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00:00Como é que o senhor vê essa possibilidade de decreto?
00:03E quando os governadores tratam com o Ministério da Saúde, como é que fica essa conversa?
00:09Brasília pensa uma coisa e os governadores pensam outra.
00:12Como é que fica isso considerando que para a população isso é pior coisa possível?
00:16E o Ministério pensa o quê muitas vezes também?
00:18O próprio Ministério da Saúde diz o quê para os governadores, pensa o quê, né?
00:21Pois é, mas o ministro pessoalmente, esse ministro aí, podemos até dizer que foi um salto de qualidade, né?
00:26A saída do Pazuello.
00:28O ministro até diz coisas que fazem sentido e tal, mas na prática como é que está isso?
00:33Então, vou começar aqui do final aqui.
00:36O ministro é uma pessoa que tem uma formação na ciência que mais precisamos hoje, que é a ciência médica.
00:44Então, o que é que nós esperamos? Que siga a ciência.
00:47Mita, e para lhe responder assim, eu vou falar do efeito, não é, que tem posições como essa do presidente da república.
00:56O Nordeste brasileiro foi a primeira região do Brasil que trabalhou um plano integrado.
01:02Nós tomamos uma decisão, nove governadores também, de diferentes partidos.
01:08Criamos um comitê científico.
01:10Decidimos seguir a ciência.
01:12Seguir a ciência significa, olha, precisa aqui ter medidas de contenção de circulação de forma coletiva.
01:21Precisa cuidar de quarentena para quem tiver com Covid, precisa do uso da máscara, precisa, enfim, seguir a ciência.
01:30Olha, quando a gente olha o que aconteceu de março do ano passado para cá,
01:35essas 430 mil mortes, o Brasil, se tivesse seguido a partir de um plano centralizado, integrado,
01:47e seguindo a ciência, como fez a região Nordeste, teria hoje 260 mil óbitos.
01:54260 mil óbitos.
01:55Quem diz isso, senador?
01:55Basta pegar a proporção dos óbitos do Nordeste e comparar com o que aconteceu com o Brasil.
02:04Ou seja, se tivesse morrido no Brasil a mesma proporção do que morreu no Nordeste, nós teríamos alcançado isso.
02:12E o que fez o Nordeste?
02:14Estou falando do Nordeste, estou falando do Piauí, com poucos médicos, com poucos leites de UTI,
02:18e com a Universidade de Oxford e o Imperial College de Londres,
02:26dizia que nós teríamos 18 mil óbitos no estado do Piauí até dezembro do ano passado.
02:34A taxa de transmissão no Piauí, porque o Imperial College está falando em 1% agora, no Brasil.
02:40Como é que está no Piauí, por exemplo?
02:42Está um pouquinho abaixo de 1%, 0,9%.
02:45Então está igual, está igual.
02:46Mas eu conto para você assim...
02:50Isso só para o telespectador entender, significa que 100 infectados passam para outros 100.
02:54Exatamente.
02:55Eu tenho 100 mil pessoas com Covid, 14 dias depois eu tenho mais outros 100.
03:01Ou seja, encerra aquele ciclo, mas mantém-se.
03:05Que é isso que a gente está.
03:06Nós estamos numa estabilização em alta.
03:09Qual é o risco que tem isso aqui?
03:10Porque como não há uma medida nacional unificada, como não há uma estratégia nacional unificada,
03:19a qualquer hora um estado, dois, três, tem transmissibilidade mais elevada e aquilo se propaga rapidamente,
03:27porque nós estamos com pessoas circulando pelas rodovias, pelos aeroportos, enfim, entre os estados.
03:34Então o que eu quero colocar para você compreender é que, na minha visão, primeiro, a falta ainda hoje de uma coordenação central para um plano nacional.
03:46A falta de medidas preventivas seguindo a ciência.
03:49Se você observar o que aconteceu com outros países, mesmo a Itália, que viveu aquele drama ali no começo, e a gente compara com o Brasil,
03:58nós teríamos uma proporção de óbitos bem menor se tivesse seguido as linhas que a Itália ali adotou, a Espanha, a própria Inglaterra ali naquele começo.
04:09Os Estados Unidos, o que que fez os Estados Unidos no período do presidente Trump?
04:13era também negando, é uma gripezinha também, nada de máscara, enfim.
04:20O que que aconteceu?
04:21Chegou a mais de 4 mil óbitos por dia, 500 mil óbitos rapidamente.
04:26Bom, entra o presidente Joibaido, o que é que ele faz?
04:29Ele toma grandes medidas.
04:31Primeiro, nós vamos apostar na ciência.
04:34Nós vamos aqui adotar medidas de restrição à circulação.
04:38Nós vamos adotar cuidados para os indivíduos.
04:41chamou todas as empresas de vacina.
04:45O que que precisa para ter mais vacina?
04:47Precisa de insumo, precisa da Índia, liga para a Índia, garante.
04:50Ou seja, o que que aconteceu?
04:52Mais vacina, mais prevenção.
04:55O país hoje tem baixa transmissibilidade, baixa internação.
05:01Já está liberando o uso da mágica.
05:02Liberando o uso da mágica, liberando a economia.
05:04Então, quando você segue a ciência, talvez o Brasil tivesse paralisado 3 vezes 21 dias,
05:123 vezes 21 dias, que o preço seria muito mais, muito menor do que essa coisa desorganizada,
05:21muito nas mãos dos estados e dos municípios.
05:23E muito menos óbito, não tenha dúvida.
05:26Governador, eu quero só, porque o Sérgio tem mais uma pergunta,
05:29mas voltar numa questão colocada por Mitri antes da pergunta do Sérgio.
05:32sobre as afirmações do presidente da República, Bolsonaro,
05:36sobre, inclusive, a utilização de forças armadas para garantir o direito de ir e vir.
05:40O senhor acredita que isso possa acontecer ou o senhor acha que é blefe?
05:43Eu acredito na democracia.
05:45Eu acredito que o país é um país que tem uma Constituição,
05:49tem os poderes em atividade funcionando.
05:51E as próprias forças armadas, vários dos seus líderes,
05:57disseram aquilo que nos dá uma segurança e um conforto.
06:00vai atuar de forma institucional, vai atuar como uma instituição
06:05a serviço do Estado brasileiro, a serviço do povo brasileiro.
06:10O fato concreto é que é uma hora em que a gente precisa dos líderes,
06:16é de mais unidade, mais moderação.
06:19Isso aqui não é um jogo de palavras.
06:21Há um inimigo comum.
06:24Nós estamos numa guerra, que é o coronavírus.
06:26Se a gente tiver todo mundo junto, a chance é muito maior.
06:32Eu acho que o erro é a gente ter um momento delicadiço,
06:37como estamos vivendo no Brasil, e os líderes...
06:41Tem uma crise na pandemia que gera uma crise social,
06:45que gera uma crise econômica e ainda uma crise política.
06:49Uma crise política em que estados e municípios
06:53que seguimos o Plano Estratégico Nacional,
06:56que seguimos a Organização Mundial da Saúde,
06:59que seguimos a ciência, somos a toda hora ameaçados.
07:03Enfim, não é razoável.
07:03E ainda dentro do clima político tem o clima pré-eleitoral,
07:07que está começando a politizar mais ainda essa questão do vírus.
07:10Isso é um grande problema.
07:11Mas a minha pergunta rapidinha, antes do Sérgio Rodolfo,
07:16é a respeito do Supremo, aquela decisão do Supremo,
07:19não permitindo que haja interferência nas medidas dos governadores e dos municípios,
07:26mas deixando espaço para que a União faça a sua parte.
07:29Esse não é um entendimento de Brasília.
07:31Como é que o senhor vê isso?
07:32Porque eu acho que o problema, em grande parte, está aí também.
07:35A leitura que se faz em Brasília, do governo federal,
07:39da decisão do Supremo é que a União não pode fazer nada.
07:42Então, os poderes continuam funcionando.
07:44Isso é o que me anima.
07:45Mas essa decisão...
07:46Nesse caso, acho que o Supremo agiu correto.
07:49O Supremo não tirou o poder de ninguém.
07:50Ele disse, olha, nesse instante, a União tem o direito de adotar medidas.
07:57Adotou medidas, essas medidas servirão de parâmetro para o Brasil.
08:01não adotou, os estados, os municípios têm o poder de adotar.
08:07Está certo?
08:08Ou seja, mas partindo de uma lógica do que está na Constituição,
08:12a valorização da vida.
08:13Ou seja, a vida é que está em jogo nesse instante.
08:17Aqui também não é um jogo de palavras.
08:19Olha aqui, 430 mil óbitos.
08:23Mais de 430 mil óbitos.
08:24Então, há uma necessidade de que, no Brasil, a gente tenha o que eu chamo desse pacto pela vida.
08:33Isso aconteceu em muitos momentos, Dmitry.
08:35Veja que o presidente precisava dar uma proteção social.
08:41Mandou lá uma proposta.
08:43O Congresso melhorou a proposta em relação ao auxílio emergencial financeiro.
08:48O problema foi até dezembro, como se tivesse acabado a pandemia, como se a fome, as necessidades
08:54tivessem tirado férias.
08:56O Congresso melhorou, mas depois o governo federal melhorou mais ainda.
08:59Ele pôs mais R$ 100.
09:01Exatamente.
09:02Foi uma disputa que, nesse aspecto, foi boa.
09:05Foi que o povo levou vantagem.
09:06Levou vantagem.
09:07Mas o que eu chamo a atenção é que, aí volta novamente, porque é grave.
09:14Essa situação, quando você tem uma sintonia, como outros países fizeram, na hora que você
09:20adota uma medida restritiva, você tem que pagar um preço para as pessoas, para os empreendedores.
09:28Foi assim que fizeram todos os outros países em patamar igual ao do Brasil.
09:34E, do outro lado, numa estratégia de que isso aqui vai ser uma saída provisória, enquanto
09:42a gente tem a alternativa da vacina, que é a saída definitiva.
09:47O que não é razoável é o Brasil nem adota medida preventiva para tratar do emergencial
09:55e nem joga peso.
09:58Assim, aí, não sei se você percebe como eu percebo.
10:01Eu fico tentando imaginar se o presidente da República, toda a diplomacia brasileira,
10:06se somando com os empresários, com quem pudesse ajudar, está tratando com a OMS para poder
10:14mandar as vacinas daquele contrato, tratando com a Universidade de Oxford, com o Reino Unido,
10:19sobre a AstraZeneca, que deve 11 milhões de doses para a Fiocruz, para poder ter autorização
10:26para a Fiocruz produzir IFA dentro do Brasil, ajudando com a China para poder vir vacina da
10:32Sinopharma, da Sinovac.
10:33Eram umas 30 milhões para poder garantir que o Butantan, que é brasileiro, que tem
10:38um papel importante, possa ampliar a produção, tanto com o IFA vindo de fora, como com produção
10:44de IFA aqui, o próprio desenvolvimento de vacinas brasileiras, de Campinas e do Butantan, ou seja,
10:52a União Química é um laboratório brasileiro, é um laboratório brasileiro, com cientistas
10:57brasileiros.
10:58Então, por que que não senta?
11:00Peraí, está um questionamento aqui sobre Sputnik.
11:02Chama aqui os cientistas brasileiros.
11:04Essa vacina, ela cura ou ela mata?
11:07Porque um lado está dizendo que cura, o outro lado está dizendo que mata.
11:11Precisa a gente saber qual é a verdade sobre isso.
11:14Então, é algo realmente muito sério, muito grave.
11:17E mais, a minha preocupação é que temos a possibilidade de um agravamento, tanto na
11:25linha social como na linha econômica, se não tomarmos providências para evitar esse
11:31isolamento.
11:31Veja, Mitre, foi o fórum dos governadores, eu e outros governadores, que alertamos ao
11:37Ministério da Saúde que ia ter a crise de faltar a segunda dose.
11:42Ninguém levou a sério.
11:43Faltou a segunda dose.
11:45Inclusive, com recomendação do Ministério, no começo, de liberar o que tinha para a primeira
11:50dose e depois aí ficou faltando.
11:52Houve uma recomendação do próprio Ministério para que isso acontecesse para os estados
11:56e municípios.
11:56Essa situação agora do Butantan com a China, ou seja, é claro que as declarações, porque
12:02não é mais um ministro, não é mais um membro do parlamento, não é mais o filho
12:09de um presidente.
12:09É o presidente quando coloca uma posição que gera um clima, um ambiente ruim com
12:17países que são tão importantes para o Brasil como a China.
12:22Importante porque é de lá que há o fornecimento de vacina para a Fiocruz e para o Butantan.
12:28É a vacina que chega do Brasil.
12:29Tirando as vacinas que vieram da Índia, 2 milhões e mais 2 milhões de doses.
12:34Esse 1 milhão, mais 1 milhão agora da Pfizer, é da China.
12:38Governador, deixa eu só inserir o Sérgio nessa conversa, aí o Sérgio tem uma outra
12:41pergunta para o senhor.
12:45Que é exatamente em cima dessa questão aí, né?
12:49Inclusive o Butantan está paralisando nesse fim de semana, ou já paralisou nesse fim de
12:53semana, a produção da Coronavac justamente por falta do tal do IFA, o principal insumo
13:00para a vacina.
13:01E dentro disso que o senhor estava falando, sempre se diz, o embaixador da China fala,
13:07o governo chinês fala lá em Pequim, que esse tipo de declarações, acusações, não
13:14tem nada a ver.
13:16Só que a gente viu que a demanda já existia no Brasil e de outros países, a demanda já
13:22era grande e eles estavam entregando normalmente o insumo aqui.
13:25E agora parou.
13:27Parece óbvio que é um reflexo das declarações do presidente, né?
13:32O senhor acha, governador, que nesse momento o fato de a gente estar muito próximo da eleição
13:37do ano que vem, isso está sendo prejudicial, o presidente estaria, vamos dizer assim, mais
13:42de olho na urna do que de olho do vírus?
13:46Eu vou falar aqui meu nome.
13:48Quem não quiser ajudar, que não atrapalhe, né?
13:50Ou seja, o que não é razoável é num momento como esse, a gente ter declarações em relação
13:57à Rússia, em relação à China, mesmo em relação à Pfizer, mesmo em relação
14:03à Pfizer, aliás, mesmo em relação à AstraZeneca.
14:06Ou seja, não é razoável.
14:08Porque a gente não para para pensar.
14:11Mas vamos tentar imaginar o seguinte.
14:13Nós temos produção a partir de chegada do IFA de vacina na Fiocruz e no Butantan.
14:18Vamos imaginar que a Fiocruz e o Butantan estivessem tirando vacina dali para mandar
14:24aqui para o Uruguai, para a Argentina, para algum país aqui da América do Sul, nossos
14:30vizinhos, por uma questão de cooperação, de ajuda humanitária.
14:35Qual seria a reação dos brasileiros?
14:37Na hora que o Brasil está precisando tanto de vacina.
14:40Eu estou falando de vacina que está saindo dos braços do povo da China, que está precisando
14:45de vacina lá também, saindo dos braços do povo da Rússia, que está precisando de
14:49vacina, que estão saindo dos braços do povo americano, que está precisando de vacina,
14:53ou da Europa, que está precisando de vacina, para vir para o Brasil.
14:57Para vir para o Brasil.
14:58A Índia já estava numa situação delicada quando aceitou, por uma questão humanitária,
15:04mandar doses de vacina para o Brasil.
15:06Então, se a gente não tiver esse olhar, foi isso que a gente conversou com a ONU e
15:12com a OMS, mas não era o fórum dos governadores que era para estar tratando com a OMS e com
15:17a ONU.
15:18Os governadores entregaram uma carta à representante da ONU com sete itens.
15:23Exatamente.
15:23Já teve resposta?
15:24Já tivemos, inclusive, atendimento em relação a dois itens.
15:28O primeiro, em relação à antecipação da entrega de vacinas, 4 milhões, agora está
15:35previsto mais 4 milhões, e estamos reforçando para que tenha a definição do cronograma
15:41de junho, julho a agosto.
15:43Vê se a gente consegue aqui pelo menos mais.
15:45Daqueles 42 milhões, se se completa pelo menos 20 milhões de vacinas entregues pela
15:51OMS, pela situação de necessidade humanitária no Brasil.
15:56Da mesma forma, a gente precisa trabalhar junto ao governo americano para que, agora
16:03que, como eu disse, eles avançaram lá em vacinação, tem, inclusive, saldo de vacina
16:09lá da AstraZeneca, que ele possa repassar por um formato...
16:14Mas alguns passos já foram dados.
16:16E alguns passos foram dados.
16:18Na área de medicamento, por exemplo, a UNOP, que é ligada à ONU, foi o Sistema
16:24ONU, a reunião.
16:26Eles colocaram à disposição do Brasil uma licitação que eles fizeram para a entrega
16:32do chamado kit intubação.
16:34O próprio Ministério da Saúde está repassando aos estados e isso tem ajudado que a gente
16:40não tenha os problemas que tivemos lá atrás.
16:42O senhor falou na coordenação nacional, o senhor falou do papel do presidente do Congresso.
16:50O senador esteve aqui, Rodrigo Pacheco, na semana em que ele ia anunciar a criação
16:57do comitê.
16:58Era um comitê de integração que previa exatamente essa coordenação geral.
17:03Eu ainda perguntei a ele aqui, falei, presidente, o senhor acredita nessa integração de estados,
17:11municípios e a presidência da república?
17:13Ele falou, acredito piamente.
17:15Isto vai acontecer.
17:17E aí?
17:18Não aconteceu.
17:19E foi lamentável.
17:20Foi, aliás, uma situação...
17:21Os governadores participaram daquilo.
17:23Claro.
17:23Aliás, nós trabalhamos juntos.
17:26Câmara, Senado, Supremo, com o próprio presidente da república, não, mas com o ministro da
17:33saúde, defendendo...
17:36Aliás, é o que queríamos desde março do ano passado.
17:38Uma coordenação nacional que pudesse, como outros países fizeram, ter uma orientação
17:43nacional, uma estratégia nacional.
17:46Como é que está a rede hospitalar?
17:48Como é que está o abastecimento?
17:50Qual vai ser a lógica de vacina?
17:52Como é que vai ser a compra de vacina?
17:56Vou dar um dado só também para você completar.
17:59No ritmo que nós estamos, nessa situação que o Sérgio cita aqui do Butantan, nós vamos
18:04chegar em agosto com aproximadamente 70 milhões, se tudo der bem, 70 milhões de pessoas vacinadas.
18:12Estamos chegando a 40 milhões ainda.
18:15E veja qual é a consequência disso.
18:17Primeira dose.
18:18Primeira dose.
18:19Primeira dose.
18:19O que é que a gente tem que fazer?
18:20Precisariam chegar a mais ou menos 120 milhões vacinados para ter próximo de 70% com mais
18:28de 18 anos vacinados no Brasil.
18:30Não alcança isso.
18:33Não alcança isso.
18:34Coloca o Brasil, repito, no número, no índice de elevado risco.
18:38Isso vai acontecer, se não tiver medidas.
18:44Eu, inclusive, tratei essa semana lá com líderes no Congresso da importância da gente voltar,
18:51se não é pela coordenação nacional que os estados e os municípios ficam de fora.
18:55Eu não consigo imaginar como é que, em um estado como o Piauí,
18:59eu vou conseguir fazer uma política estratégica para a pandemia sem os municípios.
19:05Zero possibilidade. Zero. É fracasso total.
19:08Então, assim, independente de partido, de quem é governo, quem é oposição,
19:13tem que trabalhar junto, tem que trabalhar junto,
19:16integrando com o Sistema Único de Saúde,
19:19porque isso aqui precisa de ter os líderes numa mesma sintonia, numa mesma direção.
19:25Bom, agora, quando se tirou estados e municípios da coordenação,
19:30não há do que se falar de coordenação.
19:32Agora, é uma república federativa.
19:34É uma república federativa.
19:36Estamos fazendo uma ação como essa sem a federação.
19:41Quer dizer, não é razoável.
19:43Eu cobri isso, inclusive, do presidente Arthur Lira e do senador Rodrigo Pacheco.
19:50Entregamos a ele uma posição formal e ao presidente da república,
19:54e nunca recebemos uma posição favorável.
19:57Governador, a gente vai agora para um rápido intervalo.
20:00Volto daqui a pouco para tratar de outros assuntos com o governador do estado do Piauí,
20:04Wellington Dias. A gente já volta.
20:06A Fórmula 1 desembarca no tradicional circuito de Monte Carlo.
20:17Verstappen vai vir com tudo para tirar a vantagem de Lewis Hamilton.
20:22Max Verstappen, uma manobra sensacional.
20:24Ele tracionou, foi para cima, vai botar de lado.
20:29Isso a Band mostra e a Fórmula 1 2021 é adrenalina pura.
20:35Próximo domingo, nove e meia da manhã, tem o grande prêmio de Mônaco.
20:39Fórmula 1 é Band.
20:41Antigamente era normal investir pelo banco.
20:45Hoje, usamos uma corretora.
20:48Antigamente era normal investir só no Brasil.
20:51Hoje, você pode contar com a Avenue, a sua primeira corretora nos Estados Unidos.
20:57Com a Avenue, 300 mil brasileiros já investem no maior mercado do mundo.
21:02Com atendimento em português e câmbio instantâneo.
21:06O próximo passo da diversificação é a internacionalização.
21:10Avenue, go global.
21:12Não tem pra ninguém.
21:13Se você quer viajar muito, mas muito barato mesmo, a 1, 2, 3 milhas tem os melhores preços da internet.
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21:33É rápido, fácil e o melhor.
21:35Cabe dentro do seu bolso.
21:371, 2, 3 milhas.
21:39Clicou, economizou, viajou.
21:42Amiga, o que você acha desse?
21:44Hum, esse tem cara de forte.
21:46Tem, né?
21:47Like.
21:48E esse aqui?
21:49Adivinha?
21:51Forte.
21:52Como você sabe que é forte só pela cara?
21:54Cara de quem toma Fortivirão, né amiga?
21:57É.
21:57Conheça Fortivirão.
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22:37Salsicha frimeza, 8,98 o quilo.
22:40Papel higiênico, mimo no Clube Fato 15,98.
22:42Cumpre com o seu auxílio emergencial.
22:45Selinhos de descontos incríveis no Fato.
22:48Depósito Brasil Sul.
22:49Porta veneziana em aço branca, 529,90.
22:52Porta em aço branca, 4 folhas, 2 metros, 2.690.
22:56Em Londrina, na rua Belém, 61.
23:00Você que não abre mão das notícias de Londrina e da região.
23:03Você que gosta de estar bem informado na hora do seu almoço.
23:07Tarouba a notícia de segunda a sábado, às 11h50 da manhã.
23:12Oferecimento.
23:15Oral sim, nosso carinho constrói sorrisos.
23:18Imóveis Brasília, a loja da família.
23:22Verstappen vai vir com tudo para tirar a vantagem de Lewis Hamilton.
23:27Dia 22 tem classificação e no dia 23 tem o grande prêmio de Mônaco.
23:33Fórmula 1 é band.
23:42A história é apaixonante de força, amor e traição.
23:52Até onde você iria para salvar a pessoa mais importante da sua vida?
23:57Nesta terça, logo após o Jornal da Band, estreia Nazaré.
24:01Estamos de volta com o Canal Livre.
24:08Hoje recebendo o governador do Piauí, o Wellington Dias.
24:10Governador, antes de tratar de outros assuntos, queria que o senhor falasse um pouquinho do estado do Piauí.
24:15Um dos maiores fabricantes de mel.
24:17O senhor tem, por exemplo, lá uma nova Jericoacoara,
24:20atraindo muitos esportistas para aquela região.
24:24O senhor tem um potencial muito grande de energia eólica.
24:27Queria que o senhor falasse um pouco sobre isso antes da gente falar de outros assuntos no Canal Livre também.
24:32Bom, primeiro, gerir.
24:33Será sempre gerir, né?
24:34Um coração aí especial no Brasil, tá certo?
24:37Mas nós criamos lá atrás uma ideia que foi uma primeira experiência de consórcio.
24:43O consórcio da Rota das Emoções.
24:45Aliás, vale a pena conhecer porque é um dos lugares do planeta que ninguém pode morrer antes de conhecer.
24:51Você tem Jericoacoara, Camusim, essa região do Delta do Parnaíba, que é uma coisa espetacular,
24:59mais a região de Lençóis Maranhenses.
25:03Então, isso aqui é show de bola e tem voo de São Paulo direto para lá.
25:08A pandemia agora deu uma atrapalhada, mas a gente está trabalhando.
25:11Apareceram as imagens.
25:12Então, veja só, nós temos uma situação em que, neste momento de pandemia, o Piauí vive um momento desafiador.
25:25A gente teve que praticamente dobrar o número de OTIs, enfim.
25:29Foi uma situação que exigiu uma energia do setor público, setor privado, todas as lideranças do Estado.
25:37Mas a gente trabalhou um plano, eu estou no quarto mandato de governador,
25:43um plano que era uma ideia de planejamento de longo prazo.
25:48Vinte anos, entre 2003 e 2022, tive a confiança do meu povo lá de ser eleito quatro vezes no primeiro turno
25:56e fazer sucessor o governador Wilson Martins, depois o governador José Filho, que o sucedeu.
26:02E o plano prosseguiu.
26:04Resultado, a proposta era, assim, uma coisa muito, muito elevada.
26:12Era o Piauí, o patinho feio do Brasil.
26:15Patinho feio do Brasil, eu posso dizer isso aqui.
26:19O lugar mais pobre do Brasil, Piauí, enfim, era assim que era olhado sempre.
26:25E eu olhava para o Estado e via um potencial gigante.
26:29Puxa vida, se a gente trabalhar um plano, isso vai acontecer.
26:33E o plano era o seguinte, é possível, no horizonte de 20 anos, o Piauí, que tem um índice de desenvolvimento humano,
26:43um IDH, nós pegamos uma referência internacional.
26:46O IDH é 0,4, de 0 a 1, 0,4.
26:50Se fosse de 0 a 10, é 4.
26:52Na classificação internacional, muito baixo desenvolvimento.
26:57O que significa isso?
26:59Baixa escolaridade, baixa renda, baixa expectativa de vida.
27:05Então, o que temos que fazer para melhorar a escolaridade, para melhorar a renda, para melhorar a expectativa de vida e com mais igualdade?
27:13Com base nisso, nós iniciamos um plano bem integrado ali com o primeiro e segundo mandato do presidente Lula,
27:21primeiro e segundo mandato da presidenta Dilma.
27:24E esse projeto incluiu o setor privado.
27:28Resultado, a gente saiu de 0,4, muito baixo desenvolvimento, já em 2006, para baixo desenvolvimento, para 0,05.
27:37Em 2010, nós alcançamos 0,6, que era médio desenvolvimento, e agora em 2019, estava doido para o IBGE ir a campo para poder confirmar as projeções do próprio IBGE,
27:52mas o Piauí deve ter alcançado 0,7, que é alto desenvolvimento.
27:58Também estou curioso para ver o efeito dessa mortalidade na expectativa de vida, o efeito na educação, que também é um desafio.
28:06E no momento em que estamos, por isso que a minha ansiedade também por vacina, é porque precisa de um cronograma de vacina
28:14para uma retomada segura na economia, para o Piauí, para o Nordeste e para o Brasil.
28:20Para o Brasil, ou seja, a gente só vai ter condições de uma saída segura para o social e para o econômico
28:27com a segurança na pandemia, que é vacinação.
28:31Sem outro, não tem.
28:33Então, por isso que é a grande prioridade.
28:34É o único caminho para a volta segura ao trabalho, né?
28:37Então, nós lançamos lá um plano que a gente chama de um programa de retomada organizada da economia, do Estado, do social, com essas duas vertentes.
28:51Estamos investindo cerca de R$ 4,7 bilhões em 2020, 2021, 2022, graças a Deus, com a condição de investir em educação, em saúde, em segurança,
29:03mas também na infraestrutura, rodovias, etc., e na atração de investimentos.
29:08O Piauí tem hoje o privilégio de, no meio de uma pandemia como essa, ter uma carteira de aproximadamente R$ 18 bilhões em investimentos privados,
29:21para você ter uma ideia.
29:22Com parcerias público-privada, eu vou estar de volta a São Paulo, dia 28, para na Bolsa de Valores ter a PPP da rodovia Transcerrado,
29:30mas está lá o Piauí conectado, é uma realidade, é o terceiro maior produtor de energia eólica e não produzia nada,
29:38é o terceiro maior produtor de energia solar, e era uma plaquinha aqui, outra ali, o Nordeste, aliás, se destaca,
29:44o Brasil planeja até 2030 precisar de mais 50 gigas de energia.
29:51E o próprio Ministério das Minas e Energia, o ministro Bento, nos estudos, coloca 40 gigas vindo do Nordeste.
30:00E junto com isso criamos, não mais uma ação só Piauí, a ideia de trabalhar via consórcio do Nordeste de forma integrada.
30:12Está certo.
30:13Governador, agora falando de um modo geral, sobre uma questão que diz respeito ao Piauí, evidentemente,
30:19porque eu vou falar de reforma tributária, e sempre que a reforma tributária aparece,
30:26vem junto a questão federativa, é inevitável.
30:28E quando a questão federativa surge, para tudo.
30:33Agora tem lá uma reforma tributária que, segundo o presidente da Câmara, pode ser aprovada esse ano,
30:39dividida em quatro fases.
30:40Essa semana até teve uma decisão do Supremo que leva de novo para a necessidade da reforma tributária.
30:45Foi aquela decisão que tirou o ICMS do PIS e da COFINS.
30:50Então vai mexer na arrecadação e tal.
30:52De novo, olha, é preciso fazer a reforma tributária.
30:55Só que ela nunca sai.
30:56Agora estão lá esses quatro momentos, são quatro fases.
31:01E a última fase comparece o nosso ICMS, o nosso CPMF.
31:07A CPMF, que aliás está um pouco modificado, é prima e irmã da CPMF.
31:14O senhor acredita na aprovação disso?
31:17Qual a visão que o senhor, como governador, tem desse projeto?
31:20Sobre a necessidade da reforma tributária, eu acho que não preciso falar nada.
31:24Mas por que ela não sai?
31:25Ela pode sair agora?
31:26O senhor vê condição política para isso?
31:28Bom, você já tem aqui uns anos, agora eu vi pela sua vacinação aqui a sua idade, eu sei se acompanha há quantos anos reforma tributária e não sai.
31:43Para a questão federativa, o que é do Estado, o que é do município, o que é da União.
31:47Então, veja só, veja uma coisa extraordinária, eu também disse que estou no quarto mandato de governador e vi nesse período inteiro também as tentativas.
31:59Nós conseguimos, e é a primeira vez na história do Brasil, 27 unidades da federação e mais os municípios,
32:09pactuando uma proposta encabeçada pelo CONFAIS, nosso Conselho dos Secretários de Fazenda, as áreas técnicas, discutida com o setor empresarial.
32:22O que é colocado ali?
32:23A necessidade de a gente dar um passo, eu acho que está correto essa estratégia do presidente Arthur Lira e dos líderes do Congresso.
32:31O primeiro momento é da gente trabalhar a desburocratização, trabalhar a simplificação tributária.
32:41É um escândalo, é ruim para quem arrecada, pior para quem paga e ela, além de tudo, ela gera muita sonegação, muita sonegação.
32:52Então, qual é a lógica que trabalhamos?
32:54Se a gente tiver a unificação de vários tributos em um, o ideal era ter mais ou menos um IVA estadual.
33:05Tinha um projeto lá, representado pelo Baleia Rossi, que é exatamente isso.
33:09Exatamente, então nós estamos trabalhando.
33:11Mas agora é outro.
33:12É lá naquela proposta que já tramita que a gente apresentou essa proposta.
33:17Então, eu creio que se avançarmos nessa direção, eu acho que não tem porquê ter problema com a União, não deve ter.
33:25Não tem com os estados, tem sintonia com os municípios e com o setor privado.
33:29A gente acaba com bitritributação.
33:33A gente consegue organizar toda uma política que, de um lado, reduz tributos.
33:41Ela tem, embora não seja esse ainda o objetivo, mas com o fim da BIDA, a tritributação, ela tem um impacto na carga.
33:49Fica menos caro, mas não reduz.
33:52Ela barateia a própria atividade de gestão tributária, tanto privada como pública.
33:59E, o mais importante, ela garante uma lógica que não atrapalha o desenvolvimento do Estado.
34:07Hoje, você tem a guerra fiscal, que é terrível.
34:11Então, foram dados alguns passos, mas precisa ter uma solução definitiva.
34:16Qual é o ponto que a gente tem que trabalhar?
34:19O passo seguinte.
34:20No passo seguinte, aí há necessidade, há um desejo de se tirar a tributação sobre o consumo
34:29e trazer para a renda, e trazer para o patrimônio, enfim.
34:35O objetivo aqui é facilitar a vida do empreendedor, baratear custo, enfim, o chamado custo Brasil.
34:45Aqui, precisa de uma pactuação maior.
34:48E o momento que nós estamos vivendo não é fácil de fazer.
34:51Porém, se tiver que fazer, vai ter que ser, assim, uma costura mais demorada.
34:58Eu defendo avançar nessa parte.
35:00E a quarta fase?
35:01Está lá o bicho ameaçando, lá na quarta fase.
35:04Que é a CPMA.
35:05É verdade.
35:05Ou coisa parecida.
35:07Primeiro, mãe.
35:07Eu defendo o imposto digital, né?
35:09É, imposto digital.
35:10O mundo inteiro, o mundo inteiro, está preocupado que a gente tenha uma tributação com uma lógica
35:18em que o andar de cima pague mais.
35:21No Brasil, o andar de baixo é que paga mais.
35:24Os mais pobres, quando eu estava no Senado, a gente fez um estudo com essa cobrança indireta
35:29sobre o combustível, sobre comunicação, sobre o imposto de renda, enfim, termina alguém
35:38que ganha 5, 10, 15 mil, 20 mil pagando mais do que alguém que ganha um bilhão.
35:45Então, uma aqui paga, sei lá, 30%, outra aqui paga 10%.
35:52Então, não é razoável.
35:54Então, há necessidade e eu creio que uma hora a gente vai ter que ter esse acerto, porque
35:59isso causa um desequilíbrio interno e causa uma dificuldade da competitividade brasileira.
36:05Vamos para lá onde essa discussão está acontecendo em Brasília e o Sérgio tem outra pergunta.
36:09Diga, Sérgio.
36:11Pois é, governador, o ministro Paulo Guedes, ele tem vendido o seguinte, ele está propondo
36:16mais ou menos uma troca, né?
36:17Vocês me dão a CPMF, eu dou para vocês a desoneração da folha para facilitar para o
36:23empreendedor tudo isso aí que o senhor está dizendo.
36:27E eu queria aproveitar por aquilo, tudo que o senhor falou, que o senhor fez ao longo de
36:31quatro mandatos no seu estado do Piauí, se não está faltando isso, se é possível
36:38a gente conseguir fazer uma espécie de uma projeção, não dá nem para falar impacto,
36:44que é uma palavra desgastada, mas algum tipo de planejamento de médio e longo prazo, como
36:50o senhor fez no Piauí, e que vai mexer com isso tudo aí, uma reforma tributária pensando
36:56lá para frente, porque todo mundo pensa o seguinte, quero o meu aqui agora, garantir a
37:00minha arrecadação agora, dá para fazer isso pensando no médio e longo prazo e dá
37:06para aceitar essa troca proposta pelo ministro Paulo Guedes?
37:10Toma aí a desoneração da folha e me dá o CPMF?
37:14Olha, em relação à troca, tá certo?
37:18O cuidado que tem que ter é porque, de novo, a folha, assim como o consumo, elas têm, é
37:25uma tributação que ela cria uma dificuldade para a competitividade dos nossos produtos,
37:32dos nossos empreendedores.
37:34Neste caso, eu acho que está correto a preocupação, porque barateia produtos, a gente reduzir carga
37:42aqui no consumo e facilita empregabilidade, a legalização de emprego, se a gente tratar
37:50aqui na folha.
37:51Qual é o cuidado?
37:53É exatamente essa dosagem para que tenha uma alternativa substituta, porque você não
37:59pode cortar a despesa com a mesma facilidade, tá certo?
38:03Não estou dizendo que seja fácil, é difícil, mas eu digo na mesma sintonia.
38:10O que se fez lá atrás, eu estava no Senado, quando a gente avançou bem, a gente esteve
38:15ali muito perto de um acordo, e a proposta era há 15 anos, vamos fazer, nem que seja
38:23para implementação gradativa.
38:25De um lado, tinha uma aposta que com o fim da guerra fiscal, o fim da, como é que a gente
38:34diz, do atual modelo de estímulo de incentivo fiscal, tinha uma subida na arrecadação,
38:43e do outro lado se fazia aqui uma redução mesmo de alíquota.
38:47A redução, tem alíquota aí que vai a 35%, então traz isso aqui para um patamar mais
38:54aqui de 15, de 12, enfim.
38:57E quando se trabalhou isso, a ideia era de uma implantação gradativa com um fundo de
39:04compensação.
39:05Ali tinha problema com Goiás, tinha problema com Paraná, Espírito Santo, e ali se criava
39:10um fundo, São Paulo, que fazia essa compensação.
39:15Isso aqui dava segurança.
39:16Ah, mas não tem nada para compensar, o outro diz que tem.
39:19Cria o fundo.
39:21Se não tiver, ninguém perde nada.
39:23Mas se tiver, já tem ali o fundo garantindo a compensação.
39:28Então, eu sou favorável, quando eu olho o que acontece, que tem maior competitividade,
39:35passa por uma simplificação e passa por esses dois cuidados.
39:40Isso aqui vai ajudar.
39:41Eu me lembro ali quando a gente discutiu o Simples, eu já era governador, e o Piauí,
39:4690% das empresas eram as pequenas empresas.
39:52Então, eu ficava morrendo de medo aqui.
39:55O que vai ser?
39:56Vou lhe dar um depoimento hoje.
39:58Com o Simples, nós ampliamos o número de empresas, ampliamos receita.
40:04Está certo?
40:05Ou seja, reduzimos tributos e ampliamos receita.
40:09Então, tem uma aposta que precisa ser feita.
40:12E qual foi a segurança que a gente teve no Simples?
40:15A garantia de que se tivesse um efeito colateral, teria compensação.
40:20Então, eu acho que vale a pena o poder central organizar esse fundo de compensação.
40:27Um outro é, hoje os estados utilizam o incentivo fiscal do ICMS, especialmente, para poder atrair investimento.
40:35O que vai ficar no lugar?
40:36Então, tinha uma ideia de se organizar um fundo de desenvolvimento.
40:41Um fundo voltado para a atração de investimento.
40:44E que está naquele projeto também.
40:46E que está no projeto.
40:47Então, eu acho que esse também é um caminho positivo.
40:49Sim, mas CPMF, sim ou não?
40:51A CPMF é um tributo, não é?
40:53Que ele tem uma vantagem de pegar os de alta renda.
40:57Eu sou favorável.
40:59O senhor não está com a maioria nisso, não?
41:01Não, mas sou favorável.
41:03Agora, Mito, nessa questão de que o Sérgio colocou, sobre olhar para frente, tem muito a reforma administrativa aí também.
41:08Claro, claro, fundamental.
41:10A reforma administrativa está lá.
41:12Aliás, o presidente da Câmara esteve aqui dizendo que em dois meses aprovaria a reforma administrativa.
41:17Achei um otimismo maravilhoso.
41:20Vamos ver.
41:20Eles passaram 15 dias, parece.
41:23Mito, eu digo o seguinte.
41:25Mas a minha pergunta é o seguinte.
41:26Eu criei a sua visão do tamanho do Estado.
41:29Eu tenho a impressão que o Estado brasileiro como ele está, a sociedade não paga.
41:34O Brasil não paga esse Estado.
41:36Já não paga hoje.
41:36Já não paga, não aguenta.
41:38Não é possível.
41:38Você pega o orçamento e não tem dinheiro ali para investir.
41:40Como é que o senhor vê isso?
41:42E essa reforma administrativa sem o judiciário vai?
41:45E sem o legislativo vai?
41:47Como é que o senhor vê isso?
41:48Então, vou começar da reforma administrativa para depois chegar ao tamanho do Estado.
41:53Tem uma proposta que pouca gente está falando dela, mas ela é fundamental.
42:00Ali, ainda no governo do presidente Fernando Henrique, foi dado um passo importante, que foi a chamada Lei de Responsabilidade Fiscal.
42:09Ela colocou ali algumas colunas importantes.
42:13Ali o controle.
42:14Nós vamos ter, de um lado, vamos garantir aqui um investimento mínimo em educação para atingir esse objetivo, investimento mínimo em saúde.
42:22Mas aqui, a folha de pagamento não pode passar desse patamar, a dívida não pode passar desse patamar, o custeio tem que ter um controle, enfim.
42:31O que que faltou ali?
42:33Faltou o estabelecimento do principal, meta para investimento.
42:37Aliás, é o grande erro do teto.
42:39Quando se faz uma lei do teto, que inclusive coloca teto para investimento, você mata o país.
42:46Você mata o país.
42:47Ou seja, eu tenho que estabelecer um regramento de controle de despesas públicas com o objetivo de ampliar a capacidade de investimento.
42:59Então, o senhor é favorável ao Estado menor, porque não tem como fechar essa conta se a gente não diminui o Estado.
43:04Vamos lá.
43:04Vou te dizer aqui agora...
43:05Ainda é um tabu essa coisa de reduzir o Estado.
43:08É um tabu.
43:08O Estado menor depende dos serviços que a população quer, do ponto de vista público.
43:15Eu estou querendo que o setor de educação seja educação gratuita, etc.
43:20Eu quero segurança, o SUS, o sistema único de saúde.
43:25Mas o Estado mais racional vai garantir exatamente isso.
43:29Então, o que eu coloco para você é assim, quando a gente examina do ponto de vista...
43:34Aliás, essa pandemia fez revelar o papel extraordinário do SUS.
43:38Tudo.
43:39Extraordinário.
43:39Então, ali, o que eu lhe digo?
43:43Eu creio que, se a gente ter um passo, estabelecendo meta para investimento, que é o que a população precisa...
43:52Como é que eu sou governador e eu não...
43:54Me chega um prefeito, eu quero um hospital na minha cidade.
43:58Eu posso não ter o dinheiro para o hospital, mas tenho pelo menos para uma ambulância, para fazer um posto de saúde.
44:03Agora, não ter nada, não faz sentido.
44:05Então, quando a gente estabelecer o Brasil quer um mínimo de 5% de investimento, município, Estado e União,
44:13na perspectiva de subir para 6, para 7, para 8, para 9, para 10,
44:18isso impõe a todos os gestores, municipal, estadual e nacional, uma meta de planejamento com controle das outras despesas.
44:31Então, eu defendi isso desde a época lá, já do presidente Lula, da presidenta Dilma, do presidente Temer, enfim.
44:41É porque eu acho que aqui, inclusive, é mais transparente.
44:46Qual é o receio?
44:46Governador, eu acho que não dá, porque do jeito que está, o que tem que ser pago consome toda a arrecadação, não sobra nada.
44:55Mas quando...
44:56Essa é que é a questão.
44:57Olha, veja só, lá atrás, eu me lembro ali, em 1996, 97, 98, os estados tinham grandes problemas de endividamento, folha de pagamento, etc.
45:11E aí foi o papel que veio da LRF.
45:13Então, na regulamentação, muitos diziam, não vai dar para cumprir essa meta de no máximo 60% com a folha.
45:22E deu, tá certo?
45:24Aliás, está dando é menos.
45:26Então, o estado do Piauí aprovou uma lei em que estabeleceu metas voltadas para investimento.
45:35E tem dado resultado.
45:36Ano passado, chegamos a cerca de 7% de capacidade de investimento.
45:40Este ano, com a pandemia atingindo vários setores e as receitas também, nós vamos ter uma possibilidade de chegar aí a algo como 8%, 9% na capacidade de investimento.
45:55Então, o que eu digo é que a essência é isso.
45:57Agora, puxando, inclusive, a outra parte do que você colocou.
46:01Nós precisamos, aliás, o Sérgio também, o Brasil precisa trabalhar de forma planejada, organizada, Sérgio, a parte da retomada da economia.
46:13Aliás, como o mundo inteiro está fazendo.
46:16Estados Unidos e América.
46:17Será que está todo mundo louco lá pegar 2,3 trilhões de dólares?
46:21Estou falando aqui de 10 trilhões de reais, aproximadamente, e dizer isso aqui é para a gente retomar, criar um ambiente econômico favorável.
46:32Eu acho que não.
46:33Eu acho que não.
46:34Eles estão certos.
46:35Então, o que eu digo é assim, há necessidade, só para fechar aqui o raciocínio, de, nesse instante, somar esforços.
46:43Os três níveis de governo, juntamente com o setor privado, com o setor privado, para que a gente tenha o pacote Brasil voltado para a retomada.
46:54Para avimentar o caminho para a saída.
46:55Exatamente.
46:56Se deixar cada um por si e Deus por todos, embora eu creio muito em Deus, mas eu acho que, nesse caso, há necessidade de a gente fazer um bom plano aí.
47:10Deus abençoe e dá certo.
47:11Só para eu, antes de passar para o Sérgio, objetivamente, o senhor é favorável à reforma administrativa e mexendo com o servidor só para frente?
47:19O que eu sou contra é uma política que, já assim, o servidor é o culpado de tudo.
47:24Não é verdade.
47:26Não é isso.
47:27O servidor depende do tamanho do Estado que você quer.
47:30Repito aqui, se estabelecer, vou dar aqui uns exemplos aqui, compreendendo.
47:34Quanto é que você paga bem para um determinado setor como a advocacia, por exemplo?
47:44Quanto é um salário bom?
47:45Ah, é de 10 mil, é de 15 mil, é um bom salário?
47:47É um bom salário.
47:48Então, quando você está sobrando dinheiro, aparece alguém, não, eu quero é 20, eu quero é 30, eu quero é 40, etc.
47:58Eu acho que a grande reforma administrativa brasileira é completar a LRF estabelecendo meta para investimento.
48:09Bom, investimento, a meta que vai valer para os 5.600 municípios e mais 27 estados e para a própria União.
48:18Então, a essa é uma obrigação, uma obrigação, uma obrigação de ter, alcançar indicadores de investimento, que nem, repito, já fizemos em outras áreas.
48:28Sim, mas vamos ver uma questão bem prática.
48:30Lá no projeto tem um item que é o seguinte, porque hoje um funcionário público, dependendo da situação, ele entra no serviço já praticamente ganhando o que ele vai ganhar até o fim da carreira.
48:42Não tem um estímulo aí, inclusive, para que ele evolua.
48:46Isso está lá, hoje.
48:48É muito parecido o primeiro salário com o último.
48:50Então, no meu estado...
48:51O que o senhor acha disso?
48:52A reforma quer mexer nisso.
48:54Vou lhe dizer do que eu fiz.
48:56Eu estou trabalhando um casamento da remuneração fixa com uma remuneração variável vinculada a resultado.
49:05Interessante.
49:05O pessoal, começou com o pessoal da área fiscal, que se paga uma produtividade vinculada à eficiência na receita.
49:13Mas ele veio para a saúde, onde se paga a produtividade vinculada na contraprestação de cirurgias, de exames, etc., de serviços à população.
49:25Sofreu isso lá há quanto tempo?
49:26Agora, acabei de aprovar agora para a área de assistência técnica, para dar um exemplo.
49:30Em que o servidor ganha lá o salário dele, mas se ele trouxer para a carteira aprovada, mais projetos, ele ganha ali 1,5% porque o projeto foi aprovado.
49:42Ele ganha 1,5% porque acompanhou e o projeto foi implantado.
49:45Vai dar certo.
49:46Então, essa posição, eu acho que encontra, inclusive, a aceitação.
49:52Governador, infelizmente, a gente está no finalzinho.
49:54Só o Sérgio fazer uma pergunta, depois o Mitter e fim de papo.
49:58Sérgio, vamos lá, Rios.
50:02Pelo que o senhor falou aí, o senhor lembrou o plano Biden, que está sendo considerado o Biden escandinavo, social-democrata e tudo.
50:10Por tudo o que o senhor falou, dá para a gente depender?
50:14Eu posso entender que, na sua opinião, principalmente nesse momento agora de pós-pandemia,
50:20o Estado tem que ter uma função maior do que aquele tripé básico, saúde, educação, segurança, mais ou menos por aí?
50:29Com toda certeza, Sérgio.
50:30Nesse instante, quem tem que dar o primeiro passo é o setor público, não é sozinho.
50:37Veja o que eu estou dizendo, tem que ter um plano de investimento.
50:41Nós temos estimativa de mais ou menos 18 mil obras municipais, estaduais, federais.
50:47Estou falando aqui de uma estrada, de um sistema de água, enfim,
50:52em que se a gente abre espaço para ter recursos, para ter condições de investimentos,
50:58e aí tem que ser feito União, Congresso Nacional, pelos limites de impostos aos Estados,
51:04nós vamos conseguir garantir esse caminho.
51:07Eu tenho defendido, aprovado já no Senado, falta aprovar na Câmara, um fundo de recebíveis.
51:14Ou seja, aqueles tributos, impostos não pagos foram para a dívida ativa.
51:18Isso aqui soma, Mitri, 3,7 trilhões nos três níveis de governo.
51:23Uma parte disso é podre, 2,5 trilhões já não vale nada.
51:28Mas estou falando de 1,2 trilhões de reais, um trilhão de reais,
51:32o que é possível garantir numa modelagem em que a gente,
51:37além das áreas que já temos de procuradoria fiscal,
51:41trazendo o setor privado para nos ajudar nessa cobrança,
51:46de um lado tem redução de sonegação,
51:49do outro lado é possível antecipação, é possível 200, 300 bilhões de reais
51:55com o modelo da securitização dessa dívida.
52:00Um fundo imobiliário.
52:02Os Estados têm, e os municípios e a União,
52:05também um conjunto de patrimônio, muitas vezes sem uso,
52:08da gente poder ter como um fundo garantidor,
52:12ter modelagens de parceria público-privada.
52:15Então, nesse somatório feito por setor privado,
52:19a gente, olhando para os setores mais promissores,
52:25o mundo vai precisar de alimento e é o Brasil quem pode abastecer o mundo.
52:30O Brasil pode crescer na área de energias,
52:33acelerar a construção civil, acelerar um conjunto de setores
52:37como esse de tecnologias avançadas, de rede de fibra, enfim.
52:43Então, há aí um casamento entre as necessidades do Brasil,
52:49atualizando a pauta de investimento Brasil,
52:53e cria-se, assim, um ambiente favorável para o próprio setor privado
52:57e a atração de investimentos estrangeiros.
53:00Perfeito.
53:01Minha perguntinha rápida.
53:02Essa semana foi instalada a comissão para discutir o projeto da PEC do voto impresso.
53:09Sabemos que no Brasil nós temos o voto eletrônico,
53:13que é um sucesso até admirado em outros países.
53:15Mas há uma contestação grave ao nosso sistema
53:18e essa contestação causa preocupação.
53:21Quando houve a invasão do Capitólio nos Estados Unidos,
53:24o presidente falou,
53:26se continuar o voto impresso vai ter a mesma coisa aqui.
53:28Quer dizer, é um problema.
53:30Se continuar o voto em urna eletrônica.
53:31É.
53:32Sem o voto impresso.
53:33Sem o voto impresso.
53:34Se não houver voto impresso.
53:35Então, é um problema.
53:36É um problema.
53:37As pessoas ficam intranquilas.
53:39O senhor vê possibilidade de resolver isso,
53:42encerrar esse assunto até outubro?
53:44Ponto final.
53:44Não se fala mais nisso.
53:46Vamos para a eleição do ano que vem.
53:48Quem ganhar no sistema aprovado, leva.
53:50O senhor acha que é possível chegar a isso?
53:52É.
53:52O que o senhor propõe?
53:53Um meio termo, alguma coisa?
53:54O que é?
53:55Eu defendo que a gente volte para as origens.
53:57Se lembrar,
53:58quando foi aprovado o voto eletrônico,
54:01tinha muita desconfiança.
54:04Será que não tem alterações?
54:05Enfim, não é isso.
54:06Qual foi o caminho ali apontado?
54:09Era uma...
54:10O que se faz nas pesquisas?
54:11Era uma espécie de uma amostragem,
54:13ter uma amostra impressa que pudesse servir como uma amostra de conferência.
54:20Isso aqui, essa urna bateu?
54:21Bateu.
54:22Essa outra lá no Paraná bateu?
54:24Essa aqui no Amazonas bateu?
54:25Essa aqui?
54:26E com base nisso, não.
54:27Então, se aferia como adequado o sistema.
54:31Eu confesso a você que avalio que o Brasil não pode dar mais passos para trás.
54:37Eu fico todo orgulhoso quando eu vejo os americanos lá daquele jeito de contavoto no papel.
54:44Tá certo?
54:45Eu me lembro também, não é, da...
54:47Dos famosos mapismo, enfim, eu sou dessa geração.
54:51Então...
54:51O que eu vi de marmita.
54:52De marmita, gente.
54:54Eu quero o uso da tecnologia e defendo um sistema de amostragem.
54:58Eu acho que essa é a pactuação que temos que fazer no Congresso para, de um lado,
55:02resolver o problema dos incrédulos e do outro para poder aferir mesmo a credibilidade.
55:06E colocar um ponto final nesse assunto.
55:08E colocar um ponto final.
55:09Eu acho que a gente tem que trabalhar para ver se em 2022 a gente tem uma eleição democrática,
55:16onde vença o melhor.
55:17Não posso negar que estou bastante animado com as possibilidades do meu campo político.
55:22E o país precisa.
55:23Precisa de uma transição.
55:25Uma transição capaz de uma reconstrução nacional pós-Covid, pós tudo isso que aconteceu.
55:31Já vinha com problemas antes do coronavírus.
55:35A necessidade da gente ter um bom entendimento.
55:38Eu acho que o país viveu um momento de crescimento do ódio, crescimento da desarticulação,
55:45uma falta de unidade nacional.
55:47E isso não é bom.
55:48Eu acho que precisa ter uma moderação, uma condição da gente olhar para frente.
55:54Somos um extraordinário.
55:55Eu viajo pelo mundo e olho assim, o país deste século é o Brasil.
56:03Dentro do Brasil é o Nordeste e dentro do Nordeste o Piauí.
56:07Fernando, obrigado pela entrevista no Câmara e até a próxima oportunidade.
56:10Obrigado.
56:11Deus abençoe.
56:11Obrigado.
56:12Agradeço também aos jornalistas Fernando Mitri e também Sérgio Amaral.
56:16Clara nos acompanhou durante esse programa.
56:18Uma ótima semana a todos.
56:20Até semana que vem.
56:21Tchau, tchau.
56:21Hoje, no Show Business, temos Rubens Ometo de Silveira Mello, presidente do Conselho da COSAM.
56:46A COSAM é a maior produtora de álcool do mundo.
56:51Não percam.
56:57Bem-vindo, doutor Rubens.
56:59Obrigada por ter aceito o nosso convite e participar aqui do Show Business.
57:03Eu sei que os tempos estão difíceis, mesmo para quem está trabalhando em casa.
57:08São 24 horas de trabalho, tudo em função dessa pandemia.
57:14Mas eu queria começar por uma coisa gostosa.
57:18Eu acabei de ler seu livro, O Inconformista, lançado recentemente.
57:25Por que esse título, O Inconformista?
57:28Bom, Sônia, antes de mais nada, é um prazer sempre estar com você, ter essa conversa que
57:34ela flui muito gostosa, é um bate-papo muito gostoso.
57:39Então, esse título do Inconformista, quando eu procurei o Agnaldo para escrever o livro
57:49para a gente, o Agnaldo Silva, a gente foi fazendo uma série de entrevistas, conversando,
58:00contando a história toda, e a gente sempre meditando qual seria o título.
58:06E ele interpretou muito bem a minha personalidade.
58:09Eu sempre fui uma pessoa que, desde garoto, desde na época de colégio, de primário, essas
58:17coisas todas, eu sempre fui uma pessoa que nunca aceitei as coisas porque elas são impostas.
58:24Tudo tem que ser irracional.
58:26E ela não parava, tudo tem que ser racional.
58:29E ela não parava aí.
58:30Ela parava que eu sempre, se eu achava que ela não era racional o suficiente, eu sempre
58:35arrumava, procurava uma maneira de deixá-la mais racional.
58:40Então, eu sempre fui um inconformista de aceitar as coisas como elas são.
58:47Eu sempre gostei do desafio, eu sempre gostei da criatividade para superar e para fazerem
58:53as coisas melhores do que elas são.
58:56Eu estava pensando aqui, você nasceu numa família de usineiros, quer dizer, seu avô,
59:05já tinha construído a primeira usina, acredito, né?
59:11E seu tio continuou os negócios e você está continuando.
59:18Nessa trajetória, você teve alguma dúvida que esse era o teu caminho?
59:23Você teve alguma dúvida?
59:25Justamente por ser um inconformista?
59:27Não, eu vou plantar feijão, sei lá.
59:33Vou ser industrial e vou fabricar motores.
59:39Você teve algum momento nessa sua carreira?
59:43Essa é uma história gozada.
59:45Você sabe que eu tenho a ideia de fazer esse livro há muito tempo, porque você...
59:53Eu acho que...
59:53Eu acho que...