa temporada do ano.
10:41O quarto era o único naquela ala ou naquele prédio que estava ocupado, na verdade.
10:47Então eu pensei, nossa, que espécie de local solitário, sabe, bem no meio do complexo do hotel.
10:55Então eu tirei uma foto do quarto enquanto eu caminhava na entrada e, em seguida, comecei a tirar fotos de como tudo foi visto pela primeira vez.
11:05Quando chegamos ao quarto 159 no Cedar Lodge, o departamento de polícia de Mariposa já tinha estado lá.
11:11Tiraram fotografias, recolheram algumas coisas que foram deixadas pela família e verificamos o quarto em busca de digitais.
11:17Não tínhamos muita esperança de encontrar alguma coisa nova, mas fomos de qualquer jeito e vasculhamos por impressões digitais e começamos a procurar por qualquer evidência que pudéssemos achar.
11:31Entrei na banheira, tirei o ralo e peguei todo o cabelo e outras coisas que pudemos encontrar lá embaixo.
11:36Aspiramos o carpete procurando cabelos ou fibras e outras coisas.
11:42Tínhamos rasgado o tapete para olhar na parte de trás para ver se havia algum sangue atrás do tapete.
11:47Não encontramos nada. Ali nada demonstrava que houve qualquer tipo de violência.
11:53Há, porém, uma discrepância que chamou a atenção da equipe.
11:57A falta de um cobertor rosa e uma fronha.
11:59Quando interrogamos a equipe do hotel, verificamos que eles não tinham um sistema de controle muito bom do material para a cama e banha.
12:11Descobrimos que faltava alguma coisa, porque havia um travesseiro sem a fronha e isso pareceu estranho.
12:18Os investigadores conversaram com todos da equipe do Cedar Lodge, dos gerentes, Gary Cole e Delores, até o zelador fastudo, Gary Stainer,
12:29que também ajuda o FBI a recolher os cobertores do hotel para catalogar como prova forense.
12:36No condado vizinho de Stanislaus, a investigação do FBI está à procura de uma ligação com a repartição da carteira encontrada em Modesto.
12:44Não havia muitas pistas na repartição da carteira, na verdade.
12:49As pistas estavam nos cartões de crédito de uma conta em Wells Fargo que Carroll tinha.
12:56Havia alguém tentando acessar a conta de Wells Fargo por telefone.
13:01Fizeram várias tentativas para conseguir acesso a essa conta, mas nunca conseguiram.
13:06A investigação os leva a dois ex-presidiários de Modesto, com gosto por metanfetaminas.
13:16Os meio-irmãos, Eugene Dykes e Mick Lorrick, agora estão sob custódia por outras acusações.
13:21Suas fichas tinham elementos de estupro, cárcere privado, crimes violentos contra mulheres, crimes violentos contra qualquer pessoa e muitos crimes violentos.
13:33E lá havia algumas evidências que poderiam ser interpretadas como associadas ao crime.
13:41Mas nós não tínhamos certeza.
13:45Eu não sei de nada, eu não estava envolvido com ela mesmo.
13:48Enquanto Lorrick nega veementemente sua participação, Dykes tem outra história.
13:53E o Gene Dykes deu declarações confessando seu envolvimento e também de seu meio-irmão Mick Lorrick,
14:04no sequestro da família do quarto 509 e do assassinato deles.
14:08Houve algumas bandeiras vermelhas porque partes de suas declarações não correspondiam com a evidência no caso.
14:17Mas eu ainda acho que muitas pessoas queriam acreditar que eles fizeram isso porque eles já estavam fora das ruas
14:23e isso fazia todos se sentirem inseguros no Yosemite novamente.
14:2718 de março de 1999.
14:32Fazia mais de um mês que Carol Sandy e as duas adolescentes estavam desaparecidas,
14:37sem nenhuma pista confirmada de seu paradeiro ou seu destino.
14:40Depois de mais ou menos três ou quatro semanas, o caso esfriou um pouco.
14:48E a Carol e eu, nós entramos no escritório do FBI e conforme nós fomos entrando,
14:55nós notamos que um homem atendeu uma ligação.
14:59E ele perguntava qual era o número da placa.
15:02A ligação veio de um homem que diz aos investigadores que encontrou um carro abandonado
15:09durante uma caminhada em uma área arborizada duas horas ao sul do Cedar Lodge.
15:14O veículo está completamente queimado,
15:16exceto pelas pequenas manchas de tinta vermelha que ficaram aparentes.
15:20Ele tem certeza de que é o Grand Prix desaparecido.
15:24Havia um homem praticando o tiro ao alvo.
15:28E ele se deparou com o carro.
15:30E por ter tantas notícias sobre aquele carro,
15:33ele soube imediatamente que era o tal carro.
15:38Uma vez que o veículo foi localizado,
15:40pensamos num momento, provavelmente agora podemos estreitar nossa busca.
15:44O que nós não percebemos na época era quantas portas isso iria abrir.
15:49Essa foi apenas a ponta do iceberg.
15:51Se você quiser dizer assim, havia muito a caminho.
15:5718 de março de 1999.
16:00Faz mais de um mês do desaparecimento de Carol Sand,
16:03sua filha Julie, e a amiga da família Silvina Pelosso,
16:06vistas pela última vez de férias no norte da Califórnia,
16:09no Parque Nacional Yosemite.
16:12A busca das mulheres e seu carro vermelho alugado
16:15atingiu uma série de frustrantes becos sem saída.
16:18Mas isso está prestes a mudar.
16:20Um homem local descobriu um veículo queimado em uma área arborizada
16:24no condado de Tuolum, a 140 quilômetros a noroeste do Parque Nacional Yosemite.
16:29O próprio veículo estava estacionado num barranco em um declive fora do que parecia ser um caminho antigo pela floresta
16:37ou talvez uma estrada madeireira.
16:39Na verdade, uma distância muito curta fora da estrada, pela forma como a folhagem estava,
16:44você não poderia estar na estrada e olhar diretamente para o local.
16:47Nós encontramos esse veículo todo destruído.
16:51Estava bastante enferrujado, os pneus desapareceram completamente.
16:57Haviam sido queimados, as rodas tinham derretido.
17:02O vidro estava todo quebrado, o interior do veículo derreteu com calor.
17:08Nós fomos capazes de identificar o veículo, pois havia uma placa que foi encontrada junto dele.
17:15Assim, naturalmente, checamos com o departamento e verificamos de fato que era a mesma placa que tínhamos colocado em nossos panfletos.
17:26Quando encontramos o veículo e fomos inspecioná-lo no dia 19 de março, estabelecemos dois perímetros.
17:34Um era o que chamo de perímetro interno, onde só tinha uma equipe forense de resposta às evidências
17:40trabalhando à procura de provas no carro e ao redor do carro.
17:44Isso incluía fluidos incendiários, que poderiam ter sido usados no incêndio, evidências de rastros e provas de DNA.
17:52Já no perímetro externo, tínhamos uma equipe de busca e salvamento do condado de Tuolone,
17:57vasculhando essa área à procura de provas adicionais.
18:00Nós estávamos a uns 60 metros de distância do veículo entre árvores e arbustos e não era possível ver o carro de onde estávamos.
18:14Eu estava olhando ao redor de um pequeno arbusto e vi que havia uma bolsa ali.
18:20Então nós abrimos e algumas câmeras caíram no chão imediatamente.
18:25Olhamos dentro e encontramos o cartão de crédito de Carol Sand.
18:31E o recibo que havíamos procurado do Cedar Lodge, o recibo da última refeição que tinham feito no local.
18:41De volta ao carro, os investigadores encontraram as provas mais terríveis dentro do porta-malas queimado.
18:49Os restos mortais de duas vítimas.
18:51Pudemos identificar Carol através da arcada dentária e tínhamos também registros dentários de Julie,
19:01mas a segunda vítima não era compatível com os registros de Julie.
19:06Então, é claro, pressupus que era provavelmente Silvina,
19:09que mais tarde foi identificada através de seus registros dentários além do DNA.
19:15O choque realmente nos atingiu duramente.
19:22Você se sente tão impotente.
19:24Sabe, não há nada que você possa fazer para ajudar.
19:29Este anúncio...
19:32Mesmo você achando que está preparado, você não está preparado.
19:37É extremamente difícil.
19:39E nós pensávamos que estávamos preparados.
19:43E é claro que nós não estávamos.
19:47A triste descoberta de Carol Sandy e Silvina Pelosso é ainda mais trágica
19:52quando o filme das duas câmeras é revelado.
19:57Encontramos fotos das crianças brincando no Parque Nacional de Yosemite.
20:01Vimos patinação no gelo e caminhadas.
20:04Uma das câmeras tinha um carimbo da data programada nela
20:07e mostrou as crianças brincando no quarto no dia 15 de fevereiro.
20:13E também tinha uma imagem de Carol.
20:16E essa foi a última vez que alguém viu a família de vítimas.
20:20Por volta das 22 horas e 30 minutos do dia 15 de fevereiro.
20:25O mais importante em todas as nossas mentes
20:30era que havia outra pessoa desaparecida.
20:33E tínhamos um medo inacreditável
20:37de que essa pessoa pudesse estar viva e pudesse
20:41estar coagida e sendo agredida.
20:45O que nos levou a nos esforçar o máximo que pudéssemos.
20:50Era quase uma comunidade mundial que reuniu forças e apoio.
20:56Todos que liam notícias na mídia ou assistiam televisão
21:00ou algo assim tinham a esperança de que Julie ainda estivesse viva.
21:0624 de março de 1999.
21:09Fazia quase uma semana desde a descoberta dos corpos de Carol Sand e Silvina Pelosso.
21:14E os investigadores não tiveram sorte em rastrear Julie,
21:18a filha de 15 anos de Carol.
21:21Tínhamos feito nossa reunião pela manhã
21:23e quando me sentei lá recebi um telefonema
21:25do agente especial encarregado do condado de Modesto
21:29do escritório do FBI, Tony Alston.
21:32O agente Alston recebeu uma carta anônima
21:35que incluía um mapa rudimentar
21:37que parecia indicar o paradeiro da terceira vítima.
21:40Ele envia por fax para o investigador do condado de Tulum, Tim Reed.
21:45Então dei uma olhada naquilo
21:47e liguei para o Tony em Modesto e disse
21:52O que você faça?
21:55Não coloque mais suas mãos nisso, vamos ver o que podemos fazer.
21:58Coloque num envelope, mas isso acabou de se tornar evidência.
22:01Reed pede a um colega para acompanhá-lo com cães parejadores de cadáveres
22:06para a área indicada no mapa rudimente desenhado,
22:09um local arborizado acima do lago Dom Pedro,
22:12mais de uma hora a oeste do Parque Nacional Yosemite.
22:15Recebi um telefonema do Tenente Wolfgang
22:19e ele dizia
22:20Você precisa vir até aqui e rápido.
22:25A vítima de homicídio
22:27que foi encontrada na área ao redor de Dom Pedro
22:30no mirante Mocassim
22:32foi positivamente identificada
22:35pela arcada dentária
22:36como Juliana Sand.
22:38Uma das primeiras coisas
22:42que fizemos naquela cena do crime
22:44foi coletar insetos
22:45para que pudéssemos analisar
22:47e descobrir o período de tempo
22:49entre o momento em que ela foi morta
22:51e o momento em que a encontramos.
22:54Recolhemos provas de seu corpo,
22:55fibras acrílicas rosa
22:57que foram posteriormente identificadas
22:59como oriundas do cobertor rosa
23:01que estava no quarto 159.
23:04Quando o corpo de Julie foi encontrado,
23:07muita atenção da mídia
23:08foi voltada para a questão
23:10de que uma semana antes
23:11o veículo havia sido encontrado
23:13com a mãe e Silvina.
23:15Então, parecia que nós estávamos
23:18começando a fazer progressos no caso.
23:21O FBI concentra seus esforços
23:24sobre a carta anônima enviada
23:25ao agente Alston.
23:27Arrancada de um caderno em espiral
23:28inclui a mensagem enigmática
23:30Nós nos divertimos com essa
23:32indicando que mais de uma pessoa
23:34participou do estupro e assassinato
23:36de Julie Sand.
23:37Encontramos uma impressão digital parcial
23:41sobre o selo do envelope
23:43e em seguida avaliamos o DNA
23:45na aba do envelope
23:47e encontramos DNA masculino.
23:51Mas encontramos dez vezes mais
23:54do que a concentração
23:55que normalmente seria encontrada
23:57em uma carta.
23:59Além disso, o perfil que foi desenvolvido
24:01a partir da aba do envelope
24:03era mais provável de ser encontrado
24:06na população de origem hispânica.
24:08Então ele abre mais uma vez
24:10outra caixa de Pandora
24:11de avenidas a viajar
24:14pessoas para entrevistar
24:15pessoas que talvez
24:16tivéssemos colocado em segundo plano
24:18que não pareciam jogadores
24:19e o mais difícil
24:20para identificarmos quem fez
24:22a melhor maneira de fazer isso
24:23é mostrar que não fez.
24:25A força-tarefa ainda vê
24:27Mick Lourick e Eugene Dykes
24:29como os principais suspeitos
24:31no caso.
24:33Estávamos constantemente
24:35sendo levados a esses locais
24:37diferentes onde supostamente
24:38havia alguma evidência
24:40que tínhamos que encontrar
24:41para ligar Dykes e Lourick
24:43com os assassinatos
24:45Sandy Pelosso
24:46Mas não conseguimos
24:47algo concreto
24:48Então comecei a duvidar
24:51de que esses caras
24:51estavam envolvidos
24:52Acho que outras pessoas
24:54no escritório
24:55também estavam
24:55pensando a mesma coisa
24:57de que havia algo errado ali.
25:00A polícia
25:01e as comunidades vizinhas
25:02do Parque Nacional Yosemite
25:04estavam prestes
25:05a descobrir
25:05o quão errado estavam.
25:07Julho de 1999
25:11Faz cinco meses
25:12desde os assassinatos
25:14trágicos de três mulheres
25:15enquanto estavam
25:16de férias
25:16no Parque Nacional
25:17de Yosemite
25:18Uma força-tarefa
25:20composta pelo FBI
25:21e a polícia local
25:22continua a procurar
25:23provas concretas
25:24que ligam os presos
25:25suspeitos
25:26Eugene Dykes
25:27e seu meu irmão
25:28Mick Lourick
25:29ao crime.
25:32No Parque Nacional
25:32de Yosemite
25:33o movimento
25:34continua bom
25:35enquanto o número
25:36de turistas
25:36que visitam
25:37continua a subir.
25:40Para Joy Ruth Armstrong
25:41de 26 anos
25:42é mais um dia tranquilo
25:44em seu lugar favorito
25:45no mundo
25:45literalmente
25:46seu sonho
25:47sendo realizado.
25:50Joy Armstrong
25:51era uma jovem naturalista
25:52que se mudou
25:53para o Parque Yosemite
25:54com o namorado.
25:56Eles viviam no parque
25:58e ela levava
25:59crianças
25:59para visitar o parque
26:01para fazer viagens
26:02de campo
26:02caminhadas.
26:06Ela era professora
26:08no Instituto
26:08de Yosemite
26:09o que a deixava
26:10muito orgulhosa
26:11e feliz
26:12porque a colocava
26:13nesse ambiente
26:14que ela amava.
26:16Ela dividia
26:17a casa
26:17com mais duas pessoas
26:18seu namorado
26:19e outra mulher
26:20e eles alugaram
26:21uma pequena cabana
26:22no serviço
26:23do Parque Nacional.
26:24A cabana
26:25ficava um pouco
26:26isolada
26:26e só tinha
26:27uma pequena estrada
26:28na frente
26:28com uma pequena ponte
26:30a estrada
26:31e a ponte
26:31levavam de volta
26:33para El Portal
26:33onde o hotel
26:34Cedar Road
26:35estava localizado.
26:38Na tarde
26:38de 21 de julho
26:39de 1999
26:41Joy Armstrong
26:42está sozinha
26:43na cabine
26:43se preparando
26:44para um encontro
26:45com amigos
26:45em Salsalito.
26:48Joy estava planejando
26:50uma viagem
26:50estilo mochilão
26:52com um grupo
26:52de amigos
26:53que eram da Bay Area
26:54e ela estava
26:56arrumando
26:56sua caminhonete
26:57com todos
26:58os suprimentos
26:59e equipamentos
27:00para a viagem.
27:04Quinta-feira
27:0522 de julho
27:06de 1999
27:07Autoridades do parque
27:09recebem um telefonema
27:10logo pela manhã.
27:12Joy Armstrong
27:13não apareceu
27:14em Salsalito.
27:16Os amigos
27:17ficaram muito preocupados
27:19por ela não ter chegado
27:20em Salsalito
27:21para encontrá-los.
27:22Eles ligaram
27:23para o Serviço Nacional
27:24do Parque
27:25e pediram
27:26que eles dessem
27:26uma olhada
27:27na casa
27:27para ver se
27:28Joy estava bem.
27:30Uma equipe
27:30de guardas florestais
27:31do parque
27:32encontrou
27:32sua caminhonete
27:33ainda estacionada
27:34em frente
27:34a sua cabana
27:35pronta para a viagem.
27:36Um dos oficiais
27:37percebe que a porta
27:38da frente da cabana
27:39está parcialmente aberta.
27:41Ele parou,
27:42entrou
27:42e podia ouvir música.
27:45Ele me disse
27:46que quando estava
27:46de pé na porta
27:47todos os cabelos
27:49atrás do seu pescoço
27:50ficaram arrepiados.
27:52E ele percebeu
27:53na hora
27:53que aquela
27:54poderia ser a cena
27:55de um crime violento.
27:56Ele pediu apoio
27:57e em seguida
27:58cercaram o perímetro.
28:02Em seguida
28:03formaram uma equipe
28:04de busca
28:04e acabaram encontrando
28:06o corpo de Joy
28:07no riacho.
28:10Seu corpo
28:11encontra-se
28:12parcialmente
28:12submerso
28:13em uma vala
28:14de drenagem
28:14apenas algumas
28:15poucas centenas
28:16de metros
28:16da cabana.
28:17Porém,
28:18sua cabeça
28:18não está lá.
28:21Eles descobriram
28:22que num primeiro momento
28:23ela lutou muito
28:24valentemente,
28:24que lutou muito
28:25até o último segundo
28:27de sua morte.
28:28Mas ela era
28:29uma mulher pequena
28:30e realmente
28:31não era páreo
28:31para o seu assassino.
28:36Quando fomos analisar
28:37a cena do crime
28:38de Joy
28:39encontramos
28:40impressões de pneu
28:42e pegadas
28:43na areia.
28:44Decidi processar
28:45essa prova
28:46primeiro
28:46porque estava
28:47com medo
28:48de perdê-la.
28:50Era muito frágil
28:51e a melhor maneira
28:53de coletar
28:54essas informações
28:55é através
28:56da fotografia.
28:59Geralmente
29:00usamos
29:00quatro ângulos
29:01diferentes
29:02para nos certificar
29:03de que vamos acertar.
29:04Então movemos
29:05a câmera apenas
29:06para não sobrepor
29:07um pouco
29:07o que já foi visto
29:08através da lente
29:09e então
29:10tiramos outra foto
29:12e você continua
29:12fazendo isso
29:13até que tenha certeza
29:15de que
29:16se tem pelo menos
29:17uma circunferência
29:18total do pneu.
29:19Ao fazer isso
29:20percebemos
29:21que havia
29:21um veículo
29:22e tinha
29:23dois conjuntos
29:24diferentes
29:25de pneus
29:26nele
29:26o que era
29:26bastante peculiar.
29:28Também notamos
29:29que havia
29:29dois conjuntos
29:30de impressões
29:31de calçados
29:31e elas estavam
29:33lado a lado
29:34como se alguém
29:35tivesse sido
29:36empurrado
29:37forçado
29:38para dentro
29:38de um veículo.
29:42Com delicadas
29:43impressões
29:44de calçados
29:45e pneus
29:45captadas em filme
29:46e em moldes
29:47de gesso
29:47a equipe forense
29:48segue para a
29:49bala de drenagem
29:50para processar
29:51o corpo
29:51de Joey Armstrong.
29:53Parecia que ela
29:54tinha sido vítima
29:55de agressão sexual
29:56porque sua calça
29:57estava desabotoada
29:59o zíper aberto
30:00e a camisa levantada.
30:02Conforme a mídia
30:03traz detalhes
30:04do crime à luz
30:05as comunidades locais
30:06se choca com a notícia
30:07de outro crime
30:08em uma das maravilhas
30:09da natureza
30:10do país.
30:10No período
30:12de um ano
30:13duas
30:14grandes tragédias
30:16nesse parque
30:17onde
30:18nunca acontece
30:20nada ruim
30:20é um lugar bonito
30:22então as pessoas
30:24não só estavam
30:25chocadas
30:26mas também
30:26com medo.
30:28Investigadores
30:29realizam entrevistas
30:30ao redor do parque.
30:32Várias testemunhas
30:33relatam ter visto
30:34um distinto veículo
30:35utilitário de cor
30:36característica
30:37nas proximidades
30:38da cabana
30:39no dia do assassinato.
30:40Tivemos
30:41algumas testemunhas
30:43que tinham visto
30:44aquele veículo
30:45naquela área
30:46uma caminhonete
30:48internacional
30:48azul clara
30:49acredito eu
30:51então
30:52começamos a trabalhar
30:53essa informação.
30:55Mais tarde
30:55naquele dia
30:56os guardas
30:57do parque
30:57e um investigador
30:59da polícia
30:59avistaram um scout
31:00internacional
31:01fora do parque
31:02perto de El Portal.
31:04Eles se aproximam
31:05de um homem
31:05sentado nu
31:06fumando maconha
31:07no rio.
31:09Ele provavelmente
31:10tinha um metro
31:11e oitenta
31:12parecia que
31:13ele vivia
31:14e trabalhava
31:15em um local
31:16como El Portal
31:17parecia que
31:18gostava de acampar
31:20e ficar ao ar livre.
31:23Ele se identifica
31:24como
31:24Kerry Stainer
31:25um faz tudo
31:26do hotel
31:26Cedar Lodge
31:27apreciando
31:28seu dia de folga.
31:29Ele permite
31:30que os policiais
31:30inspecionem
31:31sua caminhonete
31:32e com relutância
31:33sua mochila.
31:34Eles não encontram
31:35nada para ligá-lo
31:36ao crime
31:36mas tiram fotos
31:37de seu veículo
31:38antes de deixá-lo
31:39ir.
31:40De volta
31:40à cabana
31:41os investigadores
31:42recuperam a cabeça
31:43de Joey Armstrong
31:44que estava desaparecida
31:46do fundo
31:46de uma pequena
31:47piscina de água
31:48não muito longe
31:49de onde o corpo
31:49foi encontrado.
31:51Naquela noite
31:52os agentes
31:52do FBI
31:53chegam ao Cedar Lodge
31:54com mais perguntas
31:55para Kerry Stainer.
31:57Eles o reconhecem
31:58como um dos funcionários
31:59entrevistados
32:00na investigação
32:00Sandy e Pelosso.
32:02Ele tinha um apartamento
32:04muito pequeno
32:05no segundo andar
32:06do Hotel Cedar Lodge
32:07em cima do restaurante.
32:09Quando falamos
32:10com as pessoas
32:10sobre Kerry Stainer
32:12disseram que ele
32:12era muito tranquilo
32:14era um trabalhador
32:15muito bom
32:16no Cedar Lodge.
32:17Stainer garante
32:18aos investigadores
32:19que ele não estava
32:20nem perto
32:21da cabine de Armstrong
32:22no momento do assassinato.
32:25Ele tinha sido visto
32:26na região
32:27em duas ocasiões
32:28diferentes
32:28por dois oficiais
32:29diferentes da polícia.
32:30ele negou estar na área
32:32e isso nos chamou
32:33a atenção
32:34porque nós sabíamos
32:36que ele estava na área
32:37então por que ele negaria?
32:39Enviei um agente
32:40do FBI
32:41para fotografar
32:42as marcas
32:43dos pneus
32:43do seu carro
32:44enquanto ele estava
32:45sendo entrevistado
32:46e comparamos
32:48com as dos pneus
32:49encontradas na areia
32:50e elas eram compatíveis.
32:55Sexta-feira
32:5622 de julho
32:57de 1999
32:58os investigadores
33:00voltam ao Cedar Lodge
33:01para trazer
33:02Cary Stainer
33:03ao interrogatório.
33:06Foi então
33:06que descobrimos
33:07que na verdade
33:08ele não estava
33:09no Cedar Lodge
33:10naquele dia
33:11fazendo seu trabalho
33:12ele desapareceu.
33:16Naquele momento
33:16lançamos um alerta
33:18para Cary Stainer.
33:2223 de julho
33:24de 1999
33:24após o brutal
33:27assassinato
33:27da naturalista
33:28Joy Armstrong
33:29do Parque Yosemite
33:30as autoridades
33:31estão à procura
33:32do desaparecido
33:33faz tudo
33:34do Cedar Lodge
33:34Cary Stainer.
33:35O Cranico
33:39informou
33:39no dia seguinte
33:40que ele era
33:41uma pessoa
33:41de interesse
33:42e alguém
33:43viu
33:44o relatório
33:45e avisou
33:47os investigadores
33:47de que Cary
33:48foi visto
33:49em um acampamento
33:50de nudismo.
33:52Então
33:53eles mandaram
33:53o agente
33:54Jeff Reineck
33:54até o acampamento
33:55de nudismo
33:56para buscá-lo.
33:58Jeff Reineck
33:59chega com outros
34:00agentes
34:01na Laguna
34:01Del Sol
34:02perto de Sacramento
34:03na manhã
34:03de 24 de julho.
34:05Eles ficam sabendo
34:06que Cary Stainer
34:07está no restaurante
34:08do acampamento.
34:12Quando Cary Stainer
34:14soube
34:14da nossa presença
34:15ele se levantou
34:17e colocou
34:18suas mãos
34:18sobre a cabeça
34:19o que não é
34:20um comportamento
34:21normal
34:22para as pessoas
34:22com quem você
34:23entra em contato.
34:24Tudo o que sabíamos
34:25era que íamos
34:26detê-lo
34:27para interrogatório
34:28então me ofereci
34:29para dar uma carona
34:30até lá
34:30e depois trazê-lo
34:31de volta
34:32a Laguna
34:32Del Sol
34:33quando tivesse terminado.
34:36O agente
34:36Reineck
34:37acompanha
34:38Cary Stainer
34:38para fora do prédio
34:39e ele então
34:40reconhece o nome
34:41de outra pessoa
34:42relacionada
34:43a um famoso
34:43caso de desaparecimento
34:45o irmão mais novo
34:46de Cary Stainer
34:46Steven
34:47que tinha sido
34:48sequestrado
34:48a mais de 20.
34:50Eu sabia
34:51quem era
34:51Steve Stainer
34:52porque todo
34:53o esforço
34:53do meu
34:54trabalho
34:55era encontrar
34:56crianças
34:56desaparecidas
34:57e raptadas.
35:00Em 1973
35:01Steve Stainer
35:02foi sequestrado
35:03a caminho
35:03de casa
35:04saindo da escola
35:05e na época
35:07foi notícia
35:08nacional
35:08o esforço
35:09para encontrá-lo.
35:10Steven Stainer
35:11continua desaparecido
35:12por sete anos
35:13e sendo abusado
35:14sexualmente
35:15por seu sequestrador
35:16durante todo esse tempo.
35:18Quando o tal
35:20homem decidiu
35:21que ele tinha
35:21ficado muito velho
35:23então ele raptou
35:24o outro garotinho
35:25e o irmão
35:26do Cary
35:27Steven
35:27só nesse ponto
35:29escapou
35:30e foi então
35:31para as autoridades
35:33para entregá-lo.
35:37Estávamos indo
35:38para o escritório
35:39do FBI
35:39perguntei a ele
35:41se eu poderia
35:42perguntar
35:42sobre o seu irmão
35:43e ele disse
35:45que tudo bem.
35:46Estas eram questões
35:47realmente emocionais
35:48para ele
35:48você podia ver
35:49que ele estava
35:50sofrendo
35:51e me ofereci
35:52para tentar ajudá-lo
35:53se ele quisesse.
35:54conversamos muito
35:56sobre o conceito
35:58chamado de encerramento
35:59e para mim
36:00o encerramento
36:01não é fazer
36:02tudo desaparecer
36:03e sim
36:04a capacidade
36:05de seguir
36:05com sua vida.
36:08Durante a viagem
36:09de carro
36:09algo aconteceu
36:10com Cary Stainer
36:12e Jeffrey Reinick
36:13em termos
36:14de desenvolver
36:15algum tipo
36:15de relacionamento
36:16significativo
36:17e criação
36:18de laços.
36:19Eles desenvolveram
36:21algum tipo
36:22de confiança
36:23entre eles.
36:24Na sede do FBI
36:25Stainer
36:26é processado
36:27por impressões
36:27digitais.
36:30Tirei algumas fotos
36:31para registro
36:32e então
36:33eu vi um cara
36:34bastante alto
36:35bronzeado
36:36com uma imagem
36:38limpa
36:39cabelos curtos
36:40bastante amigável
36:41alguém
36:42me perguntou
36:44você acha
36:44que ele fez isso
36:45e eu olhei
36:46para cima
36:46e disse
36:46não
36:47não pode ser
36:48esse cara
36:49ele é
36:49muito bacana.
36:52Antes de passar
36:53pelo polígrafo
36:54Stainer
36:54pede para
36:55falar com
36:55Jeff
36:56em particular
36:57ele estava
36:59sentado
36:59curvado
37:00e
37:01então
37:02começou a dizer
37:03sou uma má
37:03pessoa
37:04fiz coisas
37:05ruins
37:05eu
37:06não sou
37:08uma boa
37:08pessoa
37:09ele disse
37:10que às vezes
37:11pensava na
37:11paz mundial
37:12via a beleza
37:14de tudo
37:14mas
37:15outras vezes
37:16sentia que poderia
37:17matar todo mundo
37:18não
37:19não tinha ideia
37:20do que
37:20ele estava
37:20prestes
37:21a dizer
37:21eu só
37:23sabia
37:23que ele
37:23estava
37:23sofrendo
37:24enquanto os
37:27agentes
37:27do FBI
37:28gravavam
37:28a entrevista
37:29Stainer
37:30dizia ao
37:30agente
37:30Reineck
37:31como
37:31três dias
37:32antes
37:32tinha ido
37:33para
37:33Yosemite
37:34em busca
37:34do pé
37:35grande
37:35uma obsessão
37:36pessoal
37:36dele
37:37lá ele
37:40viu
37:40Joey Armstrong
37:41carregando
37:42sua caminhonete
37:42ele ficou
37:43imediatamente
37:44atraído
37:45por ela
37:45e puxou
37:46conversa
37:47ele decide
37:50que iria
37:51raptá-la
37:51volta para
37:53sua caminhonete
37:54e pega
37:55seu kit
37:55de sequestro
37:56que consiste
37:57em uma
37:57mochila
37:58fita adesiva
37:59uma faca
38:00e uma arma
38:01Stainer descreve
38:02ter agarrado
38:03Joey por trás
38:04pressionando
38:05com a arma
38:05para levá-la
38:06até a cabana
38:06onde ele usa
38:07fita adesiva
38:08para prendê-la
38:09ele a amarra
38:11e a leva
38:12para a sua
38:13caminhonete
38:14começa a dirigir
38:14saindo do parque
38:15e num ato
38:17de desespero
38:18ela se joga
38:19da janela
38:19do lado
38:20do passageiro
38:20cai no chão
38:23e começa a correr
38:23ele estaciona
38:25seu carro
38:25e corre
38:26atrás dela
38:27então ele a alcança
38:29mas não conseguindo
38:31controlá-la
38:31ele a mata
38:32inicialmente
38:35os investigadores
38:36pensaram
38:37que era um crime
38:38passional
38:38porque a morte
38:39tinha sido muito pessoal
38:41mais tarde
38:42chegaram a conclusão
38:44de que tinha sido
38:44porque ele estava
38:45zangado
38:45com o quanto
38:46ela tinha lutado
38:48com ele
38:48era a confissão
38:50fria de um homem
38:51que havia permitido
38:52que suas fantasias
38:53o levassem
38:54a um ponto
38:54sem retorno
38:55como Jeff Reineck
38:57está prestes
38:58a descobrir
38:58não tinha sido
38:59a primeira vez
39:00ele disse a Jeff
39:02eu também posso
39:03ajudá-lo a encerrar
39:04outros três
39:05então Jeff disse
39:07você quer dizer
39:08o Carol Sandy
39:08Julie Sandy
39:09Silvino Pelosso
39:10e ele disse que sim
39:11Carrie Steiner
39:14leva o agente Reineck
39:15de volta
39:15ao dia em que ele
39:16viu pela primeira vez
39:17Carol Sand
39:18e as duas adolescentes
39:19em seu quarto
39:20no hotel Cedar Lodge
39:21sua fantasia
39:22era
39:23de encontrar
39:24duas
39:25jovens
39:26garotas
39:28e de
39:29ter contato sexual
39:30com elas
39:31tendo entendido isso
39:33como sua fantasia
39:34ele voltou
39:35para o seu quarto
39:36e pegou
39:37o seu equipamento
39:38na porta
39:42Steiner
39:42diz a Carol Sand
39:43que está lá
39:44para consertar
39:45uma torneira
39:45que está vazando
39:46mas ela se recusa
39:48a deixá-lo entrar
39:48então ele diz
39:49tudo bem
39:50eu vou chamar o gerente
39:51e vamos mudar vocês
39:53para outro quarto
39:54então ao invés
39:56de passar por esse
39:57incômodo
39:57e inconveniência
39:59ela o deixa entrar
40:00ele vai ao banheiro
40:01finge olhar
40:02um vazamento
40:03e então
40:04sai com uma arma
40:05Steiner
40:08amarra as três mulheres
40:10e coloca as duas
40:10adolescentes
40:11no banheiro
40:12fecha a porta
40:13atrás dele
40:14e estrangula
40:15Carol Sand
40:15no quarto
40:16em seguida
40:20ele leva o corpo
40:21e coloca no porta-malas
40:23do carro alugado
40:24então ele traz
40:25as outras duas meninas
40:27para fora
40:27Julie e Silvina
40:29e tenta abusar
40:30sexualmente
40:31delas
40:32quando Silvina
40:34fica histérica
40:35ele a leva de volta
40:36para o banheiro
40:36e a estrangula
40:37na banheira
40:38Julie Sand
40:39agora está
40:39completamente sozinha
40:41ele acabou
40:43abusando sexualmente
40:45de Julie
40:45mas não
40:47foi capaz
40:48de ter uma ereção
40:50o que é muito comum
40:51em caras como ele
40:52eles não
40:53conseguem
40:54mas durante a tentativa
40:56Julie foi uma heroína
40:57porque ela fez
40:58exatamente
40:59o que ele queria
41:00que ela fizesse
41:01para sobreviver
41:02ela não sabia
41:03que sua mãe
41:03e sua amiga
41:04estavam mortas
41:05antes do amanhecer
41:07Steiner
41:07leva Julie
41:08para outro quarto
41:09e coloca o corpo
41:10de Silvina
41:10ao lado de Carol
41:11no porta-malas
41:12do carro alugado
41:13ele apaga todos
41:15os vestígios
41:15da agressão
41:16e em seguida
41:16molha toalhas
41:17para parecer
41:18que as mulheres
41:19tinham tomado banho
41:20antes de sair
41:21ele enrola Julie
41:22em um cobertor rosa
41:23do hotel
41:23pega uma fronha
41:24e a coloca no carro
41:25quando ele levou
41:29o carro
41:29a Dom Pedro
41:30ele sabia
41:32que tinha que terminar
41:33o que estava fazendo
41:34e foi aí
41:35que ele decidiu
41:36matá-la
41:37depois de esconder
41:39o corpo de Julie
41:40Steiner
41:41leva o Grand Prix
41:42para uma área
41:42arborizada
41:43e pega um táxi
41:44de volta
41:44para Cedar Lodge
41:45dois dias depois
41:48ele retorna
41:49com gasolina
41:49e coloca fogo
41:50no carro alugado
41:51ele também admite
42:09ter enviado
42:10a carta anônima
42:11depois de pagar
42:12um garoto
42:12para cuspir em um copo
42:14para que ele pudesse
42:14usar a saliva
42:15do menino
42:15para selar o envelope
42:17ele tinha visto
42:18esses seriados
42:19de técnicas forenses
42:20e sabia
42:21que era uma boa maneira
42:22de colocar o DNA
42:23de outra pessoa
42:24na mistura
42:25tudo o que recuperamos
42:28da carta anônima
42:29foi encenado
42:30a frase
42:33nós nos divertimos
42:34com essa
42:35foi para nos fazer
42:36acreditar
42:37que tínhamos
42:38vários criminosos
42:39a única coisa
42:40no envelope
42:41que pertencia
42:42ao infrator
42:43era a impressão digital
42:44no final
42:47Carrie Steiner
42:47fornece todos
42:48os detalhes
42:49dolorosos
42:50necessários
42:50para sua prisão
42:51achei interessante
42:55porque ele era
42:56perfeito
42:57se preferir
42:58com
42:59Eugene Dykes
43:00você poderia falar
43:01com Eugene Dykes
43:03e já imaginar
43:03as coisas
43:04porque fomos educados
43:05para isso
43:06e assim que as pessoas
43:07maçãs tem essa
43:07suposta aparência
43:08falam dessa forma
43:10Carrie Steiner
43:11não era nada disso
43:12em 14 de setembro
43:17de 2000
43:17Carrie Steiner
43:18se declara culpado
43:19no tribunal federal
43:20pelo assassinato
43:21de Joy Armstrong
43:22eu soube que Leslie
43:25a mãe de Joy
43:26não acredita
43:27em pena de morte
43:28por isso foi permitido
43:30que ele se defendesse
43:31e o resultado
43:32prisão perpétua
43:34sem liberdade condicional
43:35pelos assassinatos
43:38de Carol
43:39e Julie Sand
43:39e Silvina Pelosso
43:41Carrie Steiner
43:42é processado
43:42na Justiça Estadual
43:43da Califórnia
43:44o julgamento
43:47foi a coisa
43:48mais estressante
43:49que eu já passei
43:50na minha vida
43:50mas pela Carol
43:53pela Silvina
43:54e pela Julie
43:55eu precisava
43:56passar por aquilo
43:57estar lá
43:58representar a família
43:59assistir
43:59a todas as audiências
44:01todos os dias
44:02quando você pensa
44:05nos horrores
44:06que ele causou
44:08quanto mais cedo
44:11isso acabar
44:12melhor será
44:12era uma coisa
44:15que nem eu mesmo
44:16achei que eu poderia
44:16passar de novo
44:17mas eu estava feliz
44:19que consegui
44:20e fiquei feliz
44:23que ele foi condenado
44:24no outono
44:27de 2002
44:27Carrie Steiner
44:28é condenado
44:29por três acusações
44:30de assassinato
44:31em primeiro grau
44:32e condenado
44:32a morte
44:33desde 2008
44:35ele ainda está
44:36no corredor da morte
44:37da penitenciária
44:38de San Quentin
44:39eu acho que foi
44:42o final
44:42de uma longa
44:43dura
44:43amarga
44:44e triste história
44:45acho que todo mundo
44:49sentiu a dor
44:51dos Carrington
44:51e dos Pelossos
44:53eles eram pessoas
44:55boas
44:56e honestas
44:57que
44:57suportaram
44:58essa dor horrível
44:59por anos
45:00nós tentamos
45:04virar a página
45:05e dizer pronto
45:07acabou
45:07vamos superar
45:08tudo o que aconteceu
45:09mas
45:11eu diria
45:13que eu precisei
45:14de seis ou sete anos
45:15para me recuperar
45:16de tudo o que aconteceu
45:17passamos tempo
45:19com nossos filhos
45:20com os nossos netos
45:21e com os nossos bisnetos
45:23agora
45:23e tentamos
45:25não deixar
45:25que arruinem
45:26suas vidas
45:27ou as nossas vidas
45:28as quatro vidas
45:31perdidas
45:31já foram
45:32o suficiente
45:33o que aconteceu
45:37o que aconteceu
45:37o que aconteceu
45:38o que aconteceu
45:39o que aconteceu
45:40o que aconteceu
45:40o que aconteceu
45:41o que aconteceu
45:41o que aconteceu
45:41o que aconteceu
45:42o que aconteceu
45:42o que aconteceu
45:43o que aconteceu
45:43o que aconteceu
45:44o que aconteceu
45:44o que aconteceu
45:44o que aconteceu
45:45o que aconteceu
45:45o que aconteceu
45:46o que aconteceu
45:46o que aconteceu
45:47o que aconteceu
45:47o que aconteceu
45:48o que aconteceu
45:48o que aconteceu
45:48o que aconteceu
45:49o que aconteceu
45:49o que aconteceu
45:50o que aconteceu
45:51o que aconteceu
45:51o que aconteceu
45:52o que aconteceu
45:52o que aconteceu
45:53o que aconteceu
45:54o que aconteceu
45:55o que aconteceu
45:56o que aconteceu
45:57o que aconteceu
45:58o que aconteceu
45:59o que aconteceu
46:00o que aconteceu
46:01o que aconteceu
Comentários

Recomendado