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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (21) para os Estados Unidos, onde fará o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Será a primeira vez que o líder brasileiro estará frente a frente com o presidente americano Donald Trump desde o início do desgaste na relação entre os dois países. A doutora em relações internacionais Priscila Caneparo comenta o assunto.
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NotíciasTranscrição
00:00E o presidente Lula embarca hoje para os Estados Unidos, onde fará o discurso de abertura de uma Assembleia Geral da ONU, fará abertura, portanto, e será a primeira vez em que o líder brasileiro estará frente a frente com o presidente norte-americano, Donald Trump, desde o início do desgaste da relação entre os dois países.
00:18E para comentar sobre esse tema, nós vamos conversar agora com a professora de Relações Internacionais, a Priscila Caneparo. Agradeço a sua participação pela primeira vez, então, sob o mesmo teto, né, Lula e Trump.
00:31Ele deveria, o presidente brasileiro, aproveitar toda essa situação, professora, para tentar fazer ali, conversar pessoalmente com Donald Trump, aproximar toda essa questão, ou ele não deveria fazer isso? O que a senhora imagina aí nessa abertura da ONU? Bom dia.
00:48Bom dia, Marcelo. Bom dia a todos que estão nos escutando, aqui nos assistindo. Então, essa semana é uma semana crucial, não apenas para o Brasil, mas para o contexto de relações internacionais mundanas, porque é a semana mais importante no cenário internacional que a gente tem, que é a reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
01:08Lembrando sempre que o Brasil é o primeiro a palestrar por conta da sua importância nesse contexto de criação da ONU, mas dentro dessa perspectiva, a gente precisa entender que é uma reunião muito emblemática para os estados levarem a sua demanda de fato,
01:22que eles estão trabalhando num cenário interno e no cenário internacional. Basicamente, quais são os pontos cruciais que importam para aqueles países?
01:31Então, de fato, nesse momento, é um momento um pouco conturbado para a gente ter relações bilaterais, principalmente em relação a estados que estão com um relacionamento um pouco mais conturbado,
01:42como é o caso do Brasil, como é o caso dos Estados Unidos. Então, eu acho extremamente complexo que, de fato, o Lula tenha uma reunião direta com o Trump,
01:52mas é um momento do Lula pavimentar caminho para que, em um segundo momento, ele consiga, de fato, ter essa reunião e essa relação diplomática um pouco mais abrandada que o presidente Trump.
02:06O que eu quero dizer? A fala do Lula não pode ser uma fala muito agressiva para que, de fato, a gente consiga chegar na Casa Branca
02:14e fazer, por assim dizer, um caminho para a negociação, um caminho para se reverter esse cenário, principalmente em relação ao tarifácio que o Brasil está sofrendo.
02:25Então, novamente, ainda que a gente observe uma posição de um tarifácio numa perspectiva política,
02:30que a gente sabe que o Trump é uma pessoa um tanto quanto instável, um líder tanto quanto instável e que nada obsta que, de uma hora para a outra,
02:37ele venha, de fato, a reverter essa posição em relação ao tarifácio brasileiro.
02:42Mas a gente também sabe que o Trump é um showman que ele gosta de atenção e, se, porventura, o discurso do Lula for um discurso muito agressivo,
02:51o Trump não vai abrir as portas e não vai reverter sua posição.
02:54Diferentemente, é se, porventura, o Lula venha com um discurso mais brando, venha com um discurso de entendimento e clara evidência em relação à posição do Trump
03:04e, aí, assim, a gente pode observar um caminho mais concreto e que se chegue à possibilidade de uma reversão desse tarifácio.
03:12Professora, muito bom dia para a senhora também. Bom falar mais uma vez com você por aqui.
03:17Bom, já houve uma sinalização, inclusive, que o Brasil teria barrado a participação dos Estados Unidos
03:21em uma reunião sobre democracia. O que isso já revela sobre o posicionamento da diplomacia brasileira, né?
03:29E até que ponto isso pode impactar em possíveis negociações, nos encontros bilaterais?
03:37Bom dia, Soraya. Bom dia, novamente, a todos que estão aqui.
03:41Então, basicamente, existem reuniões, só para a gente entender o que é isso, existem reuniões preparatórias
03:46para esse começo, né, de reuniões da Assembleia Geral.
03:50Então, são algumas reuniões pequenas que os Estados se reúnem, de fato,
03:54para debater alguns temas que são caros para eles, como, por exemplo, o caso da democracia em relação ao Brasil.
04:00Na verdade, o Brasil, ele não vai barrar, ele não tem esse poder de barrar nenhum Estado.
04:05Muito menos, né, o grande organizador, o grande sediador da Organização das Nações Unidas, que é os Estados Unidos.
04:11O que a gente observa, de fato, é que essas reuniões, elas podem ocorrer, ainda que os Estados não deem resposta.
04:18Então, basicamente, o que aconteceu é, as reuniões ocorreram antes dos Estados Unidos darem a resposta.
04:24Porque, de fato, o que a gente prioriza, e esse é o ponto central da diplomacia brasileira,
04:30é justamente uma questão do quê?
04:31Uma questão de se ter um aporte de, cada vez mais, a gente partilhar de uma ideia de cooperação internacional.
04:38Então, quanto maior for o número dos Estados participando dessas reuniões,
04:43maior vai ser a consolidação dessa cooperação internacional.
04:46E é claro que a gente tem que observar que, nesse sentido, se, porventura, a gente não esperou,
04:52e aí é face negativa disso, se a gente não esperou esse papel efetivamente dos Estados Unidos dar uma resposta,
04:59de fato, existem dois caminhos de entendimento.
05:01O primeiro caminho de entendimento é que o Brasil desconsiderou a postura dos Estados Unidos
05:06e que, porventura, a gente possa nos levar a crer que o Brasil barrou os Estados Unidos dessas reuniões preparatórias.
05:13E o segundo ponto que eu acho ainda mais relevante é que os Estados Unidos, talvez, quiseram, de fato,
05:19obstar o desenvolvimento dessas conversas.
05:22Porque daí a gente observa que, de fato, eles não deram resposta,
05:25é quase que fazendo com que houvesse uma demora infundada
05:30para que se tenha o desenvolvimento dessa reunião.
05:32Então, são dois pontos que a gente tem que trabalhar de uma perspectiva bem concreta
05:36e observar se, de fato, algum deles vai reproduzir alguma fala concreta dentro da reunião.
05:42O que eu não acredito, Soraya.
05:44Acredito que vai ficar por isso mesmo e vida que segue dentro da Assembleia Geral.
05:48Professor, agora a pergunta do Acácio Miranda.
05:53Professora, bom dia. Prazer tê-la conosco mais uma vez.
05:58Você fez menção ao tarifácio.
06:01E o presidente Trump, nos últimos tempos, até por pressão interna dos norte-americanos,
06:08vem diminuindo os itens que estão inseridos nesta lista.
06:12No seu entendimento, você acha que a pressão interna dos próprios norte-americanos
06:18e das instituições norte-americanas pode contribuir para que esse tarifácio acabe?
06:25E pode contribuir até para esfriar essa postura do Trump em relação ao Brasil ou não?
06:32Ele não respeita as instituições.
06:34Ele acaba atropelando as instituições internamente e externamente.
06:39Bom dia, Cássio.
06:42Eu acho importantíssima a tua pergunta, porque às vezes a gente acha que, de fato,
06:46existe quase que uma anarquia no governo do Trump.
06:49E não é bem assim.
06:50A gente precisa entender que o Trump vem de um setor muito diferenciado
06:53daqueles outros presidenciados e daqueles outros presidentes.
06:57Por que eu falo isso?
06:58Porque, historicamente, nós estamos acostumados a ter uma diplomacia tradicional,
07:03uma diplomacia pública, aqueles estados que conversam entre si, buscando o melhor caminho.
07:08Mas, em realidade, o Trump vem de uma perspectiva privatista.
07:12Ele vem, basicamente, de um corporativismo.
07:15Ele vem de um mercado privado.
07:17E a diplomacia que ele faz é uma diplomacia muito diferenciada.
07:21O que eu quero dizer com isso?
07:22O que eu quero dizer com isso é que ele se considera o majoral, de fato, mais importante,
07:26a pessoa mais importante, que todo mundo deve respeito, como se fosse um CEO de uma empresa.
07:31Mas, em contrapartida, Cássio, e esse é o ponto, não é que ele não deve respeito às instituições.
07:37É que, de fato, quando as instituições começam a colocar em risco a sua própria posição,
07:44a sua própria lucratividade, vamos pensar no movimento magra, por assim dizer, ele começa a recuar.
07:50Então, com certeza, respondendo diretamente a sua pergunta, com certeza,
07:54as únicas pessoas ou as únicas instituições que têm o poder de barrar e de fazer reversão
08:00em relação a esse cenário das tarifas são as instituições internas dos Estados Unidos
08:05quando começam a colocar em risco os interesses do MAG e do Trump.
08:09E o segundo ponto, obviamente, que é a grande base eleitoral dele,
08:13que são as grandes corporações, como, por exemplo, as Big Techs.
08:16No momento que elas começam a perder com esse tarifaço,
08:19o vídeo que aconteceu em relação à ruptura do Trump com o Elon Musk,
08:24a gente começa a ter uma pequena reversão em relação justamente à posição do Trump.
08:28Por mais que aparente uma ruptura, assim, frontal em relação ao Trump e o Elon Musk,
08:33a posição do Elon Musk fez com que o Trump retirasse algumas tarifas
08:39em relação aos semicondutores que eles importam, que os Estados Unidos importam.
08:43Então, em relação justamente a esse ponto do tarifácio,
08:46não importa o que os Estados, de fato, vão fazer,
08:51e principalmente no caso brasileiro, que é uma tarifa política,
08:54pelas próprias palavras do Trump, não importa o que, de fato,
08:57o Brasil venha a fazer em relação a concessões comerciais.
09:00O que vai importar é a pressão interna dos Estados Unidos
09:04e, principalmente, o quanto que o MAGA vai sair perdendo.
09:08Isso, sim, vai trazer uma reversibilidade para essa imposição de tarifas
09:12do que o Donald Trump venha ao longo do mandato impondo aos países,
09:17principalmente ao que interessa para nós, ao Brasil.
09:20Pergunta agora de Gesualdo Almeida.
09:23Pessoal, bom dia.
09:25Pessoal, a importância que os Estados Unidos têm para o Brasil
09:27é muito maior do que o Brasil tem para os Estados Unidos,
09:29do ponto de vista da economia e, inclusive, de cultura.
09:32E as visões de mundo do Lula e do Trump são absolutamente diversas,
09:36sobre multilateralismo, sobre a China, geopolítica, meio ambiente,
09:41enfim, praticamente tudo.
09:43É possível que, nesse discurso do Lula,
09:46ele possa defender os seus pontos de vista sem ser ofensivo,
09:50sem aumentar a fervor, sem aumentar a temperatura
09:52nas relações entre os dois países que já se encontram tão deterioradas?
09:57Bom dia, Gesualdo.
09:59Vamos por pontos aqui.
10:00A tua pergunta é muito importante,
10:01mas eu acho que a gente precisa entender o seguinte.
10:03O primeiro ponto.
10:04Nas relações comerciais, de fato, existe um superávit para os Estados Unidos.
10:10Então, basicamente, a gente precisa entender que, talvez,
10:14os Estados Unidos dependam mais do Brasil na perspectiva econômica
10:17do que o Brasil dependa dos Estados Unidos.
10:20Eu não quero dizer que o Brasil é mais desenvolvido,
10:22mas que, de fato, o Brasil conseguiria, talvez,
10:25pulverizar esses produtos que ele vende para os Estados Unidos
10:28em detrimento, justamente, de quem os Estados Unidos vão comprar.
10:31Tanto é verdade que a nossa economia, nesse último mês,
10:35não sofreu tanto quanto a gente imaginou que fosse sofrer
10:38em relação à balança comercial externa.
10:41Então, a gente precisa entender que, talvez,
10:43a nossa dependência dos Estados Unidos
10:45seja uma dependência colonial.
10:48O que eu quero dizer sobre isso?
10:49É uma dependência cultural, é uma dependência, de fato,
10:52em relação a alguns temas que a gente consegue se dissociar.
10:56Tanto é verdade que essa é a grande preocupação
10:58de uma bancada que está contrária ao Trump.
11:01Eles entendem o seguinte, o Brasil é um país que vai conseguir
11:04pulverizar o seu mercado, as suas vendas internacionais,
11:07primeiro ponto, e é um país que, de fato,
11:10que, talvez, ele vai quebrar com essa brecha histórica
11:12de colonialidade dos Estados Unidos,
11:15e vai se até muito mais a China,
11:17porque a China hoje é o nosso maior parceiro comercial.
11:19Então, o centro gravitacional de influência
11:22vai partir para o Oriente, e essa é a grande preocupação,
11:25principalmente, do Senado dos Estados Unidos.
11:27Mas é claro que, historicamente, como você muito bem pontou,
11:30nós temos uma relação quase que umbilical
11:32com os Estados Unidos, e é muito difícil quebrar,
11:36fazer uma ruptura institucional de uma hora para outra.
11:39E aí vem a questão do discurso do Lula.
11:42Existem duas visões de mundo apartadas,
11:45de fato, uma visão muito mais voltada do Lula
11:47para o multilateralismo, para uma defesa de Gaza,
11:50para uma questão em relação ao meio ambiente,
11:52para uma relação, efetivamente, em relação a valores democráticos,
11:55do que, efetivamente, do Trump.
11:57Essa é uma posição clara do Trump,
11:59uma posição contrária a esses institutos que eu acabei de falar,
12:02não sou eu falando, mas sim as próprias falas do Trump.
12:05Mas existe, sim, um ponto que talvez exista uma convergência
12:09entre o Lula e o Trump, que é a forma que o Lula se expressa.
12:14O Lula é um bom comunicador, a gente pode não gostar do Lula,
12:17mas é inegável que ele é um bom comunicador.
12:19E se, de fato, ele trouxer alguns pontos com falta de ataque ao Trump,
12:24mas enaltecimento de algumas posições do Trump,
12:27que seja uma ou outra que o Lula concorde,
12:29a gente já observa que, de fato, o Trump vai abrir um pouco as portas
12:33para que se tenha um relacionamento não amigável,
12:36mais diplomático com o Brasil.
12:37O ponto crucial, e aí a gente precisa entender,
12:40fazer um paralelo, por exemplo, da relação do Trump com o Putin,
12:43é que o Trump gosta de ser enaltecido.
12:46O Putin sabe enaltecer o Trump.
12:48Então, se o Lula tiver esse discernimento de enaltecer
12:51alguma outra política do Trump,
12:54vai facilitar o caminho justamente para que nós tenhamos
12:57o diálogo com os Estados Unidos.
12:59Não estou falando uma relação amistosa,
13:01mas uma relação diplomática,
13:03como, por exemplo, alguns outros países conseguem manter,
13:06ainda que tenham posições contrárias.
13:08O ponto central aqui é não ter uma fala agressiva,
13:11não ter uma fala de confronto,
13:13mas sim uma fala abrandada, defendendo os pontos brasileiros,
13:16mas, de fato, enaltecendo alguma outra política do Trump.
13:19Aí, sim, a gente vai conseguir um caminho muito frutífero
13:23para ter uma relação diplomática com os Estados Unidos.
13:26Professora, ainda pensando o que pode acontecer durante essa semana,
13:29o ministro da Saúde Alexandre Padilha desistiu não ir aos Estados Unidos
13:33depois de uma série de restrições impostas pelo governo americano
13:37no deslocamento dele ali em Nova Iorque.
13:40Então, ele desistiu de ir.
13:42A senhora acredita que a ausência dele, também de Fernando Haddad,
13:46possa comprometer a participação plena do Brasil?
13:50E mais, enquanto o presidente Lula estiver em Nova Iorque,
13:54será possível mais sanções aos atores brasileiros
13:59por parte, também, do governo norte-americano?
14:03Bom, Soraya, vamos lá.
14:04Em relação ao ministro Padilha, ele entendeu não ir
14:07porque, de fato, os Estados Unidos têm uma soberania em relação ao visto,
14:10em relação à imposição, justamente, de uma não possessão de visto
14:14ou uma supressão em relação aos poderes amplos do visto.
14:18O que aconteceu em relação ao ministro Padilha
14:20foi que, justamente, ele não poderia se deslocar
14:23a ponto de se mover daquele quadrilátero, quase, efetivamente,
14:26de onde se encontra a Organização das Nações Unidas em Nova Iorque,
14:29Manhattan em Nova Iorque.
14:31Só que isso não é tradicional, né?
14:33O tradicional e, basicamente, que os Estados Unidos
14:37propôs a fazer em 1945 foi o seguinte,
14:41eu vou abrigar a ONU, a ONU vai ter sede aqui no meu território
14:45e eu vou conceder os vistos, principalmente,
14:47para que as reuniões da Assembleia Geral ocorram.
14:50Tanto é verdade que, com esse posicionamento dos Estados Unidos,
14:53que é importante destacar, não foi apenas para o Brasil,
14:56de, enfim, de não conceder vistos
14:58ou de conceder vistos de uma maneira mais restritiva,
15:01faz com que a ONU repense a sua sede nos Estados Unidos
15:04e, em um futuro próximo, ela pense em uma reunião da Assembleia Geral
15:08em outros lugares, como, por exemplo, na Suíça,
15:10já que a ONU tem o Palácio das Nações na Suíça.
15:13Tem algumas sedes da ONU, algumas filiais da ONU,
15:16vamos colocar assim, mundo afora,
15:17e uma das mais importantes é, de fato, na Suíça.
15:20Só que aí, o ministro Haddad, existe uma perspectiva um pouco diferente.
15:24Ele teve seu visto renovado e ele escolheu não ir
15:27por conta de uma questão de política interna,
15:30por conta das discussões em relação ao imposto de renda,
15:33a isenção do imposto de renda.
15:34Mas eu não acredito que isso, de fato, vai obstar o posicionamento brasileiro
15:38ou o relacionamento do Brasil com os Estados Unidos.
15:41Porque é uma questão que o Trump, a gente sabe,
15:44o Trump, basicamente, é de momento.
15:46O momento não é mais o Brasil.
15:48E eu não acredito que, ainda que nós tenhamos as falas do Ramarco Rubio,
15:52o secretário de Estado dos Estados Unidos,
15:54que, nesse momento, vão haver novas imposições e medidas
15:57contra o Brasil ou contra alguns brasileiros
16:00na reunião da Assembleia Geral.
16:02Porque o foco, hoje, não é, de fato, efetivamente, o Brasil.
16:07Mas sim, por exemplo, o que a Rússia está fazendo na Ucrânia
16:09e outros pontos, principalmente em relação a outros parceiros históricos
16:13dos Estados Unidos, como é o caso da Índia.
16:15Então, eu não acredito em imposição de novas medidas,
16:17porque a temperatura brasileira já abaixou para os Estados Unidos.
16:22Perfeito.
16:23Conversamos, então, com a professora de Relações Internacionais,
16:26Priscila Caneparo.
16:27Muito obrigado pela participação conosco aqui, professora.
16:33Obrigada.
16:34Bom dia para vocês.
16:35Bom dia.
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